Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Garoto de programa

garotos de programa

Como começou a minha profissão de prostituto

 

     A minha ocupação – ou profissão se quiseres - é por tradição, uma das mais antigas do mundo. Designa-se no entanto, numa versão moderna e sofisticada do que se conhece como prostituto – ou garoto de programa -. Tal significa entre outras coisas um homem muito caro e com óptimos conhecimentos.

     Desfrutei das vantagens de uma educação esmerada num liceu religioso e depois fui estudar para a Suíça.

     Os meus verdadeiros interesses na Suíça resumiam-se a melhor o meu francês e praticar ski. Descobri mais tarde que consegui utilizar estes conhecimentos da melhor maneira possível.

     Infelizmente o meu pai não soube gerir os seus negócios de forma mais conveniente e disse-me que havia necessidade de me empregar a fim de lhe tirar das costas o peso de me sustentar.

     Partia do princípio que seria uma situação temporária, na medida pressupostamente eu não demoraria a casar com uma menina rica, contudo até essa altura era necessário que fizesse qualquer coisa na vida.

     Meu pai conseguiu arranjar-me um emprego que achei bastante fantástico, câmara-men do quadro de produção de uma televisão.

     Foi assim que me vi em Paris, a viver num pequeno apartamento, e desempenhar o lugar de câmara-men, com dezanove anos e em certa medida inexperiente sexualmente.

     Emprego a termo “em certa medida”, porque não atribuo importância às minhas experiências homossexuais nem ao tipo de relação que me uniu a um nojento instrutor de ski que tive na Suíça.

 

     Comecei a aperceber-me logo de inicio que o meu primeiro e único patrão, queria algo mais de mim do que trabalho. Na altura tratava-o por Mr. Jean Pierre, embora na nossa intimidade não demorasse muito a ir mais longe.

     Era amigo de meu pai e entre outras actividades desempenhava o lugar de administrador da do canal para onde eu trabalhava. Olhou-me apreciativamente mal me viu. Tinha consciência de que atraia as atenções masculinas, - já tinha acontecido lá na Suiça - pois era um rapaz bem-apessoado, de olhos azuis e cabelo louro um pouco para o comprido. Embora não tivesse tiques afeminados tinha um sorriso aberto para outros rapazes – sem saber bem o porque – Alguns homens também me miravam com um certo ar de inveja.  

 

     Mr, Jean Pierre iniciou a campanha que se propusera chamando-me ao escritório no segundo dia e perguntando-me se estava interessado em ser seu secretária pessoal. Um sentimento de honestidade levou-me a confessar que a dactilografia e estenografia não eram o meu forte.

 

        - É muito fácil arranjar empregadas que saibam escrever à máquina e estenografar, mas eu prefiro um rapaz como tu Mário, não tem problemas de faltas com doenças e ou tratar dos filhos – disse-me com ar grave – Por outro lado achava-o ideal para o tipo de relações públicas necessária para com os seus clientes. É esse o tipo de trabalho a que estava destinado.

        Conhecer pessoas como Mr. Jean Pierre e os seus clientes durante toda a minha vida e agradar-me-ia realmente ir a restaurantes de luxo na companhia deles de e além de com a minha presença ajudar a firmar negócios importantes tornar-me um membro importante da estação…  Senti-me muito lisonjeado com a oferta. A verdade é que tinha somente dezanove anos e que nunca ninguém me atribuiria importância a nível profissional. Imaginem como às vezes uma pessoa pode ser ingénua!

 

     Comecei por conseguinte a levar roupa de marca para o escritório e a tratar o meu patrão por Pierre.

     Agradava-me trabalhar com ele. Era um homem encantador mas com uma personalidade forte; se bem que devesse rondar os cinquenta anos tinha um dinamismo surpreendente o olhava-o como pouco mais velho do que eu.

     Como já tinha a carta de condução por vezes era eu que conduzia não na forma de chauffeur pois nunca lhe abri a porta ou se sentou no banco de trás,

     É claro que nessa altura me olhava como efectivamente seu secretário. Tratava-lhe da sua agenda de contactos e substituía-o em determinadas ocasiões. Em retrospectiva acho que foi um dos mais habilidosos sedutores que encontrei na minha vida,  talvez pela sua idade.

 

     A tempestade desabou um dia no meu apartamento. Já não necessitava de um motivo para me ir visitar; Limitava-se a aparecer quando lhe apetecia com a desculpa de agendarmos sessões de trabalho com clientes.

 

        - Diga-me Mário, gosta realmente de trabalhar comigo? Perguntou sorvendo um pouco de whisky - de uma garrafa que a atrasado tinha levado - que lhe servira.

        - Nunca lhe fiz esta pergunta antes, mas gosta mesmo?

        - Adoro trabalhar para si Pierre - respondi.

 

     Nesse momento tive a certeza que me iria beijar. Nunca o fizera antes ou demonstrar vontade de o fazer, mas tinha a certeza que não me importaria.

     Inclinei-me um pouco sobre ele no sofá colocando inadvertidamente a mão numa perna. Pousou o copo e atraiu-me a si.

Nunca me tinham beijado antes como ele o fez. Introduziu a língua nos meus lábios que se abriram para o receber; abracei-o e entretanto senti que me estava desapertar os botões da camisa. Foi uma sensação estranha mas agradável ao sentir aquelas mãos beliscando-me os seios.  

     Nesse instante fiz uma descoberta surpreendente, era um rapaz viril que me estava a dar a um homem sexualmente como esse acto fosse o mais importante da vida. Não sei como o soube; sei que o soube.


     Não era capaz de o dizer na altura mas a verdade é que me apetecia ser fodido, e foder adequadamente – e não como o fizera aquele repulsivo instrutor de Ski na Suíça. Sabia que desta vez estava nas mãos de um homem sexualmente experiente, e que me dava um gozo enorme.

a primeira vez como prostituto

      Desapertou-me a camisa e massajou-me agora delicadamente com movimentos circulares os mamilos que pareceram ficar rijos e hirtos.

      Estava muito excitado e com a consciência de que descobrira a minha vocação. Fora para isto que nascera; à medida que uma mão do Pierre me acariciava os mamilos a outra começava a despertar-me o cinto e abrir o fecho-ecler deixando à mostra o meu sexo que começou a manusear. Depois começou por beijar meus lábios passando aos bíceps até encontrar o meu pénis que começou mordiscando a cabeça. Senti um prazer enorme como jamais tinha sentido.

     Os dedos foram avançando e delicadamente foi-me retirando as cuecas e depois as calças ficando completamente nu da cintura para baixo. Foi a vez de ser eu primeiro a retirar a minha camisa e depois a dele e então encostamos nossos corpos e nos beijamos ardentemente.

      Baixou-se novamente até encontrar novamente o meu pénis que começou a sorver ao mesmo tempo que delicadamente com um dedo foi até ao meu ânus que começou a massajar a entrada até lentamente penetrar. 

     Não consegui resistir por mais tempo e estendi a mão até lhe tocar no pénis que apertei e comecei a punha talo. - era enorme devido à excitação em que se encontrava -.

     Continuávamos deitados no sofá e sentia o pénis rijo do Pierre no meu estômago. Queria acima de tudo sentir-lhe a virilidade sem roupas a cobri-lo; queria continuar a apalpá-lo bem dentro da mão.

 

        - Ajuda-me, Pierre. Ajuda-me, por favor – sussurrei-lhe ao ouvido ao mesmo tempo que lhe começava a desapertar o cinto – Oh, Pierre! Pierre!

 

     Levantou-se e puxou as calças e cuecas para baixo até aos joelhos.

     De inicio achei que pareceria ridículo, mas não aconteceu. À minha frente via apenas o pénis enorme com uma pequena gota de sémen na cabeça volumosa.

     Sem o fazer pensadamente comecei a lamber-lhe lentamente todo o pénis até que finalmente os meus lábios lhe roçaram a cabeça. Peguei-lhe novamente no sexo com a mão Em seguida abrindo a boca o mais que me era possível, meti-o na boca.

     Soltou um leve gemido e ficou mais erecto. Era eu o mandatário absoluto da situação. Sabia pela rigidez do pénis que estava prestes a vir-se e decidi ver até que ponto conseguia prolongar a espera.

Percorri-lhe o pénis lentamente com os lábios e vi que estremecia de cada vez que se sentia prestes a vir-se.

     De súbito não consegui controla-lo por mais tempo. As mãos do Pierre enterraram-se-me com força no corpo; o pénis quase me chegou à garanta e fiquei com a boca cheia de esperma.

     Restava-me a alternativa de o engolir; se bem que estivesse a fazer como primeira experiência não me senti repugnado. Queria que ficasse totalmente seco, que me desse tudo.

     Invadiu-me uma sensação de domínio até aí desconhecido. Tinha comigo um homem da idade do meu pai com que podia fazer o que me apetecesse - contudo sabia perfeitamente que esse poder duraria meramente enquanto ele me desejasse sexualmente, Era, no entanto, a primeira vez que experimentava o poder que as mulheres têm sobre os homens na cama, assemelhava-se a um sentimento de vitória.

     Também sabia que não era Pierre a proporcionar-me tal sensação, mas o sexo em si e sabia que o mesmo e passaria com outros homens.

     Talvez tudo se tivesse passado de forma diferente se nessa altura eu tivesse mais experiência e não me sentisse totalmente passivo e em face à liberdade que ele me estava a dar

     Ajudei Pierre a despir-se completamente. Sentou-se a meu lado no sofá e começou a percorrer-me o corpo com as mãos, desde a ligeira curva formada pala barriga até aos seios firmes.

     Pus-lhe a mão no pénis. Estava a meia haste, contudo, depois o manipular um pouco ficou rijo e erecto como anteriormente.

     Os nossos corpos escorregaram suavemente do sofá até ficarmos deitados no macio alcatifa em frente da lareira. Deixei que me afastasse as pernas e em seguida dobrei-as a fim de lhe proporcionar o caminho directo ao meu cú que já tinha sido manuseado e lubrificado por ele e delicadamente começou a penetrando-me.

 

     Guinchei com uma pequena dor derivado ao tamanho daquele pénis saboroso. O membro foi-se acomodando dentro de mim e descobri que conseguia contrair os músculos do recto sentindo ainda mais a sua virilidade e o percurso dos seus espermatozóides. . Foi nesse momento que Pierre sussurrou ao meu ouvido algo que estava à muito esperando:

 

        - Não queres fazer o mesmo a mim?

 

     Como era possível um homem com aquela idade ter tanta vitalidade como macho e no fim ainda o querer foder.

 

     Saímos daquela posição e notei seu membro um pouco flácido que agarrou colocando-o junto à barriga ao mesmo tempo que se deitava de barriga para baixo e me dizia:

 

        - Agora é a tua vez. Quero vir-me com o teu membro dentro de mim.

 

     Deitei-me em cima dele comecei beijando suas costas e apoiando-me nos cotovelos procurei seu cú e comecei a penetra-lo primeiro lentamente até que ele num movimento de subida do corpo até entrar o mais possível. Com uma das mãos segurou numa das minhas e levou-a até ao seu pénis que já se encontrava novamente hirto e comecei a manuseá-lo ao mesmo tempo que o penetrava ritmicamente fodendo-o como nunca o tinha feito a alguém.

     Bombei freneticamente até me vir ao mesmo tempo que sentia em minha mão o liquido viscoso que saia daquele caralho sedento.

     Nunca o esquecerei nem àqueles momentos. Todos os meus sentimentos sexuais se concentravam no meu pénis, na boca e no meu cú quase virgem pois a experiência com aquele nojento na Suíça era para esquecer; tive orgasmos praticamente ininterruptos.

     Tive a impressão de termos fornicado horas seguidas embora saiba agora que não foi assim. Contudo Pierre conseguiu controlar-me bastante e o gozo que tive foi extraordinário.

     Acabámos por nos vir num paroxismo de violência que neste momento em que o recordo sei ter determinado o esquema em que a minha vida se passaria a enquadrar.

 

         Qualquer livro de pesquisas a nível psiquiátrico declara que os garotos de programa ou prostitutos e ninfomaníacos são frígidos; no que diz respeito, afirmo precisamente o contrario.

         Pierre passou o resto da noite comigo e foi a noite mais maravilhosa dos meus dezanove anos.

         Foi-se embora de manhã cedo; e sabia que naquele dia não iria trabalhar. Foquei deitado com a sensação de um agradável calor em todo o meu corpo. Sentia-me totalmente realizado e seguro da minha capacidade de ter relações com um homem.

        Contudo não dera ainda o passo importante de me aperceber que aquela importante experiência da minha vida me poderia vir a trazer lucros a nível material.

         Ainda não era um prostituto.

         Isso só aconteceria mais tarde.

         Entretanto já tive vários namorados, já me apaixonei mas aquele cinquentão nunca mais me esqueceu.

Fim

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

             Nelson Camacho D’Magoito

           “Contos ao sabor da imaginação”

                  Para maiores de 18 anos

                     © Nelson Camacho
    2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 17:03
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

O cobrador de impostos

O cobrador de impostos

Mateus, o cobrador de impostos

 

 

     Os líderes religiosos sentiam-se cada vez mais desconfortáveis acerca de Jesus.

 

     “Ele parece pensar que está acima da Lei” – resmungavam.” Como se atreve a chamar a si próprio mestre se não obedece aos princípios da nossa fé?”

 

     “Realmente” – continuou um.”Como fariseu, estou assombrado com a forma como ignora os pormenores da nossa Lei que fazem toda a diferença entre a vida sagrada e a profana.”

     Jesus sabia muito bem os quão críticos e desconfiados eles estavam, mas recusou-se a ser intimidado. Foi de facto por esta altura que Jesus chamou um cobrador de impostos chamado Mateus para ser um dos seus discípulos.

     Mateus estava radiante. “Temos de celebrar” – anunciou. “Jesus, vou convidar-te para um grande banquete. Muitos dos meus amigos cobradores de impostos estarão presentes. Deve ser muito divertido com muita comida e muita bebida. São um grupo sedento"

 

     A festa foi avante e depressa os fariseus tomaram conhecimento dela e de que Jesus tinha dito.

     Não tardou muito que viesse queixar-se: - “como vos atreveis a deixar que as pessoas pensem que sois doutores da Lei, um rabi.

     Como vos atreveis a comer e beber com pessoas como os cobradores de impostos, aos quais a Lei chama de párias. Eles trabalham para os romanos, o que já é suficientemente mau; quase todos eles são burlões. Não se importam minimamente em ser virtuosos.”

 

     Jesus sorriu: - “as pessoas que são saudáveis não vão ao médico. Só as que estão é que vão.

 

     Não vim para dizer a pessoas respeitáveis que mudem a sua forma de ser. A minha mensagem destina-se aos párias.”

Fim

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

                Nelson Camacho D’Magoito

                      “Contos bíblicos dr”

     ,                © Nelson Camacho
       2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 19:29
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Aconteceu um dia – I Parte

bíblia na mesa de cabeceira

A descoberta dos Pais

 

     Talvez pela religiosidade sem precedentes do casal Mota em que até o livro da Bíblia Sagrada era o seu livro de cabeceira aquele fim-de-semana tinha passado a correr. A vida do filho Pedro tinha-se alterado completamente.

 

     Primeiro a sauna com as novas experiências do Pedro, depois em casa deste as descobertas do que era fazer amor com outro rapaz e mais tarde para apimentar a relação a junção do rapaz da pizzaria numa menage à tróis.

 

     Como isso não bastasse veio a descobrir que na vida nem tudo o que parece é. O irmãozinho afinal de contas antes dele já andava praticando sexo com outros rapazes e o mais grave é que um dos seus amantes era o sacristão da igreja que desde pequeno frequentava seguindo a religião que seus pais tão acerrimamente lhes incutiam no espírito.

 

                  Seria que o padre ou o sacristão também eram gay?

 

 

     Foi com estes pensamentos no dorme que dorme e no meio do conforto dos corpos dos seus novos amigos que dormiam todos muito agarradinhos  a sono solto que nem deu conta nem das horas nem de algum barulho que já se ouvia em casa.

 

Menage à Tóis homo

               Eram os pais que tinham chegado da viagem.

 

     Só se deu conta quando a porta do quarto se abriu e com a luz forte que vinha do corredor reparou na figura austera do pai e do irmão que se assunavam na escuridão do quarto.

 

     Só ouviu o pai dizer: “chegámos!”. Uma tremenda gargalhada do irmão e um baque no chão.

Tinha sido a mãe que vinha atrás e perante tais figuras na cama do filho, tinha caído desmaiada.

 

     Esta é a história de um casal temente a Deus muito chegada a tudo o que se passa na sua Igreja mas com os olhos fechados ao que concerne a realidade tão próxima que é a sua própria família.

 

     O que aconteceu antes desta descoberta tem de clicar (Aqui).

 

     Depois de ler tudo, dê a sua opinião ou crie um final diferente. 

 

     Entretanto Vale a pena ver este filme em ecrã gigante que é a realidade de muitos jovens quando não entendem bem a descoberta da sua sexualidade. “Like a Brother”

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

         Nelson Camacho D’Magoito

       “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                © Nelson Camacho
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Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 21:08
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Um Casamento em Caná da Galilea

     Para que não digam que só escrevo histórias dobre a vida de determinadas opções sexuais já que vamos entrar na Páscoa aqui vai uma que faz parte da Bíblia Sagrada

As bodas de caná

 

As Bodas de Caná

 

     Em Caná, uma pequena cidade perto de Nazaré na Galileia ia realizar-se um casamento.

     Derivado à proximidade de Nazaré, o pai do noivo e porque conhecia Maria, Mãe de Jesus, convidou estes para a festa.

     Maria para satisfazer os nubentes falou a Jesus no convite e disse-lhe que ficaria bem aos vizinhos se por lá passassem.

     Jesus aceitou e conjuntamente com os seus discípulos lá foram todos abençoar aquele casamento.

     Quando chegaram, a festa estava no auge e toda a gente desfrutava da alegria da música, dançando, comendo e bebendo.

     A certa altura e em conversa com a mãe do noivo verificou que o vinho não iria chegar para toda a gente. Então aproximando-se de seu filho, sussurrando-lhe. “O anfitrião está a ficar sem vinho para toda a gente!”. E com um ar suplicante acrescentou: -“Seria uma profunda desonra para ele não ter o suficiente para oferecer aos convidados. Com toda a tua profunda bondade não podes remediar a situação?”

 

         “Mãe, já reparei na situação mas ainda não é o momento certo. Entretanto não deveis dizer-me o que devo ou não fazer”:

 

     Maria com o seu olhar terno e compreensivo calculou que algo iria acontecer no momento oportuno. Acenou-lhe com movimento de cabeça de agradecimento e dirigiu-se aos empregados e sussurrou-lhes:

 

         - “Se meu filho Jesus vos disser para fazerem algo que achem de estranho, façam-no sem pestanejar”.

 

     A festa continuava bastante animada mas notava-se uma certa inquietude do anfitrião pois já lhe estava a faltar o vinho para os seus convivas.

     Jesus achando que era a altura oportuna para ajudar aquele pai aflito, aproximou-se dos empregados e disse-lhes:

 

        -“Vêem aqueles dois cântaros em pedra? Quero que os encham até acima com água.”

 

     Os empregados atrapalhados mas lembrando-se das recomendações de Maria lá foram fazer o que Jesus lhes pedira.

 

     Ele continuou:

 

        - “Agora, encham uma taça e peçam ao homem responsável pelo banquete que a prove.”

Assim fizeram e o homem bebeu um pouco. “Mas que especialidade!” – disse ele -.

 

     Chamou o noivo. “Olha meu filho!.. Passa a servir os convivas com este vinho que é do melhor e quando de certa forma já estiverem inebriados, serve-lhes o que tínhamos em casa”

     O noivo depois de ter provado também aquele vinho foi dizendo: -“Afinal guardaste o melhor até agora”

     Pegando numa taça daquele néctar lá foi para junto dos seus convidados dançando e gritando: - “Amigos!.. Temos vinho novo com a bênção do Senhor”

     A música continuou a tocar e a festa ficou ainda mais animada.

     Jesus, sua Mãe e discípulos, conforme entraram na festa assim saíram sem aguardar qualquer agradecimento.

 

     Tinha-se feito mais uma vez a vontade de Deus, pela mão de seu filho Jesus.

 

Para vossa degustação vejam As Bodas de Caná

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

     

      Nelson Camacho D'Magoito 

            “Contos bíblicos”

           © Nelson Camacho
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música que estou a ouvir: Nossa Senhora
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