Sábado, 22 de Junho de 2013

My Love (It could happen to you) Parte VII

Uma história de amor que podia ser a sua

(um conto longo)

(ver parte VI)

 

 

VI Capítulo

Cascais - Barcos no tejo - O canto do nelson

     Carlos continuava naquela esplanada da Marina de Cascais. Umas vezes olhando os pequenos barcos de recreio, outras olhando lá ao fundo mais um cruzeiro que partia para águas longínquas e sonhava como seríamos bom ir num deles para uma viagem sem destino.

     O tempo estava a esfriar um pouco, o Sol já começava a descair para o horizonte e as suas memórias não paravam.

     Despertou daquele transe quando um empregado junto dele perguntava se queria mais alguma coisa.

        - Olhe! Traga-me um whisky duplo simples e sem gelo.

        - Desculpe! Já o vejo aqui sentado absorto nos seus pensamentos. Desculpe insistir mas já são três doses que bebe e se vai conduzir não faça nenhuma asneira.

     Carlos olhou para aquele empregado simpático, correu-lhe uma lágrima e só disse:

        - Não!.. Não! Vou fazer nenhuma asneira! Obrigado. Traga-me também uma garrafa de água para levar. Não se preocupe! Isto passa,

     Quando veio o empregado trouxe o whisky, Carlos bebeu de um trago, pegou numa nota de cinquenta euros meteu-a na mão do empregado agarrou na garrafa de água e disse: Obrigado amigo.

     O empregado ficou boca aberta com aquela atitude e só viu o rapaz caminhar com a garrafa na mão direito ao um carro que estava mesmo ali à entrada da esplanada.

 

     Carlos entrou dentro do carro olhou em redor e arrancou estrada fora como quem vai para o Guincho.

 

     Parou na Boca do Inferno, desligou o carro e olhando o Sol lá no fundo como quem diz até amanhã e as suas recordações voltaram ao momento em que também o Sol ficava no horizonte de Paris.

 

De regresso de Paris

     (Estavam novamente no avião, só que desta vês pela janela em vez de se ver a aproximação de Paris era ao contrário. O Sena e a Torre Eiffel ia ficando cada vês mais pequenas. Lá mesmo ao fundo o sol ia descaindo no horizonte. João com a cabeça encostada ao Carlos tentava também ver aquele espectáculo através da janela do avião. Quando sentiu suas mãos segurarem nas suas todo o corpo trepidou. Olhou para o banco de traz e lá estava o pai com o maior sorriso nos lábios. (ou estava numa de aprovação pelo amor pelo João ou estava a preparar alguma para quando chegassem a Lisboa) Carlos não ligou muito pois estava feliz ao mesmo tempo que não lhe saia da cabeça aquela cena de o ver sentado aos pés da cama quando acordou, ainda abraçado ao meu amigo de infância que se tinha tornado em algo tão especial que nenhum dos dois podia entender.

 

     Aquela cena estaria certamente na mente de ambos pois suas mãos apertavam-se ao mesmo tempo de olhavam pela janela vendo Paris desaparecer no horizonte. Assim que ficaram somente as nuvens, olharam-se nos olhos que brilhavam bem lá no fundo. Pelos cantos miraram o pai Eduardo que mais uma vez com ar complacente e um sorriso nos lábios levou um dedo aos ditos como a dizer: “xiu!! O segredo é a alma do negócio”)

 

     Afinal de contas aquela amizade, vinha desde o berço e com pais tão distintos nas formas de pensar nunca os levaria a pensarem como irmãos mas sim como grandes amigos.

 

     Diz-se que contrariar o óbvio é como fazer uma contrafacção dos valores.

     "Torcer uma realidade não é aceitar o óbvio".

 

     Misturado com aquelas lembranças a quando da partida das mini férias a Paris teve um rebate de consciência.

 

     A nossa amizade já vinha desde a nascença. O nosso amor, já ia nos dois anos, mas aqueles quinze dias em Paris, tinha sido o culminar de uma paixão como nunca haveria outra igual. Já tinham feito os nossos vinte anos, cursos de advocacia acabados. Só nos faltava arranjar emprego (como estagiários) e o mais difícil de tudo: Contarmos abertamente a nossos pais a nossa orientação sexual)

 

No aeroporto de Lisboa

Aeroporto de Lisboa

     O avião já tinha aterrado e já estávamos dentro do autocarro que nos leva até aos cais de desembarque quando perguntei a meu pai:

        - Não é melhor telefonar para os pais do João a dizer que já chegámos? Pode ser que nos venham buscar.

        - Não! Conforme não tiveram a gentileza de nos vir trazer, certamente não estarão interessados em nos vir buscar. Alem disso, creio que a nossa amizade acabou no jantar em que convidas-te o João para esta estadia em Paris.

       - Então porquê? Não entendo.

       - Talvez não entendas agora, mas espera pela pancada. Há uma coisa que te quero dizer. Na viagem conversei com a tua mãe e estamos de acordo com as tuas escolhas e nunca te esqueças que os teus pais são o maior amigo que podes ter.

     Ainda estávamos com esta conversa dentro do autocarro quando meu pai voltando-se para o João:

        - Lembras-te de um dia teres dito que não irias seguir medicina mas sim advocacia? Dizias na altura que talvez um dia seriamos todos sócios.

     Se eu estava cada vez mais parvo com a conversa do meu pai o João Aida ficou mais atrapalhado com aquela declaração.

        - Lembro-me perfeitamente e lembro-me que tive várias discussões com minha mãe na altura.

        - Pois vai-te preparando com mais discussões com os teus pais, pois resolvi meter-te a ti e ao Carlos na minha sociedade de advogados como estagiários, até à formação final.

        - Quer dizer, que emprego já temos! – atirou o Carlos segurando-se aos ombros do pai.

        - Só nos falta a casa! – Brincou com ar sorridente e descarado o João.

    D. Eugénia que estava atenta à conversa, meteu-se na mesma.

         - Mas casa não há problema, temos aquele apartamento no Ericeira que podem utilizar como vosso.

 

     O autocarro tinha chegado ao fim e a conversa também.

     Eu e o João fomos tratar das malas e meus pais foram caminhando para a saída procurando um táxi.

 

João ainda dentro do carro 0lhando para o Sol que se ia esbatendo a pouco e pouco lá no horizonte continuava a recordar a sua chegada a Lisboa e a maior discussão de todos os tempos com os pais.

      

Entardecer

     Quando fiz as malas para a viagem (sem apoio de ninguém) esqueci-me de meter as chaves de casa em uma das malas e como os meus pais não estavam em casa não tive outro remédio que ficar em casa do Carlos. Eles deviam ter estado de serviço nocturno no hospital e só chegaram a casa de manhã.

     Foi um domingo para nunca mais esquecer.

     Em casa do Carlos todo o mundo se levantou cedo e fomos todos tomar o pequeno-almoço para o quintal.

     Estava-mos todos numa amena cavaqueira e com risadas à mistura, quando minha mãe toda alvorada e sobre o muro gritou!

        - Então é essa a tua casa? Chegas e nem a casa vai? Os teus pais já não merecem respeito?

     Ficaram todos atónitos com aquela saída da senhora doutora que tinha perdido as estribeiras.

        - Mas Mãe! Não levei as chaves e vocês não estavam, aliás não é do outro mundo eu ficar aqui em casa do Carlos.

        - Pois sim!!!! Mas essa coisa tem de acabar.

        - Mas tem de acabar porquê?

        - Conversei com um colega meu psiquiatra sobre as tuas amizades e a forma como tem sido regida ao longo destes anos e não achamos muito saudável.

 

     Aquele pequeno-almoço ao ar livre que tinha começado tão bem, em que felicidade e compreensão estava patente naquelas almas cheias de amor e no repasto de quinze dias passados em Paris

 

     Aquela estranbulhada mãe e sem grande causa aparente vinha estragar tudo.

 

     Perante tantos impropérios D. Eugénia não se conteve e atirou:

         - Oiça lá oh Doutora! O que quer dizer com essa de nós não sermos amizade saudável para o seu filho?

     D. Gertrudes ainda sob o muro e como do alto da sua cátedra respondeu:

         - Para uma advogada não me parece justo ter consentido a amizade tão íntima entre os nossos filhos criando neles uma atitude desviante na sexualidade.

 

     Todos ficaram parvos com aquela atitude, mais ainda ao fim de vinte anos de convívio parta a porta.

 

     João empertigou-se já deitando os bofes pela boca:

        - Mas mãe! Onde foi agora descobrir coisas na sua cabeça só porque falou com um psiquiatra? Não será a senhora que precisa de uma consulta?

        - Vem mas é para casa. O teu pai já cá está e temos muito que conversar.

     Perante aquela situação o João pediu desculpas aos amigos e mesmo sem levar as malas de viagem foi até sua casa.

 

Um Jantar de confrontos

 

     João quando entrou estavam na sala o pai, a mãe a Helena, amiga desta com a filha Isabel.

     Poderíeis dizer uma reunião de família, mas não. A Helena e a Isabel não faziam parte daquele núcleo.

     Poderia também ser uma reunião de boas vindas de umas mini férias, mas também não! Então o que seria?

     O Pai foi o primeiro a levantar-se e abraçar o filho perguntando-lhe se tinha corrido tudo bem.

        - Tudo bem! Correu. Só não correu bem foi a paxeirada que a mãe fez agora só porque não levei a chave de casa e como vocês não estavam acabei de ficar na do Carlos, aliás, como faço há uma dezena de anos para estudarmos.

         - A tua mãe quer à viva força que cases com a Isabel e como anda a contar a nossa vida a um novo colega na área da psiquiatria anda com as ideias um pouco confusas.

          - Se ela tem ideias confusas o melhor primeiro é tratar-se e depois se tem algo a perguntar-me é faze-lo directamente e não publicamente.

     Isabel que desde o primeiro dia onde tinha sido apresentada aquela família nunca tinha dado grande importância às investidas da casamenteira, levantou-se foi direita ao João tentando dar-lhe um beijo na boca ao qual ele desviou seus lábios para a face.

      D. Gertrudes notando o acto, atirou logo enraivecida:

         - Tas a ver? (virando-se para o marido) Desde quando um rapaz não aceita o beijo na boca de uma rapariga?

     Se o candeeiro do salão não estivesse bem preso ao tecto, este tinha caído assim como todos os presentes.

     Sem se dar conta a mãe do João tinha-se candidatado a “Presidentes do grupo de homofóbicos”.

     Se recuarmos um pouco às suas reminiscências, talvez a compreendamos, mas como médica é inaceitável a sua atitude. Principalmente perante o seu próprio filho.

     João que ainda não se tinha sentado com as mãos fez o sinal de calma e verbalizou:

 

           “ Desde criança que fui habituado a conviver com uma família que vocês gostavam e receberam de braços abertos durante vinte anos. O Carlos foi o irmão que vocês não me deram, pois andaram sempre mais preocupados com as vossas profissões e o stato a que ele obriga. Carinho perante a minha pessoa? Encontrei ao longo dos anos, nos tais vizinhos aqui mesmo ao lado. O Carlos teve o seu primeiro computador que eu não tive. O Carlos teve o carro que vocês nunca me deram. Carlos teve sempre a compreensão dos pais em tudo o que fazia e nas suas escolhas, o que vocês nunca tiveram para comigo. Enquanto os pais dele sempre quiseram o melhor para ele, desde os estudos até às mais pequenas coisas, Vocês só se preocupavam em encontrar-me uma rapariga para casar não se preocupando se era para mim a mulher ideal. O que interessava era eu casar e ter filhos. Até quando vos comuniquei que não seguiria o curso de medicina mas o de advocacia. Vocês estrebucharam um pouco mas como aceitei namorar com a Isabel, vocês concordaram. Quando os meus amigos me convidaram para umas férias em França, nem se deram ao cuidado de nos ir levar ao aeroporto. (era o mínimo que podias fazer a quem iria pagar todas as minhas despesas). Agora que pela trigésima milionésima vez fiquem em casa do Carlos, já tenho todos os defeitos do mundo.

     Pois fiquem sabendo que o Dr. Manuel Marques e a esposa convidaram-me a fazer parte da sua sociedade de advogados para onde vou já na segunda-feira trabalhar. O Carlos também vai lá estar e os seus pais aceitaram de bom grado a nossa amizade.”.

 

     Perante esta divulgação tão consciente, todos ficaram sentados e sem pinga de sangue para corroborar. Somente D. Gertrudes vermelha como pimentão balbuciou:

        - E é só isso que nos tens para dizer?

        - Por agora é! Mas se quiserem saber mais alguma coisa é só perguntar. – Desafiou João.

 

     Helena que nada tinha a ver com o assunto, mas estava a ver o caso da filha já casada mal parado e talvez derivado à sua ignorância social, perguntou:

        - Mas tu gostas da Isabel?

        - Gosto da Isabel e todas as mulheres assim como gosto de mulheres, só que ainda não chegou o momento certo.

        - Então filho! Em que ficamos? – Perguntou o pai.

        - Sim! Diz lá em que ficamos? – Retorquiu a mãe quase eufórica.

 

     João calmamente virando-se para todos continuou:

 

      “ Lamento que sejam tão mesquinhos e tão retrógrados e não aceitem a realidade dos tempos. Só vêem o que lhes está diante no nariz segundo a vossa concepção de vida esquecendo-se que têm telhados de vidro. Uma senhora que deixou o marido ir comprar cigarros para sempre e outra que se esconde na sua escuridão em concluiu com um padre e não reconhece que o marido tem uma amante. Ora bolas. Que mais querem saber? A minha orientação sexual? Tenham coragem perguntem!”

 

     (Fez-se um momento de silêncio tenebroso. Se naquele momento estivesse ali um sonoplasta, e fosse uma cana cinematográfica, teria posto a tocar “ A Marcha fúnebre de Richard Wagner.”)

 

     Naquela altura, ninguém queria aceitar os seus próprios podres que achavam naturais. De tal forma foi a abertura do livro das lamentações hipócritas daquela gente pela boca do João que sempre tinha guardado os segredos dos pais que ninguém teve coragem de dizer algo.

     A Helena pegou num braço da filha e sem se despedir desarvorou porta fora com o rabinho entre pernas.

     João riu-se e dirigindo-se aos pais perguntou:

 

        - Então! Quem é melhor? O pai que tem uma amante e por acaso é a que desarvorou porta fora agora mesmo? Ou a Mãe que sabe e queria casar-me com a miúda para ficarmos todos em família? Quem é o mais honesto? Quem é que se tem portado mais mal?

 

              A cara do Eduardo estava vermelha como pimentão e Gertrudes quase a dar-lhe um chilique.

 

       - Então? Não há perguntas? Sim!!! Eu e o Carlos temos uma relação de amizade e sexual e vamos viver juntos.

 

     D. Gertrudes levantou-se e apontando a porta da rua gritou:

     Em minha casa não há paneleiros!...

 

        (Se fosse uma peça de teatro, o pano da boca de cena tinha caído e o publico tinha ficado agarrado a suas cadeiras sem pinga de sangue pela aquela tragédia e ninguém aplaudia).

 

 (Ir para a VIII Parte)

 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

 

              Nelson Camacho D’Magoito

           “Contos ao sabor da imaginação”

                  de Nelson Camacho

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