Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

A Coisa

josé castelo branco-a coisa

       A Coisa pode ser definido por uma frase que você quase certamente já ouviu alguém dizer: "é tão ruim, mas tão ruim, que acaba sendo bom".

     Todos nós temos nome próprio e família, por Exemplo: Manuel Carlos de Carícias Mesquita, em que Manuel Carlos, seria o nome próprio, Carícias da parte da mãe e Mesquita da parte do pai, aqueles que o têm, claro.

     Não vou aqui explanar totalmente este conceito, pois teria de falar dos “niks” que se utilizam na internet.

     Vou falar e transcrever um texto que li algures (peço desculpa ao autor, pois não me lembro onde li) mas que achei tanta piada que guardei numa pasta própria que tenho para estas coisas).

A coisa

     Já que nestas minhas histórias a tecla mais tocada é sobre a tendência sexual dos homens, não podia deixar de dar a minha opinião sobre aquela “coisa” que é vista num programa da TVI. Sinceramente, por muito bonzinho que queira ser, fico com os cabelos em pé. É que ele é completamente ridículo e acho até, que seria necessário e urgente que procurasse um psiquiatra para o tentar ajudar.

     Aquela criatura não tem identidade sequer. Olho para ele e o que vejo?

          - Um homem? – Nada que se pareça;

          - Uma mulher? – Coitadas das mulheres não deviam sequer gostar dele;

          - Um Gay? – Santo Deus, como é que um comum espectador fica ao pensar que se calhar todos os gays são assim;

           - Um travesti? – Não. Um travesti é uma pessoa normal que apenas gosta de se vestir de mulher.

     Afinal o que é o “menino” Castelo Branco, além de uma cobra venenosa?

     Há já sei! É mais um fetiche da TVI e do seu director de Marketing.

     O melhor é não falar mais dessa ‘Bichana horrorosa’.

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As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

       Nelson Camacho D’Magoito

                “Textos DR”

          Para maiores de 18 anos

            © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

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Domingo, 10 de Agosto de 2014

UMA NOITE de recordações

solidão

Dizem que recordar é viver! Pois seja

 

     Eram três da manhã de um sábado quando parei de debitar em meu computador frases que no seu conjunto nada mais era que ideias para prosseguir o livro que tenho entre mãos. Já tinha bebido tês ou quatro cafés e dois ou três whiskies e as ideias não saiam. Bebi mais um café, desliguei o computador e abri a minha caixa de recordações que estava mesmo ali ao pé. Comecei a desfolhar papéis e algumas fotografias. Havia uma que me despertou a atenção pois estava virada ao contrário e tinha o seguinte texto “ Para que nunca esqueças aos belos momentos que passámos” Tinha a data de Janeiro de 1997. Nunca tinha visto esta foto. Ficou na altura entre outras e papeis que guardei quando o romance acabou, porque essa coisa do “Para Sempre” é bastante efémero, - ainda há quem acredite – Aquele texto nas costas de uma foto era o exemplo acabado que tínhamos tido uma relação de reciprocidade amorosa quanto é difícil encontrar. Mas porquê voltar a lembrar-me dos meus tempos áureos? Mas porquê voltar com minha mente a esses tempos? Mas porque será que aquela pessoa escreveu aquele texto nas costas de uma fotografia que nunca tinha visto? Teria sido por gratidão? Raiva? Ou lamento por partir? 

     Eu conhecera aquela pessoa num dos meus passeios à beira mar. Começou por um pedido de lume para acender o cigarro e na manhã seguinte estávamos a tomar o pequeno-almoço a que se seguiu o almoço e depois o jantar durante vários anos. Esteve presente em festas, junto a família e emprego. Porque nem tudo é para sempre, um dia passou a ser saudade. Saudade a palavra mágica que sós os portugueses têm. É o nosso Fado!

     Fechei a minha caixa de recordações e predispus-me a ir para a cama. Entrei no quarto e pelo caminho passando pela sala, lá estava uma fotografia dessa pessoa como a olhar para mim. Aqueles tempos tinham sido bons e cheios de felicidade. Fui para a cama mas meus pensamentos estavam em outro local e em outros temos. Como diria Elvis Presley no último Show da sua carreira em 1977 “My Way of life”

clicando aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=Z3udW9rZUIc

Para terminar este meu desabafo aqui fica um belo poema do meu amigo Fernando Campos de Castro.

 

               DELIRIO
Que espelhos me arrastam para além de mim
Que vultos passeiam por entre os meus braços
Que gritos se ouvem nesta madrugada
Que desejos de tudo e sensações de nada
Me enchem os olhos de mortais cansaços

Que frios me acendem o corpo de medos
E nestes lençóis se enroscam de lama
Que olhos me fitam na vidraça fria
Que bocas murmuram um som de agonia
Às sombras que deito comigo na cama

Que mãos dilaceram soturnos silêncios
Numa dança de fogo riscando a parede
Que força violenta me leva à demência
Que corpos povoam esta minha ausência
E que vozes me queimam de febre e de sede

Que som será este… colossal… medonho … ?

Ai se ao menos viesse transversal o sono
Essa ponte suspensa que atravessa o limbo
E assim me levasse à doce lonjura
Do secreto caminho das planícies do sonho
Quando era menino…!

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

Obrigada por me ler! Você estará sempre no meu coração

 

           Nelson Camacho D’Magoito

     “Contos ao sabor da imaginação”

              de Nelson Camacho

            Para maiores de 18 anos

             © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Pieces of life – III Acto

solidão em o canto do nelson

Pedaços de vida

Um conto em III actos

Veja como tudo começou clicando (AQUI)

III Acto

     Aquelas escadas não eram mais as escadas da igreja onde conheci o Carlos e a Isabel mas sim as escadas do tribunal onde se estava a delinear o resto da minha vida.

     As minhas memórias estavam a voltar lembrando-me dos anos passados com o Carlos e um arrepio subiu-me espinha acima quando meus pais e os do Carlos saíram do tribunal e seus olhares se cruzaram com os meus com esgares de desprezo e sem um bom-dia me desejarem.

    Os quatro dirigiram-se a seus carros e somente Isabel ficou para traz indo-se sentar a meu lado tal como na primeira vez que a conheci e a pergunta foi outra. Não a que estava ali a fazer mas a confortar-me e perguntando-me se estava bem.

 

       Não!... Não estava!.. Estava com raiva por tudo o que me tinha acontecido.

     Quando naquele dia o Carlos me salvou de morrer afogado na sua piscina algo me tinha acontecido que só mais tarde compreendi. Foi naquele fim-de-semana nas férias da Páscoa em Fátima que compreendi que aquele salvamento, ainda com treze anos, tinha despertado algo em nós de maravilhoso quando naquela noite as nossas noites se modificaram para sempre. A minha amizade com o Carlos e o Jorge então namorado da Isabel que mais tarde a deixou dedicando-se aos prazeres das noites boémias e passando a requentar os Bares de temática Gay enquanto o Carlos continuou a ser o meu companheiro e amigo.

      Quando atingimos os dezoito anos num jantar de família resolvi abrir o jogo e depois de já tudo combinado com o Carlos resolvi contar a meus pais que já tínhamos arrendado um apartamento e emprego e que iriamos viver juntos.

      Como ambos até aquela data ainda não tínhamos arranjado namoradas e como dois e dois são quatro logos ali foi descoberto o nosso segredo.

     O pai do Carlos pessoa embora temente a Deus como o meu, mas sem qualquer formação académica e de mau feitio logo atirou ordinariamente:

 

           - Mas vocês são paneleiros ?

 

       Ambas as mulheres se benzeram não pelo palavrão mas pela descoberta.

      Meu pai pessoa bastante homofóbica comentou:

 

         - Meu filho se isso é verdade está atentando contra tudo o que vos ensinámos quanto aos mandamentos da lei de Deus. O homem fez-se para procriar enão para se entenderem sexualmente entre si. Nesta casa abençoada jamais permitirei a vossa presença.

 

      Perante tais palavras descobri que aqueles pais eram a personificação da homofobia. Já estávamos no fim da refeição o Carlos encheu um copo de vinho depois outro que estava no alinhamento do meu prato e ambos os levantámos batendo um no outro como saudação e sem quaisquer outras palavras bebemos como se fosse a última ceia. Levantámo-nos demos as mãos e saímos porta fora.

       Ficaram para traz especados com as nossas atitudes e Isabel lavada em lágrimas desapareceu da casa de jantar.

      Para traz ficaram dezoito anos de sacrifícios e mentiras por causa de uma sociedade que não quer entender que o amor não escolhe idades ou géneros.

      Naquelas cinco pessoas a única que sabia e entendia a nossa relação era a Isabel. Talvez por ter aceite atempadamente o segredo do seu namorado Jorge quando este lhe contou que a sua tendência sexual não era totalmente heterossexual mas sim bissexual.

      Quanto saímos daquela casa a cheirar a mofo, fomos tomar uns copos ao Trumps onde encontrámos o Jorge em amena cavaqueira com um amigo. Contamos o que tinha acontecido e este deu-nos os parabéns por termos tido a coragem de termos saído do armário mandou vir uma garrafa de champanhe e logo se prontificou a oferecer-nos emprego da sua empresa de engenharia que tinha formado há pouco tempo, caso o emprego que tínhamos encontrado não fosse conveniente.

Agradecemos e informámos que já estávamos colocados numa empresa estrangeira de informática.

A vida continuou

      Por volta das seis da manhã voltamos para o nosso apartamento e depois de uns duches reconfortantes lá fomos para a cama agora libertos de preconceitos e livres do esconde-esconde. Eramos dois homens novos que se amavam e iriamos ser felizes.

os amantes em O Canto do nelson piecesof live

 

      Tudo aconteceu rapidamente durante aqueles dez anos. Eramos dois homens normais sem tiques e sem divulgarmos que eramos gays tal como os hetro não andam dizendo que o são. Subimos na vida economicamente. Compramos uma vivenda na periferia de Lisboa, dávamos algumas festas em casa com vários amigos alguns casados e com filhos sendo uma visita e amiga permanente a Isabel com um novo namorado. Quanto ao Jorge, nunca mais o vimos. Os nossos amigos e amigas quando visitavam a nossa casa embora tivéssemos dois quartos nunca de pôs a questão de onde dormíamos. Eram toas pessoas bem formadas e nunca se tocou no assunto. A única que sabia e com quem trocávamos impressões e desabafos era com a Isabel assim como notícias dos nossos pais.

      Cada um tinha o seu carro e fazíamos uma vida social como quaisquer outros.   

      Um dia, já estávamos na casa dos trinta, quando o Carlos ao dirigir-se ao Algarve para tratar de uns assuntos profissionais teve um acidente de automóvel e veio em estado grave pelo INEME para o hospital de São José. Quando soube do acidente através da Isabel corri para o hospital e quando lá cheguei deparei-me com os pais do Carlos à porta da enfermaria e não me deixaram entrar. Protestei vivamente e logo chamaram médicos, enfermeiros e segurança para evitarem a minha entrada pois era restrita a familiares.

      Tentei por vária vezes ir junto do Carlos contando inclusive que era meu companheiro e tudo me foi barrado. Nem à porta me deixaram ficar. Pegaram em mima ao colo e puseram-me na rua onde permaneci dois dias até ao desfecho final.

      A quando do funeral, foi feito à porta fechada e o corpo cremado no Alto São João sempre guardado por seguranças para evitar a minha aproximação.

      Foram três dias de desespero sem coragem para ir a casa.

      Depois das Ezequias quando cheguei a casa tinha a porta selada e com um edital proibindo a minha entrada.

      Os pais do Carlos tinham-se apoderado judicialmente da nossa habitação alegando que tudo era do filho.

 

      Naquele dia quando vi os pais do Carlos saírem do tribunal com ar vitorioso soube através do meu advogado que o tribunal tinha declarado ser metade de tudo para os pais como herdeiros. O que me valeu foi que a propriedade estava em nome dos dois mas mesmo assim teria que ser tudo avaliado e só teria direito a cinquenta por cento independentemente de quem tinha comprado o quê.

                  Esta história poderá ser a sua, portanto tenha cuidado quando se juntar com alguém pois há sempre oportunistas que sem escrúpulos podem destruir a sua vida.

 

NOTA: Você que é meu leitor habitual ou que chegou aqui pela primeira vez e ainda tem lágrimas para deitar recomento que veja atentamente este belo filme que nada mais é que uma história de amor que também poderia ter escrito. Se no fim chorar não se importune pois os homens também choram. Não é por acaso que no Youtub tem mais de 370 mil visualizações.

Just A Question of Love

FIM

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”

           Para maiores de 18 anos

            © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

 

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Pieces of life – I Acto

os restos de uma igreja

Pedaços de vida

Um conto em III actos

I Acto

 

     Mais uma vez estava a acontecer o mesmo só não era a mesma escada e o momento não era de satisfação mas de raiva e as lágrimas iam caindo face abaixo. Fechei os olhos e aconteceu um Flash do que tinha acontecido até aquele momento

     A primeira vez que tinha estado sentado numa escada foi quando fiz a comunhão. Todo vestido de branco como anjo sentado na escadaria da Igreja depois do sermão a missa cantada durante mais de duas horas dada por vários padres a acólitos aos meninos e meninas da freguesia para o seu baptismo.

     Já tínhamos passados por vezes uns por outras vezes outros, várias horas de sábados na sacristia, onde nossos pais nos levavam religiosamente.

     Para além da escola das 8 às17 para aprendermos tudo o que fosse literacia pouco restava para conviver com outros colegas. A história era sempre a mesmo. De Segunda a sexta, escola e ao sábado lá me levantava um pouco mais tarde mas o resto do dia era passada na catequese. Até parecia que a ideia de meus pais era encaminharem-me para padre.    

     Umas vezes era o padre, outras, o sacristão que nos ensinava tudo o que fosse religioso sem nos preparar para a vida terrena. Conclusão; até ao crisma fui sempre tratada como barata tonta. Sempre pela mão de meu pai e debaixo das saias de minha mãe. Como é uso dizer-se.

     Meus Pais até tinham um relicário no quarto onde faziam as suas orações permanentes.

     Não tinha amigos ou amigas pois o tempo de convívio entre pares era diminuto e sempre com os olhares atentos dos pais.

     No dia do casamento com Cristo (parece que é assim que se diz quando se realiza o baptismo) enquanto meus pais falavam com os padres na sacristia, eu fiquei sentado na escadaria da igreja. Junto a mim vieram sentar-se uma rapariga e um rapaz que já os tinha visto mas nunca tinha-mos chegado à fala.

 

        - Então? Estás à espera de quê? – Perguntou a rapariga.

        - Estou esperando meus pais que foram falar com o padre. E vocês?

       -Também nós. Nossa mãe vai ter um bebé e precisam de uma casa maior e foram falar com o padre para saber se sabem de alguma aqui perto.

         - Olha meu pai é construtor e é capaz de saber de alguma.

 

     Qual não foi o meu espanto quando vejo sair da igreja meus pais em amena cavaqueira com outro casal que por coincidência eram os pais dos meus novos amigos.

 

     Aquele dia foi de festa. Os pais dos meus novos amigos também eram muito tementes a Deus e fomos todos para minha casa. Ao que me deu a entender pela primeira vez meus pais se tinham ligado a outro casal. Ao que soube mais tarde deveu-se a um precisar de casa e outro estar a construir uma idêntica à nossa na mesma rua do condomínio fechado onde vivíamos.

 

Um ano mais tarde

 

     Depois daquele conhecimento de meus pais com os pais do Carlos e da Isabel a vida lá em casa não teve quaisquer alterações. Os meus pais, trabalho casa, casa trabalho. Quanto a mim, escola casa. Casa escola. Só ao domingo saiamos de manhã para ir à igreja onde nos encontrávamos com o tal casal e seus filhos. Como entretanto já tinha acabado a catequese os meus amigos e amigas ficavam-se pelos colegas da escola, até que vieram as férias e também a entrega da casa já pronta aos pais do Carlos e da Isabel.

     Fizeram para comemoração um churrasco no quintal dos novos amigos. Foi também a inauguração da piscina. Coisa que na nossa casa não havia portanto não tinha nenhuma experiência de natação. Contrariamente a Isabel e ao Carlos que frequentava a piscina municipal, assim naquele dia resolveram dar uns mergulhos, Emprestaram-me uns calções e tive a minha primeira experiência em natação aos treze anos.

    Ia morrendo. Ao terceiro mergulho baralhei-me todo e não fora o Carlos que ao ver a minha aflição não se atirasse à água para me salvar. – Foi necessário fazer-me respiração de boca-a-boca ao mesmo tempo que me fazia movimentos cardíacos.

     O Carlos na altura tinha mais um ano que eu e a Isabel mais dois.

    Naquele dia foi uma aflição para todos. Fui levado para o quarto do Carlos que embora a aflição fosse muita entre todos, foi o único que me deu apoio psicológico com a sua irmã Isabel.

     Aquele dia ficaria marcado para o resto da minha vida e o Carlos passou a ser o irmão que não tinha e confidente amigo.

 

     Meus pais depois desta situação, ao fim do dia resolveram que fossemos para casa e acabou o churrasco.

A partir daquele que poderia ter sido um dia fatídico os laços de amizade entre os todos mais se aproximaram.

     Entramos na rotina. Durante a semana casa trabalho, trabalho casa e aos domingos os dois casais e nós filhos a caminho da Igreja.

     Quando chegou o novo ano escolar ouve uma reviravolta na minha vida. Passei a frequentar a mesma escola do Carlos e embora houvesse uma diferença de idade de um ano entre nós por cauda do mês de nascimento andávamos no mesmo ano ou seja, entramos ambos no quinto ano escolar e por coincidência na mesma turma. A Isabel já lá andava no sexto ano.

 

     Foi assim que aos catorze anos comecei a desabrochar para a vida.

     Tínhamos ginástica, canto coral e outras actividades desportivas.

     Derivado aos estudos os três também começaram a frequentar mais as casas uns dos outros.

     Já não acompanhávamos nossos pais todos os domingos naquele ritual da igreja, pois tínhamos sempre outros colegas a frequentarem nossas casas, principalmente a do Carlos pois tinha piscina.

 

     Um dia a Isabel pegou-se de namoro com um rapaz e eu com o Carlos passamos a ter mais tempo para as nossas actividades desportivas.

 

Os tempos foram-se passando.

 

     A Isabel com o namorado e eu com o meu amigo lá fomos passando os anos não sem tantos os meus pais como os do Carlos de vez em quando criticarem o facto de a Isabel já ter namorado e nós andarmos na boa-vai-ela sem namoradas.

 

No dia dos meus quinze anos

 

     Como fazia anos no mesmo ano do Carlos com diferença de meses, nossos pais resolveram festejar o aniversário de ambos no mesmo dia.

     Foi uma festa de arromba. Muitos convidados tais como alguns colegas nossos e até o Padre da freguesia foram convidados.

     Quando chegou a altura dos discursos O Sr. Padre alvitrou como estávamos próximos da nossa maioridade fossemos todos passar um fim-de-semana a Fátima para que Aquela abençoasse a nossas vidas futuras.

     Nossos pais de imediato tementes a Deus como eram aceitaram a ideia ficando no ar onde ficaríamos pois éramos muitos.

     O Sr. Padre resolveu logo a situação pois prontificou-se a arranjar alojamento para todos num convento.


     Quando chegou as férias da Páscoa lá fomos todos para Fátima. Até o namorado da Isabel foi convidado.

Fátima

 

     A primeira coisa a fazermos quando da chegada a Fátima foi a padre indicar-nos o convento onde iríamos ficar.

 

     Foram distribuídos os quartos: Um, apara cada casal, outro para a Isabel e outro para nós rapazes.

 

     Durante o dia. Lá fomos há igreja rezar e queimar as velas da praxe.

     Depois do jantar e porque estávamos num convento, não tivemos direito a sair à noite. Resultado! Fomos para a caminha cedinho.

     No nosso quarto só havia duas camas. Não havia televisão e o nosso entretenimento foi uma jogatina de cartas e beber uns whiskies que o Jorge (namorado da Isabel tinha levado às escondidas).

Romance Gay “Juntos nós somos bonitos”

 

http://www.youtube.com/watch?v=YQ0vbeZNd9k

 
 

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Segue para o II Acto

 

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