Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Mordomo precisa-se – I Capítulo

 

novo mordomo na casa do nelson camacho

 

Tudo começou com uma discussão em um sábado depois do almoço.

Uma história em III Capítulos

 

      - Não! Não! Não posso não quero e não aguento mais esta vida.

      - Não me fazes companhia nem aos teus filhos. Chegas todos os dias a casa de madrugada e deitas-te como se nada tivesse acontecido, viraste para o outro lado, adormeces e acordas só para almoçar. Aos teus filhos nem ao quarto deles lá vais durante a semana, a mim não me ligas alguma. Não conversas, não me contas o que fazes lá fora durante a noite e nem me procuras como mulher. Aos fins-de-semana nem acompanhas os teus filhos ao futebol nem a um qualquer passeio, dás um beijo a cada um mas de mim, esqueces-te que sou tua mulher tratando-me como um objeto. Arranjas-te apinocaste e sais porta fora como nada tivesse acontecido.

      - Isto não é vida para mim nem para os teus filhos! Não aguento mais!

      - Ou temos uma conversa a sério ou um tem de sair de casa.

 

    No meio desta discussão, vesti o casaco e sai porta fora dizendo.

 

      - És capas de ter alguma razão mas logo quando voltar conversamos.

 

    Meus amigos, este foi o discurso de minha mulher numa manhã de Sábado depois de durante mais de dois Meses não entrar em casa antes das quatro da manhã e não ligar peva nem a ela nem aos filhos.

    O que me andava a acontecer? Está-se mesmo a ver. Andava enrolado com a minha secretária e passava as primeiras horas da noite em sua casa.

    Pedir o divórcio era impensável pois aquele flarte não ia durar muito pois a minha secretária também era casada, só que o marido andava em missão em áfrica pelo menos seis meses e quando ele voltasse tudo iria voltar à normalidade. Pensava eu!

    Tudo isto aconteceu porque minha amante me dava prazeres sexuais que por uma questão de pudor nunca tinha pedido a minha mulher – era a mãe dos meus filhos – e eu entendia que não a podia tratar como uma prostituta e ela também nunca se prontificou a satisfazer-me sexualmente de outra maneira que não fosse o chamado normal, até derivado à sua religião.

Mas eu conto como tudo aconteceu:

 

    Num dia em que a minha secretária me levou uns papeis para assinar e ao dar a volta à secretária para os assinar, deixou cair junto a meus pés a caneta, se baixou para a apanhar, segurou-se numa das minhas pernas, ali ficou um pouco olhando para mim e perguntou:

      - Posso?

    Adivinhei a sua pergunta e segurei-lhe na cabeça e encostei-a ao meio das minhas pernas junta à braguilha.

    Ela sem aquelas abriu minha braguilha, tirou de fora o meu membro e meteu na boca fazendo-me um broxe como nunca alguém me tinha feito.  Em pouco tempo me esporrei tendo ela engolindo todo o meu suco desalmadamente.

    Depois despiu-me as calças e sentou-se em mim para que o meu membro penetra-se na sua vagina ardente. Nem deu tempo a eu refazer-me e com o tesão que estava nem murchou como seria normal depois de uma chupadela daquelas. Agarrei nas suas nádegas e movimentei-as constantemente para meu membro penetrar num vai e vem permanente até me vir novamente.

 

    Fiquei exausto e todo esparralhado no cadeirão. Ela olhou para mim e perguntou com o ar mais ingénuo deste mundo.

      - Então Sr. Engenheiro! Gostou?

      - Oh filha mas quem é que não podia gostar? E o que é que te deu rapariga?

      - Ando há mais de seis meses de olho em si e pelas conversas que tenho observado do Sr. com a sua mulher verifiquei que não era feliz totalmente e como o meu marido está fora por uns tempos resolvi dar-lhe a felicidade que procurava já que eu sou uma mulher que gosta de dar prazer a um homem como o Sr. bonito e bem-apessoado.

      - Mas rapariga! Sou o teu patrão!

      - Que tem isso? Não lhe vou pedir mais ordenado! Só prazer. O prazer que anda tão necessitado.

 

    Depois daquela loucura tornei-me amante da minha secretária e passei a ir lá a casa depois de acabar o serviço. Ela saia mais cedo e eu até cheguei a ter a chave da casa dela para entrar rapidamente e não dar bandeira aos vizinhos.

    Contrariamente ao que acontecia com minha mulher, com aquela todos os dias tinha-mos sexo. E que sexo meu Deus. Cheguei a come-la na alcatifa da sala e na cozinha. Era onde calha-se. Aquele corpo curvilíneo de umas mamas não exageradas, aquela Rola sedosa e de berbigão a parecer um pito de homem que de vez em quanto eu lambia e mordiscava. Aquele ânus apertadinho que cada vez que meu membro o penetrava ela gemia de prazer e só quando ele estava todo metido lá dentro, ela apertava as nádegas ao ponto de quase esmigalhar minhas bolas ao mesmo tempo que lhe ia massajando o clitóris.

    Eram loucuras sem fim todos os dias até ficarmos exausto e esparralhados na cama.

 

    Com estas cenas todos os dias é logico que a atenção que devia dar em casa não era nenhuma.

    O pior de tudo é que chegou a data da chegada do marido de Africa e como a nossa relação não era de amor mas de puro sexo a coisa acabou e de tal maneira que como o marido trouce uma boa maquia lá das Africas, ela despediu-se.

    No dia que apresentou a sua demissão no meu gabinete contando o porquê, fechou a porta à chave e comentou.

      - Vou fazer-te o mesmo como iniciamos a nossa relação para despedida e nunca te esqueceres de mim.

    Começou por me tirar o casaco, depois a camisa e por fim as calças enquanto eu descaçava os sapatos e ele se despia foi mesmo ali na secretária, ela de bruços sobre a mesa lhe comi pela última vez aquele cú que me ia deixar saudades, depois virei-a e sentei-a na secretária lambuzando aquele clitóris saboroso humedecendo-o para penetrar meu membro pela última vez naquela vagina que palpitava de goso e quase a vir-se também. Estava-me quase a vir-me quando ele me afastou e me pediu:

      - Não ejacules já. Quero beber o teu leite pela última vez.

    Baixou-se e sugou compulsivamente o meu mangalho hirto como barra de ferro até que meus espermatozoides se lançaram em tremenda correria garganta abaixo daquela mulher que tanto prazer me tinha dado ao longo de meses, ao mesmo tempo que se masturbava.

 

    Foi ali que tudo começou e acabou meses depois.

 

    Quanto aquela cena de Sábado feita pela minha mulher, tinha razão por um lado mas não tinha por outro, pois já tinha acabado tudo com a minha empregada só que o vício e os remorsos em certo sentido eram tantos que já não dava para ir para casa quando saia do emprego e então jantava fora e ia até um ou outro bar até as tantas e quando chegava a casa mantinha o mesmo procedimento. Cama, dormir e mais nada até que ela se passou dos carretos e quando cheguei a casa naquele Sábado nem ela nem os filhos. Tinham-se ido embora.

 

    Passaram-se meses até que resolvemos o divórcio. Os filhos ficaram com ela, fizemos as partilhas. Ela ficou com a casa (um apartamento 4 assoalhadas) e eu fiquei com o carro (um BMW). Nos entretantos fui morar para um hotel.

Novo Palacete do Nelson Camacho

    Entretanto o meu gabinete de engenharia e arquitetura estava a construir uma vivenda de luxo de r/c e primeiro andar com seis quartos dois salões, casa de jantar, copa anexada á cozinha, piscina, garagem e um anexo de empregados, para um cliente americano. Perdia lá muito tempo para seguir as obras, apaixonando-me por aquele casarão que estava cada vez mais lindo.

    Estava-mos já no fim das obras quase a entregar o trabalho quando apareceu o cliente vindo lá das américas com uma proposta tentadora.

    Ele tinha sido convidado para dirigir uma embaixada americana num outro país e como tal não ia precisar daquela casa que estava praticamente quase paga e fez-me a proposta.

    Eu ficar com a casa para mim ou vendi-a e quando isso acontecesse lhe devolveria o que já tinha pago sem quaisquer juros.

Fiquei atónito com aquela proposta e das duas, uma, ou ficava com a casa pela metade do seu real valor e ia-lhe pagando-a pouco e pouco ou vendia-a e ganhava ali uma pipa de massa.

    O americano era um tipo porreiro e num jantar disse-me:

      - Você que gosta tanto da casa e até foi construída a seu gosto com pequenas indicações minhas, porque não fica você com a ela? Como já está divorciado não tem problemas com divisões de bens, podemos fazer o negócio à vontade.

      - Eu ficava, mas vende-la, arranjava o dinheiro para si e eu ainda ganhava mais algum. Não acha que você ficava a perder?

      - Oiça lá! Eu sou americano e homem de negócios não sou mesquinho como a maior parte dos portugueses. Tenho confiança em si. Fique com a casa para si que mais tarde será um bem para os seus filhos. Vai-me pagando pouco e pouco a massa que já dei para a construção. Não quero juros, só quero me guarda uma suite para quando vier a Portugal passar uns dias.

 

    Passados dias, na inauguração da casa fizemos a escritura em que ficou lavrado não haver data nem prazo para o pagamento, abrimos uma garrafa de champanhe e eu fiquei mais rico sem saber porquê.

 

    Como não ganhava mal lá na construtora resolvi ir morar para a minha nova casa.

    Arrumei os meus tarecos e ao fim de oito dias já dava voltas à minha cabeça como iria cuidar de uma casa tão grande. Vou precisar de uma empregada pelo menos mas também de quem trate do jardim e da manutenção da casa propriamente dito. Vou precisar de quem trate de tudo sem me preocupar. Vou precisar de uma nova secretária e de um chauffeur. Levei dias apensar o que fazer à vida com aquele casarão até que coloquei um anúncio para ver o que acontecia. Já que anda para ai tanta malta formada e sem emprego, vamos ver o que acontece e espalhei um anúncio pela comunicação social, jornais diários e Internet, embora seja uma profissão em vias de extinção:

 

Anuncio para mordomo - O Canto do Nelson

    No final de contas o que eu queria era uma pessoa que dirige-se a manutenção da casa e do pessoal que antigamente se chamava MORDOMO.

 

Veja o II capítulo “ Mordomo precisa-se – II Capítulo” clicando “aqui

 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

Nelson Camacho

 

“Contos ao sabor da imaginação”

           de Nelson Camacho

      Fotos de arquivo e retiradas da net

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: Área do toreador (Carmen)
publicado por nelson camacho às 19:48
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