Terça-feira, 10 de Setembro de 2013

Vidas Cruzadas - IV Parte

No dia seguinte à descoberta do Pedro


(ver III Parte)

Recordando nelson camacho d'magoito

 

     D. Ermelinda Piteira tinha passado uma noite um pouco tenebrosa.

     O marido não tinha ficado em casa assim como o filho. Quanto à falta do Piteira já era normal pois de vez em quando tinha que se ausentar em negócios, agora o filhote? Este era a primeira vez que o fazia. Depois de tomar um banho reconfortante, foi até à cozinha comer qualquer coisa. Já lá estava a Maria que depois de lhe dar os bons dias a informou que o menino tinha chegado por volta das dez e trinta e tinha ido direito ao quarto.

     Ermelinda como mãe galinha foi logo ter com ele com a ideia de tirar satisfações por ter faltado em casa naquela noite. Bateu com o nariz na porta. Não só estava fechada por dentro como ele respondeu que tinha estado com uns amigos e queria descansar.

 

          - Mas filho! Por onde andaste durante toda a noite com que amigos? Telefonei para a tua namorada e ela disse que tinham saído do escritório por volta das dez da noite e não sabia nada de ti.

 

           - Mãe não se preocupe! Agora se não se importa quero dormir mais um pouco.

           - Então não vais trabalhar?

           - Hoje não vou!

           - Podes não me explicar a mim, mas logo tens de dar uma explicação a teu Pai porque não ficaste em casa.

           - Sim!.. Pois!.. Agora não me mace mais com perguntas.

           - Ao menos telefona à tua namorada!

           - Sim… Pois…

     Ermelinda não teve outro remédio se não pirar-se dali.

 

     Já eram uma hora da tarde Ermelinda não tendo coragem de voltar a questionar o filho mandou a empregada bater-lhe à porta dizendo que o almoço estava servido.

 

     Entretanto o telefone tocou:

 

     Era o Piteira a dizer que só chegava para jantar e se o filho estava em casa.

     Como foi o telefone fixo que tocou foi a empregada que atendeu, dizendo que sim! O menino estava em casa.

     Face à resposta, ligou para o telemóvel do filho.

     Pedro pelo visor do telemóvel viu que era o Pai:

 

          - Estou sim! Sou eu!.. Que quer?

          - É para te dizer que só estou em casa à hora de jantar! Espero que também estejas. Pois temos muito que conversar!

          - Desculpe, mas se é para falarmos sobre o que descobri ontem, o Rui já me contou tudo. Só espero que tenhas uma conversa com a mãe, pois para mim está tudo dito e visto.

          - Filho!.. As coisa não são como parecem, e temos de ter uma conversa de homem para homem.

          - Talvez veja as coisas assim, ma não podemos ter essa conversa de homem para homem, pois sou seu filho. Aparte de tudo isso já combinei ir jantar com o Rui e o Nelson, um amigo dele.

          - Faz como quiseres mas se não for hoje, será amanhã.

 

     Efectivamente Pedro já tinha combinado com o Rui o tal jantar em casa do Nelson.

 

     Como ele não podia enfrentar a mãe com aquele segredo, pediu há empregada que lhe servisse o almoço no quarto.

 

O Jantar em casa do Nelson

 

a casa do nelson

     Depois do encontro marcado, foram até casa do amigo do Rui.

     A casa do Nelson é no Magoito numa vivenda de aparência abastada com piscina e tudo. Este vive só com uma empregada que faz toda a lida da casa, o almoço e o jantar ficando este pronto para ser degustado. O horário desta é das 8 da manhã às 8 da noite. O que quer dizer que não vive lá ficando as noites livres para o Nelson que é um cóta com muito boa apresentação e muito vivido. Quando o Rui lá fica embora a empregada dê por isso, não se mete na vida do patrão nem faz qualquer comentário, mesmo quando acontece este tomar lá o pequeno-almoço o que quer dizer que ficou lá.

 

     Quando chegaram já tinha numa mesinha de apoio na sala três copos de pé alto e uma garrafa de champanhe metida num balde de gelo.

 

     Pedro achou estranho o Rui ter sido recebido com um beijo, mas não disse nada. Como manda a boa educação.

 

        - Então você é o filho do patrão da Helena?

        - Sim!.. Sou eu!.. Você conhece a Helena?

        - E porque não devia conhecer? Se é a mãe do Rui!

        - Se não me tivesse dado mal com a minha mulher de quem me divorciei, talvez agora estivesse no lugar do seu Pai.

        - Então você é o tal amigo do Rui de ele tanto fala?

        - Não sei se ele fala de mim assim tanto mas que somos amigos, isso é verdade.

 

     Entretanto já estávamos sentados na sala e servido pelo Rui daquele néctar de boa marca.

     Rui nem estava atento à conversa mas demonstrando apreço pela forma como estava a decorrer. Depois de servir o champanhe em conjunto com uns aperitivos, como preparação para o jantar, deslocou-se à cozinha como se a casa fosse sua para acabar o repasto que a empregada tinha deixado.

 

     O jantar foi servido acompanhado de uma conversa da treta. Falou-se futebol, de política de teatro de música e cantores.

 

     Nelson e Rui demonstraram serem pessoas cultas e sabedoras da vida. Talvez por o Nelson já ser um pouco entrado na idade, o que chamamos de cota, quando contámos o que tinha acontecido na noite anterior e achava oportuno dava os seus sábios conselhos. Embora como era natural o Rui já o saber, contou um pouco da sua vida. Tinha sido actor, casado com filhos e hoje vivia sé naquele casarão. Tinha uma empregada que não se metia na sua vida, uns amigos que frequentavam a sua e tentava levar uma vida o mais descomplexada possível, sendo o seu principal amigo, o Rui. De quem conhecia toda a sua história.

     No meio de toda aquela conversa também aconselhou o Pedro a ter uma conversa aberta com o Pai, pois segundo ele dizia, não só as pessoas na sua generalidade são de facto o que não parecem ser como o diálogo é o princípio de uma melhor relação para o futuro com honestidade e respeitabilidade mesmo entre Pais e filhos.

 

     Aquela noite estava a tornar-se bastante interessante e proveitosa para o Pedro e a meia-noite já tinha chegado quando ele se predispôs a informar que se iria embora, pois já na noite anterior não tinha dormido em casa.

 

         - Vocês sabem que esta noite há um novo show no Trumps? – Disse o Nelson

 

      Pedro nunca tinha ouvido falar nesse local e tampouco haver um show a meio da noite. Para ele esse tipo de espectáculos só conhecia do teatro e não àquela hora.

 

Bar gay

     Eles então explicaram ser “A discoteca mais in de Portugal, frequentada maioritariamente por gays masculinos não fechando a porta a ninguém, independentemente da sua orientação sexual.

      O tipo de música varia entre a “dance-musíc” nas suas variantes “techno”, “house” ou “disco” dando assim oportunidade a ser frequentado por todo o tipo de público.

     É um espaço bastante grande estando dividido em dois pisos, onde se encontram vários bares, uma sala com ecrã gigante e duas pistas de dança e onde se pode fumar.

     Logo à entrada e para primeira impressão e onde pode deixar os seus abafos, pode também aí tomar um copo e fazer uma conversa para inicio de noite.

     Às Sextas-feiras a partir das duas da manhã, têm um show musical.

     É um Bar-Discoteca de um espaço assumidamente de “ambiente” notando-se que a comunidade gay não é muito radical tornando o espaço bastante agradável.”

 

     Eles concordaram, principalmente o Rui e o Pedro com a sua curiosidade também aceitou, pois o que parecia estava desabrochar para a vida.

 

     Como estavam todos de acordo meteram-se no carro do Nelson e lá partiram para o Bairro Alto.

 

     O Trumps era um bar bastante animado onde todos dançavam com todos mas na sua maioria rapazes e alguns cótas. Até havia alguns (poucos) de tronco nu.

      Embora o ambiente fosse à partida bastante agradável no meio daquela confusão, Pedro reparou que alguns se beijavam. Não como estava habituado a ver nas faces mas na boca, como já tinha visto entre o Rui e o Nelson quando chegaram a casa deste. Tudo aquilo estava a ser novidade e o maior, foi o seu espanto quando começou o show com belas raparigas que comentou com o Rui e este informou-o que não eram raparigas mas sim rapazes.

     Pedro corou pela sua apreciação e titubeando perguntou:

 

        - Mas elas! Eles são lindos! Onde metem o coiso que não se nota?

        - Isso é um segredo que um dia vais descobrir, por isso se chamam de travesti.

        - Nunca tinha visto nem sabia que existiam, mas estou a gostar.

 

     O show terminou com fortes aplausos, beberam mis uns copos, dançaram e as cinco da manhã chegaram.

 

     Voltaram para casa do Nelson que se prontificou a que ficassem lá em casa. Mas nada aconteceu. Para o Pedro naquelas duas noites já eram demais, desculpou-se agradeceu e disse que iria para casa. No caminho levaria o Rui também para casa.

     Ao que pareceu o Rui e o Nelson não ficaram lá muito convencidos mas aceitaram a sugestão.

 

      No caminho para casa do Rui onde este ficou Pedro perguntou:

 

          - Aquele bar é super interessante. É aquele tipo de bar que vocês frequentam?   

          - É!.. E não só!.. Foi num outro. O Bar 16 que só tem musica ambiente que conheci o Nelson. Tinha eu 19 anos.

          - Desde aí para cá têm sido grandes amigos.

          - É verdade! Ele estava numa depressão pelo divórcio, precisava de um ombro amigo assim como eu. Acabou por conhecer minha mãe mas nunca chegaram a vias de facto. Ela ganhou um amigo para desabafar coisas da vida e eu ganhei também um amigo que me tem aturado como o meu Pai nunca o fez.

 

          - Que vidas interessantes!

          - São as vidas de muita gente com quem nos deparamos na rua e nos cafés mas que nunca adivinhamos o que está por trás das suas simples aparência. Olha o caso do teu Pai com a minha mãe?

 

          - Tu nem de digas nada que ainda não estou em mim.

          - Agora só tens que ter uma conversa com ele e o problema dele com a tua mãe são eles que têm de resolver. Não te esqueças que com isto tudo arranjaste um irmão que nunca tiveste. Pode ser que um dia vivamos todos na mesma casa.

          - Não me digas que o meu Pai vai deixar a minha Mãe?

          - Não sei nem me meto nas vossas vidas. O que sei é que minha Mãe gosta do teu Pai e eu gosto de ti.

 

       Tinham chegado a casa do Rui que desceu indo o Pedro para a sua já era sete da manhã.

 

O Confronto entre Pai e Filho

 

     Naquele dia tinha acontecido o mesmo do dia anterior.

     Pedro quando entrou foi direito ao quarto, tomou um duche e deitou-se.

     A Mãe voltou a bater-lhe à porta questionando a sua falta de pernoita em casa, se não ia trabalhar e mais tarde se não descia para almoçar.

 

     Naquele dia contrariamente ao anterior, nem quis almoçar no quarto.

     Só quis dormir e pensar maduramente nas últimas quarenta e oito horas.

     Só da parte da tarde desceu até à cozinha e preparou uma sanduíche e um copo de leite com cacau.

     Ainda procurou pela Mãe, mas esta não estava em casa. Tinha deixado recado à empregada se procurassem por ela, tinha ido ao consultório do Dr. Pereira, pois andava com dores de cabeça.

 

      Mais tarde quando a empregada foi-lhe dizer que o Papá já tinha chegado, estava de volta no computador procurando informações sobre o Trumps e o bar 16 e descobriu que eram bares de teor gay.

      Telefonou para o Rui a contar-lhe e ele riu-se e chamou-lhe “choninhas” e para o atiçar ainda mais disse-lhe que o seu Pai tinha levado a Mãe lá a casa depois do trabalho.

      Carlos desligou o telefone e desceu as escadas.

      O Pai estava na sala com um copo de whisky na mão que até o ia deixando cair quando o filho em vês de dar as boas noites atirou:

 

         - Então hoje foste levar a tua amante a casa!

         - Menino!.. Então é forma de se me dirigires?      

         - Ma não é verdade?

         - Sim! É verdade! Como soubeste? E tu! Por onde tens andado com o Rui? Alguém te perguntou?

         - Mas Pai! Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

 

       Estavam neste diálogo um pouco aceso quando a Mãe entrou muito atarefada pedindo mil desculpas pelo seu atraso mas tinha ido ao médico e depois lanchar com umas amigas.

 

       Pedro com tantas situações que se tinham passado nas últimas horas e lembrando-se do Nelson ter dito que as pessoas nem sempre são aquilo que parecem e por vezes acontecem surpresas. Achou um pouco estranha aquela desculpa esfarrapada da Mãe, mais ainda quando ela te atirou ao Pai, beijando-o. O que não era normal.

 

Outra descoberta do Pedro

 

     O Arquitecto nem ligou àquela forma esfusiante da chegada da mulher. Ele estava noutra. Estava mais preocupado com o filho que tinha descoberto que tinha uma amante. Não que a tivesse efectivamente pois era coisa de homens que ele iria compreender, mas se iria contar à mãe.

 

      Estava cada um com os seus pensamentos de segredos na mente quando Maria chegou informando que o jantar estava servido.

 

      Ermelinda ainda antes de se dirigir à casa de jantar pegou num copo, um pouco nervosa, onde verteu um pouco de whisky e bebeu de um trago.

 

      Pedro notou o nervosismo da mãe e pensou lá para com ele “aqui há gato!” mas as descobertas tinham sido tentas que não ligou muito, embora ficasse com “a pulga atrás da orelha” e lá foram jantar.

 

      O Piteira continuava nem ali.

 

      O Jantar correu como era normal, mas para quem estivesse de parte, notaria que havia algo de estranho naquela família.

 

      Como hábito depois do jantar os homens foram para a sala tomar café e tomar o respectivo conhaque. A mãe, desculpando-se estar um pouco cansada, despediu-se e subiu para o quarto.

 

          - Estas a ver! Diz que vem cansada do dia. Onde nada faz a não ser compras e tomar chá com as amigas. Vai-se deitar e quando lá chego continua a dizer que tem dores de cabeça e os tempos em que bastava encostar-me a ela era sinal para uma relação amorosa. Desculpa estar a contar isto, mas tu como homem tens de compreender que esta situação que já dura há uns tempos, fui obrigado a procurar outro conforto e aconteceu o que aconteceu com a Helena. Pessoa também carente pelo divorcio há já bastante tempo. Mulher atraente, simpática e simples. É uma mulher que tem feito das tripas coração para criar o filho que até é bastante simpático, educado, e não se importa da nossa relação. As horas que passaste com ele certamente já viste que é um rapaz simpático e podia ser o irmão que não tens.

 

      Durante toda esta prelecção de justificações o Piteira já tinha emborcado dois copos de conhaque, tal era o nervosismo ao ter esta conversa com o filho.

 

          - Mas diz-me! Ama-a? E como fica a relação com a mãe e cá em casa? Depois do que o Rui me contou e de tudo o que está a dizer acredito em si. De facto como diz o Nelson na vida, nem tudo o que parece é. Mas tem de concordar que para mim é uma situação difícil.

           - Concordo em absoluto mas quando fores mais velho vais ver que esse tal Nelson tem razão. A propósito quem é esse tipo?

           - Pois!.. O Rui também parece não ser o que aparente ser. O Nelson é um amigo dele um pouco mais velho que vive só e onde o Rui de vez em quando fica a dormir e frequentam bares de temática Gay.

           - E qual é a tua confusão e como soubeste? Foi ele que te contou?

           - Não!.. A noite passada, fomos jantar a casa desse tal Nelson e depois fomos ver um show se travestis a um bar.

           - E como se chama esse bar?

           - Trumps.

           - É de facto um dos melhores bares da capital e não vem de lá nenhum mal ao mundo. Eu quando era mais novo também o frequentei assim como outros dessa temática.

 

      Foi a vez de o Pedro encher mais um copo de whisky. De facto eram descobertas a mais para tão pouco tempo. Então o pai também frequentava ou tinha frequentado bares gays? Onde ficaria ele no meio de tudo aquilo?

 

     Piteira notando a atrapalhação do filho atirou:

 

         - Como vez, o teu novo amigo tem razão!.. “Nem tudo o que parece é”

         - Mas pai!.. Já teve relações com outros homens?

         - Não sei onde queres chegar, mas só te posso dizer que um gay é um homem como qualquer outro. Também choram, amam e têm filhos. Posso até dizer que são muito mais amigos que o homem chamado de normal e que as mulheres. Quanto a experiencias dessas, embora não o digam é natural a quando da procura da sexualidade na puberdade. Para uns! São casos que se mantêm ao longo da vida, para outros são experiências que ficam somente no seu subconsciente.

 

          - Quer dizer que se um dia eu um dia tivesse um amigo colorido como parece o Rui ter, o pai não se importava.

          - Não tens uma namorada?

          - Sim tenho e depois?

          - Depois, goza a vida como ela te proporcionar. Não te esqueça que andamos por cá por pouco tempo e se não a aproveitamos enquanto estamos vivos não é depois de morto que encontramos a nossa felicidade.

          - Pois!.. Já notei que foste um tipo todo vivido.

 

      Naquele momento o Pedro até passou a tratar o pai com maior respeito e por tu.

 

          - Sabes que tenho penas que só agora tenhamos tido esta conversa. Pois não tenho tido tempo. Lembro-me do poema de Neimar Barros “Não tenho Tempo” Tenho por ai algures esse poema em CD.

 

      Pedro não quis ouvir mais nada. Procurou na discoteca do pai esse CD, encontro-o, pegou nele, despediu-se do pai com um beijo muito afectuoso e foi para o quarto. Colocou o CD no leitor e mesmo vestido atirou-se apara cama deliciando-se com o poema e dando voltas à cabeça com tudo o que tinha acontecido até adormecer. De manhã já não era o mesmo homem.

 

Não tenho tempo – Dito por Vítor de Sousa

 

(Siga para V Parte)

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

                 © Nelson Camacho
2013 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 02:28
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