Terça-feira, 6 de Agosto de 2013

TANGO - Conto erótico/sensual

 

conto erótico/sensual Nelson-camacho

     Meus amigos.......

    

     Não é meu hábito copiar o que se escreva na blogosfera mas por vezes dá-me uma vontade danada de o fazer.

 

     Poder-se ia dizer que foi por acaso que descobri este texto, mas não foi. Simplesmente quando hoje abri o site do facebook onde por lá também debito umas coisas, despertou-me a atenção para este Conto erótico/sensual.

 

     Como gosto de Tangos e escrevo contos eróticos sobre uma área muito especifica (às vezes) resolvi lê-lo e relê-lo, pedi a devida autorização (“Posso copiar este texto para o divulgar num site meu na blogosfera?” – “ Susana Mauricio Claro que sim. Desde que com a autoria tudo pode ser partilhado”)

     De outra forma não me atreveria a publicar algo que não da minha autoria.

 

     E aqui fica para gáudio dos meus leitores. Melhor eu não escreveria. Isto é literatura da boa.

 

     Aqui vai!.. De: ©Susana Maurício

 

TANGO

Conto erótico/sensual

 

     “ Diana, devido a afazeres profissionais, caminha por uma rua para ela desconhecida, quando subitamente sente-se “chamada por algo”, não sabe definir o que é.

     Pára. Tenta orientar-se de modo a perceber de onde vem esse apelo: “leva-me... sou teu.”

     Estranho. A rua encontra-se quase deserta. Olha em frente, para trás... esquerda e direita. Ao olhar para o lado direito da rua, o seu coração pula. É de uma montra que vem o chamamento.

     Na vitrina um vestido vermelho, quase que treme de excitação.

     Passo a passo aproxima-se perplexa. Está a ser atraída por um vestido, dum estilo que não pensa em usar. Não é de todo o seu género de roupa.

     Vestido vermelho, bem decotado e justo nos seios, em forma de corpete até um pouco abaixo das ancas. Torna-se então mais solto, e ligeiramente abaixo vê tiras de cores alternadas: vermelhas e pretas.

     Observa agora que o próprio vestido, embora vermelho, tem conforme o ângulo de onde ela olha, um mesclado de preto que “aparece” e “desaparece”.

     Mais do que surpreendida, por estar tão atraída por aquele traje, sem dar por isso encontra-se dentro da loja com o vestido na mão.

     Encaminha-se aturdida para o gabinete de prova. Despe-se, pega no vestido, levanta os braços e ele desce por ela como se de uma segunda pele se tratasse. Move-se no exíguo espaço, sente as tiras como franja nas suas pernas. É uma sensação que lhe agrada e dá prazer.

     Quer andar mais... sai e passeia pela loja.

     A funcionária comenta:

 

        - Minha  Senhora, este vestido foi feito para si. Quer ver o resto do conjunto?

 

     Diana quis. Era composto uns sapatos, meias pretas e uma écharpe que na sua transparência, tinha as cores em oposição ao vestido: preto e vermelho. Completava o conjunto, uma tira preta do mesmo tecido da écharpe, tipo anos 20’s e uma travessa com uma pequena pluma vermelha para a cabeça.

     Não pensa duas vezes e tudo comprou.

     Sai da loja, sente a brisa do fim de tarde no rosto, e como que acorda de um transe.
Pensa:

 

        - Para que comprei tudo isto? Não o vou usar, nem saberia onde o fazer!

 

     Abranda o passo e pensativa. Eis que se lembra que uma amiga lhe contou existir um restaurante, com pista de dança, no qual a música era só na base do tango.

     De imediato a mente de Diana a uma velocidade vertiginosa fez uma associação de ideias:

     Tango... erotismo... paixão... sedução... ciúme... amor... Tomás.

     O seu olhar pensativo muda de imediato, para um olhar repleto de luxúria.
No dia seguinte convida Tomás, para jantarem fora. Ela já tinha feito marcação e fez um pedido para ele muito invulgar: ir vestido de forma formal. Não era de todo o jeito de Sara, mas, sem questionar, anuiu.

     Diana fez questão ainda de não se encontrarem antes, pelo que marcou o encontro dentro do restaurante, dando-lhe o respectivo endereço.

     Desejava ver a reacção dele ao entrar, e vê-la assim vestida.

     Prendeu os cabelos, colocou a tira e de lado a travessa com a pena. Eyeliner, rimmel, lábios carnudos pintados de vermelho.

     Vestido sobre o corpo, meias e sapatos. Sobre os ombros dum jeito displicente a écharpe descaída, mostrava a alvura da pele. Como toque final, um pouco de perfume com odor natural e sensual.

     Vê Tomás entrar. Diana, lenta e demoradamente, ergue-se da cadeira e é de imediato vista por ele. Estupefacto olha para ela. Quase não a reconhece. Em passo quase de corrida, dirige-se até ao à mesa onde ela está, sem descolar o olhar dela.

     Sente uma erecção crescente, repara nos olhares de outros homens e sente ciúme. Quer Diana só para ele.

     Corpos colocados, beijam-se e abraçam-se. Têm saudades um do outro. Afasta-a um pouco, e finalmente pergunta o porquê de estar assim vestida. Os seus olhares fundem-se, e ele já nada pergunta. Sabe!

     Sentados na mesa lado a lado, Diana provoca-o... descalça o sapato e sobe o pé entre as pernas dele, até sentir e acariciar seu sexo, que ameaça rebentar o fecho das suas calças. Ele, continua a conversa, enquanto com o braço de baixo da mesa, direcciona a mão para as pernas de Diana e verifica que está sem roupa interior. Suspira, cerra o olhos enquanto a acaricia e sente a humidade do seu jardim tropical..

     A refeição chega enfim ao final. Estiveram sempre rodeados de música... e sugestão ou não, neste momento, os tangos mudam de tom e tornam-se cada vez mais eróticos. Diana não sabe dançar tango, mas está certa que o irá dançar com um erotismo que Tomás nunca antes havia observado.

     Levantam-se e encaminham-se para a pista de dança, toda ela envolta em penumbra e ladeada por velas vermelhas a arder.

     Encontram-se dois pares na pista. Enlaçam-se e começam a dançar. As mãos de Sara, percorrem com sensualidade o corpo de Tomás. Ambos colocam uma perna entre as pernas do outro. Sem ser notada toca com volúpia mo centro do seu vulcão. Tomás respira fundo, fica ofegante, não de cansaço, de pura excitação. Roda com ela, puxa-a e ela num salto ágil como corça, encaixa-se nas suas ancas por momentos. Pélvis com pélvis ao rubro. Tomás não deixa por mãos alheias e mordisca os seios perto do seu rosto..

     De novo no chão, eleva a perna esquerda e envolve Tomás com ela... a perna fica nua, com as tiras a bailar em seu redor. Sexos que se tocam.

     Olham-se numa expressão mista de ciúme e de paixão. Agitam as cabeças, olhares de novo fixos... ela passa a língua pelos lábios. É o erotismo em acção.

     Diana leva a mão aos cabelos, e sem ser esperado, liberta os cabelos que caiem em cascata até aos ombros. Roda a cabeça... deixa-os permanecer, assim... rebeldes.

     Suavemente desce a perna, e num movimento gracioso, desce o corpo, roçando a boca pelo corpo de Tomás... ele sente-a, e ela sente-o de desejo estremecer.

     Com paixão eleva-a, continuam a dança. Colados, entre os movimentos de cabeça ao ritmo da música, suas bocas vão-se roçando. O calor que deles emana, aumenta a chama das velas.
Reparam que estão sós na pista de dança, e no final da música, quem assiste fica por um pouco mudo, até começar a aplaudir.

     Não tinham observado, até àquela noite um tango, dançado com tanto erotismo, sensualidade, paixão... que sentiram sair do mais profundo do casal. Estão extasiados.
Tomás, já não sente ciúmes, sente-se feliz pelo Amor de Diana

       Pagam a conta, e saiem como dois gaiatos após terem feito uma travessura.

       Entram no carro... Diana murmura ofegante: vamos fazer no carro?

       Tomás responde: ... nahhh nahhh agora aguenta... espera. Vamos terminar a noite em grande... é uma noite especial.

     Dirige-se a um Hotel. Entram e não têm dificuldade em arranjar quarto no último piso.
Entram, fecham a porta e beijam-se ofegantes.

     Diana é levada pela mão até a um pequeno terraço. Ouve Tomás arquejar abraçado a ela e dizer:

 

        - Só podia terminar assim. Na grandiosidade do cenário da nossa cidade que nos é dado observar. Lua cheia brilha numa intensidade anormal. As estrelas, parecem dançar.
Por momentos ficam si lentes a observar a maravilha da natureza.

 

     Tomás fala-lhe ao ouvido:

 

       - Diana, agora vais ser punida por toda a excitação que me fizeste ter, por todo a paixão que tive de conter. Aproxima-a da mesa existente no pequeno terraço, debruça Diana e sobre ela, mesmo vestida... As franjas como que telecomandadas abrem-se. Tomás
enlouquecido, ligado aos sentidos dos sentires, parte para outra dimensão, onde sabe que com Diana tudo é permitido. Parte... mas com ele leva Diana. Na mesa onde está deitada, Diana sente toda a provocação, cada toque, cada carícia, com as mãos, com a boca. Tomás sabe há muito tempo tudo o que a deixa louca. Sente os movimentos dela, os gemidos, as palavras de amor, de provocação, profanas, ternas, com excitação, mas sempre esse sentimento nobre que os une em cada uma: o Amor.  

     Tomás está a chegar ao limite... sente no corpo de Diana que o mesmo acontece. Penetra seu sexo, no jardim que ansiosamente o aguarda. Movimentos alucinantes. Desejo puro, entrega de corpos, almas e corações. Num estremecer final, nessa união total, juntos alcançam o Monte Olimpo... são recebidos com sorrisos pelos Deuses. Sentem-se e sabem que naquele momento são na realidade divinos.

     Embevecidos, saciados, mantêm-se por lá até seu ritmo cardíaco serenar. Sentem o regressar à Terra, ao terraço do Hotel abraçados em amor. Uns duches... de mão dada encaminham-se para o grande leito que os aguarda.

     Diana coloca o bombom com a sua boca, na boca dele. Ele faz o momento. Um hábito antigo que praticam sempre que na intimidade estão.

     Falta somente uma última coisa. Diana telefona para casa e avisa os filhos, que os pais dormem fora, para não se preocuparem. Oue sorrisos... e sorriem. Dão as mãos, com os dedos intercalados. O sono reparador vai chegando. Ouve-se ainda num tom arquejante: Amo-te Tomás... Amo-te Diana!

     Após uns minutos, já quase a entrar no sono, Tomás diz:

 

        - Descansa bem Diana. Quero-te fresca amanhã de manhã. Pisca o olho e adormece... adormecem, num casulo de amor.”

 

---------------X----------------

 

        E para que se não diga que os grandes actores não dançam o tango, aqui fica uma extraordinária exibição de: Al Pacino & Gabrielle Anwar – dançam em "Scent of a Woman

 

 

 

          Espero que tenham gostado tanto como eu

 

               Nelson Camacho D’Magoito

                “Contos de outros autores”

                    De: Susana Maurício

 

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: La comparcita
publicado por nelson camacho às 02:17
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