Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Solidão na praia

 

Um dia como tantos outros, mas diferente!

     Hoje fui até à praia e para não percorrer a caminhada dos fins-de-semana, deitei-me numa toalha nova grande, tem um golfinho como estampa e grande, grande que dá para dois (nesta altura não sei quem se irá deitar nela também, mas o mundo é grande e há por aí muita gente sedenta de amor).

     Estive durante um pouco a trabalhar para o bronze, ao mesmo tempo que ia mirando as gentes que aparentemente são felizes (nem tudo o que luz é ouro) mas enfim... Pelo menos fui alegrando a vista e sentei-me!


Sentado na areia da praia
deixo correr entre os dedos
os grãos molhados
d'uma mão cheia
Pouco a pouco nada resta.
Tento de novo.
Tento reter alguns!
Os maiores,
Os mais brilhantes
de descuido em descuido
fico sem nada.
Talvez não seja eu
que não sei reter a areia,
Talvez ela não goste de mim...

 

 

     Como não consegui reter aqueles grãos de areia, deitei-me novamente e adormeci com os anjos.....
     Já eram sete horas quando acordei! Já pouca gente havia na praia pois o tempo tinha piorado e embora o Sol lá estivesse as nuvens cobriam-no.

     Levantei-me, fechei o chapéu-de-sol, enrolei a toalha e fui até ao meu ninho.

    Tomei um duche, comi uma bucha, fui até ao computador e acendi um cigarro à espera de uma ideia qualquer para as minhas escritas de ocasião ou continuar o meu livro.

     A certa altura, tive de acender as luzes pois a noite já tinha chegado e em termos de escrita nada saia…

 

Lá fora

o vento lamentava-se,

numa tristeza tão dorida

num pranto eterno,

talvez lamente a fome

o frio

que arrasta consigo

a solidão

o negro passado dos dias iguais

o futuro cinzento

o Sol pálido.

É bom ouvir chorar o vento,

é meu irmão ao passar.

 

Nelson Camacho D'Magoito

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Sol de inverno de Simone de Oliveira
publicado por nelson camacho às 15:58
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1 comentário:
De Zélia a 3 de Setembro de 2008 às 07:31
Belos textos e fotografias

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