Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Mordomo precisa-se – II Capítulo

Mordomo perfeito

O Mordomo Perfeito

Mordomo, Chauffeur e Secretário

 

    Esta profissão nasceu da ideia de poder satisfazer todas as necessidades de uma família ou de uma pessoa a viver só, substituindo os patrões, embora sobre as suas diretrizes pré definidas a quando da contratação no comando e manutenção de toda a casa, restante pessoal jardins, piscinas, e anexos. Eventualmente manutenção dos carros, serviços de secretariado do patrão e chauffeur.

    Normalmente tem a sua própria suite dentro da habitação enquanto o restante pessoal habita num anexo.

    O Mordomo dirige todos os afazeres dos outros empregados que haja na casa inclusive organiza as festas e contrata pessoal de fora para os eventos ou reparações na casa. É ele o responsável por toda a limpeza, decoração, e manutenção da área habitável e jardins. – O Mordomo é o Senhor da casa e só a ele se dirigem todo o restante pessoal interno ou externo inclusive, é ele que faz as suas contratações. Só o mordomo responde como responsável total pela casa perante os patrões.

    No caso de só existir um patrão é ele que trata da sua agenda cultural e comunica com os amigos convidando-os para uma festa ou evento. Nestes casos é o Mordomo que trata pessoalmente da roupa do patrão o ajuda a vestir quando este vai a um evento mais formal aconselhando-o de acordo, assim como de toda zona de dormir. Eventualmente poderá também ser o seu chauffeur e concelheiro particular, acompanhando-o com sua pasta de trabalho nos contactos de laborais. Também eventualmente poderá ser seu guarda-costas.

    Um Mordomo para poder ter todos estes predicados tem de ser uma pessoa bem formada intelectualmente, apresentável mas não submisso na sua apresentação e com alguns estudos. Nunca se apresentar como ‘cão de fila’ nem melhor apresentável que o patrão, caminhando sempre dois passos atrás daquele.

    Entre patrão e empregado tem de haver uma certa confidencialidade e animosidade reciproca. Há mordomos que estão em famílias durante anos passando de pais para filhos.

    O Mordomo por vezes é o confidente de toda a família, sabendo histórias da mesma que ficam entre quatro paredes para todo o sempre.

 

    Era com todos estes predicados que eu ia precisar de encontrar o mordomo certo depois do que me tinha acontecido conforme conto em “Mordomo Precisa-se – I Capítulo”.

    Os meus afazeres profissionais não me deixavam tempo para tratar da casa e até de mim próprio. Foi quando resolvi colocar o tal anúncio até encontrar pessoal doméstico e o tal mordomo de acordo com as minhas necessidades.

Para não mostrar logo à partida o local de trabalho dos possíveis empregados, para uma primeira apreciação, resolvi recebe-los no escritório da empresa.

 

    Com tanta falta de trabalho que por ai existe estava convencido que iria ter o dia todo ocupado, mas não.

    Para a cozinha apareceram somente quatro candidatas todas com problemas de maridos e filhos e o que eu queria eram empregadas/os residentes.

    Para serviço de fora, também só responderam ao núncio cinco inscritas no Fundo do Desemprego e só queriam uma assinatura minha num documento confirmando que tinham respondido a um anúncio.

    Para jardineiro também só apareceram dois e com o mesmo propósito. Inclusive até disseram que ganhavam quatrocentos euros por mês do FD e fazendo uns pesca-tos aqui e ali não se iam sujeitar a horários de trabalho.

    Quando chegou à altura dos mordomos, apareceram seis sem qualquer curriculum para tal e só queriam ser chauffeures.

Posto isto, naquele dia não consegui arranjar empregados. Fui lanchar com um colega do trabalho, ainda fomos ver umas obras que tínhamos em curso e nos entretantos contei-lhe a minha história.

      - Oh homem, a vida está difícil com respeito aos empregados domésticos, eu ainda tenho sorte porque a empregada de fora que era da avó da minha mulher, não tenho chauffeur e a cozinheira é um cozinheiro que arranjei numa escola de hotelaria.

      - É pá, deste-me uma ideia, vou tentar arranjar alguém numa dessas escolas.

    E assim fiz, procurei na internet escolas de hotelaria e no dia seguinte contactei com os seus diretores e contei-lhes o que pretendia.

    De imediato um deles prontificou-se a ajudar-me

      - Olhe meu amigo, mulher é um pouco difícil, umas estão em casa dos pais, outras são casadas e com filhos, mas rapazes já com uma certa experiência uns e outros que estão em fim de curso, são da província e vivem em quartos, sou capas de lhe arranjar.

Fiquei satisfeito, marquei uma reunião para acertarmos o que pretendia e lá arranjei, um cozinheiro e um empregado polivalente que serviria à mesa, trataria do bar dos quartos e eventualmente da zona exterior da casa. Não tinham compromissos familiares e faria um contrato com eles por dois anos na qualidade de estagiários.

    Faltava o mordomo.

    Ficou acordado com o tal diretor da escola, ele tentar arranjar a pessoa ideal.

    Oito dias depois já tinha o cozinheiro João de 20 anos e o doméstico Luís de 25.

    Continuava a faltar o Mordomo.

    Nos primeiros dias fui com eles ao supermercado e fiz as compras necessária para a casa de acordo com as suas diretrizes do João e do Luís.   Gastei uma pipa de massa, pois em casa praticamente não havia nada a não ser uns hambúrgueres congelados e uns pacotes de batatas fritas também congeladas (coias de rapaz solteiro).

    As coisas lá iam correndo bem, estava a ser bem alimentado e a casa sempre bem limpa, o João e o Luís lá iam dando conta do recado embora acha-se ser trabalho de mais só para dois empregados derivado ao tamanho da casa, depois tinha que me preocupar com as compras e de quem me tratasse da agenda e me guiasse o carro.

 

Mordomo candidatando-se em emprego

    Um dia, entrou-me no escritório o Pedro que vinha de mando do tal diretor da Escola de Hotelaria para se candidatar a Mordomo/Chauffeur e Assistente. Pela apresentação de imediato, fiquei com boa impressão. Vinha de blazer, calça de ganga, camisa azul com mangas e gravata a condizer e os sapatos não eram de ténis, portanto uma boa apresentação. Rapaz bem-apessoado (fazia ginásio), bem-falante, com carta de condução e andava no segundo ano de Marketing, vivia sozinho os pais eram de Seia e não conseguia emprego. Já tinha vinte e cinco anos e tinha uma boa recomendação da escola de hotelaria. Conversamos durante duas horas, informei-o do trabalho a que estaria destinado, ao qual ele concordou. Entretanto tocou o telefone e ele perguntou se podia atender. Eu disse que sim!

      - Estou sim! Bom dia! Fala do escritório do engenheiro João Paulo.

      - Quem devo anunciar?

      - Só um momento! O sr. Engenheiro está numa reunião, vou ver se pode atender!

    Com a maior das calmas virou-se para mim e disse:

      - É o arquiteto Luís Fraga. Pode atender?

    Eu fiquei como se costuma dizer, de boca aberta, e só disse: sim.. sim… eu atendo… obrigado! Peguei no telefone e atendi a chamada.

    Ao mesmo tempo que falava pelo telefone com o meu colega Luís Fraga os meus neurónios desviavam-se para aquele rapaz candidato a meu empregado ao mesmo tempo que recordava nunca a minha antiga secretária alguma vez tinha atendido o telefone daquela maneira.

 

    A partir daquele momento se não houvesse algo em contrário o Pedro estaria contratado.

 

    A manhã já estava no fim e a hora do almoço aproximava-se então resolvi convida-lo para almoçar. Assim continuaríamos a conversa.

    Ele aceitou! Levantou-se e dirigiu-se à porta para a abrir a fim de me deixar passar.

    Descemos pelo elevador até à garagem sem trocarmos qualquer palavra. Assim que chagámos, perguntou-me se queria que conduzir-se o carro. Eu ainda fiquei mais parvo e não dizendo nada, entreguei-lhe a chave não dizendo qual era o veículo. Ele não esteve de modas, carregou no botão do alarme e o carrito lá começou aos berros. (foi a forma de descobrir qual era o meu caro). Dirigimo-nos a ele e o Pedro continuou como se já estivesse habituado, passou à minha frente a abriu a porta de traz para eu entrar.

    Cada vez estava mais parvo com a atitude deste jovem à procura de emprego.

      - Onde vai almoçar Senhor?

      - Vamos ao Tavares Rico. Embora eles tenham um serviço de estacionamento Valet Parking gratuito é bom quando venho sozinho. Você pode ir arrumar o carro no parque subterrâneo do Camões que é aqui ao virar da esquina e serva para darmos um passeio depois do almoço. Não é preciso pagar. O carro tem o sensor da briza. Depois venha ter comigo ao restaurante pois está convidado para almoçar comigo e entretanto falaremos da sua contratação.

Lisboa - restaurante tavares rico

“Para quem não sabe, o Restaurante Tavares, fica situado num dos bairros mais antigos de Lisboa, e o mais antigo do mundo sendo o mais emblemático e luxuoso - foi inaugurado em 1784 pelo italiano Nicolau Massa. Em 1823 passou a ser gerido pelos irmãos Tavares que o restauraram e lhe fixaram o nome (mais conhecido por “O Tavares Rico” derivado ao seu ambiente e decoração requintada, com grande profusão de talha dourada, espelhos e lustres, sendo assim, um ambiente elegante com uma frequência constante de pessoas ilustres e intelectuais de Portugal. É conhecido internacionalmente e já tem no seu palmarés uma estrela Michelin.”

 

    Depois de me deixar à porta do restaurante, entrei e ele lá foi arrumar o carro.

    Eu sei que foi uma grande aventura deixar o meu BMW nas mãos de um tipo que tinha conhecido há meia dúzia de horas mas para além de me inspirar confiança pela sua forma de estar também confiava na sua recomendação. Há coisas que se fazem na vida sem saber o porquê.

 

      - Bom dia Sr. Engenheiro! A mesa do costume?

      - Sim Jorge! Ponha mais um prato pois tenho um convidado que está a chegar. Entretanto traga para adoçar o paladar e como entrada, vinho branco de reserva de Reguengos e Vieiras salteadas, com toucinho gordo do Alentejo.

    O Jorge que nada lhe passa despercebido e tem confiança para tal, atirou:

      - Amigo novo?

      - Não! Por enquanto é um candidato a meu empregado. Depois logo se vê.

    Com aquele ar maroto já conhecido o Jorge voltou:

      - Só eu não tenho essa sorte de ser seu empregado.

      - Pois! Deixa-te estar como estás. Tens um bom emprego e já tiveste a oportunidade.

    O Jorge deu mais um ar de riso e lá foi ao seu serviço.

    Entretanto chegou o Pedro que foi encaminhado para a minha mesa.

    Ficou de pé, esperando que o mandasse sentar e assim o fiz.

       - Ó homem senta-te! Como disse és meu convidado para o almoço e mesmo se te contratar não é para ficares espectado como um guarda-costas. É para me fazeres companhia e conversarmos sobre coisas triviais da vida e do trabalho.

       - Nunca ninguém me tinha convidado para um almoço em um restaurante tão requintado.

       - Pois! Eu gosto desta casa e sou sempre muito bem atendido pelo Jorge. Já o conheço à uns anos e conhece os meus hábitos. Vinha cá muito com a minha mulher. Quando fiquei divorciado, aturou-me algumas noites de copos. Hoje somos amigos.

       - Essa amizade não chegou para o contratar como mordomo?

       - Não! Ele é livre a gosta de continuar assim. Por vezes na vida é preferível ter um bom amigo que será para sempre que uma aventura pouco duradoura.

       - Não entendo lá muito bem mas o Sr. Engenheiro é que sabe.

    Entretanto chegou o vinho e as vieiras para aperitivo e começámos.

    O Jorge entretanto colocou a carta do menu frente aos olhos do Pedro que ficou um pouco atrapalhado. Detetando a malandrice disse:

       - O melhor é talvez eu escolher. Escolha você o vinho.

    E troquei as cartas.

       - Pedro! Você gosta mais de peixe ou de carne?

       - Por acaso até tenho boa boca, e nesta casa deve haver umas coisas muito esquisitas a que não estou habituado, portanto o melhor é ser o Sr. Engenheiro a escolher.

       - Tá bem. Sendo assim vamos comer; (entretanto o Jorge que observava situação, ali de pé esperando as nossas escolhas e com aquele ar de malandrice que já lho conhecia, atirou: - Quanto ao vinho, posso trazer aquela reserva que o Sr. tanto gosta) Sim pode ser. Traga então Robalo escalfado em água do mar com açafrão e para a sobremesa pode se Fondant de chocolate com gelado de laranja.

    Enquanto o Jorge se afastava começamos a comer a entrada e a nossa conversa.

       - Então tens 25 anos, és de Seia e vives só em Lisboa?

       - É verdade! Vim para Lisboa para tirar o curso de marketing no ramo da hotelaria. Tirei a carta de condução e tenho feito alguns serviços na  Escola. Sabendo a minha situação e os meus propósitos para a vida o Sr. Diretor, seu amigo, a semana passada perguntou-me se me queria candidatar a assistente de um seu amigo que para o caso é o Sr. Engenheiro. Aceitei, e cá estou. Estou feliz, pois não esperava encontrar um gentleman, mas sim um velhote cheio de dinheiro e com manias de novo-rico.

       - Com que então nem tenho manias de novo-riquismo nem sou velhote! Essa agrada-me.

       - Desculpe Sr. Engenheiro mas é a forma de me expressar e tentar mostrar que sou na realidade. De forma alguma a minha intenção foi ofender.

       - Não! Estou a gostar da tua sinceridade! Aliás a quando da tua primeira entrada no meu gabinete, talvez, “por motivos” como diz o outro, achei que serias um bom companheiro de retrabalho. Sabes, eu também uma vez andei um pouco perdido. Sem emprego e quase sem dinheiro e um dia respondi a um anúncio para chauffeur e calhou-me um chefe de vendas. A minha missão era ir busca-lo todos os dias a casa, leva-lo ao escritório e acompanha-lo aos clientes. Derivado à minha forma de ser, passados dois meses passei para chefe de vendas. Mais tarde ela abandonou a empresa e eu fiquei no seu lugar. Como vês, a vida tem destas coisas.

       - É engraçada a sua história mas eu não penso ocupar o seu lugar, pois não estudei para tanto.

       - Foi só para exemplificar que a vida por vezes dá voltas que nem o Diabo sabe prognosticar.

       - É verdade! Quem me diria que ao candidatar-me a mordomo/assistente, estaria conduzir um BMW e a almoçar num dos restaurantes mais chiques da nossa cidade.

     A conversa agradável foi-se prolongando durante o almoço e passámos a conhecermo-nos um pouco um ao outro.

    Coloquei as minhas condições que seriam: O Pedro passaria a estar disponíveis 24 horas dias como mordomo da casa, meu assistente e chauffeur. Teria o Domingo de folga, casa, alimentação, férias a combinar e um ordenado de cinco mil euros mensais, através de um contrato com a empresa que eu dirigia.

     O Pedro perante esta minha proposta só disse:

       - Posso ainda hoje mudar-me para sua casa?

       - Calma! Primeiro vou mostrar-te onde vivo as tua acomodações, o pessoal com quem vais conviver e dirigir e se gostares, amanhã encontramo-nos no escritório para elaborarmos o contrato de prestação de serviços e então a minha passará a ser a tua casa também.

Ainda ouve mais uma conversa de circunstância para finalizar o almoço. Saímos e caminhamos lado a lado direito ao largo de Camões onde estava o carrito.

 

Lisboa pombalina - Largo do Camões

    Desta vez e porque não iriamos a qualquer cliente sentei-me no lugar do pendura e indiquei a morada da minha residência.

    Mal paramos, o Pedro como bom chauffeur, saltou do carro deu a volta e abriu-me a porta. Depois abriu a porta traseira e pegou na minha pasta, colocando-se a meu lado.

    Não havia mais dúvidas: Estava ali o Mordomo Perfeito.

    Entramos e fomos direitos ao escritório. Pela campainha interna chamei o João e o Luís para os apresentar ao Pedro como sendo este o futuro Mordomo da casa ao qual se deviam dirigir para qualquer assunto relacionado com os afazeres domésticos e pedi-lhes que lhe mostrassem a casa, zonas envolventes e seus espaços de habitação.

    Quanto á zona de habitação do Pedro, foi-lhe designado uma suite no andar de cima e que ficava ao fundo de um corredor condizente com a minha. Ao restante pessoal já estava designado um anexo à copa.

    Como na garagem existia outro carro. Um pequeno Peugeot, quando o Pedro voltou, perguntei-lhe:

    Então gostou das instalações? Sempre aceita a minha proposta de emprego?

       - Já tinha dito que sim! Posso mudar-me hoje?

       - Tá bem!... Na garagem está um Peugeot que pode utilizar para fazer a sua mudança. Os documentos e as chaves estão no porta-luvas. Já mandei o Luís arranjar as suas instalações. Só vou precisar de si amanhã por volta da 9 horas para me levar ao escritório. As refeições do pessoal não têm horário, desde que não interfira com os meus, mas isso é um assunto que resolverão entre vocês. Hoje não vou jantar em casa pois vou sair.

 

O Honda do nelson

    Depois de dar as minhas ordens, subi para o quarto, tomei um duche e vesti-me de uma forma formal para a noite que esperava ser boa.

    Tinha sido mais um dia que foi possível resolver os assuntos caseiros. Já tinha pelo menos dois empregados para a manutenção da casa e um Mordomo-Assistente que iniciaria o seu trabalho no dia seguinte.

    Apetecia-me estar só e curtir a noite. Desci até à garagem, peguei no meu Honda e lá fui estrada fora.

 

Para ler o III capítulo e se tiver mais de 18 anos, tenha calma! (ainda o estou a escrever)

NOTA; (Finalmente escrevi o III Capítulo)

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

 

Nelson Camacho

       

“Contos ao sabor da imaginação”

           de Nelson Camacho

      Fotos de arquivo e retiradas da net

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: My Love My Life (abba)
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Mordomo precisa-se – I Capítulo

 

novo mordomo na casa do nelson camacho

 

Tudo começou com uma discussão em um sábado depois do almoço.

Uma história em III Capítulos

 

      - Não! Não! Não posso não quero e não aguento mais esta vida.

      - Não me fazes companhia nem aos teus filhos. Chegas todos os dias a casa de madrugada e deitas-te como se nada tivesse acontecido, viraste para o outro lado, adormeces e acordas só para almoçar. Aos teus filhos nem ao quarto deles lá vais durante a semana, a mim não me ligas alguma. Não conversas, não me contas o que fazes lá fora durante a noite e nem me procuras como mulher. Aos fins-de-semana nem acompanhas os teus filhos ao futebol nem a um qualquer passeio, dás um beijo a cada um mas de mim, esqueces-te que sou tua mulher tratando-me como um objeto. Arranjas-te apinocaste e sais porta fora como nada tivesse acontecido.

      - Isto não é vida para mim nem para os teus filhos! Não aguento mais!

      - Ou temos uma conversa a sério ou um tem de sair de casa.

 

    No meio desta discussão, vesti o casaco e sai porta fora dizendo.

 

      - És capas de ter alguma razão mas logo quando voltar conversamos.

 

    Meus amigos, este foi o discurso de minha mulher numa manhã de Sábado depois de durante mais de dois Meses não entrar em casa antes das quatro da manhã e não ligar peva nem a ela nem aos filhos.

    O que me andava a acontecer? Está-se mesmo a ver. Andava enrolado com a minha secretária e passava as primeiras horas da noite em sua casa.

    Pedir o divórcio era impensável pois aquele flarte não ia durar muito pois a minha secretária também era casada, só que o marido andava em missão em áfrica pelo menos seis meses e quando ele voltasse tudo iria voltar à normalidade. Pensava eu!

    Tudo isto aconteceu porque minha amante me dava prazeres sexuais que por uma questão de pudor nunca tinha pedido a minha mulher – era a mãe dos meus filhos – e eu entendia que não a podia tratar como uma prostituta e ela também nunca se prontificou a satisfazer-me sexualmente de outra maneira que não fosse o chamado normal, até derivado à sua religião.

Mas eu conto como tudo aconteceu:

 

    Num dia em que a minha secretária me levou uns papeis para assinar e ao dar a volta à secretária para os assinar, deixou cair junto a meus pés a caneta, se baixou para a apanhar, segurou-se numa das minhas pernas, ali ficou um pouco olhando para mim e perguntou:

      - Posso?

    Adivinhei a sua pergunta e segurei-lhe na cabeça e encostei-a ao meio das minhas pernas junta à braguilha.

    Ela sem aquelas abriu minha braguilha, tirou de fora o meu membro e meteu na boca fazendo-me um broxe como nunca alguém me tinha feito.  Em pouco tempo me esporrei tendo ela engolindo todo o meu suco desalmadamente.

    Depois despiu-me as calças e sentou-se em mim para que o meu membro penetra-se na sua vagina ardente. Nem deu tempo a eu refazer-me e com o tesão que estava nem murchou como seria normal depois de uma chupadela daquelas. Agarrei nas suas nádegas e movimentei-as constantemente para meu membro penetrar num vai e vem permanente até me vir novamente.

 

    Fiquei exausto e todo esparralhado no cadeirão. Ela olhou para mim e perguntou com o ar mais ingénuo deste mundo.

      - Então Sr. Engenheiro! Gostou?

      - Oh filha mas quem é que não podia gostar? E o que é que te deu rapariga?

      - Ando há mais de seis meses de olho em si e pelas conversas que tenho observado do Sr. com a sua mulher verifiquei que não era feliz totalmente e como o meu marido está fora por uns tempos resolvi dar-lhe a felicidade que procurava já que eu sou uma mulher que gosta de dar prazer a um homem como o Sr. bonito e bem-apessoado.

      - Mas rapariga! Sou o teu patrão!

      - Que tem isso? Não lhe vou pedir mais ordenado! Só prazer. O prazer que anda tão necessitado.

 

    Depois daquela loucura tornei-me amante da minha secretária e passei a ir lá a casa depois de acabar o serviço. Ela saia mais cedo e eu até cheguei a ter a chave da casa dela para entrar rapidamente e não dar bandeira aos vizinhos.

    Contrariamente ao que acontecia com minha mulher, com aquela todos os dias tinha-mos sexo. E que sexo meu Deus. Cheguei a come-la na alcatifa da sala e na cozinha. Era onde calha-se. Aquele corpo curvilíneo de umas mamas não exageradas, aquela Rola sedosa e de berbigão a parecer um pito de homem que de vez em quanto eu lambia e mordiscava. Aquele ânus apertadinho que cada vez que meu membro o penetrava ela gemia de prazer e só quando ele estava todo metido lá dentro, ela apertava as nádegas ao ponto de quase esmigalhar minhas bolas ao mesmo tempo que lhe ia massajando o clitóris.

    Eram loucuras sem fim todos os dias até ficarmos exausto e esparralhados na cama.

 

    Com estas cenas todos os dias é logico que a atenção que devia dar em casa não era nenhuma.

    O pior de tudo é que chegou a data da chegada do marido de Africa e como a nossa relação não era de amor mas de puro sexo a coisa acabou e de tal maneira que como o marido trouce uma boa maquia lá das Africas, ela despediu-se.

    No dia que apresentou a sua demissão no meu gabinete contando o porquê, fechou a porta à chave e comentou.

      - Vou fazer-te o mesmo como iniciamos a nossa relação para despedida e nunca te esqueceres de mim.

    Começou por me tirar o casaco, depois a camisa e por fim as calças enquanto eu descaçava os sapatos e ele se despia foi mesmo ali na secretária, ela de bruços sobre a mesa lhe comi pela última vez aquele cú que me ia deixar saudades, depois virei-a e sentei-a na secretária lambuzando aquele clitóris saboroso humedecendo-o para penetrar meu membro pela última vez naquela vagina que palpitava de goso e quase a vir-se também. Estava-me quase a vir-me quando ele me afastou e me pediu:

      - Não ejacules já. Quero beber o teu leite pela última vez.

    Baixou-se e sugou compulsivamente o meu mangalho hirto como barra de ferro até que meus espermatozoides se lançaram em tremenda correria garganta abaixo daquela mulher que tanto prazer me tinha dado ao longo de meses, ao mesmo tempo que se masturbava.

 

    Foi ali que tudo começou e acabou meses depois.

 

    Quanto aquela cena de Sábado feita pela minha mulher, tinha razão por um lado mas não tinha por outro, pois já tinha acabado tudo com a minha empregada só que o vício e os remorsos em certo sentido eram tantos que já não dava para ir para casa quando saia do emprego e então jantava fora e ia até um ou outro bar até as tantas e quando chegava a casa mantinha o mesmo procedimento. Cama, dormir e mais nada até que ela se passou dos carretos e quando cheguei a casa naquele Sábado nem ela nem os filhos. Tinham-se ido embora.

 

    Passaram-se meses até que resolvemos o divórcio. Os filhos ficaram com ela, fizemos as partilhas. Ela ficou com a casa (um apartamento 4 assoalhadas) e eu fiquei com o carro (um BMW). Nos entretantos fui morar para um hotel.

Novo Palacete do Nelson Camacho

    Entretanto o meu gabinete de engenharia e arquitetura estava a construir uma vivenda de luxo de r/c e primeiro andar com seis quartos dois salões, casa de jantar, copa anexada á cozinha, piscina, garagem e um anexo de empregados, para um cliente americano. Perdia lá muito tempo para seguir as obras, apaixonando-me por aquele casarão que estava cada vez mais lindo.

    Estava-mos já no fim das obras quase a entregar o trabalho quando apareceu o cliente vindo lá das américas com uma proposta tentadora.

    Ele tinha sido convidado para dirigir uma embaixada americana num outro país e como tal não ia precisar daquela casa que estava praticamente quase paga e fez-me a proposta.

    Eu ficar com a casa para mim ou vendi-a e quando isso acontecesse lhe devolveria o que já tinha pago sem quaisquer juros.

Fiquei atónito com aquela proposta e das duas, uma, ou ficava com a casa pela metade do seu real valor e ia-lhe pagando-a pouco e pouco ou vendia-a e ganhava ali uma pipa de massa.

    O americano era um tipo porreiro e num jantar disse-me:

      - Você que gosta tanto da casa e até foi construída a seu gosto com pequenas indicações minhas, porque não fica você com a ela? Como já está divorciado não tem problemas com divisões de bens, podemos fazer o negócio à vontade.

      - Eu ficava, mas vende-la, arranjava o dinheiro para si e eu ainda ganhava mais algum. Não acha que você ficava a perder?

      - Oiça lá! Eu sou americano e homem de negócios não sou mesquinho como a maior parte dos portugueses. Tenho confiança em si. Fique com a casa para si que mais tarde será um bem para os seus filhos. Vai-me pagando pouco e pouco a massa que já dei para a construção. Não quero juros, só quero me guarda uma suite para quando vier a Portugal passar uns dias.

 

    Passados dias, na inauguração da casa fizemos a escritura em que ficou lavrado não haver data nem prazo para o pagamento, abrimos uma garrafa de champanhe e eu fiquei mais rico sem saber porquê.

 

    Como não ganhava mal lá na construtora resolvi ir morar para a minha nova casa.

    Arrumei os meus tarecos e ao fim de oito dias já dava voltas à minha cabeça como iria cuidar de uma casa tão grande. Vou precisar de uma empregada pelo menos mas também de quem trate do jardim e da manutenção da casa propriamente dito. Vou precisar de quem trate de tudo sem me preocupar. Vou precisar de uma nova secretária e de um chauffeur. Levei dias apensar o que fazer à vida com aquele casarão até que coloquei um anúncio para ver o que acontecia. Já que anda para ai tanta malta formada e sem emprego, vamos ver o que acontece e espalhei um anúncio pela comunicação social, jornais diários e Internet, embora seja uma profissão em vias de extinção:

 

Anuncio para mordomo - O Canto do Nelson

    No final de contas o que eu queria era uma pessoa que dirige-se a manutenção da casa e do pessoal que antigamente se chamava MORDOMO.

 

Veja o II capítulo “ Mordomo precisa-se – II Capítulo” clicando “aqui

 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

Nelson Camacho

 

“Contos ao sabor da imaginação”

           de Nelson Camacho

      Fotos de arquivo e retiradas da net

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Luiz Goes o símbolo perpétuo da canção coimbrã partiu ao 79 anos.

Luiz Goes

     Luiz Goes na sua dimensão humanista foi meu dentista e concelheiro nas cantigas.

     Recordo com grande saudade este senhor possuidor de além de uma voz inigualável e o seu trabalho altruísta que fazia numa junta de freguesia do meu bairro na qualidade estomatologista, onde o conheci e me tratando gratuitamente. Quando soube que andava nas cantigas tomamos de alguma amizade pela qual me deu alguns conselhos.

 

    Luiz Fernando de Sousa Pires de Goes nasceu em Coimbra em 1933. Mais conhecido por Luiz Gaes, licenciou-se em Medicina, tendo exercido a profissão de médico dentista em paralelo com a carreira artística.

    Iniciou-se no fado por influência do tio paterno, Armando Goes, contemporâneo de Edmundo Bettencourt, António Menano, Lucas Junot, Paradela de Oliveira, Almeida d’Eça e Artur Paredes.

    No seu currículo discográfico constam quatro LPs, que gravou entre 1952 e 1983.

    Neste espaço de tempo, Luiz Goes gravou o álbum “Serenata de Coimbra” com os músicos Carlos Paredes, João Bagão e António Portugal, que “é ainda hoje o disco português mais vendido.

    Como autor, assinou 25 fados e 18 baladas, dos quais destaco “ Trova do tempo que passa”, “Fado da Despedida”, “Toada Beira”, “Balada da Distância”, “Canção do Regresso”, “Homem Só”, “Meu Irmão”, “Romagem à Lapa”, entre outros e “É Preciso Acreditar”, tema sempre atual.

Em 2002, assinalando os 50 anos da sua primeira gravação a discográfica EMI-Valentim de Carvalho reuniram a obra integral numa edição intitulada “Canções Para Quem Vier”.

    Entre muitas distinções que recebeu, constam: Membro Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, medalha de Ouro da Cidade de Coimbra, medalha de Mérito Cultural do Município de Cascais e sócio honorário do Orfeão Académico.

    Em determinada altura da sua vida e em entrevista ao “Campeão” disse:  “Sempre levei muito a sério esta coisa de cantar. Ainda hoje não sei o que é divertir-me quando tenho de cantar. Quando subo a um palco fico nervoso, não por medo mas porque levo o canto muito a sério. Não é uma atividade gratuita, é uma responsabilidade. A Canção de Coimbra é um bem cultural a ser preservado e respeitado”.

 

    É com estas palavras de Luiz Goes que deixo aqui a minha eterna saudade e com pena que muitos cantores da nossa praça não sigam o seu exemplo.

É preciso acreditar.

 

Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos: e triste
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

Um Dia na Praia da Parede – 1º Acto

Praia de Parede - Cascais

 

Como o prometido é devido, aqui vai o que prometi ao meu amigo Gonçalo que mora na Parede.

Ele queria saber quem é o Rui mas fica na mesma porque não divulgo os meus amigos coloridos e Rui é nome fictício.

 

A minha história com o Rui

Iº ACTO (O Encontro)

 

    Já há muito tempo que não ia até à praia da Parede mas talvez porque ando com umas dores nos ossos derivado a esforços no ginásio, lembrei-me que a praia da Parede tinha reputação no que respeita a efeitos benéficos do iodo nos ossos. Lembro-me de ver muita gente nas rochas tomando banhos de sol para curar sua maleitas e então resolvi ir até lá.

    Já nada é do que era, praia selvagem e pequena, mas de boas águas.

Hoje tem esplanadas na encosta e resguardadas dos ventos e é servida por três passagens pedonais e dois parques de estacionamento o que faz desta pequena praia ser bastante atrativa.

    Foi com esta ideia na mona que resolvi ir até lá.

 

Primeira cena:

 

    Depois de estacionar o carrito, vesti uns calções curtos, pois o que é bom é para se ver, toalha ao ombro e pochete numa das mãos, com o tabaquito, o isqueiro e alguns trocos. Nada mais por causa das dúvidas. Normalmente as chaves do carrito moram numa bolsa do interior dos calções, também por motivos.

 

Segunda Cena:

 

    Mal entrei na esplanada, dei uma olhadela ao redor e nada de importante estava a acontecer. Dois casais de namorados, eles e elas. Uma mesa com quatro rapazes tipo surfistas mas sem pranchas galhofando por uma ou outra anedota por alguém contada e nada mais. Para me servir apareceu um moço atlético daqueles que logo se via não pertencer à classe de empregado da hotelaria, mas sim, filho do dono ou um desempregado aproveitando a época balnear para ganhar uns trocos. Fui atendido com um sorriso largo o que me levou no fim, a deixar uma gorjeta substancial e com a promessa de voltar.

    Lá no fundo, onde estavam os tais rapazes, havia um, moreno pelos raios de sol mas de cabelos louros luzidios e a descaírem costas a baixo, que de vez enquanto olhava para mim com uma certa insistência.

    Como não tenho tiques de qualquer natureza a minha mente foi geminando o que estaria a acontecer naquela cabecita. O rapaz não era novo nem velho, teria para ai, os vinte e dois anos. (Mais tarde verifiquei que tinha acertado)

    Perante tal insistência do olhar daquele louro de olhos azuis e queimado do sol, compleição física e luzidia certamente pelo creme que estava besuntado e bastante agradável, se me desse na cabeça iniciar ali um engate, o empregado que me tinha servido ficava para outra ocasião, pois dali não fugia enquanto o louro podia estar de passagem e eu aproveito sempre o que me é dado de mão beijada e era o caso.

    Estivemos assim durante algum tempo. Ela olhava para mim, eu olhava para ele e até me fez beber mais uma bebida.

 

Terceira cena:

 

    Passado algum tempo daquele namorico à distância, Todos se levantaram e se encaminharam para a praia, ficando o louro, para traz. Quando passaram por min ninguém ligou a não ser o dito que olhou para mim várias vezes como quem está a tirar as medidas.

Segui com o olhar aquela turma, anotei o lugar onde ficaram junto ao mar e lá fui eu nas calmas.

 

Quarta cena:

 

    Todo mundo estava deitado sobre as toalhas de papo para o ar até que uma onda mais atrevida lhes veio beijar os pés. Deram um salto em uníssono e vieram prostrar-se a meu dado que antecipadamente já lá estava.

 

    O louro ficou a meu lado e os outros foram ao mar mergulhar.

      - Olá!

      - Olá! Disse eu também

      - És aqui da Parede ou está de passagem?

      - Não! Estou de passagem por enquanto!

      - Por enquanto como?

      - Se encontrar um amigo fico, se não encontrar vou!

      - E como vais encontrar um amigo.

      - Ao que parece, já te encontrei que parece seres o tal amigo que procuro.

      - Parece que não te falta lata.

      - Desculpa mas quem começou a olhar para mim substancialmente foste tu.

      - Substancialmente e de soslaio pois os meus amigos não têm nada de saber dos meus novos conhecidos

      - Então e agora como vai ser?

      - Eles são do Estoril, têm carro e não tarda-nada vão-se embora e eu fico, pois moro por cá.

 

    A conversa ficou por ali pois os tais amigos já vinham do banho. Levantei-me a fui dar uns mergulhos.

    Andei por lá no entra e sai nas ondas durante algum tempo até que notei os tais amigos do louro vestirem-se porem-se a andar. O dito quando se viu sozinho deu uma corrida e veio-se a atirar a uma onda perto de mim. Tirando a cabeça fora de água e sacudindo os cabelos atirou:

      - Porra! parece que nunca mais se iam embora.

 

Kiss Gay na praia da Parede

    Gargalhamos como se já nos conhecêssemos à bastante tempo. Atiramo-nos um ao outro em termos de brincadeira, mergulhamos, viemos ao de cima e nos beijamos ardentemente como se o mundo acabasse ali mesmo.

    Continuamos como dois Golfinhos nas suas brincadeiras habituais, não reparando se mais alguém se encontrava em nosso redor ou na praia olhando para aquelas cenas de amor entre dois homens. Estávamos felizes e nada mais nos importava. Mergulhávamos naquelas águas aquecidas pelo nosso amor incompreendido por alguns mas no nosso êxtase de felicidade qual Clix com a bênção de Deus.

 

Quinta cena: 

 

Dois amigos curtindo o sol da praia

    Finalmente, saímos da água e corremos para as toalhas que impávidas e serenas lá esperavam nossos corpos trepidantes onde nos deitamos e nos enrolamos como em dois cobertores para taparem nosso amor. Como dois pombos chilreando palavas de promessas do que se iria passar.

    Durante algum tempo ali ficamos, umas vezes de mãos dadas outras nos beijando um pouco à socapa e apresentando-nos pois nem sabíamos o nome um do outro. Sabia-mos isso sim, que algo estava a acontecer.

 

    Fiquei a saber que ele se chamava Rui, que morava ao pé da estação dos comboios, estava de férias da faculdade e ainda não tinha carro e os pais tinham ido a Espanha passar uns dias de férias. Portanto ele estava só em casa pelo menos o fim-de-semana.

    Como é óbvio, também lhe contei quem era. Rapaz de gostos largos perante a vida e a sociedade, vivia só com um canito a quem lhe chamava Pedro o nome do meu último amigo do coração.

O Rui achou graça o eu dar nome de pessoa a um cão e então expliquei-lhe ser a forma de continuar a ter o Pedro, com quem vivi durante seis anos, a meu lado.

      - Isso é que foi amor!

      - Sim! Foi talvez o meu único amor na vida.

      - Então nunca amas-te mais ninguém?

      - Sim! Amei o Pedro e amo o meu filho.

      - Épá! Agora é que não entendo nada! Então és casado, tiveste amor por um homem, tens um filho e estamos os dois aqui no engate!

      - Tem calma amigo! A vida não é assim tão simples como parece. Já fui casado, hoje estou divorciado, vivo só com o meu canito e vou passar a ser mais feliz porque te encontrei.

      - No final qual é o meu papel no meio disto tudo?

      Ao mesmo tempo que estava a haver esta conversa ia reparando que o Rui se mexia suavemente sobre a toalha e então calmamente fui metendo uma das mãos entre a toalha e o seu dorso indo agarrando aquilo que já adivinhava. Um pau grosso não muito grande mas já com a ponta molhada pois estava a vir-se pouco a pouco.

      Ele não esteve com meia medidas e fez o mesmo. Foi direito ao meu que latejava já de prazer. Apertamos nossos paus, sacudimos um pouco, nos beijamos e nos viemos com grandes estremeções.

 

Sexta Cena:

 

Gays na praia

    De momento, não havia mais nada a dizer. Levantamo-nos e fomos até à beira-mar e sem reparar se havia mais alguém naquela pequena praia, fomos continuando a fazer promessas de amor e de vez em quando lá vinha mais um kiss mútuo.

    O Sol lá no horizonte já começada a dar notas de que se quer despedir daquele dia.

      - Então e agora? O que fazemos? – Atirou o Rui.

      - Como estamos no princípio do fim-de-semana vens passar estes dias a minha casa!

      - Jura!!!

      - Juro! Não queres? Não tens ninguém em casa como disseste é uma oportunidade de nos conhecermos melhor e quiçá descobrirmos as nossas sensualidades mais profundas. Como diz uma amiga minha: “Descobrirmos os nossos pontos G.”

      - Para além de seres giro também és esperto. O que é isso do Ponto G?

      - O Ponto G é um local no nosso corpo que todos imaginamos ser o Ponto fulcral de êxtase sexual do qual a partir desse momento nos esquecemos que existimos o que fazemos e como dando somente prazer às nossas imaginações sexuais.

    O Rui olhou-me fixamente nos olhos como a tentar descobrir os meus pensamentos mais recônditos, agarrou-me nas faces e seus lábios, carnudos e perfeitos já com a ponta da língua de fora, penetrou-a em meus lábios que ocasionou uma troca de fluidos saborosos.

      - Vamos então lá à procura do Ponto G. – Disse o Rui depois de tudo aquilo.

Gays caminhando na praia como dois pinguins

 

      E foi assim, descontraídos como dois pinguins que deixamos aquela pequena praia que dizem fazer bem aos ossos, nos fizeram bem à alma de ambos.

Tudo aconteceu nesse ambiente de rochas, praia e areia…

 

O resto da história aconselhável a maiores de 18 anos fica em:

Preparação para o Fim-de-Semana - 2º ACTO

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

 

       Nelson Camacho

“Contos ao sabor da imaginação”

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Deixa-me ser teu amigo (de Alex)
publicado por nelson camacho às 02:24
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Domingo, 9 de Setembro de 2012

Vai começar a Escola e agora?

 

a caminho da escola- mostrar ou não ser gay

 

Vão começar as aulas e agora?

O que é que eu faço?

 

    Uma das perguntas mais frequentes que me têm enviado via e-mail é:

    Como vou dizer a meus pais que gosto de rapazes?

Ainda não saí do armário e não sei como faze-lo!

    Já tenho em mira um colega que é muito giro. Êle da-me troco e já nos mirámos muitas vezes, portanto vai haver cumplicidades.

    Como vou fazer perante os meus pais?

 

    Perante estas perguntas e porque já tenho escrito algumas histórias sobre o assunto não me armando em psicologo mas exespert da vida aqui ficam algumas dicas para se sentirem mais confortáveis com a sua opção perante o mundo.

Bandeira GLS - gays - lesbicas-

 

Você quer dizer ao mundo que é gay?

 

     Em primeiro lugar vovê terá que se analizar a si proprio, pois até pode ser que não o seja, mas sim, uma certa aptência em se relacionar mais com rapazes do que com raparigas.

 

        - Não o faça por impulso durante uma discução a seus pais ou amigos

        - Antes de tomar essa atitude reflita bem para quem quer contar.

        - Nunca o faça em reuniões de familia ou de amigos

        - Escolha uma pesoa por si e então na solidão dos dois, conte as suas tendências sexuais.

        - Para a família, comesse por escolher sua Mãe, Poi esta está sempre mais disposta a ouvi-lo.

        - Se tiver um irmão ou irmã mais velhos, pode começar por eles. Normalmente são mais compeensivos.

        - Mais tarde e depois de deixar sua Mãe conversar com seu pai, então sim, converse com ele.

     Em qualquer dos casos nunca escolha um momento em que os ânimos estejam alterados por qualquer razão, até porque quem recebe uma noticia destas assim de repente embora digam que há toda a compreenção do mundo, não é bem assim. Prepare-se sempre para uma reação menos esperada mas tenha paciencia.

      Normalmente as pessoas necessitam de um tempo para assimilares essa informação.

      Não tenha pressa e de-lhes todo o tempo do mundo não se esquecendo que está em causa a sua propria felicidade.

Se é a um possivel namorado com quem se quer abrir, estude primeiro, embora não seja uma tarefa fácil, quais são na realidade as suas tendências e amizades.

     É preferivel perder um bom amigo que um mau amante.

     Nem todos os pais compreendem de inicio a situação, embora haja casos em que nem é preciso falar. Eles sabem.

     Tenho alguns amigos que resolveram a situação depois de terem lido “Como o Pai soube que o filho era Gay”, terem impresso esse texto e o terem entregue aos pais para o lerem.

 

      Você se quizer também o pode lêr (AQUI) copiar e quando entregarem o texto a seus pais podem dizer “Afinal o mundo não é assim tão complicado”

   

Nelson Camacho

 

Estou com uma pica dos diabos: com promessa cumprida
música que estou a ouvir: Deixa-me ser teu amigo
publicado por nelson camacho às 20:00
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012

Freddie Mercury O Cantor de todas as gerações e credos

 

Freddie_Mercury-primeira_casa-Tanzânia-nelson_camacho

 

De uma casa humilde até ao estrelato mundial da música pop, Foi e continua a ser um dos maiores ícones do pop mundial completaria 66 anos na quarta-feira (5) passada 

 

     Farrokh Bulsara nasceu em Stone Town (Cidade da Pedra), em Zanzibar, à época colónia britânica e hoje pertencente à Tanzânia, na Africa Oriental. Mais conhecido mundialmente por Freddie Mercury é filho de Bomi e Jer Bulsara que eram parsis zoroastrianos de Guzerate, na Índia.

     Em 1991, após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em23 de novembro, um dia antes de morrer.

     Freddie faleceu na noite de 24 de novembro de 1991, em sua casa, chamada Garden Lodge. Sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo. Sua casa foi passada por testamento à ex-namorada, Mary Austin, que recebeu muitos buquês de flores na época e continua a recebê-los até hoje.

     O corpo de Freddie Mercury foi cremado e suas cinzas foram espalhadas na margem do Lago Genebra na Suíça.

     Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Bombaim, onde deu seus primeiros passos no âmbito da canção, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado "Freddie" e, com o tempo, até os seus pais passaram a chamá-lo assim.

     Depois de se formar em sua terra natal, Freddie e sua família mudaram-se em 1964 para a Inglaterra, devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá diplomou-se em design gráfico e artístico na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Esse conhecimento mostrar-se-ia útil depois, quando Freddie projetou o famoso símbolo da banda.

     Algo que poucos fãs sabem é que, na escola de artes em que se bacharelou, Freddie era conhecido como um aluno exemplar e muito quieto. Tinha uma personalidade bastante introspetiva. Concluiu os exames finais do curso com conceito A. Possui uma série de trabalhos em arte visual, hoje disponíveis em alguns sites na Internet.

     Freddie conheceu na faculdade o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

     Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda, que passa a se chamar Queen. Freddie decide colocar Mercury no nome. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, com quem começou a namorar e com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu ser bissexual. Os dois, mesmo separados, mantiveram forte laço de amizade até o fim de sua vida. De acordo com declaração do cantor e de seus companheiros de banda, Mary inspirou Freddie na música “Love of My Life”.

 

     No visual de Freddie Mercury, há uma mudança que não deixa de ser notada: se, na era Glam dos anos de 1970, o cabelo comprido, o delineador preto, as unhas pintadas, os maillots de bailado e o sapato de salto alto eram moda, estes iriam dar lugar a uma postura mais "macho": cabedal preto, chapéu de polícia, cabelo curto e, meses mais tarde, bigode: essa seria a sua imagem de marca na década de 1980. Nessa época, seus amigos descobriram sua bissexualidade, pois ele passou a levar rapazes e algumas garotas para dormir em seu quarto.

     Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como “Bohemian Rhapsody”, " Somebody to Love”, "Killer Queen", "Love of My Life", "Crazy Little Thing Called Love" e "We Are the Champions” - hinos eloquentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempre eternos. Suas exibições ao vivo eram lendárias. A facilidade com que Freddie dominava as multidões e os seus improvisos vocais, envolvendo o público no show, tornaram as suas turnês um enorme sucesso na década de 1970, enchendo estádios de todo o mundo nos anos 80.

 

     Freddie Mercury lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público. Mr.Bad Guy foi lançado em maio de 1985, e entre seus estilos estão desde reggae até dance e até uma parte orquestrada na faixa Mr. Bad Guy. Em 1988, é lançado o disco “Barcelona”, sendo que a faixa de mesmo nome tinha participação da cantora lírica espanhola Montserrat Caballé. Esta canção fez um enorme sucesso mundial na época e foi usada como tema nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

Freddie_Mercury-Estátua

 

     Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballés, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

     Os membros remanescentes do Queen fundaram uma associação de caridade em seu nome, a The Mercury Phoenix Trust, e organizaram, em 20 de abril de 1992, no Wembley Stadium, o concerto beneficente The Freddie Mercury Tribute Concert, para homenagear o trabalho e a vida de Freddie.

     No início da carreira, o cantor também era conhecido pelo pseudônimo de Larry Lurex. Também era conhecido pelo apelido Mr. Bad Guy.

     Freddie Mercury era proprietário de uma voz potente. Contam alguns que, durante as gravações do álbum Barcelona, ele desafiou Montserrat Caballé, uma das cantoras líricas mais conhecidas no mundo, para ver quem possuía maior fôlego. Mercury venceu com uma grande vantagem.

 

Freddie_Mercury-Montserrat_Caballé-Barcelona-Nelson_Camacho
 

     Em 1992, um ano depois da morte de Freddie Mercury, realizam-se os Jogos Olímpicos de Barcelona, durante os quais Montserrat Caballé interpreta a famosa canção "Barcelona" (gravada em 1988) em dueto virtual com o cantor falecido. Ainda hoje o dueto é recordado como um marco histórico da música.

 

A Solo: Freddie Mercury chegou a gravar

 

          Mr. Bad Guy (1985)

          Barcelona (1988 – com Montserrat Caballé)

          The Freddie Mercury Album (1992)

          The Great Pretender (1992)

 

Como compositor, Mercury compôs vários sucessos para os QUEEN, tais como:

 

         "Bohemiam Rhapsody”, "We Are the Champions” e “Love of My Life”

 

Para meu gosto há canções e há canções, fica por aqui How can I go on , interpretada com Montserrat Caballé.  Uma autêntica prece.

 

 

Estou com uma pica dos diabos: e como posso continuar?
música que estou a ouvir: love of my life
publicado por nelson camacho às 04:02
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