Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Adeus Arlindo Conde

 

 Sem ti, esta composição de fotografias não existia.

 

 
Já tinha dito em “Arlindo Conde o Empresário- Se há coisas na vida que detesto é a ingratidão e quando inadvertidamente dou a ideia que não estou grato às pessoas que de uma ou outra forma me ajudaram na vida e não falo nelas nos meus blogues não é por ingratidão ou esquecimento, é simplesmente porque o que por aqui vou escrevendo nada tem a ver com a minha vida privada, mas sim desabafos e criticas às situação ou pessoas do meu país e sempre sobre a minha óptica e estado de raiva que a vida assim me obrigou. Quando acho que o deva fazer, também por solidariedade dou o meu apoio e parabéns a quem acho de devo de dar. É obvio que como tenho mais que fazer nem sempre tenho tempo para vir aqui escrever o que me vai na alma –

 

Se recordo aqui o inicio do meu texto incerto no blogue citado é para recordar que por mim, estou sempre grato a todos aqueles que me ajudaram de uma ou outra maneira, eis porque aqui posto esta composição de fotografias do tempo passado enquanto cantor do antes do 25 de Abril e que os defensores da liberdade me puseram na prateleira e fui como muitos outras, apelidado de pertencer ao nacional cançonetismo. Outros tempos, outras vontades. Infelizmente, a revolução dos cravos ainda não foi feita para todos, foi só para alguns.

Como já tive oportunidade de escrever em “Voltei contra riscos e coriscos” estive afastado destas coisas da Net desde Novembro de 2008, mas contra tudo e todos, Voltei!

Nada disto interesse se nos mails e cartas recebidas durante este tempo, os meus seguidores não me viessem lembrar mesmo escondendo-me atrás do pseudónimo D’Magoito, alguns, sabiam quem eu era na realidade e vão dando-me o seu apoio para voltar às lides da Net.

Quero também aproveitar para fazer os meus reconhecimentos a, Nicas e ao Aguiar dos Santos, pois sem eles não teria sabido do Arlindo Conde.

 

Creio também que esta conversa toda seria destinada ao Facebook que é mais um local para amigos e pseudo-amigos, mas eu ainda não tive tempo de aderir e também acho mais interessante esta história dos blogues.

Feitas estas explicações, vamos ao que interessa:

{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}{#emotions_dlg.ok}

 

    

 

Não foi só a mim que o Arlindo me pegou ao colo, foram muitos que se esqueceram e a quem ele deu a mão artisticamente com o seu Passatempo PAC e milhares de espectáculos por esse país fora. Foi também o progenitor do Concurso Rei da Rádio promovido pela sua revista “Foco”. Eu pela minha parte, até que me foi possível, acompanhei-o sempre.

 

Na época áurea dos espectáculos de província, uma grande parte das vezes era eu o entertainer, fazendo aquilo que pomposamente hoje chamam de Stan-Up comedy. Cantava, apresentava o espectáculo, contava anedotas e fazia imitações.

Cheguei a representar o Arlindo como empresário, comandando as caravanas, fazendo as contas com os contratantes e contratados. Muitas vezes substitui o Artur Alves nas apresentações de espectáculos quando coincidia dois na mesma noite.

Cheguei a colaborar na sua escola de artistas e ter as chaves do escritório, Quase andei com os seus filhos Fernando Conde e Luís ao colo. Era visita permanente de sua casa, assim como da minha e até foi ao meu casamento.

Lembrar mais uma vez Arlindo Conde para mim, seria uma satisfação, não fora o momento de tristeza.

Arlindo Conde foi nos anos sessenta o empresário mais honesto, não só no seu relacionamento pessoal com a “malta das cantigas” como no que dizia respeito aos pagamentos, inclusive, até aos alunos do seu centro de artistas, alguns escolhidos por mim e pela professora Gusmão e que preenchiam a primeira parte dos espectáculos de província, lhes pagava os cachets.

O preenchimento das primeiras partes era feito por alunos, para que estes ganhassem caule das tábuas do palco, para se prepararem para os grandes passatempos no Eden Teatro, Maria Vitória ou Capitólio, (todos de saudosa memória que o 25 de Abril acabou com eles todos). Dando assim inicio também com algum trabalho do Maestro Ferrer Trindade à sua carreira artística. Foi o caso entre outros do Marco Paulo, António Calvário e Artur Garcia.

Empresários destes, só me lembram o Arlindo. Cada espectáculo era uma festa com uma orquestra de mais de quinze figuras. Quando acontecia o Rei da Rádio lá estava o Maestro Ferrer Trindade à frente de uma orquestra de mais de vinte músicos.

 

 

Hoje, vim à Net para postar deste desabafo não antes ter dado uma volta na mesma para verificar se algo de útil se dizia sobre o Arlindo e fiquei muito satisfeito por ter encontrado vários blogues de ex colegas e não só, compartilhando a nossa saudade de quem nos deu tantas oportunidades e alegrias. – Como diz o outro”naquele tempo fui muito feliz” –

 

Obrigado a todos os que não se esqueceram e são eles: Aguiar dos Santos, João Videira Santos, Zeca do Rock, Carlos Caria, Nicas, Victor Queiroz e Jorge Caramba.

Quanto aos outros! Só vos digo: 

 

- Se houve rei da rádio em Portugal, deve-se ao Arlindo

- Se muita gente gravou, deve-se ao Arlindo

- Se muita gente seguiu a sua vida artística deve-se ao Arlindo.

- Eu não estava cá e nem soube da sua morte, mas também nada vi qualquer notícia nos jornais ou televisões. – As pessoas teem a memória curta -

- Gostaria de saber se por exemplo, o Marco Paulo o António Calvário o Paco Bandeira, o Artur Garcia e tantos outros que se hoje são alguém, devem-no em parte ao Arlindo Conde, o acompanharam na sua última morada.

 

Tenho por hábito dizer: “Esquecer o passado é não ter presente nem futuro” assim como “É preciso não ter medo de ser diferente” e o Arlindo era diferente.

 

O espectáculo acabou para o Arlindo Conde. Para ele, os senhores do 25 de Abril já não o perseguem mais, para todos nós, continuamos por enquanto e até que Deus nos chame à razão a abrir as cortinas do palco da vida.

 

Ao Fernando Conde, Luís e restante família que certamente se lembram deste vosso amigo Nelson Camacho ficam aqui os meus sentidos pesamos e creiam, com muitas saudades deste vosso pai e meu amigo.

 

Antes de terminar quero pedir licença ao Jorge Caramba, Victor Queiroz e João Videira Santos postar aqui um vosso trabalho sobre o Arlindo que eu não faria melhor e obrigado por terem estado por cá.

 

Nelson Camacho

 

 

Estou com uma pica dos diabos: Infeliz
música que estou a ouvir: Tristeza não tem fim
publicado por nelson camacho às 01:10
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Aguiar dos Santos a 16 de Outubro de 2011 às 19:45

Um abraço, Nelson! Não sei se estás a ver quem estás a ler. A última vez que falámos, pessoalmente, se não estou em erro foi na avª da Liberdade , Antes disso tínhamo-nos encontrado na ECV , no Restelo, tinhas lá ido para tentares venderes uns brindes. E, de vez em quando encontrávamo-nos em Carcavelos. Felicidades, tudo bom para Ti e (encontras-me no facebook como Carlos Aguiar Santos) Até Breve.
De nelson camacho a 19 de Outubro de 2011 às 19:59
Agora sim! Lembro-me melhor. Assim que estiver no facebook vou até lá. Ainda não estou lá pois tenho tido uma séria de problemas com o meu actual servidor da net . Estou lá sim mas com outro nome que não tem nada a ver com as cantigas. Um abraço do tamanho do mundo e Inté
Nelson Camacho

Comentar post sem tretas

.No final quem sou?

.pesquisar

 

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. A prostituição mora no Pa...

. Um amigo colorido

. Namorados

. A Intrusa

. Sábado chato para um amig...

. Um Recado

. As Borboletas

. Estou na prisão do tempo

. As minhas procuras no Nat...

. Pequenas coisas

.arquivos

. Setembro 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

.tags

. todas as tags

.favorito

. Sai do armário e mãe pede...

. Eurovisão

. Depois de "All-American B...

. Raptada por um sonho ...

. Crónica de um louco senti...

. Terminei o meu namoro!!‏

. Dois anjos sem asas...

. Parabéns FINALMENTE!!!!

. Guetos, porque não?

. “Porque razão é preciso t...

.A Tua visita conta

web counter free

.Sempre a horas para criticar

relojes web gratis

.Art. 13, n.º 2 da Constituição

Ninguém pode ser privilegiado, benificiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
blogs SAPO

.subscrever feeds