Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

José Hermano Saraiva deixou um espaço vazio.

Jose Hermano Saraiva em O Canto do Nelson

 

José Hermano Saraiva partiu para junto dos seus pares.

 

     Hoje, fiquei mais pobre! Já não me vou sentar na minha cadeira de baloiço e ligar a RTP2 para ouver as sua palestras em “A Alma e a Gente” onde contava à sua maneira tão peculiar a história do meu Portugal e das suas gentes. No meu espaço de tempo, ficou um lugar vazio.

     José Hermano Saraiva um homem que se confunde com a história, nasceu em Leiria no dia 3 de Outubro de 1919. Terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de Maria da Ressurreição Baptista Saraiva, veio a falecer na manhã de 20 de Julho de 2012 (hoje) na sua casa de Setúbal.

      Casado com Maria de Lourdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira de quem tem cinco filhos.

Não vou aqui escrever toda a sua biografia a não ser uma pequena sumula do que foi este homem com H grande. Deixo esse trabalho de pesquisa para outros interessados.

     Em Leiria frequentou o Liceu Nacional. Posteriormente ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942. Iniciou a sua vida profissional no ensino liceal, que acumulou com o exercício da advocacia. Desse modo foi professor e, seguidamente, diretor do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina.

     Envolvido na política, durante o Estado Novo, foi deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Durante o seu ministério, entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crise Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão, foi exercer o cargo de embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.

     Com o advento da Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura apreciada em Portugal, bem como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico.

     Voltou a lecionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia  e na Universidade Autónoma de Lisboa.

     Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.

Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. Recebeu a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil.

     A quando do concurso da RTP1 “cem Grandes Portugueses”, com a votação geral dos portugueses, ficou em 26º lugar.

Já tinha notado nos seus últimos programas que havia qualquer coisa que não estava bem com a sua saúde. Os seus olhos ainda demostravam a vivacidade com que contava à sua maneira histórias sobre a minha terra, mas o seu corpo já se notava haver algo que não estava bem, no final, nada mais era que a preparação para um outro tempo no tempo.

     Hoje a cultura portuguesa ficou mais pobre...

José Hermano Saraiva, um excelente comunicador, e homem brilhante, sábio, sério e culto, que me encantava, através daquela janela que há hora certa me entrava casa dentro para ir bebendo cada palavra conjuntamente com os seus próprios trejeitos.

Obrigada, por me teres deleitado com a tua sabedoria

     Paz à sua alma e condolências à família.

 

 Nelson Camacho

 

Em memária do professor "Quando um amigo se vá" com Alverto Cortez

 

 

 

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: quando um amigo se vá (alberto Cortez)
publicado por nelson camacho às 18:36
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