Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Álvaro Cunhal – a minha homenagem

àlvaro Cunhal - 100 anos depois

      100 Anos, Já é tempo para reconsiderarmos e ter respeito por um dos maiores políticos portugueses! Álvaro Cunhal.

      Estou com este meu trabalho a juntar-me hás comemorações dos cem anos de Álvaro Cunhal relembrando a sua importância para a liberdade e a democracia conquistada em Abril de 74

 

      Aconselho aos jovens deste pais a procurar a sua história livre de preconceitos. Pela minha parte só quero homenagear aqui o homem com quem tomei café duas vezes na sede do PCP e contrariamente ao que demonstrava quando politico - um homem duro -, na realidade, era dos mais afáveis e intelectuais com quem jamais privei.

 

     Álvaro Barreirinhas Cunhal, Politico e escritor, nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913 e viria a falecer em Lisboa a 13 de Junho de 2005. Era filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, doméstica.

     Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa onde iniciou a sua actividade revolucionária.

     Em 1931, com dezassete anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1934 é eleito representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Em 1936, após uma visita à URSS, é cooptado para o Comité Central do PCP. Ao longo da década de 1930, colaborou com vários jornais e revistas como a “Seara Nova”e o “O Diabo”, e nas publicações clandestinas do PCP, o “Avante” e “O Militante”, com vários artigos de intervenção.

     Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do júri fazia parte, Paulo Cunha, Cavaleiro Ferreira e Marcelo Caetano, figuras destacadas do regime Salazarista.

     Em 1961 é eleito Secretário-geral do PCP.

     A parir de 1962 passa a viver na clandestinidade em vários países. Regressa a Portugal em 30 de Abril de 1974.

     A 15 de Maio do mesmo ano toma posse como ministro sem pasta no I Governo Provisório. Mantém o mesmo cargo nos II, III e IV Governos Provisórios.

     Em 1975 é eleito deputado à Assembleia Constituinte e até 1992, altura em que se afasta do cargo de Secretário-geral do PCP, é eleito deputado à Assembleia da República, por Lisboa, em todas as eleições legislativas (1976; 1979; 1980; 1983; 1985; 1987). Só por curtos prazos ocupará esse lugar.

     Em 1982 torna-se membro do Conselho de Estado, cargo que abandona em 1992.

     Em Janeiro de 1989 parte para Moscovo, onde será sujeito a uma intervenção cirúrgica cardiovascular. Já recuperado, regressa a Portugal em Junho do mesmo ano.

     No ano de 1992 abandona o cargo de Secretário-geral do PCP, que passa a ser ocupado por Carlos Carvalhas, e é eleito pelo Comité Central para o então criado cargo de Presidente do Conselho Nacional do PCP.

     Liberto das suas funções de liderança partidária, Álvaro Cunhal, a par da actividade política corrente, assume claramente a sua condição de romancista e esteta. Neste sentido, em 1995 reconhece publicamente ser o romancista Manuel Tiago e um ano mais tarde publica um ensaio sobre estética, onde apresenta as suas reflexões neste domínio.

     Autor de vários romances e novelas, publicados sob o pseudónimo de Manuel Tiago.

  • “Até Amanhã, Camaradas”. Lisboa: Edições Avante!, 1974
    • Adaptado como série televisiva pela SIC.
  • “Cinco Dias, Cinco Noites”. Lisboa: Edições Avante!, 1975.
    • Em 1996 foi produzido um filme baseado nesta obra pelo realizador José Fonseca e Costa.
  • “A Estrela de Seis Pontas”. Lisboa: Edições Avante!, 1994.
  • “A Casa de Eulália”. Lisboa: Edições Avante!, 1997.
  • “Fronteiras”. Lisboa: Edições Avante!, 1998.
  • “Um Risco na Areia”. Lisboa: Edições Avante!, 2000.
  • “Sala 3 e Outros Contos”. Lisboa: Edições Avante!, 2001.
  • “Os Corrécios e Outros Contos”. Lisboa: Edições Avante!, 2002.
  • “Lutas e vidas”: Um Conto. Lisboa: Edições Avante!, 2003.

     Artes Plásticas

  • Capa da 1.ª edição de Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes..
  • Desenhos da Prisão - I e II. Lisboa: Edições Avante!

     Traduções

  • De William Shakespeare, “O Rei Lear”. Lisboa: Editorial Caminho, 2002 (1.ª edição desta versão). ISBN 972-21-1485-9

     Esta tradução foi realizada entre 1953 e 1955, quando Álvaro Cunhal se encontrava detido na cadeia de Lisboa  A publicação foi feita como se da autoria de Maria Manuela Serpa

     Textos de Álvaro Cunhal que você pode descobrir na Internet

     Se você quiser saber mais sobre Álvaro Cunhal faça como eu, tenha um pouco de trabalho e pesquise pelo seu nome na blogosfera.

O outro lado de Álvaro Cunhal

 

"Obrigada por me ler! Você estará sempre no meu coração"

 

     Nelson Camacho D’Magoito

              “Homenagens”

            de Nelson Camacho

 

publicado por nelson camacho às 06:13
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