Domingo, 17 de Agosto de 2008

Reencontro de uma vida - Uma história como tantas outras

O reencontro

 

     Para quem me conhece e lê, sabe que tenho um ombro amigo para ouvir os lamentos e histórias de quem está necessitado(a) de desabafar as agruras da vida. Foi o que aconteceu ontem. Como estamos em período de férias existem festas populares por tudo o que é sitio e como estou pertinho de Ericeira, fui até lá. Como estas festas populares não fazem muito o meu género, meia hora a ouvir as promoções ciganas ou aquelas amostras de artistas cantando em play back, chegam e sobram, então, fui até um bar tomar um copo e desanuviar os ouvidos daquele ruído ensurdecedor que pairava pelas ruas. A música de fundo era agradável, baixa, como convém neste tipo de casa para se poder ouvir as palavras das nossas companhias e a reciprocidade ser a mesma. Estava absorto nos meus pensamentos quando ouvi num ton conhecido mas que já não ouvia à muito:

- Olá Nelson! Tudo bem contigo?

     Como as mesas e os bancos são bastante baixos, tive de olhar para cima a fim de verificar quem me chamava. A Luz negra do ambiente e os pequenos projectores coincidiam na face de quem me chamava e assim de repente, não reconheci o chamado e fiz uma careta de interrogação.

- Então! Já não me conheces? Eu sei que já lá vão uns anitos, mas ainda estou na mesma e pela aparência assim de imediato tu também não estás nada mal.

     Perante tais palavras levantei-me, olhei melhor, e lá estava o Jorge que já não via de facto há uns anitos bons.

     Abraçamo-nos e só não nos beijamos porque esse cumprimento entre homens só está estabelecido entre os russos e nós de russos não temos nada.

     O Jorge é um moço que de facto já não via à bastante tempo. A última vez que tínhamos estado juntos, foi quando convidado para o meu casamento, entretanto as vidas separara-se e nunca mais o tinha visto. Nada sabia dele, o que fazia ou se se tinha casado. Só sabia que tinha acabado o curso de engenharia e tinha formado uma empresa. Da sua vida privada nada mais…

- Então! Conta-me! Que fazes por aqui? E’pá, estás com um belíssimo aspecto! Ainda estás casado? Quantos filhos têm?...

     Ainda não nos tínhamos sentado já o Jorge saltava com esta catadupa de perguntas, sendo eu obrigado a responder de imediato.

- Não! Já estou divorciado, mas temos um rapaz que já é formado também em engenharia mas electrónica. Vivo aqui perto, no Magoito, estou só e vou escrevendo umas coisas.

- Sim! Retorquiu o Jorge. Tu sempre tiveste a mania de escrever o que te vai na alma e um pouco a vida dos outros! Pois eu nunca casei, mas vivo em união de facto e de negócios com o Pedro. Lembras-te dele?

- Sim! Respondi eu. Lembro-me que era o teu amigo predilecto, creio que foi por causa dessa amizade que deixaste de aparecer na nossa roda de amigos de então… Mas ouve lá! Que é essa coisa de união de facto e de negócios?

     Entretanto já nos tínhamos sentado e pedido dois JBs sem água e sem gelo para não estragar a bebida e matar a nossa saudade.

     Foi assim que o Jorge me contou toda a sua vida privada que eu não sabia nem sonhava o que prova que podemos ser amigos de um Gay sem o saber nem adivinhar se ele não nos contar.

     Estivemos à conversa até à quatro da manhã, bebemos vários copos, contou-me toda a sua vida passada, inclusive que estava por ali sozinho porque o Pedro tinha ido a Espanha fechar um negócio para a sua sociedade de construção civil.

     O meu ombro ouviu todos os seus lamentos e alegrias assim como tinha resolvido o problema da sua relação sexual com os pais.

     Quando nos despedimos, fizemos promessas de reencontro, pois uma amizade nunca se perde, mesmo que se seja diferente.

     Mesmo na hora da despedida o Jorge num abraço comovido disse-me:

- Já que tens um blog para as tuas histórias e sabes dar-lhes um ton de romance, escreve a minha!

     As lágrimas correram pelas nossas faces (o homem também chora) e como os amigos são para as ocasiões, vamos voltar e encontrarmo-nos em breve e a sua história fica aqui contada.

 

♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂

 

Uma história como tantas outras

Dedicada ao meu amigo Jorge

(Foto de J.P.Sousa)

 

     Um dia, tive de contar a minha mãe, que já não era “o menino de minha Mãe”. Tinha crescido, crescido em toda a excepção da palavra. Estudei e tirei o meu curso de engenharia. Hoje sou o Sr. Engenheiro! Pessoa conceituada na zona onde vivo e no trabalho.

     Tenho o meu apartamento, e quando estou só porque o meu companheiro por obrigações profissionais tem de se ausentar, dá-me vontade de percorrer a noite de Lisboa, mas esta, já não é como meu pai contava, por onde se podia passear até altas horas e tomar um copo de barem bar. Hoje existe a droga, os assaltos, o perigo do convívio com o primeiro companheiro de copos que nos aparece em um qualquer bar da cidade.

     Quantas noites dou comigo dentro do carro às voltas por esta cidade que queria ser mundana como antigamente (segundo contam) e não tenho coragem de parar o carro e entrar num qualquer bar. São as brigas permanentes à porta dos ditos, são os drogados caindo pelo chão e solicitando ainda um sopro de vida, são os alcoólicos com uma garrafa de cerveja em riste ameaçando tudo e todos como se se tratasse de alguém importante. São os homofóbicos verdadeiros e os disfarçados. São Emigrantes e imigrantes que deambulam pela cidade nocturna à caça de uma oportunidade de se fazerem à vida pela maneira mais fácil. São os racistas que deambulando em grupos, vão achincalhando este ou outro de raça ou cor diferente, chegando muitas vezes a vias de facto. É a delinquência juvenil que parece ter perdido todo o sentido do dever e do bom senso. São os assaltos aos menos precavidos transeuntes transportando-se de automóvel ou a pé. É a cidade democrática que temos e que os nossos governantes com o 25 de Abril de 1974 (ainda não tinha nascido) nos prometeram.

     Ainda hoje, infelizmente existem políticos dizendo que somos um país livre e seguro. (será seguro para eles que teem segurança privada e não só). Se segurança é os permanentes assaltos à mão armada a bancos, pessoas, bombas de gasolina, ourivesarias e casas particulares entre outros, começo a ter pena de ser português. Os governos não teem mão nestas situações e o povo já começa a estar cansado.

     Não é sobre a nossa cidade, sua segurança ou falta de habitação na mesma ou ainda falta de emprego, porque este, felizmente tenho que vos venho aqui contar a minha história, mas sim a forma que encontrei para dizer a meus pais que era diferente do que eles imaginavam.

     Tinha dezassete anos, já estava no 12.º ano, rapaz bem comportado e bastante estudioso mas sem namorada o que atrapalhava meus pais, pois só recebia amigos em casa e telefonemas de raparigas também não existiam. Volta e meia lá vinha a pergunta fundamental: - Então rapaz, quando nos apresentas a tua namorada? Tão giro como és, deves ter montes!... Dizia minha mãe que logo o meu pai retorquia: - Deixa lá o rapaz! Ele deve saber o que anda a fazer. No meu tempo foi o meu pai que me levou às “meninas” para me tornar homem. Estes putos de agora são diferentes, sabem mais acordados que no meu tempo a dormir.

     A conversa quando se tratava do tema sexualidade, era sempre a mesma. Mal sabiam eles que dentro de mim e desde muito novo, a minha tendência sexual já há muito que estava definida.

     Até resolver a minha situação com meus pais, foram tempos dolorosos com aquelas conversas chatas. Até algumas vezes tinha de arranjar uma história sobre uma rapariga qualquer para eles ficarem mais descansados.

     Entretanto meu avô da parte de meu pai faleceu e a sua última vontade foi que da sua herança, saísse uma verba para mim, destinada à compra de um apartamento, pois era um bom menino e só lhe tinha dado alegrias. Assim foi! Com o dinheiro que me coube do avô, comprei um apartamento, mobilei-o e comecei a ter uma vida mais ou menos independente.

     Minha mãe era uma querida, por vezes dava umas festas para os meus amigos e era ela, sem mais perguntas, fazia as refeições e eu tratava dos aperitivos. Depois ela ia para casa e as noites começavam. Estas festas não eram só para rapazes, também haviam raparigas, portanto, nada a criticar por parte de meus pais.

     Um dia, enamorei-me do Pedro. Tínhamos tudo em comum, início de estabilidade económica, rapazes perfeitos não afeminados, gostava-mos do mesmo modo de vida, sexualmente era-mos perfeitos e estávamos apaixonados. Entre nós só havia uma diferença. Ele já se tinha assumido perante os pais e eu não.   

     Porque tinha-mos resolvido que ele viesse viver comigo, comecei a andar um pouco cabisbaixo perante minha mãe, pois não sabia como resolver a situação.

     Um dia minha mãe perguntou-me:

- Filho, estás com algum problema? Posso ajudar-te em alguma coisa? Dar-te um conselho?

- Não! Não tenho qualquer problema que me possa ajudar. Respondi eu prontamente.

- Mas filho! Não me digas que é algo com a droga que se está a espalhar pela juventude?

- Por amor a Deus! Nem tanto ao mar nem tanto á terra. É um assunto natural a que todos nós estamos sujeitos ou já nascemos com ele.

- Mas por Deus filho! Será alguma culpa minha? Tens algum defeito que possa ser operado?

     Perante tanta insistência e porque queria ver aquele assunto resolvido, virei-me para ela, agarrei-lhe nas faces, dei-lhe um beijo em cada uma e disse-lhe:

- Perdoa-me Mãe! Não tenho qualquer doença, não preciso de ser operado e não em meto na droga! Amo-te assim como ao pai, mas pelo menos proximamente não vos posso dar um neto, pois estou apaixonado por um rapaz que vem viver comigo, pois SOU HOMOSSEXUAL.

     Minha mãe agarrou-se a mim com toda a força deste mundo, beijou-me lavando minhas faces com sua lágrimas e ali ficámos como duas estátuas de pedra inertes mas envolvidas por uma áurea de amor.

     Ela durante uma semana chorou, falou, falou com as amigas e chegou a falar com um psicólogo. Nada adiantou, só a sua angústia era ainda maior, pois quis acartar com esta revelação sozinha sem contar o quer que fosse a meu pai. (julguei eu)

     No fim de contas esta minha parte estava resolvida, no entanto não podia continuar a ver minha mãe neste estado e resolvi contar também a meu pai.

     Combinei um jantar em minha casa para os quatro, meus pais e o Pedro.

Mal entraram, minha mãe dirigiu-se à cozinha perguntando se necessitava de ajuda, enquanto o Pedro foi oferecer uma bebida a meu pai.

     Enquanto o jantar saia e não saia, sentamo-nos na sala, cada um com seu copo e iniciámos uma conversa da treta.

     Meu pai quis saber mais pormenores da vida do meu amigo. O que fazia, que estudos tinha e com quem vivia.

     Ficou a saber que o Pedro era arquitecto e estava nos seus planos, já que eu era engenheiro, abrir-mos um escritório de arquitectura. Ficou a saber também, que vivia com os pais, que estes estavam de acordo com o seu modo de vida e que proximamente iria viver com a pessoa que amava (sem dizer quem era).

     O terreno para a minha confissão estava a preparar-se e minha mãe de vez em quando tossia e ia até à cozinha.

     Meu pai estava satisfeito com o serão e com o meu amigo. A certa altura atirou com esta:

- Ó Pedro e então namoradas, que eu saiba o meu filho por enquanto diz que primeiro organiza a vida e depois pensa no assunto. E você? É da mesma opinião?

     Pedro um pouco trémulo com aquela pergunta atirou:

- Sabe Sr. João os meus pais conforme já disse, são pessoas abertas e não atrapalham a minha vida, apoiando-me incondicionalmente em todas as minhas opções. Até quando lhes contei desta minha amizade com o vosso filho disseram pura e simplesmente que já éramos crescidos para encarar a vida.

     O meu pai não sei se percebeu bem o que o Pedro lhe estava a dizer ou estava a fazer-se de parvo, pois retorquiu de imediato:

- Pois! De facto criar uma sociedade nos tempos que correm não é pêra doce. O país não está na melhor forma, assim como as pessoas ainda não entenderam que somos livres das nossas opções.

     Cá para mim, estava tudo dito. O meu pai, pessoa vivida e senhor do seu nariz já tinha adivinhado tudo. Estava perante dois homens que se amavam e por coincidência um deles era seu filho...

- Bem meninos! Vamos p’rá a mesa! Nós viemos para jantar e não ter conversa da treta. Disse minha Mãe.

     O jantar estava óptimo, os copos também, a conversa foi da mais delicada possível, com alguma retórica no entre linhas.

     Nunca cheguei a saber se minha mãe alguma vez abordou o assunto com o meu pai ou se ele descobriu a minha sexualidade derivado à sua experiência de vida e a aceitou, assim, sem mais nem menos. Simplesmente aceitou.

     Depois do jantar fomos até à sala para tomar café e beber um dring. Conversámos mais um pouco, tipo conversa da treta, sem tocarmos no assunto em questão, até que a certa altura eu disse a minha mãe:

- Mãe, Há palavras que te queria dizer mas não as encontro, então resolvi aproveita-me de um poeta que tu gostas “Eugénio de Andrade” e transcrever para este opúsculo onde conto a minha vida privada, o poema dedicada à Mãe, desse autor.

     Virei-me para meu pai e disse-lhe:

- Quanto a ti, Pai!... Quero que leis o poema que dediquei à mãe e agradecer-te o Pai Homem que foste para mim. Os valores que me ensinaste, a compreensão e carinho que deste e o provaste neste nosso jantar de família.

     Meu pai levantou-se calmamente, pegou num copo e dirigiu-se ao Pedro. Tocou no copo dele, pegou-lhe num braços e encaminhou-o até mim, com a outra mão, levantou-me e nos abraçou ao mesmo tempo que olhava para minha mãe. Todos soluçámos e as lágrimas caíram-nos pelos rostos ofegantes….

     Naquele momento, tinha-se feito Luz e Deus estava comigo.

     Os dias e os anos foram passando, hoje, tenho vinte e quatro anos continuo a viver com o Pedro, meus pais estão mais conformados e temos uma relação familiar bastante tranquila! Graças a Deus…

♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂♂

 

Poema à mãe

(De Eugénio de Andrade)

 

 

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

 

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!


Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;


ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves!

 

--------------------------------------FIM-----------------------------------------

 

Depois desta história, como foi com você?

Como se assumiu junto de sua família?

E perante os amigos?

Está feliz por se ter assumido ou ainda está numa de esconde…. Esconde?

Se o seu caso não é este, diga-me o que pensa sobre o assunto.

Se tem um caso como este já resolvido ou ainda por resolver porque não compartilhar comigo a sua história?

Comente sem medo, desabafe, NÃO TENHA MEDO DE SER DIFERENTE!

Um beijo para uns e um abraço para outros

 

Nelson Camacho D’Magoito  

 

Estou com uma pica dos diabos: feliz por contar esta história
música que estou a ouvir: Traz outro amigo também
publicado por nelson camacho às 19:01
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4 comentários:
De O Caçador a 18 de Agosto de 2008 às 21:53
Nelson, sabes que me fizeste chorar? Que história linda e que lindas são as pessoas envolvidas. Agora diz-me, esta história é mesmo real ou é tudo da tua criatividade? Seja como for está muito bem escrita. Já pensas-te escrever uma tele novela? Tens muito jeito . Eu volto a ler-te. A minha história? vou pensar e depois escrevo-te.
De nelson camacho a 19 de Agosto de 2008 às 05:02
Olá Caçador! Obrigado por me visitares e ainda bem que gostas-te. Dei uma volta pelo teu blog e também gostei só que, ao que parece, está de principio . Continua pois a apresentação está um espectáculo! Um abraço do Nelson
De João Carlos a 22 de Agosto de 2008 às 03:42
Olá Nelson
Leio sempre atentamente os teus textos que acho de uma dignidade impar, mas nem sempre comento mas este assunto é deveras importante e como tal venho dizer-te que por enquanto não estou preparado para contar a meus pais, mas tenho de o dizer e tu encontras-te uma forma de eu lhes contar. Vou copiar este teu texto, mostra-lo a meus pais e depois conto-lhes. Que achas?
Abraços
De nelson camacho a 23 de Agosto de 2008 às 05:39
Olá João Carlos
Anda bem que gostas das coisas que escrevo. Se te servirem de algo, ainda bem. Essa de mostrares aos teus pais este texto é fixe, mas quanto a mim, deixa-os buscar outros que também estão postados por aqui pois quanto a mim, são bastante didácticos . Se precisares de alguma ajuda é só falares. Um abraço e fica bem.

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