Sábado, 21 de Setembro de 2013

Flashes de uma vida – II Parte – sexta-feira 13

 

sexta-feira 13 nelson camacgo d'magoito

Sexta-feira 13

(ver I Parte)

 

     Era habito o padre duas vezes por ano fazer determinados eventos onde constavam excursões a determinados locais mais recônditos ou de cariz turístico e religioso de Portugal e naquele ano depois de uma conferência na sacristia entre os mais beatos e o pessoal do coro falou-se que se aproximava uma sexta-feira treze

     Aproveitando esta temática o padre deu uma aula sobre a Sexta-feira 13 um dia considerado popularmente de azar e a conhecer mais um pouco deste mundo místico que nos envolve assustando uns a e fascinando outros e então explicou:

     Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 constelações do Zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

     A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo.

     Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Lorki (espírito do mal e da discórdia) apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder (o favorito dos deuses).

     Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

     No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307,sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo Rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde executados por heresia.

     Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no (calendário hebraico).

     O padre na sua lição acrescentou ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio,

     Ainda fez algumas menções sobre acidentes ocorridos nessas datas e para que nesta data não acontecesse qualquer mal iriam passar o dia a Fátima. Iriam na Quinta-feira ficando lá para sábado. Ficariam em instalações do patriarcado e na sexta iriam fazer uma missa cantada na Catedral.

 

     Todos concordaram até porque iria ser tudo à conta da igreja.

Na quinta-feira 12 depois das horas de trabalho lá se juntaram todos à porta de Igreja para apanharem a camioneta e se dirigiram a Fátima.

Procissão das velas no Santoario de fatima

     Chegaram todos a Fátima já era noite. Tinham tido um problema com o auto-carro e ainda estavam a 12 quinta-feira. As cerimónias já estavam na Procissão das velas. Cansados e com fome dirigiram-se logo ao refeitório da congregação onde comeram e lhes foi apresentado o responsável das camaratas onde deveriam ficar.

     Mulheres para um lado e homens casados para outro e solteiros para outro.

     Ao Jorge e ao Mário calharam um quarto individual assim como ao padre que em princípio ficaria ao fundo de uma caserna com o sacristão para tomarem conta do pessoal.

     Quem não ficou muito satisfeito com a distribuição foi o Jorge e desculpando-se que ainda tinha de discutir um problema com o Mário pois este seria a primeira figura no canto a realizar na missa da manha seguinte, acabou por ficar com o Mário o e Eduardo com o padre.

 

São Sebastião-patrono dos gays

     Antes de se deitarem o padre retirou do seu quarto uma imagem de São Sebastião colocando-a numa mesinha no quarto do sacristão dizendo ali ficaria melhor. Pois ele já estava abençoado.

 

     Na manhã seguinte todos se levantaram cedo. D, Alzira sempre atenta aos cuidados da paróquia foi bater à porta do padre que já estava de saída enquanto o Eduardo ainda dormia. Juntaram-se os dois e foram acordar o Mário e o Jorge que ainda dormiam na paz do Senhor pois tinham tido “uma noite bastante agitada”. Felizmente estavam tapados pois D. Alzira entrou porta dentro sem bater. Reparou naquela imagem do São Sebastião e perguntou ao padre:

        - Sr. prior! Nunca tinha visto este Santo.

         - É um Santo que sempre me acompanha nas minhas viagens e esta noite pulo aqui para guardar estes dois.

         - E o Sr padre não precisou de ser guardado esta noite?

         - Eu pedi nas minhas orações que tudo corresse bem.

 

     Ouvindo a conversa pois já tinha acordado o Jorge perguntou.

 

        - E correu tudo bem?

        - Sim o Eduardo fez-me uma boa companhia.

 

(Estava visto que o Eduardo tinha-se entendido com o padre que por sua vez já se tinha entendido com o sacristão)

 

     D. Alzira é que não entendeu nada da conversa e mais tarde contou à filha o que tinha observado que não ficou nada satisfeita pois logo viu que o padre tomava bem conta do seu rebanho, inclusive do namorado e então explicou à mãe que o SÃO SEBASTIÃO, era o patrono dos gays.

        - Mas como assim? – Perguntou D Alzira

 

        - “Sabes mãe! São Sebastião é o protector dos militares e patrono dos gays.Nnasceu em França, 256 d.C . e foi morto em 286 d.C. Originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo Imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).

     Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo em amizades plenas, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana, ou seja, ele era o Capitão da Primeira Guarda do Imperador

     Ele é o padroeiro de muitas cidades pelo mundo, inclusive do Rio de Janeiro que, antigamente, se chamava “São Sebastião do Rio de Janeiro” em homenagem ao santo, por ter sido fundada no dia da sua festa. Também em Portugal existem várias localidades que organizam todos os anos festas, romarias e procissões em homenagem a São Sebastião. Existem capelas que lhe são dedicadas assim como é padroeiro de várias localidades.

     É ainda Padroeiro da Aldeia do Peral, de onde o nosso padre é oriundo onde existe uma Igreja que lhe é dedicada e a festa em sua honra realiza-se no dia 20 de Janeiro de cada Ano.

     Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos e por ciúmes levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Santa Irene, apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Santa Luciana, cujo dia é comemorado a 30 de Junho resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.

     O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval, surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.

     Quando Maximiano descobriu que Sebastião era cristão ficou decepcionado e irado. Mandou que ele renunciasse à fé cristã. Sebastião negou-se a obedecer. Por isso, sofreu sua primeira condenação e tortura.

     São Sebastião é um daqueles santos que surpreendem pela história. Sendo Centurião da Guarda Pretoriana, gozava da confiança total dos dois imperadores romanos. Tinha dinheiro, prestígio e fama. Ele podia entregar-se a uma vida de luxo e prazeres sem problemas, mas, ao contrário disso, preferiu assumir uma religião proibida e perseguida por seus superiores.

     No dia 20 de Janeiro de 2000, festa do mártir São Sebastião, o Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou documento proclamando São Sebastião como o patrono dos gays e elegendo o Mosteiro de São Sebastião dos Beneditinos da Bahia como o Santuário Homossexual do Brasil.

     Segundo Luiz Mott, professor de Antropologia na Universidade Federal da Bahia, desde a Idade Média que os homossexuais veneram São Sebastião como protector da categoria.

     As gravuras e imagens de São Sebastião sempre o mostram seminu e com pose e expressão bastante efeminado, o que reforçou ao longo dos séculos a identificação deste santo mártir como ícone gay. Famosos pintores gays renascentistas, como Sodoma e Boticelli, pintaram São Sebastião reforçando ainda mais sua nudez e efeminação. Oscar Wilde e Garcia Lorca, ambos homossexuais assumidos, eram devotos e chegaram a fazer esboço da pintura deste santo.

     Mott tem cópia de diversos documentos e processos da Torre do Tombo de Lisboa onde são citados diversos monges "sodomitas" (gays) perseguidos pela Inquisição. Para a actualidade, o GGB dispõe em seu arquivo diversas reportagens publicadas na imprensa local e nacional que mostram o envolvimento dos beneditinos da Bahia e de Olinda com práticas homoeróticas.

     A intenção do Grupo Gay da Bahia, ao associar a homossexualidade à igreja Católica, é chamar a atenção das autoridades religiosas de que há muitos homossexuais católicos que continuam fiéis à religião e que desejam que a Igreja os acolha como filhos e irmãos alegando que o Cristo nunca condenou os "sodomitas". Os gays e lésbicas, católicos baianos querem que também em Salvador a Arquidiocese nomeie um padre para se ocupar da Pastoral para Homossexuais.

     Seguindo uma tradição do povo gay que perdura desde primeiro milénio da Era Cristã, e que fez de São Sebastião o principal ícone e modelo da homossexualidade, proclamam solenemente no terceiro milénio, a sua fé de que o santo padroeiro vai dar forças para vencerem os inimigos e o mal que ainda ameaçam suas vidas e a felicidade, e que a partir deste novo milénio, a comunidade homossexual do mundo passará a ser respeitada com os mesmos direitos dos demais cidadãos.

     Talvez por este pedido tão fervoroso ao santo na época recente vários países já autorizam casamentos entre pessoas do mesmo sexo sendo para isso criado alterações nas leis do matrimónio inclusive Portugal.

     A igreja no entanto tem-se demonstrado contra assim como não aprova o sexo feminino seguir a carreira de padre.

 

NOTA: Enquanto escrevo este conto 19-09-2013 o Papa Francisco I numa das mais surpreendentes entrevistas pois contraria a postura habitual da Igreja Católica, afirmou que os homossexuais não devem ser julgados nem marginalizados pela sua opção sexual.

Nesta longa entrevista à revista “Civiltà Cattolica” disse entre outros assuntos que “Deve acabar a obsessão sobre a homossexualidade”

"Não pode insistir apenas sobre as questões relacionadas com o aborto, o casamento homossexual e o uso de métodos contraceptivo".

Quanto à possibilidade de as mulheres poderem ser sacerdotes, foi peremptório na negativa, confirmando a decisão do falecido Papa João Paulo II que tornou esse impeditivo inquestionável. “A Igreja falou e disse: não! E isso é definitivo. Porque Jesus, ao escolher os seus apóstolos, escolheu homens.”

Ainda sobre a homossexualidade, disse:

“Se uma pessoa é homossexual, procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”, lembrando que, pelo Catecismo da Igreja Católica, a opção sexual pela homossexualidade não é pecado. E aconselhou: "Eles (os homossexuais) não devem ser julgados ou discriminados, e sim integrados na sociedade.”

 

     Depois de ouvir tão explicitamente a história deste santo D. Alzira comentou:

        - Então o nosso padre é um devoto de São Sebastião!

        - E ao que parece também o Eduardo. - Respondeu a filha adivinhando o que se tinha passado naquela noite entre o namorado e o padre.

 

Seis meses depois

 

A vida daquelas famílias seguiu normalmente:

 

     Aos domingos iam a missa, A Mariana continuou a guardar segredo sobre o irmão mas deixou o namorado. O Mário continuou a ficar por vezes em casa do Jorge que continuava sacristão e derivado ao seu trabalho na igreja tinha acesso à casa dos pais do Mário sem quaisquer suspeitas.

     O coro continuou sobre a égide do padre. O Eduardo mesmo depois de acabar o namoro com a Mariana ou ela acabar com ele, depois daqueles dias em Fátima continuava a fazer parte do coro. Os pais Jorge continuavam a viver no Porto.

 

     Uma noite depois de um jantar para o qual o Jorge tinha sido convidado beberam-se uns copos a mais e os pais do Mário não o deixaram ir para casa de carro pois já tinha uns copos a mais e Mariana alvitrou que ficasse lá em casa. Todos apoiaram a solução mas só havia um senão. O rapas tinha de ficar com o Mário ao qual este logo se predispôs a que assim fosse.

 


     Na manhã seguinte D. Alzira esquecendo-se que os rapazes tinham dormido no mesmo quarto como era seu hábito irrompeu porta dentro para o acordar. Acendeu a luz e quase ia desmaiando ao ver os dois muito agarradinhos.

dormindo de conchinha

     Eles nem deram pela sua entrada que deu meia volta e foi ter com o marido que ainda estava deitado a contar-lhe o que tinha visto.

        - Mulher! Mas tens a certeza do que viste? Estes estavam mesmo agarrados.

        - Sim! Tal como nós quando éramos novos.

     Vou telefonar para o José Carlos a perguntar-lhe se o filho é homossexual.

        - Mas por Deus! O que vais fazer? E se ele nada sabe vai ser um choque para eles. E o nosso como é que vai ficar? O melhor é telefonar ao senhor prior.

     O Simão não esteve com meias medidas e telefonou para o Pai do Jorge.

     Contou-lhe o que se tinha passado ao que este respondeu:

         - Meu amigo então telefona-me a estas horas da manhã para me contar que encontrou o meu filho deitado com o seu? Não foi na sua casa? O que quer saber? Qual dos dois é gay? Cá para mim são os dois e depois? Qual é o seu problema? – e desligou o telefone.

     Alzira não satisfeita foi contar à filha.

        - Mas vocês ainda não tinham desconfiado? Ou são parvos ou andar cá por ver os comboios a passar.

        - Mas tu já sabias?

        - Porque razões acham que eu acabei com o namoro com o Eduardo?

        - Tu não me digas que o Eduardo também era!

        - Foi naquela sexta-feira 13 quando fomos a Fátima que descobri.

 

     Entretanto os rapazes apareceram na cozinha onde se estava passar aquela conversa.

 

        - Vai haver bronca – disse Mariana assim que os viu entrar.

 

     Nem pai nem mãe disseram algo a não ser:

        - Já passou a hora do pequeno-almoço se quiserem vão toma-lo à rua.

        - Ou a casa do Sr. Sacristão e já agora podem ficar por lá.

     Jorge e Mário perante tal situação, logo viram que todos tinham descoberto o seu envolvimento.

     Mariana ainda quis por água na fervura mas não conseguiu.

     Mário ainda quis dar algumas explicações mas também não consegui e o Jorge meio envergonhado saiu porta fora sem antes e com o maior desplante possível dar um beijo no Jorge.

     Perante tal atitude foi a vez do Simão todo irritado virar-se para o filho e dizer-lhe:

 

        - Vai! Vai atrás dele e podes ficar lá.

 

     Mário viu que por ali não haveria mais nada a fazer a não ser ir taras da sua felicidade.

    Saiu, meteu-se no carro Assim que entrou na estrada, esta estava com uma fila que nunca mais acabava até que o trânsito parou por completo e assim esteve mais de meia hora. Tentou ligar para o Jorge mas este não atendeu. Dava sinal de desligado. Saiu fora do carro para ver o que se passava mas não viu nada. A fila andou mais um pouco até perto de um desvio por onde se meteu direito à igreja para falar com o padre e contar-lhe o que tinha acontecido. Quando fez o desvio viu a causa da demora do trânsito. Tinha havido um acidente. Mais um! Pensou ele e segui em frente.

     Estava a contar ao padre o que tinha acontecido quando tocou o telefone. Era do Hospital a perguntar se conheciam um Jorge Mateus filho de um tal José Carlos Mateus. O padre confirmou e foi informado que tinha havido um acidente e que esse tal Jorge Mateus estava hospitalizado.

     O Padre todo tremeu e informou o Mário do telefonema.

     Ambos correram para um carro e se dirigiram para o hospital. Afinal o acidente que tinha feito parar o trânsito tinha sido com o Jorge que estava acamado nos cuidados intensivos.

     O Padre assim que constatou com os factos de imediato telefonou para os pais do Jorge que de imediato vieram para Lisboa.

Quinze dias depois

 

     Foram quinze dias de tortura para toda agente excepto para os pais do Mário que viu naquele acidente em castigo de Deus. Até mesmo o padre que lhes quis ver que o acidente nada tinha a ver com Deus

         - Mas não é o Sr. que diz que Deus escreve direito com linhas tortas?

         -Minha filha Deus não critica as opções sexuais de cada um. Critica sim a incompreensão dos pais que não têm indulgência de pais que abandonam os filhos nas horas de provação. Deus é amigo de todos e de cada um independentemente dos seus gostos e credos. Deus é indulgente para quem frequenta o seu templo com o coração aberto e não é o vosso caso.

 

     Por mais que aqueles pais estivessem destroçados com aquele filho que tinha escolhido outras opções de vida não se conformaram nem foram ao hospital ver o Jorge.

 

     Mais danados ficaram, quando o pai do Jorge foi lá a casa para o ir buscar pois este não estava em condições psicológicas para conduzir e se ofereceu para depois ir passar uns tempos a sua casa ao Porto.

 

     Simão não gostando da oferta aconselhou o José Carlos a não voltar a sua casa e se o filho queria ir para o Porto que fosse.

 

     Dias depois do desenlace final do Jorge que caminhou seu espírito junto a Deus, fez as malas e partiu para a casa de quem o tinha sempre recebido bem no seio da sua família contrariamente a seus pais mesmo beatos e tementes a Deus esqueceram-se que, pelo Catecismo da Igreja Católica, a opção sexual pela homossexualidade não é pecado e não devem ser julgados ou discriminados, e sim integrados na sociedade.

 

Um dia eles estarão entre os anjos


Fim

      As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

     Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

                      Nelson Camacho D’Magoito

                    “Contos ao sabor da imaginação”

                           © Nelson Camacho
          2013 (ao abrigo do código do direito de autor)

música que estou a ouvir: Avê Maria
publicado por nelson camacho às 02:58
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2 comentários:
De Fernando a 2 de Outubro de 2013 às 11:02
Caro Nelson, depois de ler isto mais de uma vez, continuo sem saber bem como comentar num espaço tão limitado, mas vou tentar resumir...

Falando de S.Sebastião, achei excelente incluires a sua historia no contexto, uma vez que é algo que muita gente desconheçe de todo. Eu mesmo na minha imensa ignorancia, apenas recentemente tive conhecimento...

No que respeita ao Papa Francisco, bem, este GRANDE senhor tem sido efectivamente uma verdadeira revolução naquele antro de pseudo morais, apelidado de Vaticano, e só espero sinceramente que não lhe limpem o sebo para o calar definitivamente e desse modo evitar a necessaria alteração nas mentes poluidas de muitos catolicos, que a bem dizer, muitos deles, até são gays que exalam naftalina, bem escondidos nos seus armarios e que enchem a boca para falar de Deus sem qualquer amor ou mesericordia pelo seu semelhante, logo que este tenha uma orientação sexual diferente.
Como católico, espero sinceramente que um dia, tão breve quanto ppossivel, pessoas que como eu deixem de ser apontadas como tarados, criminosos, sodomitas, entre outras coisas mais, menos socialmente correctas e pouco nobres, de quem deveria pregar até á exaustão o verdadeiro amor de Cristo pelo proximo e jamais o desprezo ou discriminação...

Relativamente ao conto em si, oh pá, continuas no teu melhor, por isso só me resta felicitar-te vivamente e te enviar um Big Abraço.
Nando
De nelson camacho a 3 de Outubro de 2013 às 05:32
Meu caríssimo amigo e leitor dos meus contos onde aproveito para meter as minhas farpas à sociedade que nos rodeia e um pouco de história de pessoas e locais. São contos baseados na realidade. Por vezes mato um protagonista porque na realidade há muitos que se matam ou são mortos derivado às suas opções de vida e não aceites pelos (o que mais me dói) seus progenitores, beatos e homofóbicos criando Violência Psicológica que muitos não aguentam. Um Big também para ti. Nelson Camacho e obrigado pelos teus comentários que me dão forças para continuar aqui no meu canto de escrita.

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