Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

QUE FAZER CONTIGO?

                        Experiência de Vida

 

     Quando deparamos com bons textos que parecem desabafos de almas, ficamos por ali e perdemos uma horas a ler todos os seus artigos. Às vezes levamos horas, mas como encontramos almas gémeas o tempo não conta. Por vezes, encontramos por acaso, outras porque o blogista fez um comentário a algo que nós escrevemos também e lá vamos nós ver quem é o “tipo” ou a “tipa”.

     Desta feita fui encontrar um tal “B” que escreve coisas sobre o seu lado bom.

     Gostei tanto sobre o seu último artigo “ O Que Fazer…”.

     Depois de lhe ter feito um comentário à minha maneira vou tentar dar-lhe a resposta mais em pormenor, dissertando sobre o tema em questão.

     Desde já peço desculpa pelo abuso mas é com boa intenção.

 

O Meu Jardim Secreto

 

     Já não vou ter tempo de arrancar de dentro do meu “Jardim Secreto” as minhas fantasias, os meus desejos, ou os meus sonhos. Sonhos que me acompanharam toda uma vida vivida entre dois mundos embora disparos para a sociedade, eles se encontravam entre si como uma linha recta à volta do planeta.

     Não estou a falar só de sexo, como o fazia ou como o desejava faze-lo, mas sim, também, na convivência entre mim e a outra pessoa.

     Quando nos casamos, prometemos que a nossa vida prosseguiria como dois seres amantes sem tabus, sem desencontros, com honestidade e compreensão mútua. Na prelecção ante nupcial o Padre disse-nos que seríamos felizes para sempre, se aceitasse-mos o compromisso de duas mãos agarradas como uma só, pois a partir do momento da bênção papal nos transformaríamos numa só pessoa.

 

     Ele tinha razão, hoje consegui ser feliz à minha maneira porque juntei duas mãos que se transformaram numa só. Só que essas mãos são as minhas e mais mãos de alguém podem interferir na minha felicidades.

 

     Ao mesmo tempo é um pouco triste, passamos os dias sozinhos sem afectos diários, mas encontramos essa lacuna entre amigos, uns já velhos, outros de ocasião e se encontrarmos a pessoa certa, uma ou duas noites de sexo por semana, vale por todos os restantes dias.

 

     Não temos mais a preocupação das compras, do arrumo da casa, das refeições do quem vai à casa de banho primeiro, do fazer a cama, do deixar o jantar já amanhado para quando voltarmos do trabalho e ao Domingo, vamos onde queremos, levantamo-nos à hora que queremos, comemos o que bem nos apetece, não estando sempre preocupados com a outra pessoa. Quando acordamos não encontramos alguém que não é a mesma com quem nos deitámos, pois está toda desgrenhada. Todos nós sabemos que o acto de acordar não é nada agradável. Não temos de comer todos os dias “bacalhau com batatas”.

 

     As nossas fantasias eróticas são mais fáceis de concretizar porque há sempre a beleza da procura e cada encontro é outro encontro é uma aventura nova com quem vamos explorar os sonhos escondidos lá num canto do nosso “Jardim Secreto”. Não temos de fazer de contas, não temos de estar sempre prontos para a “brincadeira”.

 

     Para a mulher é sempre mais fácil, se não quer, diz que está mal disposta, lhe dói a cabeça e o homem está lixado, mas se ela entender que quer mesmo, e se somos nós que não estamos para ali virados, e não conseguimos por o pau em pé, já somos mal tratados e só sabem dizer:

     -Pois é! Anda por aí namorico na costa.

     -Quem é a gaja?

     -É uma colega tua não?

     -Ou alguma puta que engatas-te agora?

     -Pois, cansaste lá fora e depois em casa é o que se vê.

     -Olha! Qualquer dia também arranjo um amante e depois quero ver como é.

 

     Ela esquecesse que para nos dar prazer, basta abrir as pernas e fingir, enquanto nós não podemos fingir. Com o pau não se brinca.

 

     A tal compreensão necessária também não existe pois todos nós queiramos ou não, sexualmente o que queremos é virmo-nos quando e como nos dá na real gana e nem todas estão predestinadas a isso.

    

     Por mais incrível que pareça a relação sexual entre dois homens corre melhor, ninguém tem que fingir nada, normalmente ambos os paus se levantam, não há desculpas nem fingimentos além disso, há um milhar de satisfações que se podem fazer. Normalmente quando a vida sexual entre eles começa a não ser satisfatória é porque alguém está a interferir nessa relação e o seu términos é mais prático e consensual.

 

     Tudo isto é tão verdade que cada vez há mais homens casados á procurar outros homens. Não é por acaso que nalguns casos, para partir para uma relação sexual mais proveitosa se divorciam. Nesses casos, alguns até arranjam uma amiga, (somente amiga) para o faz de contas que a sociedade obriga.

 

     Em qualquer dos casos, o contar ao outro as suas frustrações, nem sempre é o melhor caminho. Nunca sabemos se o amor é recíproco. Conversar calmamente sobre o assunto por vezes dá resultado, mas o trabalho, a falta de tempo, o cansaço da vida, o vai e vem das rotinas diárias, a televisão que colocam na casa de jantar e a ligam enquanto comem. Às vezes nem comem ao mesmo tempo e não há espaço para o diálogo, quando chegam à cama se for ela, ou tem dores da cabeça ou entra no fingimento, acto que a mulher é perita.

     Se for um casal gay há mais temas de conversa, é o futebol, é o cinema, é o surf, são os carros, são uma infinidade de temas para dialogar e se a coisa começa a esfriar é porque há molho na costa porque ali não há direito a fingimentos.

 

     Há quem diga que com o tempo tudo passa, passa mas é uma ova, actualmente e o que é mais normal entre um casal heterossexual é, se a mulher ganhar mais que o homem ou se este tem uma situação de desemprego, já não há volta a dar, nem os filhos conseguem segurar o barco.

 

     A chama do amor tem que ser permanentemente ateada com brasas e com namoro permanente o que é difícil e pobres daqueles que amam sem serem amados. Sonhar é fácil, dizer-se que o com o tempo a coisa vai, também é fácil. A minha avó dizia “quem está no Convento é que sabe o lá vai dentro”

 

     Para sermos totalmente felizes (e quem o é?) é mantermo-nos dentro do nosso “Jardim Proibido”, com algumas escapadelas quando mesmo necessárias, porque essa história do diálogo ou alma gémea são coisas de literatura e já do passado. Como diz o Poeta “O Sonho Comanda a Vida” e sonhar é fácil é preciso é ter calma que com calma a coisa se ajeita.

 

     Na vida, cada um tem o que merece e o que merecemos é o resultado do que fazemos dela.

 

     Não há Santos nem mesinhas, cartomantes, tarólogas, bruxos ou videntes que nos salvem, o destino somos nós que o construímos. A verdade tem de ser dita, aguentar uma união permanentemente como muitos dizem, á espera do que possa vir ou por causa da sociedade, temos maus exemplos por esse mundo fora para não os seguir. Nem tudo o que parece é e a felicidade somos nós que a construímos, no entanto é preciso pegar os touros pelos cornos, mesmo que não estejam embolados.

 

     Se não querem estragar duas casas com uma união, antes de o fazerem façam todas as experiências. Tirem do baú do “Jardim Secreto” todos os sonhos e fantasias, experimentem-nas e então sim, dêm o passo da ligação com outra pessoa, mulher ou homem. Estejam-se nas tintas para a sociedade porque acima de tudo está a vossa felicidade, esta constrói-se e a vida é tão curta que não a podemos perder.

       

     Falou a experiência, estou só (às vezes) e sou feliz.

 

     Vocês sejam felizes também. Não se poderem, mas façam por isso.

 

     Disse! Está dito e não digo mais.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

Estou com uma pica dos diabos: Feliz pela minha opinião
música que estou a ouvir: Fazer amor contigo
publicado por nelson camacho às 17:44
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