Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013

Vidas Cruzadas - VIII Parte

Um Fim-de-semana diferente

(ver VII Parte)

Depois de umas noites fostosas entre gays

     Aquele fim-de-semana tinha sido o princípio do resto da minha vida.

     De há um ano a esta parte tudo tinha acontecido a correr. De menino bem comportado filho de uma família normal tudo tinha descambado. E agora? Que estava eu ali a fazer deitado ao lado ao lado de um Rui que passaria a ser meu irmão, amigo, confidente e amante de quem me tinha apaixonado?

     Rui dormia a sono-solto quiçá como nada tivesse acontecido mas eu não conseguia. Os meus neurónios não paravam de fazer uma retrospectiva de tudo o que tinha acontecido, até chegar ali.

     Tínhamos passado o Sábado e o domingo na Praia Grande. Como fossemos um casal hetro em lua-de-mel ficámos no hotel e naquela noite fizemos a continuação do que tinha acontecido na noite de sexta em casa do Rui. Não posemos os pés na praia, Bronzeamo-nos na piscina algumas horas e o resto do tempo no quarto ou no bar tomando uns copos alheados de pequenos olhares que alguns se nos dirigiam, mas nada nos importava. Naquela altura já estávamos em casa e a meio da noite. Eu às voltas com os meus pensamentos e o Rui dormindo como se nada tivesse passado até que adormeci.

 


O Confronto Final

 

Pais felizes e reconhecidos

     Diz-se que a felicidade total não existe mas naquele momento quando Pedro acordou e se dirigiu à cozinha para beber um copo de água deparou-se com o pai e a mãe do Rui numa situação que nunca tinha visto em sua casa entre o pai e a mãe. Estavam alegres e a preparar o pequeno-almoço. – Tinham chegado do Algarve durante a noite e nem tinha dado por isso.

 

         - Ao que parece chegaram cedo e nem avisaram!

     O Pai com a maior alegria estampada no rosto respondeu:

         - Quando chegámos a meio da noite a Isabel foi ao vosso quarto e estavam a dormir tão bem que nem os acordámos.

     Isabel também com um sorriso jovial acrescentou:

         - Como devem estar com fome estamos a preparar o pequeno-almoço para todos.

     Pedro ficou atrapalhado. Se a Isabel tinha ido ao quarto tinha-o visto abraçado ao filho e com voz titubeante desculpou-se.

         - Pois! Acabei por ficar cá em casa. Era para dormir no sofá mas estivemos a ver um filme e acabai por adormecer na cama do Rui.

         - Sabes. No Algarve eu e teu pai tivemos oportunidade de falar sobre vocês e chegamos à conclusão que vais aceitar a sua proposta de ires trabalhar connosco na empresa e viveres á em casa. Afinal de contas tu e o Rui dão-se bem e não vimos outra maneira desta situação ficar resolvida.

     O Piteira perante esta prelecção dirigiu-se ao Pedro, deu-lhe um abraço e ao ouvido segredou-lhe.

         - Não vale a pena dizer mais nada. Eu estou apaixonado pela Isabel, tu gostas do Rui, ele gosta de ti e vamos finalmente ser felizes.

 

         - Mas que grande confraternização! Para já cheira bem!

     Dizia o Rui que entretanto entrava na cozinha.    

 

     Todos se riam se abraçaram

 

Dois meses depois

 

      A nova sociedade familiar foi formada por quatro pessoas que se amavam sem tabus e a máxima perdurou “Trabalho é trabalho e conhaque é conhaque”

     No dia do divórcio dos pais do Pedro por raiva ou negação D. Ermelinda acompanhado pelo seu advogado que só este falou, não dirigiu palavra ao Piteira e quando o Pedro se lhe dirigiu para a beijar para além de recusar, toda irritada comentou:

Julgava que tinha um filho mas afinal tenho uma coisa que nem é carne nem peixe. – E virou-lhe as costas.

FIM

Para finalizar esta história, fiquem com Raphael em “Los Amantes”

 

Espero que tenha seguido toda esta história que na vida real acontece mesmo e comente sem medos

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

         Nelson Camacho D’Magoito

       “Contos ao sabor da imaginação”

                © Nelson Camacho
2013 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 14:00
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4 comentários:
De Fernando a 18 de Setembro de 2013 às 11:28
Olá Nelson
Como já antes terei dito, gosto de bons enredos e boas histórias, e tu és definitivamente um excelente contador de histórias...
E que mais poderei eu dizer...???...
A D O R E I
Abraço
Fernando
De nelson camacho a 19 de Setembro de 2013 às 03:24
Que mais posso eu dizer pela tua simpatia? Obrigado pela leitura. Estou a preparar outra Esta vai meter personagens que nem sonhas. Mas antes de acabar e editar tenho de ir a Fátima (pedir perdão) ha ...ah...ah..... Um grande abraço. NC
De Fernando do Brasil a 29 de Setembro de 2013 às 00:36
Li seu conto, aqui do Brasil! Gostei muito, apesar (ou por causa) de certa dificuldade devido a diferença na linguagem. Cheguei a torcer para Rui e Pedro ficarem juntos. Aguardo novos contos!
De nelson camacho a 30 de Setembro de 2013 às 00:16
Amigo Fernando do Brasil ainda bem que o final foi a seu contento. O Rui e o Pedro ficaram juntos em casa da Isabel e assim criaram uma nova família feliz e sem preconceitos.
Espero que tenha lido outras histórias e que comente, pois são os vossos comentários que me dão forças para escrever mais contos. Um abraço mesmo longe Nelson Camacho.

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