Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Acontece aos mais incautos

nelson camacho escritor

 

Acontece aos mais incautos

A solidão também mata

 

     Pode dizer-se que três meses é muito tempo para uns e para outros é um “micro tempo de vida”. Quando se chega, – como se diz agora à condução de “emérito”, no meu tempo chamava-se “reformado” e as maleitas acontecem no corpo e na alma e com as novas tecnologias também em tudo o que é informático. Foi o que aconteceu ao meu computador que já é velho como eu – é uma preciosidades de uma torre e que lhe chamo ‘o monstro’- parece que já não se usa. Agora é tudo mais pequeno e de trazer na algibeira – modernices com que não há meio de atinar. Como ia contando o meu “monstro” pifou!. Foi uma trabalheira dos diabos. Visitado alguns técnicos, é como a minha avó dizia “cada tiro cada melro”. Todos me queriam impingir computadores portáteis, tablets e coisas do género e falavam-me sempre em valores para cima dos seiscentos euros. Porra mas isso é quase metade da minha reforma dizia eu, e agora que o Coelho está a entrar na minha capoeira com aumentos na gasolina, gás, electricidade água, transportes, IVA e IRS há que ter calma. Eu acreditava que os computadores servem para guardar tudo substituindo o papel, estava como diz o outro que acredita no Pai Natal. Tudo o que tinha guardado no maldito monstro foi-se. Para ajudar à festa e porque fiquei sem internet também fiquei sem informações oficiais tais como contas bancárias e outras. O mais giro de tudo é que mesmo não utilizando a internet o meu servidor continuou a mandar-me as facturas de um serviço que não utilizei.

     A tragédia foi maior pois estava e meio da escrita de um livro e tudo se foi como no filme “E tudo o vento levou”. Voltei ao papel às fichas de cartolina e à máquina de escrever.

     Finalmente, encontrei um técnico destas coisas de informática do tipo habilidoso e o meu monstro voltou às origens. Safei algumas informações porque as tinha num disco rígido suplente e a coisa está a tomar o seu caminho.

     O pior foi os três meses sem poder contar-vos as minhas histórias assim como as minhas voltinhas pela praia aqui tão perto e pelos bares de lisboa onde encontro a veia poética para a escrita e não só, para poupar uns “euritos” para um novo computa que custou uma pipa de massa. Felizmente que o tempo também não ajudou e o verão só agora quer despontar e começar a dar um ar da sua graça. Cá pelo sítio tem sido uma merda.

     E agora o que fazer naqueles três meses? Tempo prognosticado para as minhas melhoras e arranjar uns trocos para o novo computa como eu lhe chamo que é mais caro que uma ‘puta’ propriamente dito.

     Não fora um ou outro amigo que me foi batendo à porta salvando-me um pouco da minha solidão e raiva do que me estava a acontecer e não satisfeito fui acometido de uma “nemopatia diabética” em conjunto com um síndroma de Ménière mas felizmente já tudo passou e até já arrumei a bengala. Estou pronto para outra!

     (Querem saber um segredo? Até tive um amigo de longa data que esteve cá em casa uma semana a ajudar-me na minha enfermidade e até limpou o quintal e tratou das flores.) Não fora o meu amigo “Espalha” a coisa tinha-se tornado feia.

     Durante este lapso de tempo fui dando voltas aos meus papéis e ouvir uns fados através da antena Amália. Quando chegavam as 20 horas, espaço dedicado ao futebol, que não gosto, desligava e voltava-me para os canais de TV que aproveitava para o jantar e ver uma novelas portuguesas.

     Nos entretantos para além da assistência aos meus amigos que me visitavam lá ia dando volta aos papéis e dei conta que tenho muita coisa escrita e guardada na gaveta e outros textos com alguma actualidade e que estavam de acordo com o momento que estive passando ou seja: A minha solidão! Solidão que é partilhada por muitos homens e mulheres que se encontram por esta ou outra razão na solidão do seu canto.

     Estar só não é estar completamente sozinho(a). Por vezes está-se rodeado de pessoas e ao mesmo tempo só.

Para recomeçar esta minha nova reentrada na lides das escritas a que de há uns anos a esta parte me dediquei a escrever neste espaço de meditação, estados de alma, criticas e histórias de vidas que se sabe existirem mas que ninguém quer contar. Para quem normalmente me lê ou vai passar a ler aqui fica um texto sobre a solidão.

     Entretanto fica o meu muito obrigado pelos telefonemas e e-mails recebidos com preocupações sobre o meu afastamento temporário.

Nelson Camacho (Solidão também mata)

Solidão também mata

 

     Solidão procura solidão, quando mais uma pessoa se isola, à mediada que o tempo vai passando, mais isolado quer estar. Quando as pessoas se apercebem que a solidão é a sua companhia, o rosto entristece, a sua alma desvanece, um forte pesar parece invadir o pensamento. O cenário torna-se deprimente. O futuro sem esperança.

     O número de pessoas que vivem sozinhas, sem família ou companheiro(a) é cada vez maior nas grandes cidades, Segundo alguns psicólogos este grupo está mais exposto a sofrer de doenças físicas e psíquica, o seu sistema imunológico mostra-se menos estável, menos forte e mais propício a contrair doenças crónicas.

     Os homens divorciados contraem três vezes mais doenças do que os casados e o índice de mortalidade masculina depois da viuvez regista um numero de 40 por cento, segundo revela a revista austríaca Medizin Populaer, sendo o enfarte a causa mais comum, Entre as viúvas, a principal causa de morte é o cancro e muitas morrem no ano seguinte ao falecimento do conjugue. O extremo stress que representa a perda do conjugue faz com que muitos percam a alegria de viver.

     Além disso, muitas pessoas deprimidas alimentam-se mal e algumas, em especial os homens, procuram consolo no consumo excessivo de álcool tanto nos viúvos como nos divorciados a partir dos cinquenta anos.

     De acordo com George Gaul da Sociedade Austríaca de Cardiologia, citado pela agência Efe, o risco de morte das pessoas que vivem sozinhas é o dobro das que permanecem acompanhadas.

     Perante o seu isolamento, muitos acomodam-se e acabam por adoecer com frequências, vitimados por úlcera no estomago, problemas no fígado e no aparelho digestivo, associados a uma crónica dor de cabeça.

     Hans Joachim Fuches, especialista austríaco em clinica geral, garante que vê diariamente pacientes vítimas de síndromes de solidão e de problemas de convivência, entre cujas causas está o prolongado período que viveram «debaixo das saias da mãe», o que os leva a uma maior dependência emocional dos seus pais e a uma maior dificuldade em se atirarem para o mundo de uma forma mais independente.


CONCEITO VAGO

solidão e pobresa

 

Mas o que é afinal a solidão?

     Para a psicóloga Paula Marques, «a solidão é um conceito vago que se reveste de muitos significados». Adianta: «Weisse (1973) afirma que a solidão não é apenas um desejo de relação mas da relação certa, podendo concomitantemente com actividades sociais». Já para Perlman e Peplau (1982), é ‘uma experiencia desagradável que ocorre quando a rede de relações sociais de uma pessoa é deficiente nalgum aspecto importante, quer quantitativa quer qualitativamente’».

     «O âmago da solidão, acrescenta Paula Marques, «é a insatisfação em relação ao relacionamento social, não obrigatória nem necessariamente relacionada com o isolamento objectivo. Mesmo a própria noção de isolamento abrange formulações distintas como em termos de tempo passado só, falta de relações sociais, falta de contactos com familiares e existência ou não de um ‘confidente’».

     Assim sendo, «a solidão reflecte uma discrepância subjectiva entre os níveis de contactos sociais desejados e realizados, podendo atingir dimensões psicopatológicas».

     «O meio urbano, ao gerar diferentes dinâmicas entre os indivíduos, tende a marginalizar os mais fracos, incapazes de manter o seu ritmo e a apaga-los, retirando-lhes qualquer visibilidade social. Envelhecer na cidade é arriscar-se a acabar os seus dias cada vez mais só. Os idosos já não ocupam o lugar que tinham há sessenta anos. O respeito tornou-se menos profundo. Tem-se experiência mas é-se ultrapassado pelos jovens em matéria de conhecimentos; daqui advém o preconceito que nutrem os chefes de pessoal contra a colocação ou permanência no trabalho de um quinquagenário deixando caminho aberto à sensação de inutilidade»

Apesar da boa vontade, os filhos não têm hoje as mesmas possibilidades que antigamente de a seu cargo os pais idosos tanto mais que, na cidade, existe frequentemente o problema do alojamento. E Paris, por exemplo, muitas mulheres idosas vivem nos últimos andares de prédios muito antigos (80% construídos antes de 1914) o que em parte explica o seu isolamento. Estas mulheres evitam a todo o custo subir e descer escadas ou utilizar os meios de transporte concebidos apenas para pessoas ágeis.

   Para muitos idosos, as redes sociais de apoio são frágeis, cenário porventura agravado pelo suporte familiar insuficiente, quando não perturbadora. Pior ficam quando chegam a uma certa idade onde já não há familiares. A intervenção formal do Estado e autarquias, nas suas vidas, limitam-se com frequência à criação de espaços residenciais que não reflectem as necessidades e valores das pessoas a que se destinam. Derivado a esta situação surgem os espaços particulares e alguns ilegais sem quaisquer qualidades mas de preços exorbitantes para o bolso de um comum reformado. Os Estados não criaram equipamentos e serviços e, muito menos a implementação de uma nova pedagogia de convivência que provocasse uma mudança de cultura, promovendo outras solidariedade.

    Faxe à ruptura de equilíbrios tradicionais, em que cuidar dos idosos constituía uma das responsabilidades da famílias e o envelhecer era um processo íntegro num ciclo de vida/trabalho, bem mais curto e simples, será necessário intervir para encontrar novos equilíbrios adequados à situação actual.

     Infelizmente os hospitais estão cheios de idosos abandonados pelo sistema e o mais grave ainda quando da chegada das festas natalícias e das férias de verão, são os próprios filhos e parentes mais próximos a abandona-los.

     Nos anos mais próximos haverá várias gerações de idosos, um elevado nível de analfabetismo e afastamento face aos progressos tecnológicos e sociais do presente, que exigirão um esforço redobrado de apoios.

     Os que trabalharam uma vida inteira quando chegam aos cinquenta anos de idade já não são uteis para a sociedade segundo dizem os políticos da nossa terra no entanto são eles já com uma proveta idade que mandam no nosso pais auferindo chorudos ordenados contra o ordenado mínimo nacional que é de miséria.

      Mas quem são, afinal as principais vítimas da solidão?

     Se bem que alguns estudos mostrem uma maior associação da solidão a faixas etárias jovens (as novas tecnologias vieram fazer com que uma grande percentagem dos jovens se refugiem na solidão dos seus quartos frente a um computador nas redes sociais ‘tranzando’ com amigos virtuais durante horas a fio. A culpa também é dos pais que não sabem manter regras de educação aos seus filhos) Não se pode excluir a importância desta temática nos idosos, até pelo crescente envelhecimento das populações ocidentais acompanhado pela degradação das condições deste grupo numa sociedade que tem por arquétipos a juventude e a produtividade.

      Mais de um milhão de pessoas vivem sós em Portugal. Mulheres lideram a extensa lista.

     Segundo um estudo do (INE) Instituto Nacional de Estatística, em 2001, existiam 3.650.757 famílias clássicas residentes em Portugal, das quais 631.762 eram famílias unipessoais, tendo sido recenseadas 572.620 pessoas a viver sós (contra 397.372 pessoas registadas em 1991, o que significa que 5,5% do total da população residente em Portugal (percentagem que se repetia por 3,7% de mulheres e 1,8% de homens) viviam sozinhos.

      Em 2001 analisando homens e mulheres separadamente verifica-se que, entre a população masculina com 15 ou mais anos de idade a viver sozinha 62,9% tinha menos de 65 anos e apenas 37,1% tinha 65 ou mais anos, enquanto entre a população feminina em idênticas condições a relação de valores era oposta, isto é, apenas 37,3% tinha menos de 65 anos e 63,7% tinha 65 ou mais anos. Ou seja, as mulheres que vivem sós são sobretudo idosas, situação oposta à que se verifica no caso dos homens que vivem sós, sobretudo jovens.

     Os homens têm mais dificuldade em enfrentar a solidão por vários aspectos enquanto as mulheres derivado à sua condição feminina têm menos dificuldades. Há sempre uma amiga por perto e os tachos e panelas já fazem parte da sua feminidade, enquanto os homens nem uma sopa sabem fazer e amigos só encontram no futebol mas ao preço dos bilhetes preferem ver os jogos nas TVs.

A A A A A A A A A A A A

Se leu até ao fim e se é um que vive na solidão do seu canto dê a sua opinião e ou conte a sua história (se quiser que não seja divulgada basta no comentário pedir sigilo) e faça favor de ser feliz

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

            Nelson Camacho D’Magoito

                 “Estados de alma-dr”

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos: Livre de preconceitos
música que estou a ouvir: Pomba branca, Pomba branca
publicado por nelson camacho às 05:03
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3 comentários:
De Zé Margem Sul a 28 de Julho de 2014 às 19:42
Sim, li até ao fim.
A muito custo, devo dizê-lo. Não por qualquer coisa a apontar ao artigo, mas porque me aterroriza a solidão.
Não sei ao quê ou a quem deva agradecer a extrema felicidade de nunca ter sentido solidão, ou então é a muita gente e a muita coisa que o devo. Tentar imaginar o que seja não me é assim tão difícil como possa parecer. É apenas imaginar que um dia possa perder tudo aquilo que agora tenho ou que, por qualquer fenómeno pessoal, que nem me atrevo a conceber, me possa eu isolar, fechar sobre mim próprio e deixar definhar.
É um tema difícil. Muito difícil. Talvez porque em tanta coisa nos sentimos impotentes para lhe obstar. Ou porque talvez tenhamos vindo a ser, ao longo de muitos e muitos anos, empurrados para essa impotência.
Certa vez telefonei para uma estação de rádio onde uma senhora (socióloga/psicóloga?) tinha composto um tal ramalhete que se acabava subtilmente por "depreender" que a solidão seria, na maioria das vezes e dos casos, "culpa" do próprio solitário.
Insurgi-me, danei-me até, pois a ter em conta o que a senhora dizia, era como se a sociedade em geral e os poderes políticos e económicos em particular não tivessem qualquer influência ou (eles sim) culpa no cartório.
Eu, nunca excluo a responsabilidade do próprio no seu "destino". Mas ver e ouvir estes senhores e senhoras, que nos tratam a todos como números estatísticos, sacudir a água do capote (nesta e em muitas outras questões) jogando toda a culpa por sobre o indivíduo, revolta-me.
Revolta-me e jamais pactuarei com isso.
Abraço
De nelson camacho a 29 de Julho de 2014 às 17:28
Meu caro Zé Margem Sul como pode verificar e esta serve para todos os que me lêem normalmente as minhas respostas estão sempre “nestes casos na “ponta dos dedos” e n chamado tempo oportuno. Gostei do que comentou mas quanto ao “solidão será, na maioria das vezes e dos casos, "culpa" do próprio solitário.” Dito por alguém que se arroga de psicóloga e tem um programa na rádio. Efectivamente terá a sua rasão mas só porque você, incautamente lhe telefonou predispondo-se a ouvir o que não queria mas ela ficou mais rica com os euros que você gastou no telefonema efectivamente assim, nós fazemos o nosso destino. Uma vez também eu fui a uma Igreja e confessei-me a um padre. Vim de lá pior do que entrei. Você aterroriza-se com a solidão. Que os Santos permitam que nunca saiba concretamente o que isso é. Ela aparece não porque fomos nós que a delineamos ao longo da vida mas por causas que nem os Deuses adivinham e o resto é uma ganda treta. Bem aja por ter aparecido por cá. E faça o favor de ser feliz. NC
De Zé Margem Sul a 31 de Julho de 2014 às 11:27
Bom dia.
Não. A senhora era apenas convidada do programa de radio. O programa não era dela. Aconteceu isto numa altura (5 anos atrás, talvez) em que houve uma "pseudo-campanha" governamental contra a solidão em Portugal. Como agora há esta "pseudo-campanha" contra o envelhecimento da população, façam mais bébés e afins. Estas coisas engraçadas a que os nossos queridos políticos se entregam, episodicamente, afim de parecerem muito preocupados com a situação e (lá está) para fingirem que não têm culpa nenhuma do que se passa.
Como tenho esta mania de "desconstruir a demagogia" desses aldrabões dei o meu contributo telefonando. Não lhes importa a eles, eu sei. Mas talvez alguns que tenham ouvido o telefonema (e a resposta atabalhoada da senhora) fiquem a pensar out-of-the-box.
Nunca há apenas um "culpado" nas coisas mas, muita vez, é o maior deles que aponta culpas aos outros.
Governos sucessivos que fazem a apologia do "português que se deve sacrificar pelo país" trabalhando 12, 14, 16 horas por dia, ou em dois empregos, que disfarçadamente faz o elogio do "Workaolic", mas que ao mesmo tempo fomenta o desemprego, depois, vem-se fingir muito preocupado com a degradação das relações pessoais, com a perda de "valores da família", com o divórcio, com a baixa natalidade e, no extremo, com a crescente solidão das pessoas, só podem ser olhados como hipócritas sem escrúpulos.
Na voz de todos esses "senhores", se um dia viermos a morre de fome, será, de certeza absoluta, culpa nossa, uma opção errada que tomámos.
Mas enfim, já me dispersei, fico-me por aqui.
Um abraço.

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