Sábado, 28 de Junho de 2008

Quando uma keka falha

Porque razão os homens nunca contam aos amigos que falharam numa keka?

O verão já aí está e as noites começam a ser propícias para uma escapadela à noite.

     Quando falo em escapadela, tanto dá para os gays como para os hetro. É que em termos de desejo sexual, não existe muita diferença para aqueles que vivem numa comunhão de facto ou casados. É que andar todos os dias a comer “bacalhau com batatas cansa” e vai daí, acontece uma escapadela.

     O pior é se a coisa corre mal, ou seja: na hora, o pau não se levanta por mais beijinhos no dito ou a procura do sítio G, aquela porra que andou todo o dia de praia levantada “até se babava”, na hora, acontece a desgraça.

     Estivessem uns na Aldeia do Meco mirando os pirilaus e cus dos outros, ou outros em outra praia qualquer a olhar para as garinas boas que à beira-mar iam passando, todos eles trazem o desejo de dar uma facadinha no matrimónio, e à noite é canja.

     O pior é quando acontece a desgraça, ou seja: - depois de todos os preliminares com a mão no coiso e o coiso na mão ou em qualquer outro local, o raio do coiso não se levanta por mais voltas que se dê, e sem o coiso em pé, não há nada a fazer.

     Seja ele ou ela que pretenda que o coiso penetre nas suas profundezas e ele não se levanta, a coisa está preta.

     Se o coiso por mais beijos, carícias ou dedos em qualquer outro sítio para lhe dar vontade de se levantar e não se levantar. O tipo está morto.

     As desculpas do desgraçado dono do coiso que se quer machão vêem de seguida!

     Foi o dia que não correu bem.

     Está traumatizado por estar a meter uma parelha de cornos à ou ao companheiro.

     A coisa não está a correr bem, porque falta um pouco de intimidade.

     A ânsia era tão grande e afinal a coisa não dá.

     O raio do coiso não há meio de se levantar, porra! Até parece que sou maricas!

     Mas isto nunca me aconteceu! (é mentira, depois dos trinta é o pão nosso de cada dia).

 

     - Quanto a mim, quando estas coisas acontecem, o melhor é não ligar ao facto. Parar tudo, inclusive os preliminares, conversar um pouco, fumar um cigarro (dizem que mata, mas descontrai) ouvir um pouco de música com luz a meio gás, brincar com a situação e depois de totalmente descontraído tentar novamente e vai ver que o coiso vai levantar-se e a função começa.

      Às vezes o problema é a ansiedade de crer agradar para botar figura e não se conseguir concentrar, pois a sua mente este noutro local.

      Sejam quais forem as razões, elas acontecem.

      Você não é o único, é próprio da morfologia sexual e não há nada a fazer.

 

                Hoje apeteceu-me escrever uma situação que toca a todos e gostaria de receber as vossas opiniões, não só dos que têm coiso para utilização, como dos que o têm mas querem o coiso dos outros para seus prazeres, assim das que não tendo, querem-no para as suas profundezas.

                Bem. Não sei se me entenderam com estas “parábola de palavras” ou entre linhas, como diz a outra.

 

     Seria interessante, mesmo dentro do anonimato, darem as vossas opiniões sobre esta matéria ou experiências passadas, sejam elas, eles ou os mais ou menos.

 

Fica à espera das vossas experiências e COMENTEM SEM MEDOS.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Estou apaixonado
publicado por nelson camacho às 01:28
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5 comentários:
De Il Conte a 29 de Junho de 2008 às 20:05
vou tentar fazer um esforço para ter controlo dos ,meus preconceitos e assim deixo um comentario. nao gosto de gays, francamente nao gosto nada, detesto, e sonho com eles soluçoes bem fascistas, mas reconheÇo que o problema é meu, eu é que hei de mudar e de aprender a ser mais moderno, os gays nao tem culpa nenhuma, evidentemente.
Uff...mas é tao dificil!
Escrevo, mas o que queria era obrigar voces a tratamentos sanitarios e psiquiatricos, como se se ser gay fosse uma doenÇa! Aqui quem precisa do Julio de Matos sou eu!
Olhe, concordo com vc , quando isso acontece o melhor é fumar, beber algo, ver meia hora tv, dar um passeio, um cafe, uma cerveja, qualquer coisa, e depois duma meia hora voltar ao ataque, mas com uma maneira lenta, demasiado lenta.
se o activo é vc, e o passivo / a passiva o seu partner, entao deixe-se atar à cama com vestidos e sapatos pelo partner. quando atado, que já nao se podia mexer, o partner comeÇaria a tirar-lhe os sapatos, as calças, a roupa, mas com enorme lentidao, muito devagarinho mesmo. quando vc nu, o partner começava a acaricia-lo em todo o corpo mas mesmo muito devagarinho, acariciava em todo o lado sem nunca acariciar na porra ou nas bolas, mas passando muito por perto, depois de vez em quando uma caricia na porra ou nas bolas mas demasiado leve e demasiado rapidinha...nao se preocupe que depois essa porrinha ia tornar-se dura outra vez, o importante é que as caricias sejam leves e lentas, quando vc axcitado, o / a partner colocava uma venda nos seus olhos para vc nao ver, depois encostava-se ao seu ouvido e dizia-lhe algo muito porco e ordinario, depois era so ele/ ela sentar em cima de vc e utilizar a sua porra dura como um vibrador qualquer.
eu sei: vc seria muito pouco activo!
seria mais um brinquedo!
um objecto sexual!
mas dava prazer ao seu partner e tb para vc podia ser divertido. se nunca experimentou experimente...s
ah...isso que vc escreveu que depois dos 30 anos o nosso pao de cada dia seria falhar a mim parece-me um bocado exagero!
ja depois dos 30?
hmmm...eu diria mais depois dos 50...quer dizer, falhar é normal, mas aos 30 falhar frequentemente é uma doenÇa e precisa de ajuda medica.
nao acrdito que consegui escrever tanto a um gay.
hoje ganhei uma pequena batalha contra os meus preconceitos fascistas
boa sorte
De nelson camacho a 30 de Junho de 2008 às 13:48
Meu caro Il Conte (?)
Também eu vou fazer um esforço para responder ao seu comentário! Não por gostar ou não de Gays, onde você se insere. Só ainda não o descobriu, caso contrários porque sonharia com eles? É você que o diz! De facto a culpa é sua!
De qualquer das formas obrigado pela forma como explanou o que faz quando falha uma keka . Dava uma história erótica onde o ponto fulcral seria os fetiches que vão na sua cabeça. Quanto ao “pau” começar a dar sinais de fraqueza, são os cientistas que o dizem. O meu ainda dá conta do recado e está sempre pronto a ser utilizado por aqueles que aqui me chamam de gay.
Está aberta a discussão sobre este tema.
"Nada é tão irresistível quanto uma ideia cujo tempo chegou." - Victor Hugo
De Il Conte a 30 de Junho de 2008 às 19:33
ah ah ah ah ah ah....queria eu por acaso roubar em casa do ladrão? ok, ok, até gostei desse seu arrojo! então eu seria um gay e nem sabia? Pois, pois, ainda bem que você me abriu os olhos, finalmente uma nova vida começa para mim, já não preciso de me esconder, não é? Ah...que alivio! obrigado!
Vá...gostei...fez-me rir...achei-o simpático , me colocou no meu lugar mas tinha razão!
Sorte.
De nelson camacho a 1 de Julho de 2008 às 05:33
Meu caro Il Conte (?)
Lá vamos nós outra vez! Assim, gosto, gosto de discussão, como esta onde as pessoas não se agridem com palavras de mau gosto que infelizmente proliferam entre alguns bloguistas que nada mais são que blogueiros.
Com que então o meu “arrojo”, fê-lo rir? Ainda bem, pois a vida é para ser vivida no dia a dia, já nos chegas as agruras da vida, inclusive a gasolina a aumentar todos os dias. A propósito, já teve oportunidade de ler “Palavras Cínicas” de Albino Forjaz Sampaio. Recomendo algumas cartas que ele escreveu por volta de 1940. Um abraço.
De Medoneu a 28 de Março de 2009 às 15:09
Olá,
É natural que um homem fique por vezes sem erecção. Isso de terem vergonha de o dizer, penso ser um comportamento mais do passado que tem tendência a diminuir.
Essa vergonha social radicava na ideia feita de que o homem que não consegue excitar-se é frouxo, frágil, pouco viril, quem sabe, maricas.
Enfim, ideias erradas que ajudavam à tese do macho poderoso, do sexo forte, robusto, invencível, que nunca tem quebras.
Acho que o assunto deve ser encarado com naturalidade...às vezes basta o cansaço ou o stress para que o caralho não cresça e não nos proporcione aquela dose de desejo suficiente para uma boa sessão de sexo - com mulher ou homem. Se o problema se tornar repetitivo é recorrer ao médico de família, que poderá encaminhar para um especialista.
E acho que era bom os homens deixarem-se de inibições e falarem à vontade com os amigos sobre este tipo de assuntos; sem vergonha e sem medo - partilhar o problema, pode ajudar a encará-lo naturalmente, e até receber conselhos para o resolver.
Quanto ao meu caso pessoal, nunca tive grandes problemas; não digo isto para me vangloriar, mas apenas porque é a realidade...por norma, excito-me facilmente.
Lembro-me que uma vez estava com um gajo e não consegui que o meu pénis ficasse erecto...ele foi muito paciente, prolongou os preliminares - com muitas carícias nas coxas, nos tomates, nas mamas, onde sou muito sensível, a ver se eu reagia bem, mas a coisa não resultou. Senti-me um pouco envergonhado, não nego, e pedi-lhe desculpa. Ele disse que não fazia mal, "são coisas que acontecem". Gostei da reacção. Depois cada um seguiu o seu caminho, e não me senti mal por isso.
Quanto ao autor do post anterior, devo dizer que me choca tanto ódio e desprezo por quem é gay. Gostaria de perceber que motivos estão na base dessa atitude. Juro que gostaria de conseguir perceber. Claro que o senhor é livre de pensar o que quiser, de gostar ou não gostar. Mas a sua investida revela no mínimo muitos preconceitos, e um enorme desajustamento da forma contemporânea de entender as relações afectivas e sexuais, além é claro uma grande falta de sentido de humanidade, quando fala dessa forma de outros seres humanos.

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