Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

Namorados

     Neste dia dos namorados muita gente escreve sobre o assunto mas poucos têm o privilégio de o escreverem em poema e explicando concretamente o que é o amor e a paixão. O meu amigo Fernando Fernandes de Castro fê-lo com a maestria do costume. Espero que gostem como eu.

                                         Namorados

 

                           A tua boca inteira em fogo e água
                           sobre a minha boca em sedes desmedidas
                           abriram mundos, esqueceram mágoas
                           de tantas solidões em nossas vidas

                           Depois as tuas mãos de seda e mel
                           em caminhada intensa e quase louca
                           Ateando o fogo sobre a minha pele
                           enquanto me tiravas toda a roupa

                           Palavras não havia…e para quê palavras
                           se os teus olhos me tornaram cego e mudo
                           Enquanto me rendia e te entregavas
                           e os nossos silêncios nos diziam tudo

                           Os corpos ardiam numa fogueira intensa
                           como se fossem um… de tão abraçados
                           Naquela noite breve e tão imensa
                           em que fomos amantes. Namorados

 

                                  Fernando Campos de Castro
                               (in Inquietude e outras Atitutdes)

 

              Nelson Camacho D’Magoito

                “Poemas de FCC” (308)

               Para maiores de 18 anos

                   © Nelson Camacho
201 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

A Intrusa

Uma "Intrusa" em minha casa.

 

     Era eu ainda muito jovem, o meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena vila. Vila Boim - Elvas.

     Desde o início, o meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, de seguida, convidou-a a viver connosco.

     A estranha aceitou e, desde então, esteve sempre connosco.

     Enquanto crescia, nunca perguntei qual o papel daquela “intrusa” na família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

     A minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
     Mas a “intrusa”, como eu lhe chamava, era a nossa conselheira.

     Mantinha-nos enfeitiçados durante horas com aventuras, mistérios e comédias.

     Ela tinha sempre respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
     Conhecia tudo do passado, do presente e até podia adivinhar o futuro!

     Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.

     Fazia-me rir e fazia-me chorar.

     A “intrusa” nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

     O meu pai tinha fortes convicções morais, mas a “intrusa” nunca se sentia obrigada a honrá-las.
     As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidas em casa, nem da nossa parte, nem dos nossos amigos ou de quem nos visitasse.

     Entretanto, a nossa “intrusa” de longo prazo usava sem problemas a sua linguagem inapropriada que às vezes queimava os meus ouvidos e que deixava os meus pais envergonhados.
     O meu pai nunca me deu permissão para beber, mas a “intrusa” sugeria a tentá-lo e fazia-o de forma regular. Fez também com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo.
     Falava livremente (talvez em demasia) sobre sexo. Os seus comentários eram às vezes evidentes, outros sugestivos e geralmente vergonhosos.

     Agora sei que os meus conceitos sobre as relações humanas foram influenciados fortemente durante a minha adolescência pela “intrusa”.

     Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca deu importância aos valores dos meus pais, mesmo assim, permaneceu em nossa casa.

     Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a “intrusa” veio para a família.     Desde então mudou muito e já não é tão fascinante como era no princípio.

     Os meus pais faleceram mas a “intrusa” continua na minha casa sempre à espera que alguém queira escutar as suas conversas ou dedicar o seu tempo livre a fazer-lhe companhia.

     O nome dela? Ah, é a Televisão. Sim, a “intrusa” é a televisão.

     Agora tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto de nome Tablet.

               A “intrusa” agora tem uma família.

               E a nossa família será que ainda existe? 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

             Nelson Camacho D’Magoito

           “Contos DR: J. Alhinho” (306)

               Para maiores de 18 anos

                   © Nelson Camacho
2017 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Sábado chato para um amigo

Há fins-de-semana que só esperamos pelas segundas-feiras

 

Hoje sábado dei comigo a pensar.

A minha amiga foi dormir (está engripada)

O meu amigo está em família (são os dias deles)

A televisão não tem nada que preste

O meu gato quer é dormir.

Estou sem genica para escrever algo de sério.

Então o que é que eu faço?

 

     Dizem que em dias destes o melhor é ir ao cinema, mas porra está um mau tempo dos caraças.

     Os filmes que tenho em casa, já os vi todos.

     Vir aqui ao face, já kusquei e também ninguém escreve nada de interessante.

     O que ontem esteve perfeito hoje está uma merd@

     Há quem diga que o melhor em dias destes é ir ao shopping, a um clube abanar a cabeça ou ir bater a casa de uma amiga colorida para passar o tempo mas há uma chuvada que desanima até um santo.

     Isto é que vai uma porra!

     Vou esperar por segunda-feira. Pode ser que as coisas melhorem

                               (este recado á para um amigo do coração)

 Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

               Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação” (307)

               Para maiores de 18 anos

                   © Nelson Camacho
2017 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Um Recado

Um recado

    Li algures:- “ Nunca pensei muito no amor, talvez porque da única vez que amei, só tirei ilusões e enganos”

    Que grande confusão. Mais adiante diz que “Já nem me lembro como se ama” 

    Pois é!.. Você nunca amou portanto, não sabe o que é isso.

   Amar não é o sentir as borboletas ou passar as tais 25 horas a pensar na tal pessoa ou na cama onde iria ter prazer. Essa coisa do “fogo arde sem se ver” é mera literatura.

  Os corações não batem por amor mas por ter uma “hipertrofia derivado a insuficiência cardíaca­­­­, que é causada por outras razões.

    Quando você olhar nos olhos dessa pessoa e conseguir decifrar o que eles dizem.

   Quando um simples toque ou um beijo no pescoço ambos os corpos estremecerem então sim!.. Isso é o caminho para o amor.

   Por vezes acontece que essa reciprocidade não é plena então algo está errado então não mendigue, pois pode ser simplesmente um afeto ou o medo da outra pessoa se aventurar para a tal reciprocidade. Algo de estranho está a acontecer. Até pode ser uma antiga/o ou familiar ainda recalcada pela sociedade que opine sobre o novo caso.

   Você se continua a queixar-se que nunca amou porque só teve ilusões. Parta para outra.

   Se você se sente bem com a nova pessoa e pensa nela quando está com a apresente não estrague duas casas!.. Livre-se de preconceitos e atire-se de cabeça porque você só tem uma vida e um dia nunca é igual a outro

Por favor Seja feliz.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

              Nelson Camacho D’Magoito

              “Recados de vida” (304)

               Para maiores de 18 anos

                   © Nelson Camacho
2017 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

As Borboletas

As borboletas

     Quando olhas para alguém e sentes um nó na garganta e borboletas no estomago, estás feito.

      Tudo pode acontecer: Ou atiras-te de cabeça e tens resultados plausíveis ou vais esperando nas calmas que esse efeito causado seja reciproco e vais sofrer ou não.

     Logo nos primeiros contactos houve beijos (de respeito) e abraços. Estavam feitos um para o outro, só que um deles ainda não sabia. A confusão tinha-se instalado. Ela tinha um namorado mas aquele menos jovem tinha mexido com ela e chegou à conclusão que aquele menos jovem lhe dava um certo conforto de afetos que ainda não tinha descoberto. Enquanto com o namorado cada dia era igual a outro dia e os anos tinham passado não passando da chamada “cepa torta”. A amizade vinha de longa data e a cumplicidade não passava disso mesmo. Já se deviam favores e obrigações resultantes de uma grande amizade.

Refletiu e chegou à conclusão que gostava de falar de coisas mais sérias com o novo beijoqueiro e começou a sentir-se mais confortável quando ele lhe confessou que as borboletas o tinham atacado e que o amor não tinha idade.

     Pois!... A diferença de idades poderia ser um obstáculo mas deixou de ser quando as conversas fluíram por várias vezes sobre a realidade da vida.

Ele a custo ia aceitando repartir o seu amor e ela, derivado à sociedade em que estava inserida não tinha outro remédio se não aceitar as circunstâncias e tentar esconder a sua descoberta. Ambos chegaram a conclusão que a vida é para ser vivida e que sendo já gente crescida, valia a pena o esforço de alinhar nas aparências.

Ele, já tinha sofrido um grande amor que a vida os tinha separado e para ela seria uma nova experiência onde iria encontrar um certo conforto espiritual e de carinhos como nunca tinha experimentado.

    Mais um encontro mais um jantar, mais um almoço, mais um encontro e finalmente um beijo para selar o que se tinham prometido.

      A sociedade pode criticar porque raramente é feliz em toda a sua plenitude.

 

PS: O resultado deste encontro proibido será você a resolver se algum dia sentiu as tais borboletas.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

             Nelson Camacho D’Magoito

        “Amores proibidos” (303)

               Para maiores de 18 anos

                   © Nelson Camacho
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