Sábado, 23 de Novembro de 2013

Voltei à vida naquela noite.

 

 

Hetros em O canto do nelson

1.º CAPITULO

 

     As nossas discussões tinham-se alargado do dia-a-dia até à noite.

    Cansados dos dias de trabalho e sempre com uma pontinha de ciúmes de ambas as partes quando chegávamos a casa era sempre a mesma treta.

     Um porque ia almoçar com colegas e o outro porque a partir de determinada altura fazia serão e chegava a casa sempre mais tarde.

     Amor? Sim existiu durante cinco anos. Almoços e jantares em casa com amigos e amigas que eram convidados foram permanentes durante aquele tempo. Nunca se criou uma ponta de ciúmes com as visitas dos amigos, chegou-se ao ponto de viajarmos juntos em tempo de férias.

     Um dia tínhamos dois casais amigos a almoçar quando tocou o telefone (naquele tempo não havia telemóveis, só telefones fixos e haviam alguns espalhados pela casa) ela atendeu o da casa de jantar, pousou e desculpou-se:

 

         - É um assunto do trabalho. Vou atender o da sala:

 

     Achei estranho e mais ainda pela demora.

     Levantei o auscultador e ouvi do outro lado:

 

         - Mas afinal quando deixas esse gajo?

 

     Se alguma coisa entre nós já não andava bem, pela minha parte a coisa ainda ficou pior. Fiquei com o pé na orelha e nem perguntei quem era ou do que se tratava pois reconheci a voz do outro lado da linha.

 

     Deixei acabar o almoço e que todos saíssem e desculpando-me que tinha algo a fazer urgente no escritório saí sem nada dizer sobre o que tinha ouvido.

 

     Estávamos na época do carnaval. Meti-me no carro e liguei o rádio. Estavam a transmitir Gal Costa no tema “E Tudo se acabou na Quarta-feira” parecia um sinal dos Deuses pois quando cheguei a casa por volta da três da manhã tinha um bilhete em cima da cama informando-me que tinha ido para casa dos pais.

 

     Como cantor romântico (0 chamado pós revolução de Abril de nacional cançonetista) estive sempre atreito a várias formas de assédio mas nunca liguei. Sempre me protegi de me entregar a uma relação, de partilhar o meu espaço com alguém.

     Um dia aconteceu o inevitável. Fora do ambiente que me rodeava encontrei-a. Estava predestinada a outros voos mas calhou-me a mim.

     Foi difícil largar toda aquela vida de borga e porque um homem que veste calças não é santo, lá ia dando umas facadinhas. Ninguém sabia, mas talvez porque sabia por experiência própria que um dia iria passar por uma separação para não perder certos hábitos fui criando uma carapaça. A de ciumento.

     Os dez anos de concluiu com a mulher amada, tornou-se numa atmosfera insuportável e o resultado daquela partilha que com ela tinha estava a chegar ao fim.

 

 2.º CAPITULO

6 Meses depois

 

     Já tinham passados mais de seis meses e o meu entretenimento era bebericar uns copos de whisky nos bares da nossa capital.

  

     As noites eram passadas encostado ao balcão, de copo de whisky na mão. Olhava a noite e quem dela fazia uma forma de passar o tempo e de se divertir.

 

     Conforme chegava também partia a caminho de outro qualquer bar.

 

     A minha forma de vestir não era a de casual mas mais virado para o que hoje chamam metro sexual, mas sem os exageros do Beckham, ou as mariquices do Elton John. Vestia de preto, o que me dava um ar sensual e misterioso embora já entrado no tempo dos cotas, para quem me olhava. – Era o que elas diziam,

 

     Havia sempre umas garinas que passavam por mim e lançavam um olhar de admiração, pondo-se ao lado no balcão, falando alto, rindo abertamente, convidando-me veladamente. Mas nada acontecia, já me tinha cansado disso, amores superficiais e desejos acalmados numa cama de hotel com alguém que no dia seguinte nem sequer sabia o nome.

 

     Antes de casar já tinha passado pela fase do saltitão entre mulheres lindas, modelos, actrizes, figuras de capa de revista, desejadas e cobiçadas por muitos às quais não tinham direito a não ser eu pelo meu charme das quais me cansava de pressa e as mandava passear sem contemplações descartava-as após as usar a meu bel-prazer.

 

     Naquela noite estava numa de saudosismo pensando em tudo o que tinha feito na vida desde o tempo em que me senti como homem presente e as minhas memórias foram parar aos meus quinze anos de idade.

 
 

 

     O tempo recuou até aquela sexta-feira. Tinha quinze anos quando experimentei a primeira vez o que era ser homem em toda a sua plenitude.

 

     Há uns dias que os meus colegas da oficina me andavam a chatear dizendo que me tinam de ir tirar as pestanas. Não entendia nada mas andava mesmo chateado com a questão até que numa sexta-feira na hora da saída o meu chefe chegou ao pé de mim e disse-me:

       - Amanhã diz em casa que não vais almoçar. Vais almoçar connosco e depois vais tirar as pestanas.

 

     Naquele tempo trabalhava-se de segunda a sábado até ao meio dia. Quando cheguei a casa disse a minha mãe que no dia seguinte ia almoçar com os colegas, mas nada falei sobre aquela coisa de tirar as pestanas pois não só não sabia o que era como me estava a preocupar.

 

     Quando a sineta tocou para os términos do trabalho fomos todos para o balneário e quando entrei no chuveiro a malta assomou-se à porta e em gargalhas semi-fusas e quase em uníssono gritaram:

 

        - Vê-la se te lavas bem!.. Não queremos gajos mal cheirosos ao pé de nós.

 

     Depois de grande galhofa lá fomos para o que julgava um restaurante qualquer. Metemo-nos em dois carros que seguiram até ao Bairro Alto.

 

     Parámos na rua do Mundo e entramos no 100 1.º andar.

     Não vi restaurante nenhum mas uma sala com umas meninas quase despidas. Umas sentadas ao colo de uns gajos e outras que se dirigiram anos. O eu chefe dirigiu-se a uma delas e disse-lhe qualquer coisa ao ouvido e apontou para mim.

     Se eu estava curioso ainda mais fiquei quando a dita se dirigiu a mim pegou-me na mão e só disse:

 

        - Acompanha-me que hoje vai ser o teu dia de sorte.

 

     E meteu-me num quarto onde só havia uma cama encostada à parede, um lavatório e um bidé.

 

         - Vá despe-te. Tenho que te lavar…

         - Mas eu já tomei banho.

         - Pois filho mas aqui todos têm de se lavar.

 

      Naquele momento é que vi onde estava. Estava numa casa de putas e aquela gaja ia-me tirar os três.

      Fiz o que ela me mandou.

      Sentou-me no bidé e lavou-me os tomates e o caralho. Mas pourra! A água estava fria e eu cheio de nervos assim a pourra do caralho ficou todo encolhido. Mas ela começou mor manuseá-lo e atirando-me para cima da cama meteu na boca e o gajo começou a levantar-se. Ela ao mesmo tempo que chupava manuseava-o com a mão e comecei a ganir de um prazer estranho que nunca tinha tido.

         - Não te venhas querido. Quero que ma faças um filho.

 

     Tirou o instrumento da boca e enfiou-lhe uma coisa que nunca tinha visto – Era um preservativo e depois deitando-se apontou-o à sua vagina que furiosamente penetrei. Bombei várias vezes até que rugindo como leão vi-me abundantemente.

 

- Gostas-te? Os teus companheiros disseram-me que és virgem. Pagaram-me para me fazeres tudo. És capaz de te vires novamente?

   

     Não entendi na altura o que ela queria dizer. Só sabia que o meu pau mesmo depois de sair de dentro dela, continuava hirto e com vontade de mais qualquer coisa que não sabia explicar.

     Ela verificando o meu estado começou por me punhetar até ficar novamente rijo e hirto então virou-se de barriga para baixo e com uma das mãos apontou para o buraco do cú, elevou o corpo e ele lá foi novamente penetrando. Movimentamo-nos durante algum tempo, ela ganiu e com as minhas mãos nos seus ombros lá me vim novamente.

     Ainda não o tinha tirado já alguém batia à porta dizendo em tom gutural – Então menina!.. Despacha-te!.. Tens outro cliente à espera…

 

       - Ele que espere que este puto é demais e os amigos pagaram bem.

 

    Só depois de ela pegar em mim e levar-me para o bidé e voltar a lavar-me para depois voltar a chupar o meu instrumento que se começou a levantar novamente é que dei conta do que era ter relações sexuais. Ela recomeçou beijando-me todo o corpo até perguntar:

 

        - Queres à frente ou atrás?

        - Parece que gostei mais de te comer o cú.

 

      Ela não se fez escusada, e mesmo sem o preservativo que me incomodava, virou-se e eu penetrei novamente aquele cú apertadinho e gostoso e sem qualquer ajuda.

 

    Foi logo na minha iniciação sexual que passei a ter o vício de comer cus.

 

    Quando saí do quarto os meus amigos também já tinham sido despachados. Fizeram perguntas a mim e a ela que respondeu:

 

        - Temos homem que vai dar que falar e vou ficar à sua espera quando quiser despejar os colhões.

 

    Todos se riram e fomos até à Portugália na Av. Almirante Reis comer uns bifes e umas cervejas para retemperar.

 

     Naquele tempo era normal, os colegas mais velhos fazerem estas partidas aos putos a partir dos quinze anos e o que eles chamavam de termos pestanas era porque ainda éramos virgens. Normalmente levavam-nos àquela casa de putas que era famosa e higiénica e como se dizia faziam os três pratos, - cona. cu e broxe, e só custava dez escudos enquanto na outras no interior do bairro alto, custavam sete e quinhentos escudos. Outros tempos.

 

Informação: Para quem ler este conto que é baseado na realidade. Fiquem sabendo que os preservativos eram vendidos nas ruas às e condidas da policia e misturados com pensos e o pregão dos rapazes que os vendiam era em altos berros: - “Esticadores pró colarinho”-

Também naquele tempo, (Até salvo erro 1966) As prostitutas eram credenciadas com um cartão de saúde que só era dado depois de fazerem uma microrradiografia pulmonar que havia na Praça do Chile em Lisboa e mensalmente iam ao médico da PJ, para verificarem o seu estado de saúde. Não havia droga ou HIV.

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     Com aquelas lembrança em mente e bebendo mais um whisky nem dei por mais uma galinha se sentar ao pé de mim e fazer uma observação:

       - Que se passa contigo? Está com aparência equidistante. Estás de aliança! Zangaste-te com a tua mulher? Pagas-me um copo?

 

    Aquela pelo menos não falava alto, nem ria abertamente mas fazia o seu trabalho de alterne convidando-me abertamente a entrar em despesas.

 

     Foi o que fiz. Paguei o champanhe à gaja, bebi mais um whisky e mais aliviado dos bolsos, disse que já era tarde e pirei-me daquele bar sem saber para onde ir.

 

3.º CAPITULO

 

     Meti-me no carro, coloquei o sinto de segurança, acendi as luzes e o rádio. Procurei várias estações e não estava dar nada de jeito. Só temas estrangeiros e de mau gosto, Liguei uma pen que trago sempre no carro para estas ocasiões com uma Playlist feita por mim e a meu gosto e logo a que surgiu foi "As Time Goes By" – do Filme Casablanca.

 

      Se estava numa de não saber o que fazer, ainda fiquei pior. Sem sair do lugar acomodei-me e fiquei deliciando-me com o tema até que senti um tipo acendendo as luzes como quer queria o meu lugar. Como já não estava lai a fazer nada, fiz sinal que ia sair e arranquei deixando o lugar para outro noctívago sabe Deus com os mesmos problemas.

      Procurei outro bar mas pelos vistos estavam todos cheios pois não havia um só lugar para arrumar o carro e continuei sem destino.

    Quando dei por mim estava na rua São Marçal com um lugar mesmo em frente ao Bar 106 onde já não ia há alguns anos. Era bom pois certamente já ninguém me reconhecia e não havia gajas a engatar-me pois é um Bar de temática Gay.

     Como trago sempre no carro um blusão e não ia para ali de forma tão clássica, tirei a gravata abri a camisa ficando com um pouco do peito há mostra despi o casaco e vesti um blusão ficando assim mais casual.

 

     Entrei e sentei-me ao balcão e um Gin Tónico.

    De copo na mão e sem nunca o largar pois nestes ambientes é sempre bom estarmos alerta não vá cair algum comprimido que nos faça cair numa noite de cinderela, lá fui bebericando e olhando os maples onde estavam alguns casais de homens conversando amenamente, dou uma mirada para a pista de dança onde ao som ritmado de hip hop toma conta da sala, agitando os corpos bem definidos pelos projectores de luz negra e os sentidos ao som da batida bem conseguida.

     No balcão, somente lá nos fundos dois jovens conversando animadamente visivelmente transbordando felicidade de meter inveja.

     Recuei no tempo e fui até há altura em que tinha encontrado aquele maldito bilhete

 

     E se lhe telefonasse? Mesmo a esta hora? Já o tinha feito vezes sem conta durante aqueles seis meses mas ou não atendia ou estava desligado. Ainda não tinha a certeza que a tinha perdido, procurando culpas que não encontrava. Seja o que Deus quiser. Vou tentar pela última vez mesmo a esta hora. Disse ao barman que só ia lá fora para fazer uma chamada e na rua liguei.

 

      Uma voz fria da operadora informou:

 

          - “O número para o qual ligou encontra-se desactivado”

 

     O sonho que tinha alimentado durante seis meses acabou naquele momento.

  

     Voltei para dentro, pedi outro gin tónico

 

     Com a raiva que estava a ter ainda me deu vontade de saltar para a pista e abanar o capacete mas quando olhei mais fixamente para quem lá estava era tudo malta nova. Os cotas como eu, estavam nos maples em amenas cavaqueiras e aquele estilo de Bar já há muito que não frequentava e então senti-me um pouco constrangido.

     Talvez se tomasse mais um copo ganhasse coragem e mesmo pensando “quem conduz não bebe” desta vez pedi um on the rocks, talvez o gelo disfarçasse.

 

     Percorri com os olhos novamente a sala e pousei-os na entrada e sem acreditar no que via tudo em mim tremeu,

     Um corpo fantástico vestido de negro como eu, de cabelos louros e lisos descaindo costas a baixo, uns olhos azuis brilhantes dando-lhe um ar sensual bem ao meu gosto como há muito não via. Aguardei que entrasse mais um pouco no espaço para ver se trazia companhia, mas não.  Vinha sozinho. Sem querer fixamos nossos olhares e levantei o copo como a convida-lo.

Atravessou a sala e veio-se sentar a meu lado.

 

- Chamo-me Jorge e você?

- Nelson!.. Quer tomar um copo?

- Desde que não tenha álcool, bebo qualquer coisa.

- Mas a partir dos 18 anos já pode beber uma cerveja.

 

     Ambos nos rimos.

 

- Também o 18 por acaso, já os fiz há pouco tempo. Só não quero, é ser apanhado pela polícia a conduzir com álcool.

 

- Aqui está um jovem sensato. Pois eu esta noite já bebi mais que a conta

 

     Olhamo-nos novamente olhos nos olhos. Ambos de um trago bebemos o que restava nos copos.

     Talvez por já estar com uns copos e depois de tantas lembranças por ali sozinhos e por já ser perto das seis da manhã perguntai:

 

- Vamos tomar o pequeno-almoço à Ribeira?   

 

    Mais um olhar de admiração e a resposta foi simples.

 

        - Vamos no meu ou no seu carro?

 

        - Quando chegarmos à rua logo se vê.

Boys de mãos dadas

 

 

Saímos porta fora. O meu carro estava mais perto. Entrámos, ligue a pen e esta começou de princípio.

 

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

 

       Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”

            © Nelson Camacho
2013 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

 

 

 

 

 

 

Estou com uma pica dos diabos: Memórias
música que estou a ouvir: As Time Goes By
publicado por nelson camacho às 06:09
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2 comentários:
De Fernando a 19 de Janeiro de 2014 às 12:45
Como SEMPRE Gostei...
mais palavras para quê...?...é um escritor Portugues com certeza...eheheheh
Abração
De nelson camacho a 19 de Janeiro de 2014 às 17:32
Obrigado Fernando mas esperava um comentário mais contundente sobre a história em si embora tenha entendido o eheheheheheheh .

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