Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Feliz Natal aos meu leitores

Tu és muito importante para mim!

 

Tu corres, almoças, trabalhas, cantas, choras e amas.

 

Tu sorris mas nunca me chamas.

Tu te entristeces! Mas depois acalmas-te, mas nunca me agradeces.

Tu caminhas, sobes, desces escadas! Nunca te preocupas comigo.

Tu sentes amor e ódio, sentes tudo! Menos a minha presença.

Tu tens sentidos perfeitos, mas nunca os usas em mim.

Tu estudas e não me entendes, ganhas e não me ajudas, cantas e não me alegras.

Tu és tão inteligente e não sabes nada sobre mim.

 

Tu reclamas dos meus tratos, mas não valorizas o que faço por ti.

Se tu estás triste, culpas-me por isso mas se estás alegre, não me deixas participar da tua felicidade.

Tu conheces tanta gente importante, mas não me conheces, que te considera tão importante.

Tu fazes o que os outros ordenam, mas não fazes o que eu te peço com humildade.

Tu não subiste na vida, descarrega sobre mim toda a sua ira, mas se tu és importante, pisas nos menos favorecidos.

 

Tu quebras tantos galhos, mas não tiras um espinho da minha testa.

Tu entendes todas as transacções do mundo, mas não entendes a minha mensagem.

 Tu reclamas tanto da vida, mas não sabes que a minha vida é triste por tua causa.

Tu baixas os olhos quando um superior te, mas não levantas esses mesmos olhos quando te falo do meu amor.

Tu falas às pessoas e não sabes que conheço toda a tua vida.

Tu enfrentas muitos obstáculos na vida, és forte, mas que pena… embora não admitas que tens medo de mim.

 

Tu defendes o teu time, teu actor, mas não me defendes no meio de teus amigos.

Tu corres com teu carro, mas nunca corres para meus braços.

Tu não sentes vergonha ao te despires perante alguém, mas sentes vergonha ao tirares tua máscara diante de mim.

Tu costumas “às vezes” falar do que fiz, mas nunca me deste oportunidade de falar do que tu fizeste.

Tu és um corpo no mundo, e eu sou um mundo em teu corpo.

Eu sou alguém que todos os dias bate à tua porta e pergunta:

 

- Tem um lugar para mim na sua casa, na sua vida, no seu coração?

 

Eu estou presente nestas linhas que você por curiosidade, começou a ler.

Eu sou Jesus Cristo.

Quero simplesmente que você me aceite como teu amigo, e me confesse como Salvador e Senhor.

Feliz Natal e Bom ano Novo.

a Todos os meus leitores

 

 

                   Nelson Camacho D’Magoito

               “As minhas mensagens” (cn-251)

                    Para maiores de 18 anos

                        © Nelson Camacho
   2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
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Afinal ele tinha outro

Afinal ele tinha outro!

 Normalmente sou um tipo pacato. Não sou muito ligado às coisas que me rodeiam, vivo sozinho, faço a acama, lavo a loiça e a roupa, faço as minhas alimentações e até por vezes faço uns banquetes para os parcos amigos que tenho.

Quando alguém fica em minha casa gosto de lhe fazer o pequeno-almoço e levá-lo à cama (são coisas de quem vive só).

Os amigos que tenho, gerem-se na vida pelos mesmos parâmetros. Gostam de estar em pequenos grupos, e quando nas festas alguém se afasta é para continuarem em grupo, mas a dois.

Todo este preâmbulo para dizer que nos meus tempos de ócio, os tenho só, bebendo uma bica e lendo um jornal em qualquer café, preferencialmente à beira mar onde as ondas do mesmo me dão um alívio de alma espiritual para combater as agruras da vida que são muitas. Foi na esplanada de um hotel frente ao mar na Praia Grande um dia uma moça simpática e atraente me pediu lume para acender o cigarro. Também estava só na mesa ao lado. Vestia uma T-shirt rosa e uma saia tipo mini pelo qual se podia vislumbrar umas pernas bem torneadas. Não era uma rapariga totalmente atraente mas simpática no todo da sua aparência.

Olhando melhor, verifiquei que acendia cigarro no próprio cigarro, um a traz do outro o que me deixou um pouco perplexo, pois só tinha visto estas situações em homens e principalmente com alguns problemas psicológicos. Matutei, matutei, pensei, pensei, o que se passará com a moça? Não sendo meu hábito meter conversa com a primeira “ galinha “ que se me depara pela frente, tirei-me dos meus caprichos e aí estou eu a meter conversa com a dita. Aproveitando o facto de existirem os tais anúncios contra o tabagismo nos maços de tabaco, disse-lhe assim, à laia de chofre:

 

- Desculpe amiga (foi um tratamento à laia de alentejano) você já leu bem o que diz no seu maço de tabaco? -“Fumar prejudica gravemente a saúde!” –

 

Ela olhou para mim, e num ar triste repondeu:

 

- Há coisas na vida que matam mais depressa amigo.

       

Foi o início de uma conversa muito interessante principalmente para mim, que já deixei de ter pachorra para aturar “ galinhas “.

Nesta conversa em que não quis ser o galo da capoeira, deixei-a falar o que valeu que mais tarde, passou a ser uma grande amizade.

 

O contexto da conversa é que foi deveras interessante. Ela estava para ali a curtir não uma dor de corno, mas um sentimento que não sabia se era de culpa sua ou não. A história resume-se em poucas linhas:

 

A Idália, é assim que ela se chama, estava para casar e não casou.

Namorou durante dois anos um rapaz bem-apessoado, filho de boas famílias e de um extracto social bastante invejável, nunca quis ter relações com ele enquanto namorados pois queria dar-lhe como presente a sua virgindade.

Passearam juntos durante aqueles dois anos inclusive por Portugal inteiro e estrangeiro, mas quando chegavam aos hotéis ficavam sempre em quartos separados, era ponto assente da parte dela a tal prende da virgindade para a noite de casamento, pela parte dele também nunca fez pressão para que outra situação acontecesse, portanto, estavam os dois de acordo, aparentemente.

Ela por boa-fé, nunca pensou como era possível um rapaz de vinte anos não querer ter relações inclusive, nem com qualquer outra rapariga o que seria natural. (Ela das duas uma, ou era cega ou gostava de facto muito dele, e gostava!).

Um dia, chegaram à conclusão e depois de conferenciaram com os respectivos pais como mandam os ‘canhenhos’, resolveram marcar o casamento.

Para tal era necessário uma casa e como os pais dele tinham posses, compraram uma casa e começaram a mobila-la.

Ora vai um, ora vai outro lá a casa colocar mais um apetrecho para o lar dos pombinhos. Marcaram a data do casamento e a boda toda raffiné, numa quinta dedicada ao Jet-Set. Fizeram os convites em conjunto, marcaram o fotógrafo e o câmara-men para as filmagens. Estava tudo pronto para o dia aprazado.

Na véspera do casamento e porque faltava arranjar a cama para a noite de núpcias, ai vai ela com a mãe ao seu ninho de amor. Abrem a porta, entram para o salão, a mãe de colcha embrulhada ao regaço, (a mesma que lhe tinha servido a si na sua noite maravilhosa), e ela com uma moldura com a fotografia do seu futuro mais que tudo marido.

Estão na sala ainda em amena cavaqueira falando do casamento, quando dos fundos ouvem umas vozes estranhas.

 

-Ai que nos estão a roubar, disseram.

 

A Mãe, mais afoita, antes de correram casa fora, ainda pega num candelabro e lá vão as duas direitas ao local de onde vinham as vozes estranhas. Abriram a porta do quarto, e na cama, estava o seu noivo com um primo (atenção que era um primo, não uma prima) em pleno acto sexual. Inebriados pelo amor com que estavam, só descobriam que tinham sido apanhados quando a Idália começou aos gritos e a mãe desmaiou.

Afinal ele tinha outro! E ainda por cima o primo dela.

 

Depois deste relato, fiquei a perceber porque ela fumava um cigarro após outro. Coitada da moça, estava de rastos, de tal forma e porque me achou simpático, logo no primeiro encontro casual, contou-me todos estes seus azares.

Eu por mim, agora digo como o brasileiro, de facto; “ Tem Pai que é sego “.

 Ficámos amigos e hoje é uma das minhas melhores amigas no entanto, ainda não está em condições psicológicas de arranjar um novo namorado.

Por vezes saímos à noite a um bar ou cinema até já a levei ao Finalmente, um bar gay, para ver que são pessoas normais, somente a sua tendência sexual é que é diferente da nossa, e até os há casados e até com filhos.

Se ela tivesse chegado a casar até podia ser que fossem felizes.

Idália ainda está è espera de um milagre.

É que hoje é difícil para uma mulher arranjar um homem atraente e que esteja bem na vida, pois os livres, são casados ou são Gays.

Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação” (cn-250)

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Fui amente de um prostituto- I Parte

Fui amente de um prostituto

 I Parte

Comecemos por brindar a quem gosta de sexo.

Dizer-se que sou um Santinho no que diz respeito a relações sexuais estaria aqui a mentir.

Já estou na era dos “cotas” mas já vivi bastante em termos da sexualidade não me considero Gay, Heterossexual, nem bissexual, mas um Flêt que na sua tradução mais usual, “Um amante do sexo” aproveitando todas as oportunidades que se me deparam. Nunca me tinham pago um favor com sexo e muito menos vindo de um prostituto.

O meu pai dizia quando se falava de sexualidade “ Olha filho tudo o que vem à rede é peixe” e como sou bem-mandado assim que comecei as minhas experiências sexuais, não escolhia muito, um homossexual ou uma prostituta o que sempre quis foi ter prazer nas relações sexuais e ser feliz.

 

Tinha acabado de jantar e preparava-me para o café quando o telefone tuco. Atendi e de lá perguntavam:

 

- És tu Nelson?

- Sim!.. Sou eu!.. E dai quem fala?

- É o Pedro do Tramps… Lembras-te?

- Mas é claro que me lembro. Então. Como vais?

- Estou perto da tua casa e gostava de te visitar. Posso? Está sozinho?

- Estou só e podes vir mas a que propósito? Só para me visitares?

- Sabes?.. Sou de boas contas e queria pagar-te um favor.

- Podes vir à vontade e aproveitas para tomar café que é o que ia fazer. – Desligamos os telefones –.

 

Depois de desligar fiquei um pouco confuso: - O que é que aquele tipo me queria pagar? Não me lembro de lhe ter emprestado algum e dirigi-me ao bar que tenho na sala para tomar o tal café acompanhado de uma aguardente velha como á hábito. Entretanto tocaram à porta. Fui ver quem era pelo videoporteiro e lá estava ele. Enquanto descia as escadas ia-me lembrando do que se tinha passado no tal encontro num Bar de Lisboa.

 

Um Mês antes - Um prostituto de Bares

 

Foi numa sexta-feira à noite que não sabendo bem o que fazer meti-me no carro com a ideia de simplesmente sem destino dar uma volta. Quando dei por mim, estava na IC19 caminho a Lisboa, entrei pela zona de Camo de Ourique e acabei por parar na rua da Imprensa Nacional. Consegui um lugar para o carro e quando dei por mim estava à porta do Trumps.

Pedi um sumo de laranja com duas pedras de gelo e dei uma volta pelo espaço mirando os frequentadores que por ser sexta-feira não estava muito cheio. Eu sei que já estou entrando na casa dos “Cotas” mas sou um tipo bastante apresentável e ainda desejado. Como actualmente não sou muito frequentador deste tipo de bares, também já não sou conhecido, resultado. Todo o mundo olhava para mim. Senti-me um pouco incomodado e fui sentar-me a um balcão. A música saia estridentemente das colunas e ainda por cima com temas que não são lá de muito meu agrado. Quando vou a um Bar, gosto mais de musica calma e baixa para poder conversar sem gritar. Também não alinho nem nunca alinhei naquelas danças histéricas que me fazem lembraram os batuques em Africa. A dança para mim tem de ser agarradinho a uma mulher que também saiba dançar para podermos dar uns pezinhos como nos “Alunos da Apolo” quando falo nisto com alguns amigos - que normalmente são jovens – Dizem em termos de graça “Estás mesmo Cota” mas não me importo de ser assim.

Já estava um pouco farto de tanta música aos berros e de ver uns gajos sentados em sofás aos beijinhos.

 Não sou contra os que se andam beijando em publico nem inveja, por vezes também faço o mesmo mas naquela noite estava só, chateado e sem ninguém quem me agarrasse e não o iria fazer ao primeiro que me aparecesse.

Estava envolto nos meus pensamentos quando alguém me perguntava:

 

- Então!.. Hoje é noite de sumo de laranja?

 

Olhei pelo canto do olho e lá estava um jovem, que não teria mais de vinte anos, de camisa branca toda aberta, por onde se vislumbrava uns bíceps bastantes trabalhados e uns mamilos salientes para um homem, cabelos louros compridos e descaídos pela costas. – Mesmo com aquela luz difusa consegui ver tudo aquilo e uns lhos azuis brilhantes – A parte que mostrava do corpo dava a entender que fazia praia.

  Virei-me para ele para o analisar melhor e deu-me a entender ser um tipo correto e não drogado então, respondi:

 

- Nunca ouviste dizer que quem “Conduz não bebe?”

- Mas não é preciso conduzires para nos tornarmos amigos!

 

Ora ali estava o verdadeiro engate de Bar e de ocasião. E perguntei:

 

- Se não conduzir não podemos sair daqui, e se não podemos sair daqui também não estou a ver como nos podemos tornar amigos.

- Essa tem muita graça. Não me digas que o pessoal que anda ai pelos cantos se beijando estão a pensar nisso? És novo por aqui?

- Nem ou novo por aqui nem ando beijando pelos cantos com o primeiro que conheço.

- Desculpa mas esta é a forma que tenho para engatar. Não leve a mal. Hoje ainda não me estriei e estou a entrar em paranóia e achei-te bastante simpático.  

- Desculpa mas essa atitude é a de puta de cabaret.

- Não sou puta mas estou pronto a todas as situações sexuais e ganho a vida como prostituto.

 

Há muito que um rapaz não se declarava assim sem preconceitos. Devia julgar que estava ali para o engate como cliente e com uma carteira recheada para pagar o serviço. Acontece que nunca paguei para ter relações sexuais e não seria agora e respondi:

 

- Olha filho para cá vens de carrinho, mas posso pagar-te uma bebida e indicar-te uns gajos casados que se servem de prostitutos e pagam bem.

- Não me digas que também te prostituis?

- Achas que tenho cara e idade para isso? Não digo não a uma boa foda mas nunca paguei nem recebi assim como não vou para acama com cota como eu.

- Desculpa não te quis ofender mas como te achei interessante, sozinho e de bom aspecto meti-me contigo.

 

Como queria ver até que ponto aquilo iria dar pedi desculpa e disse que ia à casa de banho.

Já tinha feito a minha mija quando a porta se abriu e entrou o tal rapaz que se colocou a meu lado olhando-me o sexo e perguntou se podia mexer.

Olhei em volta e como não estava mais ninguém virei-me para ele e respondi: - Há vontade.

Mal tinha acabado de o autorizar a tocar-me, logo me agarrou no meu instrumento de trabalho sexual que de murcho, começou a inchar todo satisfeito pelo calor daquela mão que começou a fazer-me uma punheta.

 

- Tens uma piroca respeitosa e com vontade de ser mamado. Posso? – Voltou a perguntar o rapaz.

- Aqui? Assim sem mais nem menos? E se entra alguém?

- Que não seja por isso! Entramos na cabina lá do fundo que é própria para a malta.

- Então vamos!.. – repondi.

 

O moço continuando a agarra-me no pirilau como se fosse num braço encaminhou-me para o tal privado que nem sabia existir naquela zona. Depois de fechar a porta começou logo acariciando-me as faces até juntar um pouco periclitante os seus lábios aos meus que aceitaram de bom grado pois o puto sabia o que estava a fazer e eu já estava a gozar e começamos com uma troca de salivas. Afastou-me a camisa desapertou-me as calças que caíram e foi descendo lentamente desde meus lábios passando pelos mamilos que sugou durante alguns instantes. Depois foi descendo até ficar de joelhos e afastando os meus boxers passando a passar sua língua pela cabeça do meu pénis já molhada redopiou a glande até meter na sua boca quente onde se movimentava num vai e vem gostoso ao mesmo tempo que me massajava os testículos. Aquele chavalo não parava de me surpreender com a sua atitude pois continuava a movimentar sua boca num vai e vem constante e ritmado. Louco com tudo aquilo segurei-lhe na cabeça e ajudei-o nessa movimentação com mais força até sentir o orgasmo eminente. Ele ritmou ainda mais e foi o fim. Os meus espermatozóides saíram compulsivamente dentro daquela boca gostosa. Tremi de gozo e acabei por me sentar num banquinho que havia por ali. Olhei para baixo e lá estava ele punhetando-se ao mesmo tempo que sorvia todo o líquido que tinha recebido naquela boca. Estremeceu um pouco e vi sair do seu pénis milhões de esperma que se iam depositar no chão.

De volta à pista de dança

 

Voltamos ao salão e em vez de irmos para o balcão sentamo-nos num dos maples na zona mais escura e voltamos à conversa como nada tivesse acontecido.

 

- Gostas-te? - Perguntou o puto

- Dizer que gostei é pouco! Adorei… E mais ainda porque não esperava.

- Eu também não mas precisava de me vir com alguém que me atraísse e calhaste tu.

- O melhor é apresentarmo-nos!.. Eu chamo-me Nelson e tu? Como te chamas?

- Sou o Pedro. Que idade tens e o que é que fazes além de foderes bem? E teres um caralho gostoso?

- Actualmente, sou escritor. Quanto ao ter um caralho saboroso e trabalhador, é a experiência. Quanto à idade, tenho a que me querem dar.

- Tá bem… Ficamos assim… Quanto à minha profissão, sou empregado de mesa e actualmente dedico-me também à prostituição para ganhar mais uns trocos.

- Epá!.. Tenho pena… mas por mim como já disse não pago para foder nem tenho vida para isso.

- Mas ainda não te pedi nada. – retorqui Pedro.

- Então porque fizeste isto para além de me achares interessante?

- Sabes uma coisa? Nós que nos dedicamos à prostituição nem sempre vamos com pessoas interessantes ou de que gostamos ou sentimos prazer. É sempre pelo dinheiro. Algumas vezes até com algum sacrifício porque quem tem dinheiro para pagar e normalmente são tipos casados que não se satisfazem em casa e procuram a gente para as suas loucuras sexuais.

 - E és sempre assim passivo?

- Não!... Normalmente, sou activo. É preciso sentir algo pela pessoa para ser passivo ou pagarem-me muito bem.

- E não tens nenhum amante ou namorado certo?

- E tu!.. É casado?

- Não!.. Já fui. Actualmente, sou divorciado e bom rapaz.

Ambos nos rimos e Pedro ao sentir uma das minhas mãos apertar-lhe uma das pernas comentou:

- Deve ser mesmo bom tipo. Tratas-me com carinho e isso é o que me faz falta.

 

Entretanto as luzes foram-se baixando, e as cortinas do palco foram-se abrindo começando o espectáculo de travesti.

Já no carro

 

Quando acabou o espectáculo, saímos sem muita mais conversa. Foi quando soube que o Pedro também tinha carro e por coincidência perto do meu.

 

- Queres entrar? É só para te dar o meu cartão e acabarmos a nossa conversa. – disse o Pedro.

- Tá bem”… mas por favor, não me tentes novamente. Não só este local é perigoso como uma sem mais nada pelo meio e numa noite já chega. – Comentei…

- Está descansado que não te vou fazer vir mais esta noite.

 

Já era a terceira vez naquele noite que o Pedro nos fazia rir e entramos no carro dele. A primeira coisa que fez foi dar-me um cartão com o número de telefone, e-mail e o nome do restaurante onda trabalhava, que retorqui com o meu que até tinha a morada.

 

- Disseste no princípio da nossa conversa que tinha uns amigos que pagavam para terem sexo com rapazes. É verdade?

- Mas claro!.. Sou capaz de te conseguir pelo menos um por semana. São gajos casados com dinheiro e que fazem as suas escapadelas com rapazes. O que fazem sexualmente, não sei nem me interessa, mas que é boa gente, honesta e sigilosa isso é verdade! Sei não porque tenha tido alguma coisa com eles mas porque são meus amigos e desabafam as suas aventuras já que sabem que não divulgo seja o que for dos meus amigos. Há pelo menos dois que até sou visita de suas casas e amigo das famílias.

 

- Era isso mesmo que precisava nesta altura de crise. Quanto ao sigilo está descansado, pois também não gosto que se saiba do que faço. Seria uma bronca lá no emprego e com a família.

- Também se soubesse que havia algum problema com algum dos meus amigos estavas lixado.

- Achas que tenho aspecto de bandido?

- Se achasse… não estávamos com esta conversa nem tínhamos iniciado este nosso relacionamento.

- Quer dizer que me vais apresentar alguns desses amigos?

- É só uma questão de lhes telefonar e dizer-lhes: “Que me dizes apresentar-te um jovem com quem podes curtir sem problemas?” Se concordarem e fornecer-lhes mais pormenores, dou-lhes o teu número de telefone e depois o resto é contigo.

- Há uma coisa que quero que saibas. Ninguém vai a minha casa nem vou a pensões rascas. Normalmente, vou a casa deles ou a um hotel já conhecido e que são de uma descrição total. Já lá tenho levado políticos e nunca houve problemas.

- Quer dizer!... És um prostituto fino……

 

Pedro riu-se… Com uma mão colocou-a em minha perna e com a outra segurou-me no queixo numa atitude de quem me vai beijar e segredou-me.

 

- Ainda vais ver quanto fino sou.

- Vamos mas é embora. Quando te telefonarem e disserem que é amigo no Nelson, já sabes que é meu recomendado.

- E tu não me vais telefonar? Gostava de estar contigo novamente.

- Pois. Pois… Logo se vê. Por agora já são quatro da manhã e o melhor é irmos para casa.

- Cada um para a sua!... é isso?

 

Ficámos por ali com a nossa conversa, abri a porta e sai sem antes ser eu a beija-lo como despedida.

 

Fim da I Parte

Para ler a II Parte e ver como tudo acabou clique (II Parte)

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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publicado por nelson camacho às 13:58
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Fui amente de um prostituto- II Parte

Fui amente de um prostituto

Não comesse a ler este conto sem antes ler a I Parte - (Leia aqui)

 

Depois de o ter reconhecido e me lembrado onde tinha conhecido o Pedro enquanto ia descendo as escada abri a porta.

Era mesmo ele. Rapaz de cabelos louros e compridos descendo para além do pescoço, olhos azuis brilhantes e como da primeira vez de camisa branca com os primeiros botões abertos por onde se vislumbrava uma tês queimada pelo sol da praia e uns bíceps trabalhados.

 

- Olá… - disse ele – Ainda se lembras de mim?

- Como me poderia esquecer?

- Então porque nunca me telefonaste?

- Disse-te na altura se bem me lembro que nunca tinha pago para ter sexo. Mas entra… Não vamos ficar aqui à porta a falar.

Pedro entrou e continuou:

- Tenho por hábito nunca deixar de pagar as minha dívidas.

- Mas tu não me deves seja o que for 

- Isso é o que tu pensas.

 

Entretanto já estávamos no salão onde tenho um bar com a máquina de café e algumas bebidas e convidei-o a sentar-se.

 

- Estava mesmo agora a tomar o meu café depois do jantar. Queres um?

- Pode ser!

- Queres acompanhado com uma bebia? Por exemplo um Whisky? Com ou sem gelo.

- Pode ser um Whisky mas sem gelo. Não gosto de misturas e ia estragar o gelo – respondeu o Pedro com ar de sacaninha.

- Não gostas de misturas?

- Só quando me obrigam.

- E quais são as situações que te obrigam a fazeres misturas?

- Por exemplo: um dos teus amigos que me indicas-te é mais puta que eu. A primeira vez que estive com ele tive de me armar em machão e comi-o de todas as maneiras e feitios.

- E ele gostou?

- Mais que gostou e pagou bem. Depois como a mulher e os filhos iam para o Algarve no fim-de-semana convidou-me a ir lá passar em casa esses dias mas com a condição de estar presente mais um amigo dele.

- E tu foste… Claro.

- Mas é claro que fui não sem antes dizer-lhe que essa coisa de “menage à trois” era muito mais caro pois certamente tinha de fazer outras coisas que não tinha feito com ele. Ao qual ele respondeu não haver problemas pois o amigo também fazia o papel de passivo. Quanto ao dinheiro não havia problemas pois o que ele queria era ser comido e não gosta de bixas.

- Então foi um fim-de-semana em grande.

- Foi mais que grande. Grande na massa e grande na minha parte sexual que não consegui fazer um broxe. Os gajos são mais bixas que eu. Fartaram-se me mamar e mamarem-se mutuamente. Até foram ao cú uns dos outros. Numa altura tentei ficar no meio para também levar com um daqueles caralhos mas eles não quiseram e desisti antes que perdesse o negócio. Como vez não gosto de misturas. Sabes que eram os gajos?

- Não nem quero saber, mas calculo mas também não tenho nada com isso. Cada um que se governa à sua maneira e como puder.

- É por seres assim é que gostei de ti e a minha vinda cá é para te pagar o teres apresentado aquele tarados.

- Epá!... Deves estar enganado. Primeiro não sou nenhuma agência de encontros e não quero nenhuma comissão do que ganhaste. Ainda bem que foi pelo menos monetariamente bom para ti.

 

Esta conversa estava-se passando connosco sentados no mesmo maple e já bebidos com dois Whiskies  

Pedro olhou para mim olhos nos olhos e para pasmo meu atirou:

 

- Mas não te venho pagar com dinheiro pois não deves precisar mas com sexo que ao que me deu a perceber, anda um pouco falho por essas bandas, além disso, depois de ter conhecido tantos gajos fiquei apaixonado por ti.

 

À medida que Pedro ia dando estas explicações das quais estava a ficar atónito e porque estamos juntos no maple ele encostou-se mais a mim mirrou-me nos olhos e disse:

 

- Desta vez não te vou pedir autorização como fiz lá no bar.

 

Com as duas mãos utilizando uma para me apalpar o sexo e a outra para me abrir a braguilha ao mesmo tempo que me segredava:

 

- Não acreditas que estou apaixonado por ti?

 

  Adivinhando o que iria acontecer refastelei-me no maple para ele poder trabalhar à vontade e foi o que fez.

Depois de me puxar as calças para baixo em conjunto com os Shorts, mais uma vez se ajoelhou a meus pés e segurando na minha piroca que se começou a levantar, mais uma vez senti aqueles lábios ainda fechados beijarem a cabeça do meu sexo, depois foi a vez de ser eu a fazer um pouco de pressão contra os mesmos que se foram abrindo muito devagar até que meu pénis penetrou naquela boca gostosa ao mesmo tempo que sentia os lábios apertarem todo o seu corpo. Depois foi um vai e vem ritmado até estremecermos os dois pois estávamos a sentir o principio do orgasmo final.

Nesse instante Pedro abriu a boca e tirou o meu pénis da boca.

Segurei-lhe na cabeça e pedi:

 

- Não pares!...

- Tenho de parar. Estamo-nos quase a vir.

- Deixa-me vir na tua boca.

 

Pedro agarrando o meu pénis já fora da boca comentou:

 

- Desejo-o mas quero estar contigo de outra forma. Mais tarde podemos faze-lo. A Noite é nossa e se te vens agora depois fico de gatas.

 

Fiquei paralisado. Esperava que a coisa fica-se por ali mas não! Ele oferecia-se para passar a noite. Ao pensar que a quele momento nada mais fosse que uma rapidinha. Afinal de contas aquele trabalhador do sexo oferecia-se para ser meu amante.

 

- Se assim o pretendes vamos comemorar com uma bebida mais digne.

 

O Gajo, puta que se fartava beijou a cabeça do meu pénis que ainda estava em posição de alerta e comentou com um sorriso nos lábios virado para ele:

 

- Desculpa mas tens de esperar….

 

Achei graça e acabei por me despir todo e encaminhei-me para o bar onde tomei uma garrafa de Espumante e duas taças que estava num frapê com gelo como é normal em minha casa para ocasiões especiais e esta era uma delas.

Pedro enquanto percorria aquele espaço comentou olhando-me todo:

 

- Não estás nada mal para como dizes seres um “cota” Afinal de contas que idade tens?

- Podes-te despir também… - O que ele fês prontamente.

 

Entreguei-lhe as duas taças e eu segurei na garrafa com uma mão e com a outra coloquei-a na sua cintura e encaminhei-o casa fora para o quarto.

Ali chegados colocamos a garrafa e as taças na mesa-de-cabeceira e Pedro ao ver que havia um poliban no quarto, pediu se podia tomar um duche. E sem mais-aquelas dirigiu-se ao mesmo e lá foi refrescar-se. Afinal de contas parecia que tinha encontrado alguém com quem iria partilhar algum tempo. Rapaz lindo, honesto, e higiénico, oque raro encontrar. Normalmente querem foder e mais nada.

Estava naqueles pensamentos quando ele saiu do chuveiro e perguntou se não ia também refrescar-me. É óbvio que me levantei da cama onde estava deitado envolto nos meus pensamentos e dirigi-me ao chuveiro.

Aquela água quente percorreu-me todo o corpo. Lavei tudo muito bem lavado e saí.

Pedro já tinha aberto a garrafa e enchido as taças. Estava deitado com uma das taças em cima da sua barriga. Mais uma vez olhou-me de alto-a-baixo e voltou a comentar:

 

- Estás mesmo em forma.

 

Todo o meu ego saltou cá para fora com tal piropo e deitei-me a seu lado.

Apoiando-me num cotovelo olhei-o bem e estudava-o. Estava de costas, com a cabeça recostada na almofada e a taça em equilíbrio na barriga. Contraia os músculos e o champanhe revolteava lá dentro borbulhando e saindo algumas gotas para os seus bíceps indo algumas parar no seu umbigo.

 

- Dá-me a ideia que tens um misturador de cocktails dentro de ti – comentei.

- E por onde queres beber? Por esta taça ou pela tua?

 

Com aquele convite nem procurei a minha taça. Virei.me mais um pouco continuando a fazer força num dos cotovelos e comecei por ir bebericar na taça que continuava a saltar a espuma para fora pelo canto do olho olhei para as gotas que se espalhavam naquele corpo e de repente penei “Porra estou a apaixonar-me por este Gajo”. Deixei a taça e comecei a sorver aquelas gotas que se espalhavam por aquele corpo bronzeado até bebericar com a ajuda da língua o que tinha escorregado para o umbigo, que parecia um lago de borbulhinhas. Com algumas gotas daquele liquido na boca elevei-me e fui deposita-las na boca do puto que sorveu rapidamente ao mesmo tempo que nossas línguas se juntaram como uma só em nossas bocas. Pedro estremecia de prazer e meu pau que atá ali estava a meia-haste começou a inchar e ficar cada vez mais hirto. Deitei-me em cima dele e nossos pénis também começaram a brincar.

Foi na vez de ele abrir as pernas e na posição de missionário recostar-se um pouco para cima e segurando o meu pénis apontou-o até ao seu ânus. Primeiro foi a cabeça que redopiou aquela entrada até entrar por ali fora sem pedir licença começando num vai e vem constante. Pedro gemia e eu, gania. Então num momento de loucura e acrobacia curvei-me e fui até ao pénis dele que ainda estava um pouco flácido e meti-o na boca. Ambos nos movimentámos sofregamente. O pénis dele aumentou de repente e mesmo com aquela acrobacia que em termos normais seria um pouco doloroso, viemo-nos ao mesmo tempo tendo cada um recebido aqueles milhões de gentis esperma pois não usámos preservativos tal foi a sossa loucura.

Consegui endireitar-me com uma pequena dor das costas. – mas tudo valia para tal prazer- e nos encostamos peito a peito beijando-nos ao mesmo tempo que nos íamos acariciando com as chamadas “festinhas de gato”. Pedro segredou-me:

 

- Nunca tinha apanhado um Gajo como tu. És mesmo fantástico.

- Achas?  , Se te conseguir outros clientes tencionas sempre compensar-me assim? – Perguntei depois de pensar uns momentos.

- Já te disse que em princípio a minha ideia era pagar um favor e não cobro favores.

- E então agora?

- Agora estou lixado!.. Já me perguntaste se tinha namorado. Efectivamente até hoje não tina namorado ou amante. Queres ser o meu confidente e amante? Em termos de amor serei só teu quanto á minha profissão de prostituto é difícil acabar por questões económicas.

 

Perante tal oferta e porque efectivamente sentia por ele aquele clique que raras vezes me acontecia e quando acontecia durava anos depois de pensar nos prós e contras beijei-o e com o meu melhor sorriso coloquei as minhas condições:

 

   - Vai ser um pouco difícil porque sou muito ciumento mas se com os outros tiveres cuidado e usares sempre a camisinha, tudo bem. Connosco será outra coisa.

 

Depois da minha aceitação Pedro levantou-se e foi direito ao chuveiro dizendo – Já venho.

 

Fiquei deitado olhando através do vidro esfumado aquele corpo que me tinha dado tanto tesão e já rinha sentido o clik das pessoas apaixonadas o que seria uma chatice pois tinha saído de uma relação de anos e não estava disposto a ter outro relacionamento e ainda por cima o Gajo era prostituto. Embora não tenha nada contra gostando de uma vida saudável e aquela profissão não era lá muito aconselhável mas também como diz o poeta “O Amor não tem idade e é sego” aquele puto fazia-me voltar à minha juventude. Entretanto enchi as novamente as duas taças de champanhe ficando uma na mesa-de-cabeceira e a outra na mão que beberiquei um pouco. Nesse preciso momento Pedro saiu do poliban sem qualquer toalha a cobri-lo e reparei nos pequenos testículos encimados pelo sexo pendente. Só naquele momento é que reparei que o seu instrumento não seria grande e fiquei com vontade de o comer.

Quando se aproximou. Estendeu-lhe uma taça. Sem dar tempo a que se deita-se a meu lado, ele deu uma risada pegando-lhe no pénis agora flácido, mergulhei-o no champanhe.

 

- Céus! – Exclamou ele - Está frio! Sem tirar o pénis da taça perguntou: E agora és capas de beber?

 

Eu devia estar louco e não só bebi todo o líquido de uma assentada como chupei auele pénis flácido que começou a inchar na minha boca.

 

- Pedro estremeceu e pediu: - Não pares.

 

Mas parei e respondi:

 

- Aguenta-te que é a minha vez de tomar um duche. – e lá fui.

 

Quando voltei Pedro estava deitado de lado. Olhei-o fixamente e fiquei numa de deitar-me a traz ou à frente. Um dilema que resolvi rapidamente quando reparei que o pénis dele estava a meia-haste e então resolvi deitar-me à frente de conchinha e de rabo encostado ao seu mastro. Ele ajeitou-se e veio com uma mão mexer no meu em termos de brincadeira. Fis pressão para ficar mais encostado e pedi-lhe.

 

- Aperta com mais força.

 

Ele apertou, começou a punhetar-me e comecei a sentir o seu pau a aumentar de volume. Ambos nos ajeitámos e sem qualquer auxílio senti a cabecita do seu caralho começar a penetrar-me. Ajudei abrindo um pouco as pernas e ele sem deixar de me masturbar acabou por enfiar todo no meu cú que latejava de prazer. Primeiro num vai e vem lento até que começando a guinchar um pouco a movimentação foi aumentando assim como aumentava a sua punheta. Ambos demos gritos de prazer e nos viemos ao mesmo tempo.

Porra!... Já tinha sido demais. Naquela noite já nos tínhamos vindo três vezes.

Acabamos depois de nos beija-mos e ele dizer:

 

- Nunca pensei ter um amante como tu.

- Gostas-te da parte final?

- Da parte final.. Da inicial. Da do meio, de tudo Nunca tinha encontrado um tipo como tu. És o tipo mais completo com quem já curti.

- Quer dizer que é para sempre….

- Crê que de mim não te vais livrar tão cedo.

 

Com aquela troca de galhardetes e alguns carinhos pelo meio, acabamos por adormecer.

 

Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Um puto Gourmet – II Parte

II Capitulo

 

     Naquele dia fazia um ano que estávamos juntos e por coincidência tal como muitas coincidências que aconteceram desde que nos conhecemos, também era Sexta-feira e resolvi dar algumas prendas ao Carlos.

     Fui busca-lo à escola como era habito às sextas-feiras pois durante a semana cada um ficava em sua casa. Desta vez esperei por ele no tal café onde nos encontramos pela primeira vez. – Veja aqui  » Um Puto Gourmet - I Parte” –

 

I     ndependentemente de quem nos olhava, demos um beijo – como é óbvio não na boca mas na face o que seria normal se se tratasse entre pai e filho e a nossa diferença de idade poderia mostrar isso – Tomamos o cafezinho do costume. Ele foi à máquina tirar um maço de tabaco e quando voltou, veio pelas minhas costas e baixinho comentou:

        - Vens de fatinho e perfumado… Há algo de especial?

       - Não te lembras que dia é hoje?

       - Não me podia esquecer. Fazemos um ano que nos juntámos. E depois?

       - Depois é hora de te dar alguns presentes

       - Não me digas?

       - Primeiro vamos passar por tua casa para te vestires mais convenientemente.

       - Mais convenientemente como? De fato e gravata como tu?

       - Isso mesmo!..

       - E depois o que vai acontecer? Quais são as prendas?

       - A primeira! Vou levar-te ao Casino do Estoril no Estoril ode nunca foste. a jantar e assistir a um espectáculo

       - E a segunda? E a terceira?

       - A terceira está ligada à segunda.

       - Mas que coisa mais complicada.

 

     É assim… Hoje falei com o teu Pai e no Domingo e segunda, vai ter o restaurante fechado e convidou-nos a irmos passar esses dias em Londres. Falei com ele mais de meia hora. Contei-lhe tudo o que há entre nós e se depois desta noite quiseres continuar a ser meu namorado passas a viver comigo. Não deixas o teu apartamento porque há morrer e viver e o sempre não existe, vamos para Londres esses dias, caso contrário, continuamos como até aqui ou não. Cada um na sua casa.

       -Bem essa coisa de falares com o meu Pai não é novidade porque ele quando me manda a mesada fala-me sempre ti. Quanto irmos a Londres e estar pendente de gostar ou não do que se irá passar eta noite isso é que me deixa confuso

          - Mas isso é segredo e serás tu a descobrir.

          - Mais uma vez pareces o meu pai… Sempre com segredinhos mas no fim contava-me tudo…

 

      Esta conversa e outra que não interessa nada foram feitas no carro no percurso a casa dele e depois até ao Casino do Estoril em Cascais onde assistimos a um belo espectáculo de La Féria.

 

     Chegados a minha casa, Carlos como era hábito foi trocar de roupa – Ele já lá tinha em duas gavetas e no guarda-fatos alguma da sua roupa -. Enquanto eu fui tomar um duche e preparar uma bebida. Quando voltei já ele tinha colocado um CD dos Il Divo com o tema “ Regresa a mi”, uma das minhas canções preferidas.

     No banheiro ao ouvir aquele tema, vi logo que ele queria coisa. Não adivinhava é que eu estava na disposição de pela primeira vez me entregar totalmente e então,.. Apressei-me o mais possível.

     Quando sai, vinha de robe e ele que se dirigia para o banheiro passou por mim todo nu e comentou:

         - Hoje estás muito pudico!.. – de facto quando estávamos no quarto andava-mos sempre nus, mas para mim aquela noite seria uma noite especial-.

     Estava deitado e saboreando aquelas musicas e com um copo na mão bebericando quando ele saiu do poliban. Vinha como Deus o deitou ao mundo. Lindo como sempre e com a jovialidade de um Adónis. De pénis murcho acompanhado dos dois tintins. Tudo com medidas ideais para os começar a inchar em minha boca.

         - À medida que se ia aproximando da cama comentou: - Tás agostar? Hoje estás com um olhar diferente!..

        - Não é nada que não ande a ver há um ano.   

        - Sim!.. Mas hoje estás com um olhar diferente.

        - Vem e deixa-te de coisas

 

     Ele afastou o édredon, pegou no copo que eu estava a beber e deitou um pouco no meu dildo e disse:

 

        - Deixa-me acabar o resto…

 

     Depois foi labuzar-me o instrumento até ficar seco, Subiu pelo meu corpo lambuzando-me com os restos daquela bebida misturada com algumas gotículas que já estava saído do meu pénis até à minha boca onde foi misturar com a minha saliva onde permaneceu algum tempo.

     O Cd que estava a tocar acabou e começou outro com o tema “Bailando” na voz de Henrique Iglesias, então com aquele ritmo Carlos veio sentar-se no meu pilão que estava hirto como pau-pedra e disse:

         - Vou cavalgar…. – Ajeitou-se de forma a ser penetrado ao mesmo tempo que se masturbava.

     Tal era a tesão com que estávamos que com meia dúzia de cavalgadas e punhetadas, nos viemos convulsivamente indo o seu esperma depositar-se em todo o meu corpo o qual ele veio sorver.

     Ainda estivemos um pouco com algumas carícias durante algum tempo até que me levantei dizendo:

   Hoje é dia de comemorações. Enquanto vou buscar uma garrafa de champanhe que está no frigorífico à nossa espera, podes ir tomar duche para te retemperares, depois vou eu. Para lhe dar tempo suficiente demorei-me mais um pouco. Quando senti que já não corria água pelos canos voltei para o quarto, onde já estava deitado e entreguei-lhe um flut com o espumante e coloquei o outro na mesa-de-cabeceira e foi a minha vez das higienes necessárias para aquilo que me estava na mente.

 

Ao fim de um ano deixe-o comer-me

 

     Quando voltei do duche mais fresco aquele rapaz lindo e que já me tinha dado tanto prazer estava deitado de barriga para cima e mais uma vez olhei aquele corpo com uns bíceps bem trabalhados e um pénis murcho e deitado sobre a barriga. – Não era muito grande, talvez mais pequeno do normal e como já também tinha tomado duche, estava limpinho. Tinha uma cabecita rosada e deu-me vontade de a beijar. Depois pensei, se até ali eu tinha sido activo, como é que ele reagiria ao que tinha pensado fazer naquela noite? Felação já tinha feito o que era normal mas quanto ao resto? A ver vamos. Pensei.

     Deu-me o amoque e fui pé ante pé até à beira da cama, ajoelhei-me e com a ponta da língua comecei por voltear-lhe o freio -.

     Carlos continuou com os olhos fechados e sem se movimentar o pénis começou a levantar-se e antes que fica-se no seu estado de trabalho, abri os lábios e meti-o na boca e com a minha língua comecei a rodear a sua glande. Então sim!.. Começou a inchar e eu a sentir o prazer daquele pénis a aumentar de volume até minha boca ficar totalmente cheia. Durante uns minutos fiz um pouco de vai e vem até que ele perguntou:

        - Porque estás fora da cama? Sobe…

     Subi tentando ficar ainda com o pénis dele em minha boca mas o movimento não era o melhor e acabei por ficar na posição do sessenta-e-nove.

     Carlos Não se fez rogado e começou também a mamar no meu.- Seria quase impossível virmo-nos novamente pois já o tínhamos feito duas vezes naquela noite então estive-mos naquilo durante algum tempo até que lhe perguntei:

        - Não me queres foder?

        - Mas há tanto tempo que estou à espera disso! – Pensava que era só eu a ser comido.

        - Esta era a terceira surpresa que tinha para hoje! - És capaz de te vir novamente? – Respondo e perguntei logo de seguida.

        - E tu? Com ele lá dentro vais conseguir novamente?

     Não fizemos mais interrogações. Mamei-lhe o pénis mais um pouco de forma a ficar mais molhado e hirto e virei-me de costas para ele. Levantei um pouco uma perna e ajudei-o a apontar aquele mastro no buraco do meu ânus. A partir dali foi ele que começou a trabalhar. Começou por massajar as pregas do meu ânus com a cabeça do seu membro até que lentamente começou a penetrar-me. Não foi muito difícil porque já ia lubrificado pela minha boca e também e também não era muito grande e já começava a sair algumas gotas de esperma do buraquinho do dito. Então fiz pressão com o corpo de forma a entrar o mais possível. Há muito que não levava com um caralho no cú e comecei a excitar-me ao mesmo tempo que ele também bastante excitado pela novidade me ia penetrando       

     Ao sentir o pulsar daquele membro dentro de mim apertei mais as nádegas e ele continuou no entra e sai com mais ritmo. Aquela fricção nas pregas do meu cú estava a levar-me às nuvens de excitação. Ambos gemíamos de prazer até que lhe pedi seguido de um pequeno gemido.

        - Fode-me com força. Dá-me tudo

     Carlos então começou freneticamente num vai e vem mais constante. Veio com uma das mãos ao meu piroco e começou numa punheta ritmada com a penetração.

     Sentia uma tensão que lhe era impossível aguentar e de súbito veio-se violentamente sem deixar de me masturbar, vindo-me também.

     Por segundos tudo ficou negro à minha volta, Creio que a ele também pois não tirou o pénis dentro de mim até começar a murchar e sair normalmente já murcho.  

     Naquela noite de uma maneira ou de outra tivemos uma série de ejaculações e ficamos na mesma posição de conchinha a gozar os momentos finais.

      Mal nos conseguindo mexer de cansaço, ainda reunimos forças suficientes para nos meter de baixo do édredon. Ele enroscou-se em mim fazendo pressão com o pénis de encontro às minhas nádegas e colocou a mão no meu peito. Demasiado cansados para apagarmos as luzes ou mesmo conversar, adormecemos profundamente. Sem antes ainda lhe perguntar:

        - Então? Estamos de acordo? Vamos para Londres?

        - Mas alguma vez te ia deixar? Só quero ver quando vocês se encontrarem.

     Rimo-nos e adormecemos.

 

     Diz-se que tal Pai tal filho. Nem sempre é assim! Mas você gostava de ter tido ma história de vida assim?

Comente em medos.

Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014

Um puto Gourmet – I Parte

- Epá… Já viste as horas? É uma da tarde… O pequeno-almoço já foi.

- Depois da nossa noite faço-te uma refeição condimentada.

- Quer dizer que só eu é que preciso de uma refeição condimentada?

 

Carlos riu-se com aquele sorriso agarotado e comentou:

 

- Não! Vou fazer uma refeição bem condimentada, hoje não há nada de grumê.

 

Este diálogo estava a acontecer porque tínhamos passado uma noite bastante cansativa mas muito agradável.

Tínhamo-nos conhecido num café em frente à antiga Escola Industrial Machado de Castro, actualmente uma Escola de Hotelaria.

Há momentos na vida que nos apetece voltar às origens e sendo eu uma dessas pessoas, embora seja filho de Lisboa de vez em quando apetece-me visitar locais da minha infância e juventude. Naquele fim de tarde, apeteceu-me ir visitar a minha antiga escola. Foi ali que passei cinco anos da minha vida que sem perder um ano fiz o meu curso Industrial dando-me acesso ao Instituto Industrial.

Naqueles cinco anos despontei para a vida em todos os sentidos. Criei vários amigos com quem fiz muitas aventuras.

Estava sentado no tal café olhando para a fachada da escola e embevecido nos meus pensamentos quando vi de lá sair um jovem que não me era totalmente estranho. Enquanto ele atravessava a rua por segundos voltei às minhas memórias e vi um amigo com semelhanças incríveis com quem tínhamos tido um áfer durante uns tempos até cada um arranjar as sua namoradas e cada um ir às suas vidas.

O tal puto entrou no café e sentou-se na mesa a meu lado. Olhei-o atentamente e parecia a reencarnação do meu amigo de há uns anos atrás. - Cabelo acastanhado, comprido, Olhos castanhos e vivos. De camisa apertada vislumbrando-se ser moço de praticar ginásio e porte delicado -. Não tirando os olhos dele com tal persistência que fui notado de tal forma que o moço reparando na minha insistência abriu a boca num sorriso aberto e agarotado mostrando uns dentes brancos e alvos.

Foi o fim da macacada… Porra!... Algo estava a acontecer e não podia ser pois já lá iam uns anitos mas por mais incrível que parecesse, Era igualzinho ao tal amigo. - Mas era impossível!!!!.

   Embora por vezes seja um pouco introvertido daquela vez afastei os meus preconceitos e perguntei-lhe:

- Desculpe a minha pergunta… mas que idade tem?

O moço com aquele ar de menino grande perguntou o porquê da minha pergunta.

- Sabe!… Vim aqui para recordar velhos tempos em que esta Escola não era de Hotelaria mas Industrial e ao vê-lo sair de lá veio-me à lembrança um amigo que era igualzinho a você. Tínhamos na altura, dezanove anos.

- Pois é a idade que tenho e já não é a primeira pessoa que me acha parecido ou igual a outra pessoa. E por incrível que pareça o meu pai também andou nesse tempo aqui nesta escola.

Fiquei espantado com tanta coincidência e perguntei:

- Não me diga que é filho do Carlos Miguel de Aragão?

Posso sentar-me à sua mesa? – Perguntou o moço – que ao levantar-se achei qualquer coisa de estranho nos seus movimentos e consenti a sua mudança.  

- Pois amigo… por incrível que pareça você é a primeira pessoa a lembrar-se do meu pai. Todos os outros dizem ser parecido com outro alguém mas não sabem quem. Sou efectivamente filho do Carlos Miguel de Aragão e também me chamo Carlos.

Fiquei sem palavras atendendo que não acredito muito em coincidência e em bruchas, mas como minha avó dizia “Qua as há…há”.

Recompus-me do susto pois ao constatar aquela coincidência foi mesmo um susto e perguntei:

- E teu pai! O que faz? Onde vivem? E tu vives com ele ou já estás na tua independência? 

Naquela altura fiquei transtornado dando notas disso. Até pedi um Whisky e ofereci outro ao Carlos eu queria saber tudo, pois de repente senti uma certa saudade de voltar a encontra-lo para voltarmos a recordava os que ambos tínhamos feito na nossa juventude e quiçá repetir algumas.

Carlos sentindo o meu mau estar, segurou-me numa mão e comentou:

- Vá lá… Tenha calma... Vou contar-lhe tudo. Pelo menos o que posso contar.

Fiquei um pouco preocupado por ele ter dito “pelo menos o que posso contar” e perguntei:

- Mas há alguma coisa com ele que não se possa saber?

. Não é bem assim, mas explico. Meu pai divorciou-se quando eu tinha dois anos e foi viver para Inglaterra ficando eu a viver com minha mãe, que tem um restaurante, até há um ano altura em que encontrei um pequeno apartamento para onde me mudei. Meu pai tem-me ajudado monetariamente e resolvi tirar um curso de culinária para mais tarde ir ter com ele.

- Quer dizer que ele está bem na vida.

- Sim tem lá também em sociedade com um amigo um restaurante.

- Estou a ver!... Foi essa a razão do divórcio…

- Mais ou menos, mas como diz a outra “Mas isso agora não interessa nada”

Os meus pensamentos voltaram aos anos da nossa juventude e ao que fazíamos e logo fiquei a saber que não tinha só o meu casamento que não tinha dado certo. Fui interrompido pelos meus devaneios de memória pelo Carlos:

- Sabes? Tenho muitas fotografias dele dessa época e de alguns amigos com quem se dava e pode ser que entre eles estejas lá tu. Também quase todos os dias, falamos por videoconferência e seria interessante contar-lhe o que aconteceu connosco e quiçá também falarem e mostrarem-se como são hoje. Creio que seria uma surpresa para ele. Queres ir a minha casa?

Porra!... Que mais me iria acontecer naquele dia? E aceitei prontamente. E só perguntei se tinha carro e se morava longe.

- Epá!... Com a minha idade, com as despesas que tenho achas que tenho carro? Vou e venho todos os dias de comboio.

Quer dizer que moras nos arredores.

- Sim moro na Amadora.

A partir daquele momento paguei a despesa e dirigimo-nos para o meu carro e metemo-nos na IC 19.

 

“Carlos tinha encontrado um apartamento mesmo perto da Estação o que quer dizer que estava a dois passos de Lisboa”.

 

O apartamento era constituído por um salão grande onde fazia de cas de jantar, sala, cozinha, casa de banho e um quarto onde tinha uma secretária com o computador e uma televisão confortavelmente grande com um leitor de vídeos e rádio agarradas à parede frente à cama.

Mal chegamos e depois de me ter oferecido um whisky saímos da sala e fomos para o quarto e ligou o computador que era de torre e com um monitor de tamanho razoável.

- Sabes que tenho aqui uma mariquice? – perguntou Carlos

- Não sei mas vais dizer.

. Um amigo meu que gosta muito de ver alguns sítios da intermete e para os ver em ecrã gigante fez uma ligação à televisão e com o rato e o comando vemos tudo em grande.

 

Com aquela conversa toda e com os tiques que tinha observado no café, logo me cheirou que “tal pai, tal filho” e antes de descambar para algo que na altura não estava preparado pedi para ir à asa de banho.

 

Na casa de banho para além do xixi normal, passei um pouco da água pela cara e pelo sim pelo não lavei o pirilau. Quando sai, estava o Carlos em calções e de tronco nu sentado no maple. E uma musica de ambiente.

- Sabes!..  É assim e aqui que nas calmas gosto de pensar nos prós e contras da vida.

- E passas algum tempo assim? Sem companhia? - respondi 

- Não sou de trazer muita malta a minha casa que é o meu mundo. Normalmente acompanho-me de uns biscoitos e de uma bebida. Queres experimentar como é bom?

Estava como em casa e despi a camisa meti na boca um biscoito que estava num pratinho em cima da mesinha de apoio e Carlos entregou-me um copo com um liquido que depois iria ver o que era. Beberiquei um pouco e senti que era uma vodka.

- É muito forte para ti? - Perguntou o Carlos.

- Estou habituado a coisas mais fortes.

- É a bebida preferida do meu Pai. Sabias?

- Se sei… Apanhamos alguns pifos antes de começarmos as nossas noitadas.

- E foram muitas?

- Foram. Duraram pelo menos quatro anos.

Mais uma vez por momentos relembrei os momentos passados com o Carlos pai enquanto o Carlos filho colocando uma mão na minha perna perguntou

 

- E achas que as nossas também podem durar esse tempo?

- Mas já viste que tenho a idade do teu pai? O que é que ele iria dizer?

- Mas não deixas de ser um tipo sensual.

Fiquei todo babado com aquele piropo e também lhe pus uma mão na sua perna,

- Vamos perguntar-lhe?

 

 Olhou para o relógio e disse – São horas de falar com ele – Levantou-se e dirigiu-se ao quarto e ligou o computador e fez a chamada para o Pai através do Skype. Fui atras dele e coloquei-me nas suas costas com o olhar fixo no monitor - A ligação foi feita e de lá apareceu a caro do Carlos pai. Que perguntou:

 

- Então filho!.. Está tudo bem por ai?

- Sim está tudo bem – e apontando a câmara para mim perguntou:

- Estás a ver? Reconheces?

 

Com cara de espanto respondeu:

 

- Mas alguma vez me iria esquecer desse gajo? Está mais velho tal como eu. Sabes que foi esse gajo que me tirou os três? Nelson… que fazes em casa do meu filho?

 

Foi a vez de ser eu a responder:

 

- Épa!.. Esta é que não esperava. Ao fim de tantos anos vir a conhecer o teu filho

- Espero que o trates bem como sempre me trataste. Sabes que é costume dizer-se que “Filho de peixe sabe nadar” e ele é muito bom rapaz. Anda por ai sozinho e precisa de um amigo já que eu estou longe. Mas contem lá como é que se conheceram…

 

Foi a vez do Carlos se colocar frente ao monitor e responder.

 

- Depois com mais tempo conto-te tudo. Escusavas de dizer que “filho de peixe sabe nadar” porque ele não é parvo

 

Tal como se estivéssemos todos na mesma sala, demos fortes gargalhadas e a comunicação caiu. Carlos tentou voltar a ligar ma do outro lado ninguém respondeu. Devia ser da Internet.

Enquanto aquela ligação estava a ser feita nunca sai de por traz dele. Como onde estava sentado era um banquinho o meu peito esteve sempre encostado às suas costas e o meu piroco já estava inchado. Notando aquele pau nas suas costas.

Carlos redopiou o corpo pondo-se de frente, olhou-me nos olhos e perguntou se queria ser seu amante, ao mesmo tempo que me dava um tremendo beijo.

Tremi por todos os lados e por momentos pensei – E agora o que é que eu faço?  - Agarrei-o ao colo e sem dizer “desta água não beberei”, atirei-o para a cama que estava mesmo ali ao lado, sem deixarmos os nossos lábios que deixando de ser um beijo de ternura passou a ser um beijo de carinho passando a ser de amor passados os segundos em que nossos paus começavam a ter aforma de gente.

Em uníssono nossas mãos baixaram até nossos shorts que foram parar aos pés da cama.

Porque são os cérebros que comandam nossos instintos, o meu, voltou vinte anos atras e senti-me novamente como naquele tempo em que bastava um simples contacto com outro corpo, na sua pujança máxima.

Já me tinha esquecido de quem era o pai daquele corpo jovem e sensual. Desde o nosso primeiro toque nas mãos que tinha acontecido no café que o sentimento de posse sexual tinha surgido. Naquele instante, tudo o que se tinha passado até então tinha entrado naquela caixinha de recordações que em algum lugar guardamos as coisas boas da vida.

Começamo-nos a envolver corporalmente com uma caricia aqui, outra ali até Carlos ficar de lado encostado a um cotovelo e depois de me mirar por todo o corpo quando seus lhos pararam no meu pénis levantado como mastro de uma bandeira segredou-me ao ouvido.

 

- Afinal ainda estás em muito boa forma… - e num tom ainda mais baixo e com uma pequena trincadela no meu lóbulo, acrescentou… – Só precisas de fazer um pouco de ginásio para tirar essa pequena barriguinha.

- Já ouvi dizer que esta barriguinha é como as rugas da Simone de Oliveira que diz “ser a experiência de vida” – respondi.

- Espero que seja como a voz dela que perdura ao longo dos anos – comentou com voz carinhosa ao mesmo tempo que sem mais aquelas desceu os seus lábios pelo meu corpo beijou um pouco a tal barriguita e sem o segurar, - pois estava mesmo e pé - ao meu pénis que o meteu na boca sofregamente.

 

Todo o meu corpo se arrepiou quando senti aquela boca quente receber o coitado que já há uns meses não trabalhava – Até pensava que também estava no desemprego -

Assim que senti sua língua redopiar a minha glande, não aguentei mais e pensei – Também quero dar-lhe este prazer – Segurei-lhe na cabeça, retirei o coitado daquela zona bastante confortável. - Ele ainda tentou insistir para que não saísse mas aguentou-se porque lhe pedi:

 

- Aguenta um pouco pois também quero dar-te este prazer.

 

Então coloquei-o na melhor posição de sessenta e nove e fui sorver as pequenas gotas de esperma que começavam a sair do seu pirilau. “Pirilau com um certo favor pois era um caralho digno de nota. Limpinho escarapelado de pequenas dimensões mas ao que parecia bom trabalhador de cabeça reluzente e com poucos pelos há volta dos pequenos testículos”.

Estive antes de o meter na boca, alguns momentos analisando-o para ver se seria capaz de o utilizar mais tarde dentro de mim quando voltei a sentir o meu, novamente entre o lábios do Carlos então, com a fúria própria do momento nem me deu para o lamber e comecei a chupar aquele pau que vim a saborear ardentemente. Começamos a movimentar nossas cabeças de tal forma ritmada que até parecia estarmos num concurso de quem se vem primeiro. Entre beijos, lambidelas, pequenas mordidelas nas glandes, chupadelas e massagens em nossos testículos. Tudo inchava à proporção. Não aguentamos mais e em êxtase tivemos o nosso orgasmo ao mesmo tento. Sorvemos todo aquele líquido pastoso e agridoce, transbordando algum que se veio a depositar em nossas púbis.

Cansados mas satisfeitos e com ainda alguns estremeções de nossos corpos, caímos para o lado onde ficámos algum tempo adormecendo até que o telefone tocou.

Carlos levantou-se e foi ao telefone. Era o Pai desculpando-se de ter interrompido a conversa anterior pois a internet tinha caído.

Miguel de Aragão sabendo das tendência sexuais do filho e da coincidência no nosso conhecimento perguntou se eu ainda lá estava e se me passava o telefone.

Carlos contou-me a conversa do pai e entregou-me o telefone.

 

- Então meu grande sacana ainda ai estás?

- Estou e ao que parece estarei durante muito tempo. Já agora sacana porquê?

- Não te lembras que me deixaste para te casares?

- Mas tu não fizeste depois o mesmo? Tens filhos?

- Tenho dois, um da cada mulher.

- Sempre foste um grande fodelhão. Eles apanharam a tua génese? Como o meu?

- Não Pá! Ambos já estão casados – e com mulheres.

- E tu continuas na mesma vida está visto? Vê se tratas bem ai o rapas.

- Ainda não combinámos mas se calhar vamos fazer o mesmo que tu e vamos viver juntos.

O tipo deu uma gargalhada e comentou ainda antes de deligar o telefone

- Este ano não podemos ir a Portugal mas vocês podem vir cá na vossa lua-de-mel. Têm cama, e comes há descrição. Quando vierem ajudo nas despesas da viagem. Podem vir de avião pois eu e o Myke temos cada um o seu carro e pelo menos um ficará à vossa disposição. Dá um beijo ai ao rapaz. Tenho de desligar pois o meu namorado já me está a chamar da cozinha.

 

Como aquela conversa pelo telefone tinha sido feita em voz alta, o Carlos ouviu-a toda que de vez em quando acompanhava o nosso diálogo com alguns sorrisos.

 

Com que então vou viver contigo!... – Comentava Carlos enquanto se agarrava a mim –

Voltamos a nos acarinhar e a acariciarmo-nos naquela cama que nos tinha dado tanto prazer.

Ainda fizemos alguma conversa imprescindível pelo facto de estar ali com um filho de um gajo com quem tinha andado.

O facto de ele ter sexualmente saído ao pai, o divórcio do mesmo e o facto de estar a viver em Inglaterra com um Inglês foi o tema da nossa conversa. Da minha parte tirando contar como foi o meu relacionamento com o pai dele, nada mais adiantei pois ainda era muito cedo para isso.

Chegamos à conclusão que não havia constrangimentos tanto da minha parte como da parte dele ou do pai. Tinha sido uma coincidência quase impossível. O que interessava era que tanto eu como ele tínhamos encontrado a pessoa indicada.

Com isto tudo já tinham passado umas horas e conversa daqui carinho dali. Beijinho daqui beijinho dacolá, estávamos sem querer ou não, prontos para iniciarmos mais uma sessão. Ao que parece tinham sido os preliminares para uma nova aventura. Carlos, – que estávamos deitados de lado mas frente a frente – beijou-me e como a dizer um segredo perguntou-me ao ouvido:

 

- Posso dizer-te uma coisa se não ficares ofendido?

- Podes.

- Para Cota estás muito bem

- E já tens vindo com muitos para comparar?

- É a primeira vez. As brincadeiras que tenho tido têm sido sempre com malta da minha idade.

- Contigo houve uma química muito especial sem adivinhar o porquê.

- Comigo aconteceu o mesmo e não só. Foi a beleza que tens e a paz de espirito que transpiras.

- Falando em transpirar. Eras capas de transpirar mais um pouco?

- Como assim?

- Já fizemos alguns preliminares. Eras capaz de te vir novamente?

. Porquê? Queres que te foda?

- E tu não queres?

 

Louco como já estava. Coloquei-o na minha posição predilecta virando-o com o rabo para cima e comei a beijá-lo desde uma mordiscarde-las nos lóbulos e no pescoço passando depois a beijar-lhe as costas até ao rego daquele cú que iria receber o meu pau.

– Não metas aí a língua que não gosto - disse ele.

- Eu também não o ia fazer. Acho pouco higiénico. Mas posso meter outra coisa…

   

Ele ajeitou-se para a penetração, segurei-lhe nos ombros e o meu pau que estava há muito louco por aquele momento, primeiro entrou a cabecita louca sentindo um apertar das pregas daquele cuzinho saboroso, tal como os lábios genitais de uma garina qualquer e a pouco e pouco foi entrando tudo o resto até os meus colhões sentirem a suas nádegas.

Ele gemeu um pouco mas para que o prazer de ambas as partes fosse maior, pegou numa almofada e colocou-a entre a barriga e o lençol. Estava tão aflito para me vir que segurei-o pela cintura e comecei a puxar aquela parte co corpo para mim ao mesmo tempo que ia bombando com mais força e em movimentos mais rápidos até ter o orgasmo completo viril e bom.

Carlos estremeceu ao sentir aquela bicharada toda entrar dentro de si que parecendo ser a mesma, mas como é óbvio, não era outros bichos saíram do seu pénis e foram morrer na almofada.

Puxou a almofada para fora e comentou:

 

- Tás a ver a merda que fizemos?

- Mas foi uma merda gostosa!.. Ou não? – Respondi.

 

Não há dúvida que ele tinha sentido do humor. Voltamos à posição de frente e comentou:

 

- Sempre é verdade o que disseste a meu pai que certamente iria viver contigo?

- Com calma havemos de resolver isso. Ainda nem sabes onde moro e estudando tu em Lisboa da Amadora é um pulinho. Também nem sabes o que faço na vida.

- Mas isso não será problema. Amanhã é Sábado, pelo menos eu, só tenho escola na segunda-feira e podemos ir ficar atua casa e tratamos do assunto. Entretanto como não tenho qualquer coisa de jeito para o jantar podemos ir jantar fora. Já são horas. Eu pago o jantar. Que achas?

 

Ainda não estava em mim com tudo o que tinha acontecido e um pouco cansado e também com fome, antes de responder os meus nerónios pensaram que efectivamente tinha encontrado o puto ideal para substituir o que tinha sido o grande amor da minha vida, que tinha partido. E respondi:

- Aceito plenamente. Só preciso de ir tomar um duche e depois vamos embora.

 

II Capitulo – Clique (aqui)

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Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Chove lá fora

Chove lá fora

Sexta-feira sete da tarde toca o telefone. Não reconheci o número e não atendi. O telefone voltou a tocar. Carreguei no botãozinho verde e ouvi do outro lado:

- Estás ocupado? Ou não marcaste o meu número e não sabes quem te telefona?

- Efectivamente não tenho este número na minha lista de contactos! Quem fala?

- É o Luís. O moço da chuvada de há um Mês atrás e me trouxeste a casa. Já te lembras?

Dei meia volta aos neurónios e lá me lembrei do que tinha acontecido um mês antes e em dia de tempestade.

Um Mês antes

 

Estava tão absorto a ouvir o novo CD do FF “ Saffra” que entre outros temas têm “Safra deste ano” uma bela musica e um belo poema. Uma das minhas músicas incertas numa pen do carro onde tenho incerta uma playlist, para os momentos em que estou só com os meus botões ou em viagem que nem dei por baterem no vidro. Foi preciso alguns segundos para comprovar que estavam mesmo a bater no vidro da minha porta. Pouco se via lá para fora pois este estava embaciado com o calor da minha respiração e pela bátega de água que tinha ocorrido momentos antes os vidros estavam mesmo todos embaciados e foi-me difícil ver que batia. A primeira reacção foi que devia ser algum polícia de trânsito mais profissional e vendo um carro ali parado em tempo de temporal, estaria preocupado com o que se passava. Desci o vidro e fiquei mais descansado pois não era um polícia mas sim um moço aí para os eus vinte anos todo encharcado com a carga da água que certamente tinha caído sobre ele. Não tinha ar de drogado nem pedinte derivado à forma como se vestia com uma carpa negra que parecia de marca e uma sacola pendurada no ombro. Fiquei mais descansado e desvaneceu-se qualquer receio pois o local onde me encontrava não era o melhor. - Local escuro e por traz da Universidade de Lisboa -. Tinha ido ao Hospital de Santa Maria falar com um médico meu amigo que estava de banco e à noite era a melhor hora para o contactar. Quando resolvi o meu problema meti-me no carro para dar uma volta pela lisboa Nocturna quando começou a cais uma chuvada dos diabos e como não gosto de conduzir com chuva parei por ali à espera que ela parasse.

Depois de abrir o vidro e ter reparado naquele jovem este com o maior dos sorrisos perguntou-me:

 

- Tens um cigarro?

- Sabes que o cigarro mata?

- Pois! Eu sei mas também a chuvada que apanhei também pode matar se continuar todo ensopado.

- Oh homem lá por causa disso toma lá um cigarro!

- Obrigado!... Sempre me vai aquecendo a alma.

- Mas porque andaste à chuva?

- Sou estudante na Universidade e tive aulas de compensação até tarde e no caminho para o auto carro começou a chover. Como não há abrigos, foi o que aconteceu.

  

 Vi tanta sinceridade nas palavras daquele jovem e sem qualquer receio convide-o a entrar no carro perguntando antes onde morava.

 

- Então onde moras?

- Moro na Amadora. Tenho de apanhar o metro ou o autocarro para o Rossio e depois apanho o comboio.

- Queres entrar? Pelo menos livras-te da chuva que ao que parece ainda vem lá mais.

- Se não se importa. Era bom…

Abri a porta do pendura e lá entrou o moço que colocou a sacola no banco de traz.

- Não queres despir o blusão? Vou ligar o aquecimento para ficarmos mais confortáveis.

O moço despiu o blusão, colocou-o também no banco de traz e ajeitou-se mais confortavelmente.

- Então como te chamas?

- Chamo-me Luís… e o Senhor?

- Essa do Senhor é como me estares a chamar de cota.

- Foi sem ofensa, mas é muito mais velho que eu e fui criado assim. A minha mãe costuma dizer que “O respeitinho é muito bonito”.

- E o teu pai!.. Não diz nada?

- Não tenho Pai desde os dois anos e vivo só com minha Mãe.

- Já passei por essa situação e sei como é.

- Também é filho de divorciados? Já agora desculpe a pergunta. É casado? Ainda não disse o seu nome.

- Já são muitas perguntas juntas, mas lá vai. Sou divorciado, tenho dois filhos. Cada um vive as suas vidas, eu vivo sozinho. Também sou filho de divorciados. Parece que é genético e chamo-me Nelson… Está tudo respondido?

- Só mais uma coisinha!... O que faz aqui a esta hora?

- Porquê? Este não é um local como outro qualquer?

- Tenho ouvido dizer dos meus colegas que por aqui passam-se coisas menos próprias.

- Não me diga que é poiso de ladrões.

- Ladrões, não sei mas de prostitutas isso é verdade.

- E achas-me com cara de andar às prostitutas?

 - Não por acaso até acho ser uma pessoa bem formada.

- Não sei se sou bem ou mal formada mas sei que sou pessoa honesta trabalhadora e amigo do amigo. Quando tenho um amigo é para a vida inteira.

- Era isso mesmo que gostaria de encontrar. Uma migo mais velho para me aconselhar para a vida, Por vezes sinto a falta de não ter um pai.

 

Entretanto já tinha parado de chover e a playlist já tinha chegado ao fim e perguntei:

 

- Vamos tomar um café a qualquer lado?

- Por acaso até sabia bem.

 

Pus o carro a trabalhar e lá fomos à procura de um café. O pior foi encontrar um lugar para o carro e então propus:

 

- Como moro em Sintra, Amadora fica no caminho, podemos tomar o café por lá e já ficas em casa. O que achas?

- Epá!... Isso era o melhor que me podia acontecer. Se não te dá muito trabalho.

- Mas não me dá trabalho algum.

 

Assim aconteceu… Fomos direitos a Amadora, indicou-me onde morava mesmo ao lado de uma pastelaria que ainda estava aberta. Entramos, tomamos café e uns whiskeys, embora ele dissesse que não estava habituado a beber bebidas alcoólicas lá bebeu um.

O tempo já tinha melhorado. Já não chovia e mantivemos uma conversa de circunstância e não só. Luís contou-me toda a sua vida e eu a parte mais interessante para um desconhecido até ali. Luís revelou-se ser um jovem carente de afectos e bom menino – para os seus dezanove anos –

Aquela noite ficou por ali não sem antes trocarmos números de telefone.

 

Um Mês depois

 

Depois daquele compasso de espera. Ainda ao telefone estupefacto pela chamada e depois de rapidamente fazer uma retrospectiva do que se tinha passado naquele dia respondi:

 

- Sim já me lembro. És o moço da Universidade de Lisboa que apanhou uma chovada e que levei a casa.

-Então!.. Está tudo bem contigo? Sempre esperei que me telefonasses.

- Desculpa mas não tinha nada de especial para isso.

- Pois hoje encontrei um motivo para te telefonar.

- Então qual é?

- A minha avó que se dá com pessoas do Parque Mayer arranjou-me dois bilhetes para o Maria Vitória e como falámos que gostas de teatro lembrei-me de te convidar para pagamento da gentileza que tiveste naquele dia.

 

Ao longo da vida tenho tido muitos engates que normalmente acontece tudo logo de repente. O que estava a acontecer com aquele telefonema fugia de todos os parâmetros com que me rejo e fiquei periclitante com o convite ao mesmo tempo que lembrando-me da sua cara e do seu cheiro de imediato o meu eu me obrigou de imediato a responder:

 

- A que horas e onde nos encontramos?

- Pode ser às 21 no restaurante “A Gina” do Parque Mayer, reencontramo-nos e toamos um café. Está bem para ti? Ainda te lembras de mim?

- Pode ser tudo como dizes. Quanto ao lembrar-me de ti, desculpa o atrevimento mas não me podia esquecer.

- Então está combinado. – Amanhã Sábado às 21 horas.

 

Sábado – Maria Vitória

 

Na hora aprazada lá nos encontramos. Luís estava mais belo do que me lembrava. Já não vinha de blusão negro nem todo encharcado. - Vinha todo moderno – Com uma camisa de cor mel, calças de ganga e o blazer no braço trazendo um toque de “dândi”. Lembrava-me dos seus olhos brilhantes azuis mas desta vez vinham tapados com óculos escuros. Lembrava-me do seu cabelo louro e curto mas desgrenhado pela chuva. Naquele momento via um cabelo um pouco comprido e bem tratado. Com alguns botões da camisa abertos vislumbrava-se um peito musculado e queimado do sol. Via-se ser um moço totalmente diferente do que me lembrava a quando o conheci naquela noite de tempestade. Luís atravessou a rua para me vir cumprimentar e assim que depois de o ter mirado bem, assim que recebi sua mão na minha como cumprimento senti de imediato umas borboletas esvoaçando no estomago. – Será que me estava a apaixonar? Ou seria mais um engate como tantos outros? –

 

- Olá!... Tudo bem? – disse Luís – Ainda me conheces?

- Mas claro que sim!.. Mas para o melhor.

- Para o melhor? Que queres dizer?

- Quando te conheci notei que havia algo de especial em ti mas hoje as minhas borboletas voaram com mais força.

 

Luís não tinha entendido o toque e com o riso mais aberto e lindo do mundo retorqui-o:

 

- Até parece uma paqueirada!.. Como dizem os brasileiros.

- Entende como quiseres mas creio que serei o tal amigo que no nosso primeiro encontro disseste que gostavas de ter.

- Foi por me lembrar de ti e por tudo aquilo que conversámos que nunca mais me esqueci e embora tu não tenhas ligado muito, assim que tive uma oportunidade plausível, fui eu a quebrar a barreira.

- E foi o melhor momento e oportunidade. Primeiro porque gosto mesmo de teatro principalmente de revista. Há algum tempo que não vinha ao Parque e andava numa de dor de corno.

- Não me digas que levaste com os pés de alguma gaja?

 

Com esta resposta-pergunta logo vi que o gajo não estava a entender nada e para dar o primeiro passo ainda estive para responder – Não, não foi uma gaja mas um gajo – mas desisti e só respondi:

 

- Não!.. Não foi uma gaja mas depois conto-te. O melhor é entrarmos, pois está na hora e já se ouve o sinal para o começo da peça.

A nossa entrada no teatro foi logo uma surpresa para o Luís quando o porteiro me cumprimentou com um:

 

- Olá Nelson!... Sejas bem visto!..

 

Luís que não esperava aquele cumprimento perguntou:

 

- Mas afinal és conhecido por estas bandas:

- Depois conto-te… Agora vamo-nos sentar…

 

As pancadinhas de Molière foram ouvidas e o pano de boca foi-se levantando ao mesmo tempo que apareciam os bailarinos e uma cantora interpretando “ O Tejo e as Gaivotas” 

 

Dali para afrente foi uma bela Revista permanentemente aplaudida até à sua apoteose com toda a companhia.

 

- Então, gostas-te? – Perguntou Luís – Tens de me contar como é que os porteiros te conheceram. Afinal no nosso primeiro encontro não contas-te tudo.

 

- Diz-se que “o segredo á alma do negócio” e não hera no primeiro encontro e da forma como foi que te ia contar toda a minha vida.

- Tens razão!.... E agora o que vamos fazer? Disse à minha mãe que iria ficar cá em Lisboa em casa de minha avó e a esta disse que chegaria tarde.

- Se foi ela que te deu os bilhetes com quem disseste que vinhas.

- Disse que vinha com uma colega lá da Escola.

- E então agora onde queres ir com a colega? – Perguntei com um riso de gozo:

- Não me gozes por favor!... Não ia dizer que vinha ao teatro com um cota.

- Obrigado pelo elogio. Agora por castigo e como sou eu que tenho o carro e podes chegar tarde, vamos ver o mar?

- E onde?

- Vamos tomar um copo ao Caravela.

- Onde fica isso?

- Em Belém ao pé da Torre de Belém é um local aprazível e tem um passeio por onde podemos conversar mais à vontade. À noite anda pouca gente para por lá… A não serem os namorados.

 

- Então vamos!....

 

Depois de tomarmos um café e um Whisky misturado com uma conversa da treta, saímos e fomos para o passeio pedestre para andarmos um pouco e conversarmos mais um pouco, mas parecia que o São Pedro nos estava afazer uma surpresa e começou a pingar.

 

- O melhor é irmos para o carro – disse eu.

 - Parece que temos sina de apanhar chuva ao sábado.

- Deve ser o São Pedro com o Cupido que se juntaram para nos encontrar.

 

Mal disse aquela graça, os Santos zangaram-se e mandaram uma bátega de água. Fomos obrigados a correr para o carro que estava numa reentrância do passeio mesmo frente ao Tejo. Liguei o rádio e parecia mesmo de propósito. Estava a tocar “Strangers In The Night na voz de Frank Sinatra”

Fechei as janelas que entretanto se estavam a embaciar que misturado com as peliculas esfumadas dos vidros, podíamos estar ali à vontade que ninguém nos iria chatear. Então não estive com meia medidas recostei os bancos para traz e ficamos os dois deitados lado a lado como numa cama.

 

- És capaz de traduzir o tema desta canção?

- Com uma tradução à letra será “Estranhos numa noite”.

- E achas que já somos estranhos?

- Acho que não… comentou o Luís ao mesmo tempo que me olhava nos olhos com profundidade e interrogatórios.

Neste momento o CD estava a voltar ao princípio e ouvia-se a voz pastosa de Frank Sinatra

Strangers in the night exchanging glances

Wondering in the night

What were the chances we'd be sharing love

Before the night was through”.

Era o que estava à espera. Aproximei-me mais dele e dei-lhe um tremendo beijo nos lábios.

Ele estremeceu um pouco mas como não o larguei acabou por aceitar com algum fervor.

Foi um beijo fervente e cheio de esperança que tudo dali para a frente iria ser melhor.

Depois de alguns minutos que durou aquela troca de salivas, comecei por desabotoar-lhe a camisa e meus lábios começaram a percorrer desde o pescoço até ao umbigo daquele jovem inexperiente destas coisas mas aceitando de bom agrado e deixou de ficar paralisado mas bastante excitado.

 

 Para verificar se a excitação era real, com uma das mãos metia entre o corpo e as calças e verifiquei que era mesmo excitação pois o seu pau já estava hirto. Tirei-o de fora e brinquei com ele. Tinha uma cabeça lustrosa e para o vermelho e com o dedo maior entre a masturbação fui manuseando o buraco daquela cabecita e senti algumas gotas de esperma começando a sair. Luís retorcia-se de prazer e eu mais que excitado abri-lhe a braguilha e coloquei cá para fora todo o instrumento com bolas e tudo. Abri as minhas calças e retirei cá para fora o meu que saltou todo lampeiro a pedir a boca do Luís. Ainda era cedo para tanto desvairo e puxei uma das mãos dele dirigindo-a à minha piroca e que começou a masturba-lo.

Luís gemia de prazer e antes que se viesse, depois de mordicar seus seios vim por aí abaixo e meti na boca aquele caralho gostoso.  

Durante o tempo em que as palavras não ditas se demoravam a registar no meu cérebro ia sentindo o seu sema leitoso e agridoce percorrer todo o espaço da minha boca. Então parei de repente e perguntai:

 

- Não queres fazer mesmo? Aguenta um pouco e não te venha já.

 

Então inesperadamente Luís pegou na minha cabeça elevou-a até à sua e me beijou ardentemente, Depois foi a vez dele se baixar e beijar a cabecita do meu pau que já estava mais que hirto.

 Peguei-o com a mão e fazendo pressão nos seus lábios que estavam serrados para o obrigar a entrar. Os lábios foram cedendo gradualmente, apertando-lhe a cabeça do pénis que foi deslizando por fazes para dentro da sua boca. Eu sentia o calor delicioso dos lábios que me percorriam o pénis. Ficou cada vez mais rijo e agarrei-lhe a cabeça para o conseguir penetrar agora fundo, cada vez mais fundo. Luís chupava-o com força a cabeça do pénis que ia ficando cada vez maior. Começou a meter e a tirar, a meter e a tirar, acabando por entrar num tempo rítmico ao mesmo tempo que era eu a masturba-lo.

     A rapidez de movimentos transformou-se em violência e depois em loucura, até que finalmente veio os espasmos de ambos que contorcendo-nos de prazer nos viemos ao mesmo tempo.

Quando Luís tirou o meu pénis da sua boca estava a tremer. Refastelou-se no banco, olhou para mim com ar interrogatório e perguntou:

 

- E agora?

- Agora encontras-te o amigo que procuravas e que nunca mais te vai deixar,

- E vamos fazer isto mais vezes? E nunca mais me vais deixar?

- Creio que ambos encontramos a pessoa certa para um convívio saudável, mas por amor da Santa… No carro nunca mais.

- E porquê?

- Normalmente quando estas coisas acontecem no carro são situações descartáveis e vejo em ti alguém muito especial que quero preservar.

- Disse a minha avó que chegaria mais tarde mas não disse a que horas. Podia-mos ir para tua casa?

- E porque não?

 

E fomos……

Aquele encontro passou-se há dois anos e ainda somos amantes. Fazemos férias juntas, passa em minha casa os fins-de-semana. Já conheço a mãe e a avó e na minha família Luís é conhecido como meu afilhado que entretanto já acabou o curso. Não temos tiques amaneirados sexualmente entendemo-nos muito bem e somos felizes. Como diz no final da canção do Frank Sinatra:

“Desde aquela noite, estamos juntos

Amantes à primeira vista, apaixonados para sempre

Tudo saiu perfeito

Para desconhecidos na noite”

Caro leitor, espero que lhe tenha acontecido uma história idêntica e façam o favor de serem felizes.

Fim

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

          Nelson Camacho D’Magoito

      “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                © Nelson Camacho

2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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