Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Afinal ele é bissexual – II Capitulo

Um telefonema a meio da noite Nelson Camacho

II Capitulo

Um Mês depois o telefone tocou!...

Ver o I Capitulo

 

     Já me tinha esquecido daquele encontro seguido do beijo roubado.

    A minha vidinha lá ia passando na pasmaceira do costume e porque o tempo assim o permitia, uns dias na praia e outros na conversa da treta com alguns amigos na esplanada da mesma.  Há noite passava-as na minha solidão junto ao televisor vendo as novelas e alguns filmes. Ninguém me chateava. Nem cão nem gato nem mulher para me fazerem a cabeça. Só duas vezes por semana recebia a D. Elvira, senhora da limpeza para me dar volta à casa.

     Um dia o telefone tocou. Primeiro não atendi. Devia ser alguém para me chatear, situação que não estava para ali virado. O telefone voltou a ligar. Espreitei mas não reconheci o número e resolvi atender. Então ouvi do lado de lá, uma voz que não reconheci:

 

- Ainda estás sangado comigo?

- Mas quem fala? Que me lembre, não estou sangado com alguém!..

- Sabes? Tenho sentido a tua falta… As tuas histórias e os conselhos que me deste entre linhas naquela noite.

 

      Por incrível que parecesse, não havia meio de me lembrar de alguém que me dissesse tal coisa e atirei:

 

- Olhe meu amigo, se quer brincar comigo vá brincar com o caralho pois estou a ficar irritado.

- E se te disser que me ofereceram dois bilhetes para uma revista no Parque Mayer e queria convidar-te para me acompanhares?

 

     De repente e antes que me saltasse a tampa, lembrei-me do tal João que tinha conhecido tempos atras no Politeama e mais calmo respondi:

 

- Desculpa a forma como respondi mas não estava à espera que um gajo me dissesse que tinha saudades minhas e juguei ser brincadeira.

- Não faz mal. Também levei um mês e tal a ganhar coragem para te telefonar e agora que estou na posse de dois bilhetes para a revista e sei que gostas, ganhei coragem para te telefonar. Já sabem quem sou?

- Sim!.. Já sei! És o tipo que me roubou um beijo.

- E ainda estás sangado comigo por ter tomado essa atitude?

- Não me zango tão facilmente. Embora na altura, se bem me lembro. Fiquei um pouco atrapalhado, mas já me tinha esquecido.

- E esqueceste mesmo? Ou quiseste esquecer? Sempre queres ir ao teatro comigo?

- E quando é?

- Na próxima sexta-feira. Podemo-nos encontrar por volta das vinte horas à porta do Parque.

 

Ainda estou para saber a causa da pachorra em ouvir tudo aquilo. Talvez por me encontrar um pouco só e porque me lembrei do que se tinha passado com o tal João e também porque não achava justo receber um bilhete para o teatro que custa em média vinte cinco euros e porque me lembrei que ele não tinha carro e iria de comboio para lisboa, respondi:

 

- Vamos fazer assim… Em vez de nos encontrarmos em Lisboa, vou buscar-te a Sintra mais cedo, vamos jantar e depois então vamos à tal peça.

- Não esperava tanto de ti, mas agradeço e fico esperando à porta de minha casa se ainda te lembras onde é.

- Certamente que me lembro. Foi uma noite que embora esteja longe no meu pensamento agora recordo tudo bem recordado.

- Então ficamos assim! Espero-te sexta-feira por volta das dezassete e meia.

- Ok!.. Vou lá estar.

 

     E desliga-mos os telefones.

 

     Porque gosto de cumprir as minhas promessas inclusive os horários, às dezassete e trinta lá estava eu na sexta-feira a chegar junto ao prédio onde o tinha deixado um mês e tal antes. Não sabia em que andar morava e como não ia para ali tocar a buzina nem tocar em qualquer campainha da porta. Esperei um pouco. Não foi muito pois ao que parecia também o João é cumpridor dos seus combinados e logo o vi assomar à janela do primeiro andar, gritando – desço já.

     Mal desapareceu no interior da janela apareceu uma jovem com cara de curiosa tentando encontrar a quem João tinha gritado, mas não viu nada até que se recolheu no instante em que João aparecia à porta, dando uma corridinha para o meu carro abrindo a porta entrando e todo esfusiante dizendo:

 

- Vamos?

- Então, boa tarde! – Respondi.

 

     João colocando a mão em minha perna respondeu:

 

- Boa tarde! Vamos?

 

     Ao mesmo tempo que punha o carro a trabalhar perguntei:

 

- Só por curiosidade… Quem era a moça que veio à janela?

- Era a minha irmã que veio cá a casa para falar com minha mãe.

 

     Embora notasse um pouco de desconforto na resposta, não liguei e nunca mais falei sobre o assunto.

 

- Nunca julguei que aceitasses o convite.

- Também não sou do tipo de aceitar convites destes assim logo à primeira mas como não tinha nada para fazer e quando me acenam com bilhetes para uma revista nem olho para traz.

- E foi só isso?

- Que me lembre assim de repente não foi por mais nada.

- Julguei que tinha sido por te teres lembrado que não sou má pessoa e te roubei aquele beijo.

- Já estivemos a falar melhor. Achas que um beijo dado por um homem me ia tirar o sono ou aceitar um convite para uma saída?

- Não te quis ofender mas a verdade é que nunca mais me esqueci e gostaria de repetir a dose,

- Não é agora que estou a conduzir que me vais roubar outro?

- Não! Mas sentindo que fui retribuído na altura, estou pronto a repetir a dose noutra altura.

- E se falássemos sobre onde vamos jantar?

- No Parque Mayer há um restaurante “A Gina” que ainda vai sobrevivendo naquele espaço mesmo ao lado do teatro onde podíamos ir e tens local onde arrumar o carro em vez de andarmos pela cidade à procura de lugar e depois voltarmos.

 - Também é bem pensado.

 

      De Sintra a Lisboa pela IC 19 àquela hora não havia muito trânsito e depressa chegamos ao nosso destino. O Parque Mayer.

     Depois de arrumar o carro dirigimo-nos ao Restaurante a Gina que contrariamente ao que estava à espera, fui reconhecido o que deixou o       João um pouco embaraçado pois de mim nada sabia a não ser um tipo com história de vida para contar e perguntou:

 

- Afinal de contas quem és na realidade?

- Sou um filho da noite em que Lisboa e não só, eram os meus locais de vida.

- Essa do não só deixa-me um pouco confuso.

- Tal como eu fiquei confuso quando te assumiste como gay. O que não estava à espera e que felizmente não tens tiques, eis porque aceitei o teu convite para esta noite.

 

     Esta conversa já se estava a passar sentados à mesa e junto ao empregado que me tinha cumprimentado e à espera do pedido.

   Depois do jantar misturado com uma conversa de circunstância nunca divulgando quem eu era profissionalmente assim como ele dizendo somente que eu lhe parecia seu pai que tinha falecido há uns anos e era essa a razão por que procurava amizades mais velhas.

    O jantar acabou e lá fomos para o “Maria Vitória” ver a revista.

Final de revista no teatro Maria Vitoria - Nelson Camacho D'Magoito

 

     A peça terminou como era de esperar com um final brilhante com todo o mundo em cena e toda sala levantada aplaudindo.

Já no carro João comentou:

 

        - Isto é o verdadeiro teatro que eu gosto.

        - Pois! É único no mundo e é pena que desde o 25 de Abril todos os governos se tenham esquecido da cultura inclusive deste tipo de revista e tenha deixado ficar o Parque Mayer nesta degradação total. Fecharam todos os teatros e restaurantes e hoje é um parque de estacionamento. O que resta é este Maria Vitória e deve-se ao amor e persistência que o empresário Elder Freire tem tido ao longo dos anos assim como os proprietários do restaurante Gina, onde jantámos que lá vai seguindo à custa de muitos sacrifícios.

        - De facto é uma pena. Ainda sou novo mas o que tenho ouvido de malta mais velha este parque era como a Broadway

      - Sim. Havia vários teatros restaurantes, cafés e bares onde todos os artistas conviviam em tertúlias. Aqui discutiam-se contractos, marcavam-se encontros, namorava-se e até se arranjavam casamentos. Outros tempos.

        - Falando assim com um tom de uma certa saudade e depois de ter reparado da forma como foi recebido no restaurante afinal quem é você?

        - Talvez como diz o poeta: - “Ninguém….”

        - Lá está você com meias palavras.

        - Olha rapaz, antes do mais o melhor é começarmos por nos tratar por “tu”. Essa coisa do você cheira-me a conversa de velhos.

        - Você!.. Desculpa… Tu. És impagável.

        - Como dizia o outro “são muitos anos a virar frango”

        - E achas que sou um “frango” que se possa virar?

        - É tudo uma questão de oportunidade. Não te esqueças que foste tu que deste a primeira dica.

        - E se fossemos tomar um copo?

 

     Toda esta conversa tinha sido feita entre entrarmos no carro, aguardar-mos na fila para sair do parque. Enquanto me dirigia à máquina de pagamento a minha mente, como diz uma amiga minha, “perversa” logo engendrei maneira de não ir ao tal bar tomar o copo mas sim a minha casa.

 

         - Achas que tomar um copo no meio da multidão que se encontra nos bares `sexta-feira poderíamos conversar mais à vontade?

         - Também tens razão mas ir para a beira-mar também é perigoso.

         - E se fossemos tomar o tal copo em minha casa? Já que fica no caminho da tua?

         - Acho que seria o morango em cima do bolo.

        - Essa do morango, não será um pouco afrodisíaco? Champanhe, Chantilly e whisky ainda se arranja, mas os morangos a esta hora não me parece. Hihihihhi

 

     Como dei uma pequena gargalhada após o meu dito João também com os olhos cintilantes e um esgar de sorriso aberto colocando uma mão na minha perna e com ar de menino bonito comentou:

 

        - Mas é para já. Se fosse eu a conduzir… só parava lá.

 

     Foi com toda esta desfaçatez e quase sem muita conversa pelo caminho que finalmente entra-mos em minha casa.

    Mal entramos em minha casa o João sofreu a maior surpresa da sua vida. Estava desvendado o mistério. Afinal estava ali esparralhado logo nas paredes das escadas ao primeiro andar fotografia do meu passado não podendo assim esconder ter sido alguém dedicado às artes artísticas do cinema e do teatro. Lá bem ao fundo uma foto do meu casamento.

    Mais ficou um pouco atordoado quando ao mesmo tempo que ia subindo as escadas, automaticamente se iam acendendo pequenos projectores incindindo nas ditas fotos.

 

        - Mas isto parece uma cena de um qualquer filme…

       - Depois de ter passado por tantos decores lembrei-me de fazer da minha casa um álbum de recordações. A mim dá-me um certo gozo e a quem me visita pela primeira vez fica expectante. É essa a ideia e parece que resulta.

        - Se resulta!... Nunca pensei encontrar uma casa assim. O resto também é um convite ao antigamente?

        - Não!... Tirando o quarto que é o mais moderno que consegui, o resto continua a ser um baú de recordações. Tem peças mais velhas que eu a não ser o escritório que tem a modernice de um bar onde vamos tomar o tal copo.

        - Posso tirar o blusão?

- Mas estás à vontade. Faz desta a tua casa se assim o entenderes.

 

     Dirigimo-nos para o tal bar onde normalmente, tenho um balde de gelo com uma garrafa de champanhe. Abri-a e enchi dois flûtes e fizemos um brinde à nossa futura amizade.

 

         - Dizes que o quarto é o único com modernices.

         - Queres ver?

         - Senão te importas…

  

      Entramos. De facto para qualquer jovem habituado a ver quartos no cinema aquele era efectivamente esquisito.

     Ao entrarmos automaticamente acendem-se projectores sobre uma cama redonda que se vai movimentando pouco a pouco em si própria. Em uma das paredes existe um plasma de mais de um metro dando a ideia que estamos vendo uma tela de cinema. A um canto uma máquina de ginástica. E a outro um pequeno bar com uma variedades de garrafas e copos de cor translúcidos. Mais duas portas sendo uma de vestiário e outra de um banheiro fazendo daquele espaço uma pequena suite.

 

     João atirou-se para cima da cama e só disse:

 

         - Posso cá ficar o resto da noite?

 

     E ficou!... Não só o resto da noite como durante dois anos.

 

Amor gay no final o descanso do guerreiro

 

 

     Poder-se-á dizer que o amanhecer daquela noite foi a repetição de muitas como o “descanso do guerreiro”.

   Primeiro ficava cá em casa duas vezes por semana. Mais tarde passou a ser três vezes, mais tarde também aos fins-de-semana que aproveitávamos para dar uns passeios. Mal saia do emprego ai vinha ele até. Como trabalhava em Lisboa e tinha de apanhar o comboio e depois a carreira combinámos que o melhor seria comprar um carro e assim o fez.

      Um dia chegou a casa mais tarde do costume com o resto da roupa e alguns pertences.

 

        - Estou totalmente livre.

        - Mas ouve algum problema no emprego? Perguntei.

     - Não!... Estou livre dos problemas lá de casa. Posso passar a viver contigo no pleno. Mais ninguém me vai chatear. Assumi-me completamente.

 

     Nunca tínhamos falado do relacionamento dele com a família. Só sabia que vivia com a mãe e com a irmã.

   Sendo um tipo trabalhador, que ajudava nas despesas da casa e não me arranjava problemas e até gostava dele e nos entendíamos sexualmente aceitei a ideia de passar a viver comigo.

 

    Não sabia quais os problemas lá de casa nem queria saber o todo. Só fiquei a saber que ele se tinha assumido na sua tendência sexual e julguei que essa atitude não tivesse sido aceite por sua mãe.

 

Dois anos depois

 

     Há muita gente que actualmente vive oficialmente em “comunhão de facto” o que não era o nosso caso. Vivíamos como dois amigos, cada um com o seu emprego e carro para podermos ter também um pouco de privacidade.

 

     Entre as nossas várias saídas, uma noite fomos ao “Centro Cultural Olga Cadaval” em Sintra, ver um espectáculo. Como costumo dizer por graça “Naquela noite Deus estava a dormir”. Quem estava no lugar ao lado do João? Sua mãe acompanhada pela moça que um dia a tinha visto à janela e que ele me tinha dito ser sua irmã.

 

     Aconteceu uma pequena peixeirada homofóbica como nunca tinha ouvido:

 

     A tal dita irmã debruçando-se sobe a sogra comentou num tom um puco alto de forma a toda a agente ao redor ouvir :

 

        - Com que então foi com ele homem que te juntaste? Meu paneleiro?

 

     João estremeceu… As lágrimas começaram a cair-lhe e segurando-me num braço:

 

        - Por amor de Deus… Vamos embora……

 

    Ao nos levantarmos ainda ouvi um certo burburinho das pessoa em volta que foram abafados pelo inicio da orquestra. Ia começar o espectáculo que para nos nunca vimos.

 

      Esta história podia acabar aqui, mas não.

 

     João não acabava de chorar enquanto eu o consolava com comentários de circunstância embora estupefacto com o acontecido.

 

     Depressa chegámos a casa sem mais palavras.

 

     Eu só pensava: E agora! O que é que eu faço?

    Nunca tínhamos falado do assunto pois ele sempre se assumiu como gay passivo. Eu sei que num casal hetro ou bi há sempre muitas coisas que não se sabem, fazem parte do íntimo de cada um, mas aquela descoberta da irmã que não era irmã mas sim ex-mulher do João estava a deixar-me preocupado. Também sei que o passado de cada um é uma história que não pertence ao outro, mas agora o que vai ser de ali para a frente?

 

     Chegamos a casa, fui deitar-me enquanto João encheu um como de whisky e foi deitar-se no sofá da sala.

 

     E agora o que é que eu faço? Você sabe?

FIM

 Roberto Carlos em 1988 – O que é que eu faço?

https://www.youtube.com/watch?v=hm_YQ8LUltI

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

            Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
  2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

Estou com uma pica dos diabos:
música que estou a ouvir: O que é que eu faço?
publicado por nelson camacho às 17:14
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