Terça-feira, 31 de Julho de 2012

FF & Vanessa. Foram os Anjos que desceram dos Céus

 

FF Fernando Fernandes-Vanessa Silva-em O Cantodo Nelson de Nelson Camacho

 

A Tua Cara Não me é Estranha acabou em grande e lamentaram o seu final mais de 2 milhões de portugueses.

 

     Esta noite os Anjos desceram à terra nas vozes de FF & Vanessa ao interpretarem imitando na derradeira gala de “A Tua Cara Não me é Estranha” Andrea Bocelli e Celine Dion, no tema "The Prayer" (Oração).

     O Publico aplaudiu de pé durante vários minutos, os jurados choraram e creio que muitos milhares de telespectadores também seus lhos correram lágrimas tal como eu.

 

     Metade dos jurados fez-lhes justiça e 90 % dos Telespectadores votaram a favor.

 

     A guerra acabou!

     Esta guerra foi tão renhida que até no final essa situação se comprovou.

     Todos os jurados aplaudiram de pé, António Sala fez uma declaração bastante sentida, o José Carlos Pereira ainda soluçando não teve palavras, porque de facto nada mais havia a dizer. A Alexandra Lencastre, também bastante contida à sua maneira aplaudiu de pé. O Luís Jardim, no seu estilo critica e experiente fez uma declaração de intenções sobre o panorama musical português e os seus artistas.

     Todos disseram o que lhes foi na alma, mas o pior foi no ato da votação.

     Todos deram 12 Pontos a FF & Vanessa

     No entanto houve discriminação ente as duplas Luciana Abreu & Dora

        António Sala para dupla Luciana Abreu: 9 Pontos / Dupla Dora: 10 Pontos

        José Carlos Pereira para Dupla Luciana Abreu: 9 Pontos / Dupla Dora 10 Pontos.

        Chegou a altura da Alexandra Lencastre e Luís Jardim que alterou tudo.

        Dando os 9 e 10 Pontos respetivamente às duplas Dora & Rui Andrade e a Luciana Abreu & Ricardo Soler.

        Quanto ao Luís Jardim, creio que foi a maneira de pagar os jantares em casa da Luciana que tanto falou. Quanto a Alexandra Lencastre devia ter sido para não ficar mal com o Sr. Presidente.

 

     Mesmo no final da pontuação o Luís Jardim como chefe teve de desempatar entre Dora & Rui Andrade e Luciana Abreu & Ricardo Soler. (Como não podia deixar de ser, deu o voto maior à Luciana)

 

     Se tivesse havido medalhas como na Olimpíadas as mesmas seriam distribuídas assim:

 

          FF & Vanessa Silva:…………… Medalha de Ouro

          Luciana Abreu & Ricardo Soler:. Medalha de Prata

          Dora & Rui Andrade:…………..  Medalha de Bronze.

 

     Felizmente que o povo não é parvo e quando toca a reunir para dar o direito a quem tem direito, ele está presente.

 

     Para denegrir o FF, muita coisa se disse sobre a sua vida privada inclusive os senhores mandantes deste programa chegaram ao ponto de colocarem FF e Luciana em confronto em duas canções iguais e o júri aparvalhadamente e fora do regulamento do concurso votaram de moeda ao ar. Foi uma vergonha.

     Deus estava atento e no final, premiou os melhores, independentemente de durante todo este programa ter deixado os invejosos terem atropelado tanto o FF.

 

     Obrigado pelo talento, simplicidade, juventude e generosidade que estes grandes cantores nos deram durante vários Domingos.

Fico sem saber o que vou passar a fazer ao Domingo à noite.

Obrigado mais uma vez pelo vosso talento.

Gentileza de “Miniproduções”

 

Informação de contactos para trabalhos de FF - Recomendação de Nelson Camacho

 

     Para memória futura aqui ficas os três trabalhos que fiz à minha maneira para ajudar o FF a ganhar esta gala da TVI “A Tua Cara Não me é Estranha”

FF Fernando Fernandes um trabalho de Nelson Camacho

     Agora que a guerra acabou, se não houver mais novidades aqui fica o meu grande abraço ao FF & Vanessa Silva e que sejam felizes nas suas vidas privadas. Para a carreira artística, como se diz no teatro, muita merda.

 

 Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos: Feliz
música que estou a ouvir: The Prayer
publicado por nelson camacho às 20:49
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Domingo, 22 de Julho de 2012

Uma discoteca no Algueirão a não voltar

 

Discoteca no Algueirão

 

 

Esta noite é só 5 euros

 e tem direito a 1 imperial

 

    Estas foram as palavras que o porteiro me disse depois de o cumprimentar.

Um pouco mais a traz e a meio da porta uma figura austera e corpulenta e de tês negra, e olhando-me com olhar mostrando que estava ali não só para guardar a porta lá se afastou para de deixar entrar depois de ter pago os 5 aereos.

    Entrei! de princípio ia ficando um pouco surdo e sego tal era o som que emanava de colunas ao fundo da sala depositadas no chão ao estilo de discoteca anos oitenta. Depois de me ambientar naquela penumbra deu-me a sensação que a sala estava vazia, mas não. À minha direita, numa mesa estava uma senhora como que à espera que chega-se alguém. Na mesa em frente outra senhora que me deu a ideia dos mesmos propósitos. Ambas já com idades que deviam estar em casa guardando os netos.

    Lá ao fundo encostado às colunas de som, um cavalheiro mais que cota-talvez-fosse-surdo.

    Encostados ao balcão dois homens em amena cavaqueira e um outro que não parecia pertencer ao grupo.

    Era meia-noite de um sábado e a casa estava cheia “com cinco (5) pessoas”.

    Como é normal e como tinha direito a uma imperial, encostei-me ao balcão e esperei quinze minutos.

    Como não apareceu fosse quem fosse para me servir, sentei-me e reparei que  a um canto estava um tipo ai para os seus trinta e cinco anos, que se descalçava, sacudia um pé com uma meia e depois o outro até que ficou novamente calçado.

Entretanto passaram-se mais quinze minutos até que apareceu uma senhora tipo ananfada que me serviu a tal imperial prometida mas num copo de plástico.

    Voltei para a mesa. Os outros dois comparsas que estavam em amena cavaqueira, foram-se embora e lá ficámos os quatro, pois entretanto uma das senhoras também tinha dado de frosque.

Fiquei mais algum tempo recordando as noites felizes que por ali passei nos anos em que aquela discoteca era dirigida pelo meu amigo Carlos Daniel e seu filho Miguel. Naquele tempo até havia passagens de modelos -cheguei a ser júri de algumas-. Bailes de espuma e até cantores de renome e shows de travesti. Nas noites de gala até o Carlos Daniel se vestia de Smoking.

Nada tenho contra as pessoas que atualmente dirigem este espaço de diversão, mas depois já neste espaço ter escrito

 

Discoteca no Algueirão Velho

O Algueirão velho voltou a estar na moda nas noites da região do Concelho de Sintra

 

    Agora que lá voltei e por respeito a quem por e-mais e não só me tem feito perguntas sobre esta casa, não podia deixar em branco a minha opinião sobre o que lá encontrei neste sábado passado.

 

 Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos: A minha opinião
música que estou a ouvir: Sax Disco
publicado por nelson camacho às 19:09
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

José Hermano Saraiva deixou um espaço vazio.

Jose Hermano Saraiva em O Canto do Nelson

 

José Hermano Saraiva partiu para junto dos seus pares.

 

     Hoje, fiquei mais pobre! Já não me vou sentar na minha cadeira de baloiço e ligar a RTP2 para ouver as sua palestras em “A Alma e a Gente” onde contava à sua maneira tão peculiar a história do meu Portugal e das suas gentes. No meu espaço de tempo, ficou um lugar vazio.

     José Hermano Saraiva um homem que se confunde com a história, nasceu em Leiria no dia 3 de Outubro de 1919. Terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de Maria da Ressurreição Baptista Saraiva, veio a falecer na manhã de 20 de Julho de 2012 (hoje) na sua casa de Setúbal.

      Casado com Maria de Lourdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira de quem tem cinco filhos.

Não vou aqui escrever toda a sua biografia a não ser uma pequena sumula do que foi este homem com H grande. Deixo esse trabalho de pesquisa para outros interessados.

     Em Leiria frequentou o Liceu Nacional. Posteriormente ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942. Iniciou a sua vida profissional no ensino liceal, que acumulou com o exercício da advocacia. Desse modo foi professor e, seguidamente, diretor do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina.

     Envolvido na política, durante o Estado Novo, foi deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Durante o seu ministério, entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crise Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão, foi exercer o cargo de embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.

     Com o advento da Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura apreciada em Portugal, bem como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico.

     Voltou a lecionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia  e na Universidade Autónoma de Lisboa.

     Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.

Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. Recebeu a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil.

     A quando do concurso da RTP1 “cem Grandes Portugueses”, com a votação geral dos portugueses, ficou em 26º lugar.

Já tinha notado nos seus últimos programas que havia qualquer coisa que não estava bem com a sua saúde. Os seus olhos ainda demostravam a vivacidade com que contava à sua maneira histórias sobre a minha terra, mas o seu corpo já se notava haver algo que não estava bem, no final, nada mais era que a preparação para um outro tempo no tempo.

     Hoje a cultura portuguesa ficou mais pobre...

José Hermano Saraiva, um excelente comunicador, e homem brilhante, sábio, sério e culto, que me encantava, através daquela janela que há hora certa me entrava casa dentro para ir bebendo cada palavra conjuntamente com os seus próprios trejeitos.

Obrigada, por me teres deleitado com a tua sabedoria

     Paz à sua alma e condolências à família.

 

 Nelson Camacho

 

Em memária do professor "Quando um amigo se vá" com Alverto Cortez

 

 

 

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: quando um amigo se vá (alberto Cortez)
publicado por nelson camacho às 18:36
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