Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

Confissão de um Gay cota - IV Parte

o canto do nelson - Nelson Camacho

V Capitulo (ver III Parte)

 

O Reencontro

 

      Minha sogra tinha adoecido e como seria natural a Isabel naquela semana estava a trata-la em sua casa.

     Os meus pais estavam de féria no Algarve e eu sentia-me só abandonado. Uma boa parte dos dias dormia no sofá do sótão. Tinha como companhia as minhas músicas e filmes. Não me apetecia sair nem ir ter com os meus amigos ao que parecia aquelas confusões em casa fazia-me falta.

     Já estava nos quarenta e oito anos e repensava na vida que tinha levado até ali e chegava à conclusão que não tinha um amigo à serio, um amigo da minha idade com quem lamentasse as minhas agruras e duvidas do que era na realidade ou do que me sentia bem.

     Naquele sofá recordei como aquele sótão tinha sido mobilado e como tinha perdido a minha virgindade sexual.

     Depois da montagem do plasma que ainda existia comprado na Worten, veio-me à lembrança a figura do Jorge. Certamente como eu, não estava na mesma, tinham-se passado vinte e oito anos. Estaria na mesma loja? Teria casado como eu? Na altura, tinha feito a promessa de voltar à loja para comprar outros artigos o que fiz até ao meu casamento e chegamos a ter algumas relações. Depois deixei de o ver. Mudou de loja e eu procurei outros amigos mais novos. Talvez para manter psicologicamente a minha juventude. Era tudo muito bonito mas não passavam de meros objectos sexuais.

 

Kiss Boys - carinhos e ternuras entre homens

     Naquele dia resolvi ir à sua procura. Já não estava na mesma loja do grupo. A medo procurei pelo seu nome e informaram-me que se encontrava numa loja do Centro Comercial do Parque das Nações. Fui até lá.

     Lá estava ele! Como não podia deixar de ser, mais velho mas ainda com o charme de si próprio. Julgando que não me reconhecia dirigi-me a ele procurando por uma máquina de barbear. Ele reconheceu-me de imediato e fez um grande Olá. Trocamos uma conversa de circunstância, disse-me que entretanto tinha casado e como eram 20 horas, estava terminar o seu turno de trabalho e combinamos ir tomar um copo, mesmo ali no Centro.

 

     Tínhamos tanto a contar um ao outro que o copo prolongou-se ao jantar.

 

     Relembramos o nosso primeiro relacionamento, a razão porque tinha deixado de aparecer e a história dos nossos casamentos. Ele tinha uma filha e como eu tinha um filho até por graça, pensamos em juntarmos as famílias e fazer como nossos pais, juntar nossos filhos.

 

     A noite já despontava pelos janelões do restaurante quando atirei:

 

        - E se fossemos tomar um copo ao Trumps?

        - Mas é hábito ires lá?

        - Sim! É a forma de continuar com a mania que o tempo não passa e sentir-me jovem. Fazem lá uns shows de travestis. A malta é uma rapaziada séria e descomplexada e sem tiques.

         - Não me digas que mesmo casado, andas no engate’

         - Não é propriamente isso, mas quando acontece, acontece mesmo às vezes até organizo umas festas no meu sótão. Lembras-te?

         - Mas alguma vez me iria esquecer daquele espaço? E a tua família?

        - Não se metem! Normalmente aproveito quando a Isabel e o puto vão para casa dos meus sogros e os meus pais não se metem na minha vida, Aliás, como ficou combinado logo no princípio, estão proibidos de lá irem. Só lá entra a empregada para as limpezas e quando lhe dou a chave.

        - Mas agora tem uma porta?

        - Sim! Além da porta também tem outra decoração. Fiz uma casa de banho e tem uma cama redonda com uns projectores a incidirem obra ela ao mesmo tempo que vai rodando.

        - Isso já não é um sótão!

        - Não!.. É uma suite!.. Queres lá ir ver?

 

     Estava lançado o isco para reviver o passado.

 

     Não chagamos a ir ao Trumps. 

     O Jorge telefonou para casa informando que estava com uns colegas, pois um fazia anos e iria mais tarde.

     Cada um com o seu carro, lá fui para minha casa. Já passava da meia-noite.

     Jorge ficou vislumbrado com as alterações feitas naquele espaço.

     Despi a camisa e dirigi-me ao bar tomando dois copos que enchi de whisky. Quando me voltei, Jorge também tinha despido a camisa e estávamos os dois semi-nus, mostrando parte de nossos corpos.

 

        - Está muito bem de bíceps. Fazes ginásio?

        - Se não fosse assim com a minha idade já tinha uma barriguinha. E tu? Também não estás mal.

 

Kamasutra homo

      Palavras não eram ditas já nos encontrávamos beijando.

     Nossos corpos se juntaram rebeijando-nos sofregamente a nos atiramos para cama. Rebolámo-nos ao mesmo tempo que tirávamos os sapatos, as calças e slips ficando novamente como há alguns anos. Nus e nossas pirocas digladiando-se numa contenda sem fim há vista.

     Estávamos como dois jovens inexperientes procurando o prazer de nossas bocas. Durante longos minutos não passamos daquilo juntando carícias em nossas caras, umas vezes com as mãos, outras com as pontas de nossas línguas.

     Aquele corpo já cota como o meu não devia nada a outros corpos mais novos por onde o meu tinha passado tantas vezes.

     Aquele bíceps estavam a precisar de um carinho mais afectuoso e caminhando como um gato corpo abaixo do Jorge, fui mordiscando aqui a ali até à piroca que também mordisquei. Ambos ganíamos de prazer. Jorge não esteve com meia medidas e segurando em minha cabeça fez pressão para que aquele pito entrasse minha boca dentro. Durante algum tempo aquele macho gozou misturando os pequenos sulcos que a pouco e pouco iam brotando e se misturando com a minha saliva. Estava no ponto quando o retirei, subi novamente até ao bíceps e depois fui encontrar sua boca onde depositei minha língua ao mesmo tempo que num acto de ginástica acrobática encolhi meu corpo sentando-me na sua piroca já humedecida para uma penetração sem dor. Entrou todo dentro de mim e cavalguei como num corcel.

     Alguns momentos foram os suficientes para aquele macho expulsar toda a sua força de esperma dento de mim ao mesmo tempo que me acontecia o mesmo ao meu que estava a ser manuseado pelo Jorge indo depositar-se em seu corpo.

     Caímos para os lados como dois coelhos com risadas e carinhos e nos abraçamos como dois adolescentes.

 

     Passado algum tempo. Não sei quanto, nossos paus que se encontravam quase entrelaçados, comecei a sentir que ambos estavam-se espevitando e nossas bocas voltaram a encontrar-se. Nossas línguas manusearam-se e foi a vez de Pedro começar beijando meu corpo até meu pau que estava hirto ser beijado.

 

        - Queres ser tu agora?

 

Copula homo com beijo

     Não estive esperando nova pergunta. Novamente com uma certa habilidade, coloquei-me de conchinha e foi a minha vês de o penetrar ao mesmo tempo que o punhetava. Tal era a nossa vitalidades que num vai e vem rápido o meu esperma foi procura dentro dele algo para se depositar o que nunca encontraria e o dele se foi-se depositar naqueles lençóis de seda.

 

     Porra!.. Naquela altura, ficamos mesmo sem vontade de continuar. Tínhamos feito a nossa obrigação como fletes.

     Agora sim! Tinha acontecido o que esperávamos há tanto tempo mas tinha valido a pena pois tínhamos ganho experiência em todas as áreas das sexualidades e já não havia volta a dar. Não éramos mais dois jovens à procura de prazeres rápidos, mas dois homens já feitos que sabíamos o que queríamos e para onde ir.

 

     Adormecemos como Anjos na Paz do Senhor

 

VI Capitulo

A bronca

 

     Esta semana não correu lá muito bem!

     Estava nos meus 48 anos portanto a dois passos de entrar na casa dos cótas!

     Há uma semana que não via o padeiro. Resultado, andava aluado como uma gata com cio no mês de Janeiro, depois foi a bronca por a família descobrir que era Gay não se preocupando se o era na realidade ou se era heterossexual. Para eles a diferença não existia.

 

     A minha sogra tinha melhorado então a Isabel foi para casa mais sedo do que estava previsto! Resultado! Quando entrou em casa às onze da manhã, não me viu, procurou-me no quarto, também não estava e resolveu ir até ao sótão que por alma do diabo a porta estava aberta e entrou.

     Ia lhe dando um chilique pois deu comigo na cama com o Jorge. Não estávamos a fazer qualquer coisa mas estávamos a dormir de conchinha e muito agarradinhos.

Dormir depois de uma keke é bom

        - Então era por isto que não me andavas a ligar? – Gritou ela euforicamente.

 

     Apanhei um susto do caraças, pois nunca pensei que um dia uma situação destas viesse a acontecer. Jorge com aquele grito de desespero também acordou e instintivamente mandou para o lado a manta e estando à minha frente, mostrou toda a sua nudez.

     Foi o fim da macacada!..

     Isabel desceu as escadas e em correria desabrida saiu porta fora.

 

        - E agora? - Comentou o Jorge.

        - Agora?.. “É de aguentar e deitar fora” como dizia a minha avó. Vamos tomar um duche para refrescar as ideias, tu piscas-te enquanto eu vou apanhar o touro pelos cornos.

 

      E assim foi. Jorge foi-se embora não sem antes me dar o seu número de telefone e pedir-me para depois lhe telefonar.

      Isabel quando chegou chorosa a casa de meus sogros a primeira coisa que fez foi contar à mãe o que tinha acontecido.

      Senhora de “bons costumes” a primeira coisa que fez foi telefonar para a minha que estava no Algarve a contar o sucedido.

     Minha Mãe que é mulher de corpo inteiro e já andava desconfiada das minhas amizades com rapaziada nova e as festas que dava em casa além das minhas chegadas a casa às tantas da madrugada mas nunca tinha abordado o assunto.

      E ripostou que devia haver algum engano e certamente era um amigo que tinha lá ficado depois de uma noite de copos.

 

        - E estava os dois nus? - Replicava minha sogra toda danada – Desculpe lá mas dois homens na cama abraçados e nus, só podem ser paneleiros. Minha fila nunca mais volta a essa casa.

 

     A bronca estava dada. Minha mãe contou a meu pai, meteram-se a caminho de Lisboa para tentarem resolver o problema.

 

     O problema estava resolvido por si só.

     Quando eles chegaram contei-lhes toda a minha vida secreta desde os meus quinze anos.

     Meu pai ouviu e nada disse a não ser:

         - Vai ser uma porra pois certamente vamos acabar com a sociedade, pois aquela família se bem os conheço não vai aceitar a situação. E nunca mais te querem ver.

 

     Minha Mãe, pessoa sensata respondeu:

 

        - Parece que está mais preocupado com a sociedade do que com o nosso filho o nosso neto.

        - Oh mulher não é isso! O filho já tem idade para se desenrascar e seguir o caminho que lhe dá maior felicidade. Quanto ao neto. Logo se vê. Agora a firma onde somos sócios é que vai ser o diabo.

        - Olha!.. quanto há firma, tudo se resolve com dinheiro, compramos as cotas dele que são mais pequenas. Quanto ao neto nem que seja preciso resolvermos a situação em tribunal também se resolve. Agora a felicidade do nosso filho é que não podemos descurar. Ele é como é e quem disser que é Santo que atire a primeira pedra.

 

     Todo aquele diálogo estava a passar-se na minha frente mas como se eu não estivesse lá. Não estava envergonhado mas liberto daquele segredo que me atormentava a alma. Afinal de contas não é crime ter tendências sexuais diferentes da maioria.

 

     Passados alguns meses tudo se recompôs. Meu filho já é um homem sabe de toda a história, já tem a sua casa e a sua vida organizada. Nunca falamos do assunto, respeitamo-nos mutuamente e até é amigo do Jorge que também deixou a mulher e vive comigo na mesma casa de meus pais já velhotes mas com a maior respeitabilidade.

 

     A sociedade entre meus pais e meus sogros terminou com a compra das cotas deles pelos meus pais. Hoje sou eu o sócio minoritário. Eu e o Jorge divorciamo-nos e ambos com quarenta e oito anos de idade vivemos na paz do Senhor. Nunca mais tivemos necessidade de andar no engate pois completamo-nos.

FIM

Espero que tenha gostado e comente sem medos

 

 

            Nelson Camacho D'Magoito

         “Contos ao sabor da imaginação”

                 de Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos: satisfeito por publicar
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

Os Reis da Noite

 

striptease ma's - Nelson Camacho d'magoito

Alguns ganham mais do que o primeiro-ministro.

 

     Histórias de sete homens que entrevistei e  fazem da noite dia e que trocaram uma vida normal e um emprego pacato por sessões contínuas de ‘striptease’ e de “Meninos de programa”

 

“É UMA MANEIRA RÁPIDA DE ARRANJAR DINHEIRO”

         Nome: Miguel Abrantes (fictício)

         Idade: 30 anos

         Profissão Anterior: Designer gráfico

 

     “Trabalhei dez anos como designer gráfico, num jornal diário. Depois, a empresa sofreu uma remodelação e fui despedido. Tive um ano a viver do subsídio de desemprego. Ainda trabalhei como professor num ginásio, mas não tive muita sorte. Precisava de encontrar uma maneira rápida de arranjar dinheiro. Foi então que surgiu a oportunidade de enveredar pelo ‘striptease’.

     Esta profissão permite-me viver desafogado. Tenho carro, mota e está tudo pago. Só me falta comprar um andar. Em Portugal, um ‘stripper’ não leva tanto dinheiro para casa como se julga. No entanto, chego a ganhar duas vezes mais do que a trabalhar no jornal. Há noites em que ganho cerca de 150 euros. E comecei há pouco tempo... O Verão é a época alta por excelência. Chega-se a ganhar mais de 2500 euros (500 contos).

     A minha família reagiu bem a esta mudança. Há três semanas viram-me num programa de Televisão e acharam piada. O meu pai tem esperança que eu arranje um trabalho de dia, mas enquanto tiver sucesso, não penso largar esta actividade”.

 

“POSSO GANHAR 500 EUROS EM MINUTOS”.

         Nome: Não divulgado

         Idade: 33 anos

         Profissão anterior: Desenhador topográfico.

 

     “Há doze anos, era desenhador topográfico e elaborava mapas numa Câmara Municipal. Mas ficava fascinado pelo ‘striptease’ quando saía à noite. Então resolvi começar a fazer ‘strip’, no Coconuts. Na altura, ganhava apenas 50 euros por noite, mas não me importava. O grande problema é que a minha mulher não aceitava este trabalho, por isso tentei regressar à actividade diurna, como administrador de uma empresa de imobiliário. Só que o salário não ultrapassava os 500 euros. Como ‘stripper’ ganhava mais do triplo. Além do parco salário, as coisas azedaram na imobiliária quando souberam o que fazia. Achavam o trabalho degradante. Não aguentei e despedi-me.

     Hoje, lamento não acompanhar mais a minha filha, mas esta é a única maneira de pagar as contas. Se na empresa ganhasse três vezes mais, deixava esta vida. Actualmente osso ganhar 125, 250 e até 500 euros em poucos minutos. No Verão, há quem leve para casa três mil contos por mês (15 mil euros). É tentador. É dinheiro fácil e habituamo-nos a ele”.


“A MINHA VIDA SENTIMENTAL RESSENTIU-SE”

         Nome: Nuno (fictício)

         Idade: 30 anos

         Profissão Anterior: Vendedor de publicidade

 

     “Antes de optar pelo ‘strip’, era vendedor de publicidade. Até tinha carro próprio e telemóvel. Mas com a crise, as vendas baixaram e eu cheguei à conclusão que o melhor era procurar outras saídas profissionais. Foi então que surgiu a possibilidade de entrar no mundo do ‘striptease’.

     Já nessa altura, gostava de assistir aos espectáculos de ‘strip’ na discoteca ‘Finalmente”, e sempre achei que era capaz de fazer o mesmo. Durante três meses ainda tentei conciliar a minha actividade com o ‘strip’, mas depois tive de optar por uma só profissão. Além disso, quando os meus ex-colegas da publicidade descobriram que eu também trabalhava à noite nesta profissão, começaram a fazer comentários depreciativos, o que precipitou a minha saída.

     A minha vida sentimental também se ressentiu. A minha ex-mulher, escriturária, não aceitou esta súbita mudança. Ao fim de alguns meses fartou-se e obrigou-me a decidir entre a profissão ou o casamento. Não preciso de dizer como é que acabou esta história...

     Não me arrependo da decisão que tomei. Ganho mais como ‘stripper’ para mulheres e homens e isso permite-me ter uma vida desafogada. Além disso, esta profissão permite-me poupar algum dinheiro, pagar os estudos ao meu filho e para realizar os meus planos futuros”.


“O ‘STRIP’ MASCULINO JÁ É UMA MODA”

         Nome: Nico

         Idade: 26 anos

         Profissão anterior: Agente imobiliário

 

     “De dia trabalhava numa agência imobiliária. À noite, estudava Geologia na Faculdade de Ciências de Lisboa. Gostava bastante do curso mas não cheguei a terminá-lo. Ainda me faltam três cadeiras. Há cinco anos, quase por brincadeira, comecei a fazer ‘striptease’ no Coconuts,em Cascais. Descobrique ganhava muito mais do que um cidadão comum, que entra às 09h e sai às 17h. No entanto, não é fácil poupar dinheiro porque os custos inerentes a esta actividade (como a musculação, a alimentação especial, o solário, e a indumentária, etc) são extremamente elevados. Mas numa só noite de trabalho, posso ganhar entre 125 e 250 euros.

     Decidi então mudar o rumo da minha vida. Trabalhar todo o dia e ainda fazer um curso era algo de muito complicado. Comecei por abdicar dos estudos e mais tarde, despedi-me da empresa. Uma decisão da qual não me arrependo porque, neste momento, o ‘striptease’ já é uma moda que atrai muitas pessoas. E há muito que deixou de ser uma actividade mal-vista, assim como “as bailarinas de varão”.


“JÁ TIVE ALGUMAS PROPOSTAS INDECENTES”

         Nome: Paco

         Idade: 30 anos

         Profissão Anterior: Barman em Baquetes

 

     “Faço ‘strip’ há seis anos. Antes disso, trabalhava 14 horas por dia como ‘barman’ nos baquetes. Foi aí que conheci uma pessoa que tinha uns clubes de ‘strip’ no Canadá, e que me fez um convite irrecusável. Nessa altura, o meu salário era de 1200 euros e ele ofereceu-me o dobro. Foi por isso que enveredei por esta carreira! Pelo dinheiro.

     Em Portugal, um ‘stripper’ não ganha fortunas. Mas consegue fazer uma vida decente. Na minha opinião, um salário de jeito tem de ultrapassar os 2500 euros por mês. No estrangeiro já cheguei a fazer 1000 dólares por noite. Por cá, essas quantias são impraticáveis. Antes de tentar a minha sorte nesta actividade, tinha uma percepção diferente das mulheres casadas. Seis anos depois, posso dizer que já as conheço bem. Pelo ‘Passerelle’ passam muitas mulheres casadas, algumas com futebolistas famosos. Mas no dia-a-dia, elas mostram uma imagem bem diferente.

     Propostas indecentes? Já tive algumas. Uma vez, um homem deu-me 40 euros só para poder olhar para os meus olhos. Ultimamente, noto que os homens procuram mais esta actividade. A ‘culpa’ é outra vez da crise, que muito tem contribuído para o crescimento deste fenómeno”.


“COM A CRISE, PERDERAM-SE OS TABUS”

         Nome: Styven

         Idade: 29 anos

         Profissão anterior: ex-Pára-quedista

 

     “Fui pára-quedista e estive na Bósnia, em 1994, na 2.ª Comissão, ao lado de soldados italianos e franceses. Assisti a cenas muito tristes. Crianças amputadas e a passar fome. Quando regressei, passei a trabalhar como segurança. Mas cansei-me. Queria ter uma vida descansada, fora das barras dos tribunais. É que devido àquela profissão desgastante, processaram-me inúmeras vezes. Então, como descobri que um ‘stripper’ podia ganhar entre100 a500 euros dia, juntei o útil ao agradável. Em poucos anos, passei a actuar quase todos os dias em casas como o ‘Passerelle’, o ‘Queens’ e o ‘Alcântara-Club’. Hoje, só descanso à segunda-feira.

     Com a crise económica, e com a perda de tabus, esta actividade tem sido mais procurada por homens. Há pessoas que se encontram entre a espada e a parede e sabem que o ‘strip’, ao contrário de outras profissões, não estáem crise. Continua-sea ganhar muito bem. Eu por exemplo, chego a receber entre três e quatro mil euros por mês.

 

“UM DIA DEI UMA VOLTA COMPLETA À MINHA VIDA”

         Nome: Jorge

         Idade: 25 anos

         Profissão anterior: Estudante.

 

     Desde os meus 18 anos que comecei a frequentar discotecas para abanar a cabeça. Um dia travei-me de amizades com um vizinho que prestava o serviço particular de acompanhante de mulheres. Uma noite levou-me a um uma discoteca gay e descobri que ele não só era acompanhante de mulheres como de homens. Já tinha uma vida bastante boa. Tinha carro e um apartamento. Numa dessas noites conheci um tipo já cota que era cliente do meu amigo, engraçou comigo e convidou-nos a irmos até sua casa para bebermos uns copos.

     Quando lá chegamos verifiquei que os copos eram outros. Meteu-se no quarto com o meu amigo e eu fiquei na sala a ver um filme e tomar efectivamente um copo.

     Passado meia hora apareceu o meu amigo de robe vestido, perguntando se não queria fazer-lhes companhia. Achei estranho a indumentária mas fui.

     Pela primeira vez tive um tipo a masturbar-me e outro a fazer-me um bico. Gostei da experiência. Gostei mais ainda quando o cóta me presenteou com 200 Euros e com promessa de voltar. Mas só!

     Oito dias depois telefonei-lhe e voltei sozinho a casa dele.

     Fez-me um belo broche e comi-lhe o cú. Naquela tarde ganhei 300 euros.

     No dia seguinte contei ao meu amigo o que tinha acontecido e convidou-me a ir a casa dele.

     Então contou-me como a coisa se processava. Se queria ganhar dinheiro à serio teria de ser instruído fisicamente como a coisa se processava. Levou-me para o quarto e além de o comer também ele me comeu, tirando-me os três. No final disse-me: - Agora está pronto para seres como eu um “menino de programa”.

 

     Actualmente ando numa de “acompanhante” tanto de mulheres como de homens, heterossexuais ou bissexuais. Elas de qualquer idade, eles não podem passar dos quarenta nos.

     Já tenho carro e dentro em breve vou comprar um apartamento.

     Não tenho “tiques” nem ar afeminado, frequento o ginásio e tenho uma boa alimentação para me manter em forma. Ganho mais que os “stripers” embora a maioria deles também façam o que eu faço.

 

São sete histórias de vida para onde a crise lelevou. Será que uma destas não é a sua ou de algum amigo?

 

Obrigada por me ler! E comente sem medos

 

        Nelson Camacho D’Magoito

                “Histórias de vida”

               de Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Ain’t Mis Behavin
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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

Confissão de um Gay cota - III Parte

o salão de nelson camacho d'magoito

III Capitulo (ver II Parte)

Quando descobri a inquietação da Isabel

 

     A porta do salão é daquelas divididas em duas partes e com vidrinhos opacos que se movimentam lateralmente ficando embebidas nas paredes. Quando se fecham, por vezes fica entre as partes uma fresta por onde sai o som das palavras das conversas que por ali se fazem.  Como os vidrinhos são foscos, só se vêm vultos tanto de um lado como do outro, se não forem a audição das palavras dificilmente se consegue vislumbrar quem são os intervenientes da trama.

     Foi o que aconteceu naquele dia.

     Do meu lado da porta que por ali passei inadvertidamente e como não fiz qualquer barulho do outro lado não sabiam que eu tinha parado a cuscar.

     E quem era do outro lado?

     Duas vozes de mulheres. A minha e sua mãe /minha sogra).

     Dizia a minha para sua mãe:

 

        - Não sei o que se passa com o Fernando há dois meses que não me toca.

        - Mas não te toca como?

        - Não me procura como mulher.

        - Ó filha e já abordaste a questão? Ele foi sempre assim tão espaçado no tempo?

        - Não! Até havia dias que chegava a casa mais tarde e era quando vinha com a vontade toda, mas ultimamente tem sido uma desgraça.

        - Mas aconteceu algo de estranho entre vocês? Porque não falas abertamente com ele?

        - Ele diz que é do stress lá do trabalho que tem tido muitas preocupações com falta de trabalho e certamente tem de despedir empregados.

        - Pois, Esta crise afecta toda a gente e em todos os casos. Olha o teu pai, já não sei se é da crise se é da velhice já não me procura mesmo. Mas eu já estou velha agora tu uma rapariga nova ainda não é tempo de arrumares as botas. Eu dou uma dica ao teu pai, pode ser que ele tenha alguma ideia.

        - Mãe, cuidado com o que vai dizer e ainda atirar mais achas para a fogueira.

 

     Afinal de contas era sobre mim que as galinhas estavam a falar.

     A Isabel queixava-se a sua mãe que eu já não a procurava como homem há algum tempo. Tinha razão. O nosso casamento nunca tinha sido muito famoso. Lembro-me deste ter sido orquestrado pelas famílias numa altura em que eu tinha saído de uma relação complicada  

     Para colmatar essa perda, enquanto namoro com a Isabel ia continuando a ter outros encontros casuais mas nada de sério.

     Ela tinha razão quando se queixava a sua mãe que eu por vezes principalmente quando chegava tarde a casa era mais viril.

     Tinha razão! É nessas noites, eu tinha estado com alguém sexualmente e transportava para casa os restos do prazer que tinha tido lá fora.

 

 

IV Capitulo

5 Anos antes

 

Mãe costureira

     (Como aparte a este conto e com este quadro pintado a oleo sobre tele de Joseph de Carmo de 1916 quero prestar a minha homenagem às mulheres costureiras contando a sua história.

 

     No século XVII, as costureiras só podiam retocar e ajustar peças para alfaiates e camiseiros… o trabalho era dominado pelos homens. Em 1965  tiveram o trabalho reconhecido, com restrições, como por exemplo, não podiam ter seu próprio atelier. Com a revolução industrial veio a padronização da costura e as costureiras atendiam clientes, a burguesia, que recorriam as costureiras para fazer algo diferente do que estava no mercado…

Dia 25 de maio é o Dia das Costureiras!)

 

 

     Minha mãe não tonha muito jeito para as artes femininas de contura então comprou uma máquina de tricutar e uma tarde de um sábado dei com ela a trocoar uma cobertura de cama em renda. A minha alma ficou parva com aqueles afazeres e perguntei:

 

        - Qual é a ideia? Não lhe chega o trabalho no escrtório e agora deu numa de tricotadeire? Está-lhe a falter o dinheiro?

 

        - Não filho! Estou a fazer uma colcha para a tua cama para a noite de casamento!

 

     Apanhei um susto dos diabos, pois não sabia que ia casar e ripostei prontamente:

 

        - Mas qual casamento?.

        - Mas não é naturar ires casar?

        - Sim!.. Talvez!.. Mas quando e com quem?

        - Não te temos visto com namoradas nem sabemos se tens alguma e eu o teu pai e os Mendonça, resolvemos que seria interessante começares a namorar com a Isabel. São os dois da mesma idade. Ela já está formada têm dinheiro e cremos ser um bom partido para os dois.

         - Mas Mãe!... Eu até mal conheço a rapariga.

        - Pois vais passar a conhecer melhor. Amanhã veem cá para um churrasco e logo conversamos.

 

     Aquele domingo foi uma seca!

 

     Os Mendonça a atirarem-me a filha e os meus pais na mesma ou ainda pior.

     A Folhas tantas resolvi ir até ao meu sótão refugiar-me daquele atentados, mesmo assim, não me safei e subido a escadas pé ante pé lá entrou a Isabel toda lampeira com uma conversa sem nexo.

     Por mais que quisesse manter uma conversa mais séria, naquele primeiro contacto, digamos de apresentação não passou de simples monólogos que se basearam em ela querer saber como iam os meus estudos, qual a área que queria seguir e pouco mais. Falamos dos nossos gostos literários e musicais. Entretanto chegou a hora de jantar

     A empregada subiu a escadas e informou que o jantar iria ser servido dentro de quinze minutos.

 

     Para terminar aquele fastidioso dia, depois da refeição fomos até ao salão onde tomamos os cafés da praxe.

 

     Aqueles almoços e jantares em minha casa prolongaram-se por algum tempo. A conversa era no geral, questões do trabalho lá do escritório, já que trabalhavam todos no mesmo, menos eu. Também meus pais e os da Isabel de vez em quando atiravam achas à fogueira no que dizia respeito a um possível namoro com a Isabel.

     Mais tarde senti-me na obrigação de a convidar a um cinema. Dias depois foi a vez de uma ida ao teatro. Mais um cinema e mais um teatro e finalmente um fim-de-semana na Figueira da foz, com toda a família.

     Foi nesse fim-de-semana em que na noite se sábado cheguei ao hotel por volta das seis da manhã.

     Tinha ido sozinho ao Casino e tinha conhecido um moço que estava de férias e morava em Lisboa.

     Como é óbvio no domingo todo mundo foi para a praia, mas eu fiquei na cama.

     Vindos da praia, a Isabel foi ter comigo ao quarto (ainda estava deitado) e deitando-se o meu lado contou como tinha sido a manhã na praia.

     Não sei o que se passou comigo na altura e lembrando-me do moço que tinha conhecido no casino na noite anterior e beijei-a.

     Estava dado o passo para o que os nossos pais queriam. O começo do nosso namoro.

     Dali para a frente fizemos um namoro quase normal e quando digo quase normal é que durante oito meses, nunca dei assim muita assistência. Passeávamos, íamos ao cinema e ao teatro, umas vezes almoçávamos ou jantávamos em casa de cada um mas quando aconteciam os jantares em casa dela assim que ficava livre pirava-me para umas noitadas em bares de temática gay e mantinha como amigo o Pedro (o tal moço que tinha conhecido na Figueira da Foz e morava em Lisboa) era o meu amigo, companheiro, confidente e amante.

     Por pressão constante de meus pais. Aquele namoro durou oito meses até ao casamento.

 

Casamento  do tretas

     Aquele dia foi uma festa de arromba, teve sermão, missa canyada. Foi filmado e tudo.

 

     Na véspera do casamento fiz uma festa de despedida de solteiro no meu sótão com alguns amigos e como não podia deixar de ser com o Pedro que já era conhecido lá de casa e que depois de todos se irem embora, ficou para curtirmos o resto da noite somente os dois. Nem fui para o meu quarto. Ficamos no sofá.

     De manhã quando acordamos descemos para o pequeno-almoço, tomarmos banho e vestir-me com a ajuda do Pedro para o fatídico dia.

     O que se passou naquela noite e o facto de o Pedro ter lá ficado, para os meus pais foi a coisa mais normal, pois já estavam habituados às minhas festas e tinham muita consideração e amizade pelo Pedro.

     O casamento foi uma festa. Meteu sermão missa cantada. No copo de água o Pedro até Abreu o baile com a Isabel.

    Quando chegou o fim da festança, abalámos para o Aeroporto com destino à Madeira onde estivemos durante uma semana para a lua-de-mel.

      Porque eu fiz questão quando voltamos, ficamos em casa de meus pais, pois ainda não tínhamos a nossa vida organizada economicamente para um apartamento e também me custava deixar as benesses que tinha inclusive o meu sótão querido que servia para continuar com as minhas festas.

     Também era a forma de minha mãe desculpar-me perante a Isabel de algumas das minhas chegadas a casa de manhã.

     O tempo foi correndo e nove meses depois lá veio o pimpolho todo sorridente e como diziam. Parecido com o pai.

 

     Como qualquer casal que se preze, tínhamos os nossos momentos bons e outros nem tanto. Sexualmente, sempre tinha dito que queria da Isabel mulher amiga e amante o que nunca aconteceu. Talvez por fazer comparações com o que tinha fora do casamento. Já tinha acabado com o Pedro mas tinha arranjado outro amigo e depois outro e mais tarde ainda outro. Eu era um tipo bastante activo e talvez com a Isabel isso nunca tivesse acontecido por preconceitos.

     Os tipos chamados normais têm amantes, eu que me tinha transformado num bissexual nunca estava satisfeito e tinha um certo pudor em fazer coisas com a minha mulher que fazia em parte com meus amigos.

     E porque a vida é um fado.

 

Antes de perseguir este conto. Em homenagem ao meu querido Max com quem passei muitas noites, oiça o poema “NOITE”de Vaso de Lima Couto no Fado Menor na voz inconfundível de Carlos do Carmo

Segue»»» (ir para IV Parte)

 

 

       Nelson Camacho D’Magoito

     “Contos ao sabor da imaginação”

             de Nelson Camacho

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Noite
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Domingo, 21 de Julho de 2013

O Grande Segredo guardado

Pedro miguel na hora da despedida

     São três da manhã de um sábado quando parei de debitar em meu computador frases que no seu conjunto nada mais era que ideias para prosseguir o livro que tenho entre mãos. Já tinha bebido tês ou quatro cafés e dois ou três whiskies e as ideias não saiam. Bebi mais um café, desliguei o computador e abri a minha caixa de recordações que estava mesmo ali ao pé. Comecei a desfolhar papéis e algumas fotografias. Havia uma que me despertou a atenção pois estava virada ao contrário e tinha o seguinte texto “ Para que nunca esqueças aos belos momentos que passámos” Tinha a data de Janeiro de 1997. Nunca tinha visto esta foto. Ficou na altura entre outras e papeis que guardei quando o romance acabou, porque essa coisa do “Para Sempre” é bastante efémero, - ainda há quem acredite – Aquele texto nas costas de uma foto era o exemplo acabado que tínhamos tido uma relação de reciprocidade amorosa quanto é difícil encontrar. Mas porquê voltar a lembrar-me dos meus tempos áureos? Mas porquê voltar com minha mente a esses tempos? Mas porque será que aquela pessoa escreveu aquele texto nas costas de uma fotografia que nunca tinha visto? Teria sido por gratidão? Raiva? Ou lamento por partir? 

E     u conhecera aquela pessoa num dos meus passeios à beira mar. Começou por um pedido de lume para acender o cigarro e na manhã seguinte estávamos a tomar o pequeno-almoço a que se seguiu o almoço e depois o jantar durante vários anos. Esteve presente em festas, junto a família e emprego. Porque nem tudo é para sempre, um dia passou a ser saudade. Saudade a palavra mágica que sós os portugueses têm. É o nosso Fado!

     Fechei a minha caixa de recordações e predispus-me a ir para a cama. Entrei no quarto e pelo caminho passando pela sala, lá estava uma fotografia dessa pessoa como a olhar para mim. Aqueles tempos tinham sido bons e cheios de felicidade. Fui para a cama mas meus pensamentos estavam em outro local e em outros tempos.

     No dia seguinte! Voltei ao computador e recomecei a escrever “Confissão de um Gay cota”. Não é a minha história mas podia ter sido.

 

Como diria Frank Sinatra em “Fly Me To The Moon” no último CD que ele me ofereceu no último natal que passámos juntos

 

      Nelson Camacho D’Magoito

         “Recordações do passado”

              de Nelson Camacho

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música que estou a ouvir: Fly Me To The Moon
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Sábado, 20 de Julho de 2013

Confissão de um Gay cota - II Parte

Quando as lembranças chegam - Nelson Camacho

II Capitulo - (ver I Parte)

Quando perdi os três

 

     Naquele dia a conversa ficou por ali. Meus pais saíram e eu voltei para o meu quarto com o tal rapaz de t-shirt verde na mona.

     Deitei-me mesmo por cima da coberta e por ali estava absorto com meus pensamentos quando minha mãe que afinal de contas ainda não tinha saído, mais uma vez irrompeu quarto a dentro informando que estavam ali uns tipos do IKEA com algum mobiliário que tinha encomendado para o sótão.

     Eram umas estantes, um bar um sofá grande e três maples e mais uma pequenas mesas de apoio. Queria fazer daquele espaço um espaço de convívio para os meus amigos. Era gente simpática. E não fiz nada. Eles montaram tudo segundo as minhas indicações. Mal acabaram, ouvi a campainha da porta tocar vária vez. Queria dizer que não estava qualquer pessoa em casa. Desci as escadas acompanhando os empregados que já estavam de saída, dei-lhes a gorjeta da praxe e quando abri a porta, era um moço da worten para entregar o plasma e o leitor de CDs que tinha comprado naquela empresa.

 

        - Se não se importa, indica-me o caminho a ajuda-me com estas encomendas, pois como já vim fora do meu horário, vim só e trouxe tudo no meu carro.

 

     Quem pedia aquela ajuda e quem trazia a encomenda era um moço aí para a minha idade, de cabelos um pouco compridos louros, olhos azuis e de uma compleição física bastante aconselhável a qualquer jovem, denotando-se uma estrutura atlética através da t-shirt muito apertada.

     Parecia um actor de cinema americano. Nos primeiros segundos, fiquei paralisado. Não sabia se havia de agarrar nas encomendas se a ele!

     Nunca me tinha acontecido tal e só despertei quando ele disse:

 

        - O melhor é levar o DVD que é mais leve.

        - Sim!... Pois!... E você pode com o plasma?

        - Podemos desencaixotar tudo, pois as caixas já não servem! Sempre fica tudo mais leve e também não sujamos a casa.

        - Boa ideia! Disse eu saindo daquela letargia repentina.

 

     Abrimos as caixas que deixamos no quintal e indiquei-lhe o caminho escada a cima até ao sótão.

 

        - O meu amigo comprou logo tudo de atacado!

        - É verdade! Comprei umas coisas num dia e outras no outro e ganhei assim os 20% em cartão.

        - Você sabe fazer compras! Nem toda a gente sabe como aproveitar estas benesses da empresa.

        - Hoje estou num dia de sorte! Acabaram de entregar parte do mobiliário da IKEA que também aproveitei o desconto que eles dão a quem tem o Cartão FAMILY.

 

     Entretanto já tínhamos chegado ao meu espaço de lazer.

 

        - Isto está a ficar giro!

        - Ainda falta muita coisa! As bebidas para o bar, os copos e um mini frigorífico para não andar sempre escada abaixo escada a cima.

        - Nós também temos uns frigoríficos pequenos que se adaptam para aqui. Já tenho o seu telefone e posso dar-lhe uma apitadela quando houver um jeitoso e em promoção.

 

     Aquela oferta viria a ser necessária mais tarde.

 

        - Pois agradeço. Nesta altura já entrei em muitas despesas e os meus pais já começam a seringar-me os ouvidos. Agora o problema é fixar o plasma na parede que não tenho jeito algum para obras.

        - Lá por causa disso se tiver por aí algumas ferramentas, não me custa nada. Estou na minha hora e faço o que quiser.

 

     São sei bem porquê mas aquela do “faço o que quiser” enquanto olhava para mim com um ar que não percebi bem, tirou-me do sério.

 

        - Na garagem o meu pai tem algumas ferramentas. Ele é que é o trabalhador cá da casa.

 

       Posta toda esta conversa, fui com o Jorge até à garagem e ele escolheu o necessário.

      Enquanto ele desmontava e montava a aparelhagem e esburacava a parede para fixar o plasma, eu desci até à cozinha e preparei uma bandeja com dois copos uma garrafa de vinho branco fresquinho Reserva de Reguengos.

 

 

Um empregado cumpridor

     Quando entramos no sótão com as ferramentas o Jorge já tinha pedido se podia ficar à vontade, pois não dava jeito trabalhar assim.

 

     Ao entrar com a bandeja e vi o Jorge de tronco nu e de boxers e de berbequim na mão furando a parede, embora de sapatos! Ia deixando cair o que trazia entre mãos. Porra! Aquele gajo não só era lindo como atrevido. Perante tal cenário por segundos a minha mente voou para um filme de guerra em que o actor principal de metralhadora em punho mata toda a gente. Voou mais longe e já o via a matar-me não com a metralhadora ou o berbequim mas com algo que não entendia.

 

     Ele notou a minha entrada e hesitante:

 

        - Desculpe mas faz um calor dos diabos

        - Não!.. Não! Faz mal algum, esteja á vontade! É para comprar um climatizador, mas ainda não calhou.

        - Tenha calma que tudo na vida tem o seu tempo. O pior é se os seus pais sobem e me vêm assim!

        - Não há problemas! Primeiro não estão em casa, segundo este espaço é só meu e ficou deliberado eles não entrarem na minha zona de conforto, a não ser que sejam convidados.

        - Quer dizer. Neste seu espaço você está completamente à vontade?

        - É isso mesmo. Eles puxam da nota e eu gozo.

        - E já tem gozado muito?

        - Pelo menos nos meus castelos feitos nas nuvens, mas também só agora fica em condições de fazer as minhas festas.

        - Já agora como trabalhador posso ser convidado para a inauguração?

        - Já trouxe um vinho fresquinho e uns aperitivos para quando acabar o trabalho. Não gosta?

        - Certamente que vou gostar!

 

     Entretanto o LCD ficou fixo e as ligações ao resto da aparelhagem ficou feita e para a experiencia do som o Jorge tinha levado um DVD musical que colocou a tocar.

     Encaminhando-se para o sofá ao mesmo tempo que segurava nos copos onde verteu o néctar de Reguengos, dando-me uma mim lá caminhou até aquele sofá vermelho onde nunca alguém se tinha sentado.

 

     Os meus olhos estavam esbugalhados com aquela cena que parecia ter sido tirada de um filme.

 

     Sentou-se, carregou no Play do comando e começou a dar um filme do ballet “A Dança das Valquírias”

 

        - Vamos ver como está o som e a imagem? – Ao mesmo tempo que com a mão batia no lugar vago ao lado do seu.

 

Afinal de contas parecia que era ele o dono da casa. Mas sentei-me.

 

        - Tá a ver como só nos dois pode-mos fazer a inauguração deste seu espaço? Uma boa imagem no LCD, um bom Som na aparelhagem, um bom copo de vinho e uma boa companhia?

 

     Quase a tremer não sabia bem porquê respondi:

 

        - Quer dizer que a boa companhia é você?

        - E porque não? Servi de transportador de mercadorias, de técnico de som e de instalador porque não de inaugurador?

 

Nelson Camacho e o Jorge numa primeira experiência

     Jorge ao terminar a frase, com a mão disponível bateu duas vezes na minha perna. Senti um estremeção corpo acima e inadvertidamente olhando para os boxers dele notei um enchumaço o que queria dizer que o pénis dele se estava levantando.

 

     Esta a acontecer algo de estranho na minha mente.

 

     Sabia que desde muito novo sempre tive uma certa predilecção por rapazes. Agora que tinha feito os meus vinte anos, pela primeira vez tinha olhado mais a sério com aquele novo colega da Universidade que não me saia da mona, de qualquer das formas, nunca tinha estado tão perto de um rapaz como naquele momento no sofá de minha casa. Nem uma punheta em conjunto com os meus colegas de escola e no ginásio como eram hábito entre eles. Sempre tive medo de demonstrar a minha tendência pois não sabia bem se eram ou não.

 

     Jorge voltou ao ataque:

 

        - Vai mais um copo? O meu já está vazio!

 

    Acabei de encher-lhe o copo, assim como o meu. Quando isto aconteceu e porque a garrafa estava numa mesinha ao lado do sofá ma do lado do Jorge, tive de me debruçar sobre ele. Todo o meu corpo tremeu pois naquele movimento o meu estômago foi colocar-se em cima do pirilau do Jorge que à partida não era um pirilau qualquer. Estava rijo como nunca tinha visto outro.

 

     Jorge notou a minha atrapalhação e só perguntou:

 

        - Queres agarrar?

        - E vou ser só eu? Foi o que me veio à mente responder.

        - Queres que seja eu o primeiro?

 

      Se bem perguntou mais rápido foi na atitude. Como estava de calções não lhe foi difícil meter a mão e agarrar no meu pénis coitado ali caído para o alado como se nada fosse com ele.

 

        - Tá murcho pá! Nunca te bateram uma punheta? Nem uma gaja? Ou não gostas?

        - Nunca tive uma experiencia destas!

        - Nem com raparigas?

        - Não! Nem com raparigas!

        - Tu não me digas que és virgem?

        - Se isso é o nunca ter tido qualquer experiencia sexual, é verdade.

        - E não te importas se continuarmos?

        - Sempre tive esse desejo mas nunca foi confirmado.

        - Mas era com rapazes ou com raparigas?

        - Mais com rapazes, mas tinha vergonha até de mim mesmo.

        - Pois fazes mal. Eu também tenho vinte anos e não perco uma boa foda. Se calha com uma galinha, calha se calha com o gajo é melhor.

        - Quer dizer que fazes sexo com os dois lados?

        - Faço sexo de toda a maneira e feitio. Não é por gostarmos de homens e mulheres e somos menos homens dos que gostam só de mulheres. Tenho um amigo que vai comigo para a cama e é casado e tem filhos. Sabes, as pessoas normalmente por esta ou outra razão não são o que parecem ser.

        - E como ele fode contigo? – perguntei estupidamente –

        - Achas que isso interessa? Só na classe das bichas é que há o estigma do homem e da mulher ou seja um á activo e o outro passivo. Na nossa classe de gays bissexuais não existe esse complexo de quem come quem, normalmente fazemos ambos o mesmo por isso as relações são mais douradoras no tempo e na forma.

 

      Enquanto estava a levar a minha primeira lição de vida sobre a sexualidade. Jorge com muito jeito não largava o meu pirilau, não o masturbando mas apertando-o suavemente por várias vezes, até que começou a despontar.

 

     Então algo de estranho aconteceu!..

 

     Desabotoou os meus calções, baixou a braguilha e ele lampeiro saiu cá para fora, mas ainda nem murcho nem hirto.

 

Suck-sexo oral entre boys

     Jorge acabou por me tirar os calções e fiquei nu. Abriu-me as pernas e ajoelhando-se entre elas, pegou no copo de vinho, deitou um pouco no meu pirilau que metendo-o na boca, começou a sugar.

 

     Eu estava louco. O meu pirilau deixou de ser uma coisa sem importância e despertou para a vida transformando-se dentro daquela boca gostosa e algo que nunca tinha imaginado. Se quilo era o sexo entre dois gajos, porra, nunca mais queria outra coisa. Despertei quando ele lá de baixo deixou de mamar e olhando para mim com aqueles olhos azuis brilhantes perguntou:

 

        - Está a gostar?

        - Gostar é pouco. Nunca tinha pensado que fosse tão bom!

        - Pois! Eu também gosto que me façam.

 

     Naquele momento eu não entendi mas rapidamente vim a perceber quando ele me segurou pela cintura, me deitou no sofá e veio-se deitar a meu lado mas ao contrário. Estávamos totalmente nus e em vez de ficarmos olhos nos olhos, ficamos olhos nos pirilaus. Ele foi o primeiro novamente a abocanhar, depois segurou minha cabeça até ao dele. Foi só abrir a boca e aquele mangão grosso e grande entrar minha boca dentro que chupei fervorosamente.

kama sutra homo em sexo oral

Foi assim que pela primeira vez tive sexo com um rapaz da minha idade e gostei.

 

Fim da II Parte

 

Fique-se com Dois Amores de Marco Paulo

 

 

Segue»»» (ir para a II Parte)

 

        Nelson Camacho D’Magoito

       “Contos ao sabor da imaginação”

               de Nelson Camacho

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Confissão de um Gay cota - I Parte

                                     Preambulo

 

Recordando o passado

Recordações de um passado

 

     Falar de música não é coisa fácil para quem conviveu com ela de braço dado durante décadas. Há a música, no nosso cérebro por onde ele começa, depois na escrita no instrumento na voz que também é um instrumento vocal e no ouvido.

Para quem compõe musica, ela faz o circuito cérebro - cérebro

     Para quem não tem a felicidade ou dom de compor sequer uma frase musical tem pelo menos o dom de ouvir e sentir o vibrato dos um instrumentos e vibrar com o que está a ouvir no momento.

     Há canções que marcam as nossas vidas porque em determinado momento aquele poema ao ouvi-lo aconteceu algo de especial. Mas também há só algumas músicas mais elaboradas e não revestidas de palavras que nos levam a momentos mais tristes e alegres conforme o seu andamento. Era o que estava a acontecer comigo naquele momento depois de sair do duche confortante e me preparar para me deitar sem ainda antes ter colocado a tocar um CD de Andrea Bocelli no tema “Besame mucho”

 

     Naquele momento. No sofá com cheiros que se misturavam com o novo e com suores tomava um whisky simples e duplo.

     Os meus sonhos, as minhas lembranças começavam e debitar momentos de emoções que tinha vivido até aquele momento.

     Antes de tomar o duche ainda estive periclitante entre fiar no sofá do sótão ficando a recordar aquela tarde onde perdi os três sexualmente, saborear os cheiros e sabores da tarde que mudou a minha vida ou ir deitar-me.

     Apaguei as luzes, desci as escadas entrei no quarto, guardei os boxers ainda com resíduos de uma tarde de amor como troféu e meti-me no duche.

 

Antes de dormir veem as lembranças

I Capitulo

 Véspera de aniversário

 

     Naquele dia estava com o astral bastante baixo sem uma causa aparente ou talvez não. Amanhã faço 48 anos. Faltam dois para a chamada meia-idade mas sinto uma nostalgia imensa dentro de mim. Aparentemente estou com um aspecto muito bom, tenho uma certa regulamentação na alimentação e faço ginásio. Até meto inveja a muitos putos que andam por ai.

 

     Estava pronto para me deitar. Sentei-me na beira daquela cama vazia de lençóis amarrotados não que por ali estivesse estado alguém, mas porque já tinha acordado um pouco mal disposto e não fiz a cama.

     Aquela cama onde tinha tido momentos tão felizes mas também nem tanto olhava a noite estrelada num céu azul e límpido de nuvens. Cada estrela que brilhava lá no alto representava cada momento de amor vivido de felicidade.

 

     Naquele momento estava passando por minha mente quando a família se mudou para aquela casa, - tinha na altura vinte anos – era uma vivenda de dois andares, garagem, um pequeno jardim e até tinha piscina. Meus pais tiveram de remodelar toda a casa, pois vínhamos de um apartamento T4. Foi tudo de novo. O meu quarto também foi remodelado. Deixei de ter o quarto do rapaz para passar a ter o quarto do homem que viria a ser. O computador desapareceu a aparelhagem Wifi com gira discos, os posters nas paredes, os brinquedos da minha juventude, a secretária de estudo e tudo o que é próprio de um jovem estudante. Até a minha pequena cama onde me descobri, passou para uma cama de casal. Em contra partida, deram-me o sótão. Zona ampla que cobria toda a área da casa, para poder quando quisesse, mobilar a meu gosto.

     Estava naqueles meus pensamentos não sabendo bem porquê quando a música que estava a tocar parou e as minhas memórias fizeram um Flash para o mesmo sitio onde estava naquele momento mas aos meus 20 anos.

 

(Não sabia bem, porquê mas era sempre na cama, ao deitar-me ou ao levantar-me que os meus neurónios fervilhavam de recordações.)

 

     Já me tinha levantado mas ainda sentado na beira da cama, estava um pouco absorto olhando o sol através da janela que já entrava quarto dentro quando minha mãe aos gritos me fez sair daquela letargia

 

        - Então hoje não há Universidade?

 

     Perguntava minha mãe aos gritos! – já eram nove e trinta e embora já levantado, acama estava a servir-me de sofá para os meus pensamentos.

     Dizer que tinha acordado com aqueles gritos estaria a mentir. Já tinha acordado há muito, ou seja, pouco tinha dormido.

 

Boys saindo da escola olhando colegas

     Aquele jovem que nunca tinha visto na minha universidade tinha-me despertado a atenção. Era um tipo sarado e descomplexado pela forma de vestir.

     T-shirt esverdeada de mangas e bermudas brancas ténis azuis e peúgas brancas levando uns skates, via-se ser um tipo desportista mas ao mesmo tempo filho da mamã. A forma como me mirava denotava interesse em conhecer-me. Pela minha parte, que desde muito novo e sem saber bem porquê sempre me interessei por rapazes, embora fosse sempre assediado por raparigas. Também não sabia por todos saberem que era filho de gente rica ou pela minha beleza.

     Naquela noite tinha passado em claro, pois não me saia da mente aquele rapaz e pela primeira vez não consegui dormir fazendo castelos nas nuvens do que aconteceria se me encontrasse na cama com ele. Até bati uma punheta à conta.

 

        - Então? O que se passa hoje contigo? Sentes-te mal? Tens febre? Sentes-te doente?

 

     Porra! Já estava a ficar mesmo doente com aquela gritaria de minha mãe quinze minutos depois da primeira investida.

 

        - Não é nada de cuidado! Simplesmente hoje vêm entregar umas coisas que encomendei para começar a mobilar o sótão e como é óbvio tenho de estar em casa.

     Lá me levantei, tomei um duche, coloquei no cesto da roupa suja o lenço onde tinha depositado os meus espermas e desci para o pequeno-almoço.

 

     Na mesa, já lá estava minha mãe sussurrando a meu pai as suas queixinhas sobre o eu me levantar tarde.

 

        - Bom dia Pai!

        - Bom dia filho! Então hoje quem fez gazeta? Foste tu ou os professores?

        - Nem uma coisa nem outra! Hoje é o dia de começar a mobilar o meu sótão pois começam hoje as entregas.

        - Está bem! Tu é que sabes. Se vez que não te faz falta um dia de estudo.

        - Como é que queria que fizesse se as entregas não são feitas aos fins-de-semana.

        - Sim…Sim.. Se te demos o sótão para fazeres dele o que quiseres é claro que também não era eu ou a tua mãe a receber as encomendas. Se precisares de algumas ferramentas que te façam falta, estão na garagem.

 

       - A propósito do que te faz falta! Hoje temos um jantar especial, portanto não venham tarde. - Introduziu na conversa minha mãe.

       - E a que se deve esse jantar especial?

       - Vêm cá os Mendonça para formalizarmos o negócio do escritório.

       - Então sempre vai montar um escritório com eles?

       - Sim! A filha deles já se formou em consultoria e é ela que vai ficar na direcção.

       - Então qual é o vosso papel nesse negócio?

       - O teu pai como advogado, eu com a direcção de eventos.

       - E os pais dela? Que vão fazer?

       - Como são eles que têm o dinheiro são os investidores. A propósito, a Isabel era um bom partido para ti!

       - Já cá faltava essa! Agora tornou-se em casamenteira?

 

     Meu pai para aliviar a conversa, colocou a água na fervura.

 

        - Ó mulher! Deixa lá o rapaz! Ele certamente já tem namorada.

        - Pois, mas ainda nada disse nem nos apresentou!

        - Essa agora é que está boa! Então tinha de trazer cá a casa todas as minhas namoradas? Ora tenham dó!

 

(Ir para a  II Parte)

 

Andrea Bocelli no tema “Besame mucho”

 

Segue»»»

 

        Nelson Camacho D’Magoito

       “Contos ao sabor da imaginação”

                de Nelson Camacho

publicado por nelson camacho às 04:10
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Terça-feira, 16 de Julho de 2013

SEREI GAY ?... Não ! Sou METROSSEXUAL

metrossexualidade - moda masculina

Metrossexual não é gay

 

     Quando perfaço 7 anos de andar por aqui na Net a dar bitates sobre os outros e porque o verão embora um pouco a medo lá vai dando o ar da sua graça resolvi fazer uma viagem no meu novo carrito pelas praias de Portugal. Desde o norte ao sul só vi gentinha alguns até cotas a mostrarem os seus físicos trabalhados em ginásios. Tive a oportunidade,” porque não perco uma boa ocasião”, com as devidas cautelas de conviver mais intimamente com alguns (não sejam maldosos e não pensem coisas que não devem).

     Cheguei à conclusão que corpos bem-feitos não querem dizer qualidade (aqui podem ser maldosos).

     Fiquei danado pois nem tudo o que parece é!

 

o autor ao piano

     Posto isto, depois de tantas andanças pelos mais variados sítios por onde passam os mais belos homens, cheguei à conclusão que tinha de mudar de vida, então, ai vou eu e puxando os cordões à bolsa, fui tratar o físico.

Contínuo forte, mas mais delicado. Choro e rio com um bom filme e com meus filhos. Passei a fazer as limpezas em casa, o almoço e o jantar, já pego no carrinho e vou às compras ao super-mercado. Preocupo-me com a imagem e ando sempre atrás da moda.

     Hoje vou à sauna, aos institutos de estética e ao ginásio e faço natação, já fiz uma lipoaspiração e tirei umas rugazitas que me estavam a chatear. Já compro produtos de beleza e tenho mais cuidado com o cabelo, conclusão, ando a tentar ser fashion. Já não olho tanto no ginásio para os meus colegas mais musculados, estou a tentar ser um deles. A parte feminina que havia escondido dentro de mim, transbordou cá para fora e agora o machismo que havia amoleceu. Esta efeminização pode para alguns parecer Gay, mas estou-me nas tintas, passei a ser sim, um METROSSEXUAL. As mulheres gostam mais de mim, faço mais engates e não me preocupo com quem vou para a cama. Passei a ser um homem novo para elas, e porque não para eles?.. Agora sinto-me realizado já posso ter dois amores, como diz a canção do Marco Paulo, em casa está o pito e lá fora está o bujon. Digam o que disserem, foi um acto de coragem da descoberta e do nascimento de um novo homem. A heterossexualidade moderna é tão ou mais vaidosa que a das mulheres e quando elas assaltaram o poder e os nossos empregos, ou seja criaram a sua emancipação, disse de mim para mim, tenho de lhes fazer frente em alguma coisa, então, que seja na minha vaidade ou fashion. Posso dizer que já não me custa nada mudar as fraldas ao puto assim como me sinto melhor ao pé dos meus amigos.

     Tenho ouvido dizer a vários cientistas que esta atitude á derivada às mudanças do cromossoma Y que está a diminuir de tamanho conforme os séculos vão passando, cá para mim, o que eu vejo é que as pilas estão a aumentar de tamanho, um puto de dezasseis anos no meu tempo tinham o pénis mais pequeno que os de agora, portanto, estou-me nas tintas para os cromossomas, da minha, ninguém se têm queixado.

     Depois desta minha experiência, a concelho a todos que se transformem em METROSSEXUAIS, POIS NÃO PERDEM A VOSSA MASCULINIDADE. Ser Gay, homossexual ou heterossexual é outra coisa o que é necessário é sermos mais bonitos, apresentarmo-nos bem com uma roupa a condizer e um cheirinho agradável. Vão ver que elas e ou eles não param de os seduzir e o resto quem tem unhas é que toca guitarra, como dizia a minha avó.

     Não tenho nenhuma clínica nem ginásio ou sócio de alguma sauna, mas se quiserem uma ajuda é só dizerem. E por agora,

Por esta me vou !... Até outro dia !...

Sou um cóta mais feliz

 

Nelson Camacho 

 

Fiquem-se com o cota mais cota de todos os tempos e metrossexual mais badalado do mundo Frank Sinatra,

     Nelson Camacho D’Magoito

       Boa semana e Boas férias

Estou com uma pica dos diabos: e satisfeito por ter desabafad
música que estou a ouvir: My way of life
publicado por nelson camacho às 19:02
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