Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

A Grande mentira

casamento na grande mentira

A Grande mentira

(Uma história como tantas outras)

Diz-se “que no mais branco caia nódoa!..”

 Foi o que aconteceu naquele dia.

 

     A festa de casamento em casa dos Sousa estava para durar, todos tinham chegado a horas como manda a boa educação. Quem casava era a Isabel Sousa, colega de universidade de várias raparigas e rapazes. Filha de gente abastada e que viviam num condomínio fechado daqueles que têm um segurança à porta do espaço e vídeo porteiro, só entrando pessoas com convite dos moradores ou por videoconferência entre o porteiro e os proprietários para onde os convidados pretendiam dirigir-se. Era quase impossível haver penetras. Até fornecedores disto ou daquilo tinham de se justificar, ficando registado a matrícula do carro. Aquilo era pior que uma prisão tal era a segurança.

     Naquele dia o Jorge teve uma certa dificuldade em entrar. Tinha deixado o carro na oficina para lavar e por coincidência quando limparam por dentro os empregados deitaram fora o envelope onde constava o convite para o casamento.

     Jorge foi logo impedido de entrar. Até foi mais difícil pois no banco de traz trazia uma caixa de tamanho razoável que era a prenda para a colega e os seguranças desconfiaram.

     Só depois de haver a tal videoconferência com os donos da casa lhe foi dado autorização para entrar e a devida explicação onde ficava a moradia.

     Não foi difícil encontra-la embora nunca lá tinha ido. Estavam todos à porta do quintal com copos na mão e gozando com ele pela atrapalhação de entrada na zona depois de Eugénia Sousa - mãe galinha - que fazia as honras da casa ter contado a todo o mundo o sucedido.

Isabel fazia 22 anos e aproveitaram o dia para o seu casamento com o Eduardo que era amigo da família quase desde o berço de ambos e morava numa vivenda mesmo ao lado.

     Jorge para além de seu colega na Universidade também era amigo do Eduardo e a coqueluche lá da escola, tipo CR7. Era o mais famoso do rubi onde jogava. Compleição física de meter inveja aos outros rapazes e tendo sempre uma legião de raparigas tentando a sua sorte.

A festa para além dos familiares dos noivos também muitos rapazes e raparigas colegas da universidade de ambos e alguns anónimos arrastados por este ou aquele colega sempre prontos a curtirem uma festa e esta era especial não só por ser o casamento dos colegas como estar presente o Jorge – “Melhorengo” no namoro mas mais nada que se soubesse.

     A festa estava linda. Muitos balões, mesas recheadas de aperitivos como entrada para a boda e muitas garrafas de champanhe. Lá no fundo do quintal coberto com um arco revestido a flores uma mesa com os paramentos religiosos onde mais tarde apareceria o padre para abençoar aquele enlace. Como era gente fina e de posses económicas também a um lado estava um palco ode desde o princípio do evento músicos lá iam tocando várias melodias a condizer com o acto.

     A conversa entre os pares era animada e misturada com alguma dança e copos de champanhe.

A miudagem mais pequena ia fazendo as suas travessuras próprias da idade.

     Como é logico nestas ocasiões os noivos ainda se resguardavam de todos esperando a entrada do padre que iria abençoar os nubentes.

Isabel no seu quarto dava os últimos retoques na maquilhagem conjuntamente com sua mãe, enquanto seu pai ia fazendo as honras da casa e conversando com o pai do noivo que também se encontrava em casa – mesmo ao lado - aguardando o sinal.

     Entre todos os convivas alguns, principalmente as meninas, iam-se afastando para fazerem os seus retoques na maquilhagem e criticas disto e daquilo entre elas como é seus hábitos. Também os rapazes, a-pouco-e-pouco iam desaparecendo. Uns atrás de algumas raparigas outros para darem as suas “mijadelas” para se prepararem para mais uns copos. Jorge!.. Nem vê-lo. Devia estar atracado a alguma miúda mais sortuda em qualquer canto da casa.

     A certa altura a orquestra começou a tocar a marcha nupcial e o padre dirigia-se ao improvisado altar. A consagração do acto ia começar. Todo o mundo se aproximou e o mestre cerimónias conduzia todos de forma a deixarem um espaço tipo corredor para que a noiva passa-se.   

A orquestra começou depois de um certo espaço de tempo a tocar mais alto e mais compassado e lá apareceu ao fundo do corredor improvisado a noiva Isabel de braço dado com seu pai. Estava deslumbrante no seu vestido branco e de cauda comprida segura por dois primos mais novos como pajens. Mais parecia uma cena de cinema.

     Junto ao improvisado altar ali ficou Isabel só esperando o noivo pois o pai já se tinha afastado para junto ma mulher.

A orquestra voltou a tocar a marcha nupcial e todo o mundo se voltou para a suposta entrada do noivo que não havia meio de chegar.

Voltou a tocar e ao fim de três minutos, voltou a tocar e tocou novamente. O padre e os convivas já estavam impacientes alguns até diziam –      Queres ver que o Eduardo se arrependeu e deu à sola? –

      A impaciência começou a notar-se ainda mais.

     Os Sousas e os pais do Eduardo cochichavam entre si com caras de poucos amigos e D. Eugénia Sousa afastou-se do grupo e subido até ao altar aproximando-se de sua filha que tremia como varas verdes e as lágrimas começavam a cair-lhe esborratando já a maquilhagem.

 

        - Então filha?.. O que se estará passando com o teu noivo?

        - Não sei mãe!... Terá acontecido alguma coisa?

        - Os pais dele também estão preocupados.

        - Mãe!.. Será que se arrependeu à última hora?

        - O melhor é ir lá a casa ver o que se passa.

        - Eu vou também.

 

     Ambas juntaram-se aos futuros sogros e mostrando a as suas preocupações pediram para irem lá a casa que era mesmo ao lado tentarem ver o que se passava os quais se prontificaram de imediato irem.

 

        - Nós vamos lá a casa ver o que se passa – disseram estes.

        - O Sr. Sousa também se prontificou.

 

     E foi assim que todos em cortejo seguiram para a residência. Os mais curiosos quando constatavam com o que se passavam também fizeram cortejo com a noiva à frente.

     Entraram em casa do Eduardo, subiram as escadas interiores e foram direitos ao quarto deste.

     Abriram a porta e qual o espanto de todos.

 

     Eduardo e Jorge estavam nus em cima da cama em ameno acto sexual que ao verem a porta do quarto abrir-se olharam muito espantados.

 

     Isabel ainda vestida de noiva e D. Eugénia caíram desmaiadas redondamente no chão.

Copula gay em dia de casamento

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

     Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”

          Para maiores de 18 anos

              © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

 

Estou com uma pica dos diabos:
publicado por nelson camacho às 01:30
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